Por Denis Luciano

 

Criciúma já fervilhava em progresso nos idos da primeira metade dos anos 40. A extração de carvão, com escala industrial desde os anos 10, fazia da cidade um pólo que atraía mão de obra, dentro de um município bastante maior que o atual. Àquela época, Criciúma compreendia os atuais territórios de Içara, Nova Veneza e Forquilhinha. Logo, a terra criciumense estendia-se dos recôncavos da serra que faz divisa com o Rio Grande do Sul até o litoral ponteado pelo atual Balneário Rincão. Um município que, na altura da quarta década do século XX, já superava Araranguá e Laguna, mais antigos, em importância no sul catarinense. Faltava uma emissora de rádio para falar a esta crescente população. Os poucos aparelhos existentes captavam as ondas das emissoras portoalegrenses, como Gaúcha e Farroupilha, e das cariocas, como Mairink Veiga, Tamoio, Tupi e Nacional, além da Difusora de Laguna.

 

A personalidade local na comunicação teve algum impulso na segunda metade da década de 20, tempos da emancipação de Araranguá, quando o primeiro prefeito, Marcos Rovaris, mantinha O Mineiro, jornal pioneiro da cidade, mas de efêmera duração. Outros títulos de limitadas tiragens pautaram sem muita persistência os anos seguintes até que algumas lideranças se entusiasmassem em torno da mídia falada. Estava pavimentado o caminho para que Criciúma, em breve, passasse a ouvir as vozes da terra nos aparelhos de rádio.

 


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