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Decisão no Campeonato Gaúcho e Carioca

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Tigre perde jogo-treino para o Tubarão

commentCriciúma EC access_time21/02/2020 13:30

Resultado foi 3x2 para o time da Cidade Azul

Vereadores do PSD querem "mudar" o vice

access_time12/01/2020 - 22:22

Enquanto os vereadores Salésio Lima e Camila do Nascimento - considerados pela direção do PSD como legítimos vereadores do partido - se mantém mais cautelosos em relação a guerra interna deflagrada com o vice-prefeito Ricardo Fabris, Zairo Casagrande – considerado pela direção do partido “fora” – só é cauteloso quando a conversa é no microfone. Fora do ar não é difícil ouvir dele que os três estão “fechados” e que a persistir o cenário que consideram de “equivocado privilégio” ao vice-prefeito, sairão da sigla. Zairo aposta que os três saem. Existe, entretanto, um cenário que pode mudar tudo no partido. Isso aconteceria se o deputado Júlio Garcia, que é quem tem absoluto domínio da sigla, decidir substituir o candidato do partido a vice-prefeito em reedição da chapa Clésio Salvaro/Ricardo Fabris.
O ensaio dos vereadores flagrantemente rebelados, pode mudar se avançar a tese de que o empresário Anselmo Freitas seja o candidato a vice-prefeito pelo PSD em Criciúma. Alguém pode perguntar: “mas Anselmo não se filiou ao PSD em Içara?” Sim, mas há tempo até o fim de março para que ele mude o domicilio. Fabris sabidamente no meio político tem o apadrinhamento do deputado Júlio Garcia, mas não tem o respaldo do partido. Na base do PSD não é difícil encontrar gente disposta a apoiar qualquer nome para vice, desde que não seja Fabris.
O vice-prefeito Ricardo Fabris tem evitado comentar o assunto por orientação do deputado Júlio Garcia. O período em que o fato está na pauta favorece Fabris, pois o tempo é de recesso e a aposta de que assim o assunto se desgaste o suficiente para ser considerado página virada quando chegar março que é o mês de efervescência política.


"Igualzito ao pai"

 personJoão Paulo Messer
access_time13/06/2019 - 19:00

“Igualzito ao pai”
Essa retórica que elegeu o atual governador Carlos Moisés da Silva, de que seria uma nova política é parcial para menos. Nesta semana se percebeu mais algumas evidências A mais recente foi considerada uma queda de braço desnecessária com o parlamento, especialmente o deputado estadual José Milton Scheffer (PP). A consequência disso foi a ameaça de perda de verba destinada à saúde. O deputado tinha proposto emenda que garantia R$ 180 milhões para os 110 hospitais filantrópicos do Estado. O governo ameaçou cortar. No entendimento inclusive dos dirigentes hospitalares a causa não dar crédito à iniciativa parlamentar. Este é apenas um fato. Vale aquela música tradicionalista gaúcha “saiu igualzito ao pai”, quer dizer, nada de novo no modelo.

Peito e raça
Todos os gerentes regionais de saúde foram exonerados. Foram pegos de surpresa, embora isso estivesse nas entrelinhas da reforma administrativa. Em Criciúma, por exemplo, Fernando Fáveri compareceu normalmente ao trabalho nesta quinta-feira para não parar trabalhos, mas pelo governo se parasse tudo não teria problema, pois não houve qualquer orientação sobre a continuidade do “tratamento”.

Desfaz e faz
Chama atenção que o Governo do Estado tem desfeito “coisas” – para usar um termo mais utilizado pelo seu principal motivador Jair Bolsonaro – de maneira surpreendente. Num momento corta, no outro recoloca. São sucessivos procedimentos deste tipo. Isso dá impressão que não tem avaliado consequências de seu planejamento. “Tipo atira, depois pergunta quem é?”.

Tá fora
Declaração importante revelada nesta quinta-feira pelo ex-prefeito de Forquilhinha, Lei Alexandre. Ele não deve mesmo disputar a convenção interna no Partido Progressista, nem deve sair do partido. Estas duas decisões culminam com a conclusão de que ele está fora da eleição municipal do ano que vem. Havia especulações contrárias. Especulações e ações.

Já esteve dentro
Lei Alexandre chegou a elevar o tom da briga interna com o atual prefeito de Forquilhinha, Dimas Kammer, ameaçando sair do partido, rachar o PP e levar consigo muita gente que viabilizaria uma candidatura por outra sigla. Ele descarta isso. Assumiu cargo de secretário executivo na AMREC e deve acomodar-se a ponto de ter declarado não ser “óbice” à candidatura de reeleição de Dimas Kammer.

Moro vem?
Eis a dúvida, o Ministro Sérgio Moro mantém agenda de palestra em Criciúma no dia 12 do mês que vem. Até ontem a informação era de que nada há de alteração nos planos. Alguns compromissos, entretanto, estão alterados. A ACIC tem sim preocupações com o risco da comemoração do seu aniversário ficar sem Moro, mas isso é assunto interno. Nesta semana ele foi mais político do que qualquer outro político. Foi ao jogo do Flamengo e vestiu a camisa rubro negra.

Justiça e a vizinhança

 personJoão Paulo Messer
access_time10/06/2019 - 18:50

A velocidade com que as coisas acontecem no ambiente de política é fenomenal, seja para o bem como para o inverso. No caso da ascensão é mais demorado. A derrocada se dá num piscar de olhos. Que o diga o deputado Júlio Garcia, que há duas semanas surfava onda perfeita em direção às eleições de governador. Já Sérgio Moro que já foi cotado para disputar a presidência da república ainda surfava a onda de uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ele é uma espécie de extrato da esperança da quase unanimidade dos que não são da seita Lula. Bastou um hacker revelar o que teria sido uma tabelinha Moro e Dallagnol, para marcar o golaço Lula, para a casa dele balançar. Aquilo que balança, na política, dificilmente não cai. Se é tão grave assim – como é – este tipo de tabelinha, melhor seria que Judiciário e Ministério Público não habitassem o mesmo prédio como acontece na maioria das cidades catarinenses. Em Criciúma, por exemplo, a sede do MP é um puxadinho da casa dos juízes (Fórum).
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Moeda de troca
As emendas impositivas aprovadas em 2018 pelos deputados estaduais podem virar moeda de troca para o Governo do Estado formar o PSL às eleições municipais do ano que vem. Tecnicamente o governo deveria pagar, mas como quem procura acha, algumas irregularidades teriam sido encontradas. Cada deputado estadual tinha até 25 emendas para protocolar. Até agora nenhuma foi paga. Suspeita-se que só serão pagas as emendas de deputados que “conversarem” com o governo.

Na pauta
O deputado estadual líder do governo Mauricio Escudlark trata do assunto “emenda parlamentar” nesta semana. Tinha agenda com o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba, nesta segunda-feira.

É o cara
O nome mais forte do Governo do Estado, hoje, é o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba. É ele quem comparece às audiências onde se imagina a presença do governador Carlos Moisés da Silva. Nesta segunda-feira foi assim quando a Casan acertou detalhes da renovação do contrato de 30 anos com o município de Siderópolis.

Vazou
Siderópolis era um dos seis municípios da região carbonífera abastecidos pela Casan que vinham discutindo possível transferência da gestão da água e esgoto para um sistema municipal. SAMAE por exemplo. Fazia parte do grupo liderado pelo prefeito Clésio Salvaro (Criciúma), que tem ainda: Içara, Nova Veneza, Forquilhinha e Maracajá. Juntos faziam frente à Casan ameaçando romper. Nesta segunda-feira a Casan conseguiu renovar com Siderópolis. O movimento de Clésio segue, mas agora sem o município que é sede da Barragem do Rio São Bento.

De duas, a primeira...
Não consigo entender que o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro diga que a assinatura do contrato da Casan com Siderópolis não fragiliza a sua luta na tentativa de um melhor contrato com a empresa do Estado. Afinal, Siderópolis não é só uma das seis cidades que estavam na briga, mas é a cidade da barragem. Portanto, o movimento de Clésio fragilizou sim.

... a segunda
Ao renovar a concessão da exploração da água e esgoto no município de Siderópolis, o prefeito Helio Cesa Alemão deve ter conseguido tudo aquilo que imaginava. De imediato são R$ 9 milhões de obras, entre elas a melhoria do abastecimento do município e o asfaltamento até a Barragem do Rio São Bento. O que não ficou claro, ainda, é quanto o contribuinte vai ganhar. Afinal quem é de Siderópolis paga mais caro pela água do que seu vizinho de Urussanga, onde o serviço é da SAMAE.

Todos contra um

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2019 - 18:50

O prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, vai enfrentar a sua mais dura eleição para prefeito. Teve outras quatro antes. Perdeu a primeira em 2004, ganhou em 2008 e governou, ganhou a reeleição em 2012, mas esta foi anulada. Por fim ganhou de novo em 2016. Portanto agora é será a quinta eleição para prefeito em 16 anos. Desta vez, entretanto, enfrenta mais do que o desgaste natural de eleições sucessivas. Agora ele tem pela frente uma espécie de “todos contra um”. Tendo em vista a ausência de um nome forte de oposição, os adversários se articulam para estarem juntos. Há convicção de que só há chance de fazer frente ao prefeito se não houver divisão da oposição. É o que alguns líderes estão costurando. É o caso do empresário Gilson Pinheiro, hoje sem partido e do advogado emedebista Jeferson Monteiro. E a oposição não conta apenas com vitória nas urnas, mas aposta nos tribunais. Os próximos meses devem ser de denúncias de toda ordem. Além da já instalada comissão de investigação do CriciúmaPrev deve sair outra: a CPI da AFASC. Este é o consenso percebido na política de Criciúma.

Nova velha política
Entre os prefeitos existe uma reclamação velada de que o governo estadual vem adotando uma prática comum, porém imoral. Passados quase seis meses nada foi feito sob alegação de que o Estado foi assumido “quebrado”. Ocorre que a direção PSL, mais precisamente o presidente Lucas Esmeraldino, estaria sugerindo ao prefeitos com quem conversa de que serão atendidos aqueles prefeitos que trocarem de partido ou empenharem apoio ao PSL nas eleições do ano que vem.

Tese Colombo
O último a usar deste expediente chantagista foi o ex-governador Raimundo Colombo, quando ofereceu o Fundam como moeda de troca para o apoio. Na região sul vários exemplos de que a tese funcionou. Márcio Búrigo teve que abandonar a sua correligionária Ângela Amin para ter o governo contemplado.

Adiada
A visita que o governador Carlos Moisés da Silva faria à Nova Veneza neste fim de semana não acontecerá mais. Ele chegou a confirmar presença no baile de máscaras, deste sábado, mas alterou planos. Adiou a sua vinda para o dia 21 de junho, quando acontece a solenidade de abertura da Festa da Gastronomia.

Sérgio Moro em Chapecó

 personJoão Paulo Messer
access_time05/06/2019 - 14:50

Um dia após confirmar agenda em Criciúma, Florianópolis e Tubarão non dia 12 de julho, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, confirmu que estará em Chapecó nesta sexta-feira, dia 7. A agenda foi articulada pela deputada federal Caroline De Toni (PSL). Ela só fez o anúncio hoje pela manhã, postando na sua conta de instagram o seguinte texto: “Nesta sexta-feira, dia 07/06/19, estarei com o Ministro Sérgio Moro em visita ao complexo penitenciário de Chapecó. O estabelecimento prisional é modelo de gestão e ressocialização, daí a intenção da visita, pois tal exemplo poderá ser replicado em outras unidades prisionais do Brasil. Será a primeira visita do Ministro Moro a Santa Catarina e ocorrerá no oeste catarinense, na minha cidade natal, Chapecó, o que muito nos honra.”.
Moro virá direto para Chapecó e após a visita ao complexo prisional concede entrevista coletiva. Logo depois, por volta de 13h retorna à Brasília.
Veja na foto o material distribuído pela deputada anunciando como "obra sua".

Sérgio Moro e Júlio Garcia convidados à festa da ACIC

 personJoão Paulo Messer
access_time05/06/2019 - 09:00

Moro e Garcia dia 12
No mesmo instante em que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, falava na tribuna do parlamento catarinense sobre acusações que lhe são imputadas em uma das etapas derivadas da Operação Lava Jato, em Brasília, em sua sala, o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, símbolo da operação-mãe, confirmava a sua vinda à Criciúma no dia 12 de julho. Uma coisa nada tem a ver com outra, mas difícil será dizer isso à plateia que assistirá ambos sentados lado a lado quando Moro e Garcia prestigiarem o aniversário da Associação Empresarial de Criciúma. Moro provoca isso por onde passa. Garcia terá que conviver com a desagradável marca da desconfiança. Pelo menos enquanto não provar a sua inocência. Os tempos são os de que suspeito é condenado e que Moro é o pai do combate à corrupção.

Apelo político
O juiz e agora ministro Sérgio Moro virá à Santa Catarina atendendo um apelo político. O “pai da obra” é o deputado federal Daniel Freitas, que com este contabiliza três visitas de ministro à Criciúma. Antes de Moro vieram Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). A promessa é de que o pacote tem cinco ministros: Teresa Cristina (Agricultura) virá em agosto e Damares Alves (da Mulher) em setembro.

Pronunciamento do Júlio
A voz indisfarçadamente trêmula mostrou o tamanho do impacto que a Operação Alcatraz provocou na vida do deputado Júlio Garcia, um dos mais respeitados e admirados políticos da atualidade. Do tipo poderoso sem despertar a ira, mesmo dos seus adversários, é conhecido por seu potencial articulador e da promessa cumprida ou da negativa transmitida sem despertar frustração dos que acorrem a ele em busca de algum apoio. Este Garcia falou ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, sobre a acusação de participação num esquema que fraudou o Estado. Foi veemente ao negar as acusações e invocou o julgamento logo. “Não quero pré-julgamento, quero o julgamento”, disse. Insisto, a voz trêmula da fala na tribuna, e que seguiu na entrevista coletiva logo após, é reflexo da surpresa que a denúncia provocou e o temor de que os desdobramentos podem não ser tão digeríveis assim.

Irrecuperável
Em tempos de acusação no atacado uma reflexão deve ser feita sobre o que aconteceu com o ex-senador catarinense Paulo Bauer. Ele até tentou disputar a eleição de senador, no ano passado, mas ficou longe para trás. Carregou na campanha a pecha da desconfiança, pois estava citado numa delação premiada que o vinculava a um suposto pagamento de caixa dois e propina pela indústria de medicamentos Hypermarcas. Nesta semana a procuradoria da república arquivou a acusação após descobrir que a denúncia estava contaminada por falsidade. Bauer não recupera mais a imagem. Quem paga a conta?

Buraco do Salvaro
A intenção de construir um “rebaixamento” da avenida Centenário, próximo do terminal rodoviário, permitindo a passagem de pedestres está dando o que falar em Criciúma. A obra anunciada gerou reação do setor comercial (especialmente o setor hoteleiro) que se diz impactada negativamente. Passaram a chamar a obra de “buraco do Salvaro”. Do jeito que as coisas andam a obra pode mesmo se transformar “num buraco” às pretensões políticas. Esta percepção pode ser a razão o prefeito ter aproveitado um questionamento do Ministério Público para anunciar que o projeto está temporariamente suspenso.

Mais sobre a Operação Alcatraz

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2019 - 18:50

O tempo cura???
Dizia a vovó, que o tempo é o melhor dos remédios. Será? Teste rapidinho: você lembra qual foi o último escândalo envolvendo nomes de políticos em Santa Catarina?”. Provavelmente não. Será mesmo que vovó tinha razão. Pois este deve ser um ponto a ser considerado na análise de casos como o da Operação Alcatraz. O tempo apaga lembranças. Se não apaga por completo, rasura. O segundo ponto também está ligado ao tempo: a eleição para governador do Estado só acontecerá daqui a três anos e quatro meses. Será este tempo suficiente para surgirem outros episódios. Eis a primeira interpretação para os respingos da Operação Alcatraz.
Óbvio, só tempo não é suficiente para curar a ferida provocada pela busca na casa do presidente da Assembleia Legislativa, por exemplo. Vai ser necessário que as acusações não passem daquilo que se sabe até então, que a tal busca é porque Júlio Garcia era amigo de Nelson Nappi, o pivô das acusações. Que as filhas de Garcia receberam alguns favores do centro das denúncias e que este não tenha nada mais para dizer numa virtual delação premiada.
Estas são minhas suspeitas de que a Operação Alcatraz não deve alijar o deputado Júlio Garcia da disputa para o governo do Estado em 2022. Suspeitas e buscas não são causa de inelegibilidade, seja ela legal ou moral. Esta tese de absolvição não é fruto de bairrismo ou qualquer outra razão passional, mas fruto da experiência acumulada nesta lide jornalística. Ah, e no ensinamento da vovó.

Acusações
Um dos trechos que “acusam” Júlio Garcia, justificando buscas em seu apartamento, diz que através do acusado central dos supostos crimes (Nelson Nappi) Garcia, enquanto conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, gestou a indicação para cargos de nomeação de Gisele Marinho e José Cláudio Gonçalves, ambos de fato nomeados. Está num documento da Justiça Federal.

E outras
Outras “acusações” contra Garcia se baseiam na amizade que ele mantinha com o acusado Nelson Nappi. E o tom da manifestação agrava dizendo que a irmã de Garcia era secretária de Nelson e que as filhas do deputado viajavam com Nelson e sua família. Por fim, o parágrafo de acusação se refere a uma lancha usada por ambos, Júlio e Nelson.

A insistência
Minha insistência no que me parecem ser evidências de que o fato não afetará a carreira política de Júlio Garcia, tal qual se alardeia como reflexo do primeiro impacto, não se trata de torcida, nem outra razão qualquer senão a simples percepção do âmbito da experiência. Me parecem frágeis as acusações.

Nada caduca
Outra lição que tiramos da Operação Alcatraz é que não mais tempo de prescrição nas acusações de corrupção. Até o já falecido governador Luiz Henrique da Silveira está citado. Os demais estão preocupados.

Operalção Alcatraz

 personJoão Paulo Messer
access_time31/05/2019 - 18:50

Transcrição do comentário do Programa Balanço Geral:
Afora a condição do tempo, que anda instável, o mundo da política segue entre raios e trovoadas.
E o fenômeno desta natureza política se chama Operação Alcatraz.
O São Pedro deste temporal é a Polícia Federal e a Receita Federal.
O epicentro deste terremoto aconteceu ontem, mas hoje ainda restam vestígios.
Os fatos estão em fase de investigação, não tem inquérito concluído, mas os tribunais de inquisição estão aí.
E os julgamentos têm sido fulminantes.
Não me lanço à proteção de ninguém, mas alguns julgamentos me preocupam enquanto profissional da notícia.
Pré-julgamentos e preconceitos não são procedimentos adequados a quem informa. Por isso, não deixo de noticiar os fatos, porque são irrefutáveis. Mas daí a tentar interpretar o que pode estar acontecendo ou motivando a operação é perigoso. Digo mais é irresponsável.
Se fosse para dizer aqui alguma coisa sobre os nomes mais especulados e comentados teria que ser coerente com o que sempre fiz.
Não poderia por força de uma ação me lançar a favor da maré e desdizer oque sempre afirmei.
Tem muita gente nos espremendo para tirar um comentário oportunista da condenação.
Não farei pré-julgamento.
Não tenho como ser incoerente com o que disse, pensei, escrevi ou comentei de alguma forma até então.
Por exemplo o caso do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia.
Até porque estamos acostumados a noticiar centenas de casos que dão em nada.
Não estou julgando este fato em particular.
Claro que 11 foram presos, e na casa do presidente da Assembleia Legislativa foi feita uma busca, e é este o caso que mais repercute.
Quanto maior o personagem maior a repercussão.
E volto a insistir, não tem como eu mudar aqui o tom da avaliação do presidente da assembleia.
Nenhuma circunstância pode alterar meu conceito sobre o personagem em tela.
Então, me perdoem, mas considero oportunismo e precipitação qualquer pré-julgamento.
E eu só estou dizendo isso aqui porque a multiplicação de suposições e ilações a fatos absolutamente distorcidos estão levando o assunto à vala do achismo.
E isso afeta a verdade, alimenta boatos e destrói instituições e reputações.
Logo, destrói conceitos por nós defendidos.
E repito, sem que isso seja defesa do personagem Júlio Garcia: ele é hoje a nossa maior representação política.
Homem com décadas de atuação. Seria tão injusto que ele está acima das criticas quanto é injusto dizer que a ação policial lhe impõe o rótulo da condenação se nada disso aconteceu.
Então vamos lá, a notícia estamos dando.
O que não posso fazer é julgar e condenar.
Nem mudar de opinião sobre aquilo que é quase uma convicção sobre este agente político, que particularmente respeito muito.
Nosso papel aqui é noticiar fatos.
Aqui não é um tribunal.
Aliás, desaconselho inclusive aos de bom senso, vestirem toga, porque, aliás, a toga anda em corpos carregados de pecados.

Nota Oficial da ALESC

 personJoão Paulo Messer
access_time30/05/2019 - 18:50

Acaba de ser divulgada nota oficial

INFORMAÇÕES À IMPRENSA
A Assembleia Legislativa, por meio da Diretoria de Comunicação Social, informa que o evento policial ocorrido hoje não tem como foco o Poder Legislativo de Santa Catarina.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta manhã no prédio administrativo da Avenida Mauro Ramos, onde foram vistoriados e apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, de uso do diretor de Tecnologia, Nelson Nappi, investigado no inquérito.
Por determinação do presidente, deputado Julio Garcia, o diretor foi exonerado do cargo no dia hoje.
Até o presente momento a Assembleia Legislativa não teve acesso a informações mais precisas a respeito do inquérito ou sobre o teor das acusações. Mas está atenta e à disposição das autoridades para que o caso seja esclarecido no menor espaço de tempo possível.
Florianópolis, 30 maio de 2019.

PF volta a provocar "temporal"

 personJoão Paulo Messer
access_time30/05/2019 - 18:00

O dia foi marcado por dois tipos de apreensão: alerta da Defesa Civil para novos temporais e Polícia Federal batendo a porta de gente ligada ao governo. Chamou atenção o fato de terem repercutido na imprensa apenas dois nomes: Nelson Castelo Branco Nappi e o fato de ter sido feita busca na casa do atual presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, sendo as investigações são de caso anterior a atual legislatura. No caso de Nappi foi confirmado que a prisão se dá em conseqüência de suspeitas dos tempos em que ele atuou nos governos Raimundo Colombo e Eduardo Moreira. Já o caso de Garcia não está claro, pois ele é presidente apenas de fevereiro deste ano para cá. Nos anos investigados, pelo que se observa, Garcia não era o presidente da Assembleia Legislativa, nem estava no Executivo ou Legislativo e sim no Tribunal de Contas do Estado. Em relação a ele já são mais fortes o rumores de que a busca pode se transformar num factóide que prejudique a imagem do parlamentar.
O advogado Nelson Castello Branco Nappi, único nome confirmado como sendo um dos 11 presos - é atualmente diretor de tecnologia da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Quando nos governos de Colombo e Moreira, ele ocupou vários cargos, sendo um deles o de Secretário Adjunto de Administração do Estado.
Os principais alvos da Opseração são a Secretaria de Administração do Governo do Estado e a EPAGRI. Uma empresa de serviços de tecnologia seria a principal fonte de fraude.
ESPECULAÇÕES
Entre os presos estaria um dos nomes mais respeitados nos governos de Luiz Henrique da Silveira de Raimundo Colombo. Em respeito "AO TAMANHO" do personagem o blog aguarda mais detalhes para trazer a confirmação.

MDB estanca "vazamentos"

 personJoão Paulo Messer
access_time18/05/2019 - 09:00

Nenhum emedebista da cúpula do partido em Criciúma esconde mais a informação de que Eduardo Moreira estaria pretenso a assumir a presidência do partido no município está diretamente relacionada ao fato da sigla fragilizar com a perda de alguns nomes fortes da sigla. Desde que o partido saiu do governo no Estado, as vagas para abrigar líderes em cargos estratégicos "escacearam", para não dizer "acabaram". Este fato associada à audência de um líder fortes no âmbito local abriu um rombo no casco emedebista. O deputado Luiz Fernando Cardoso, Vampiro, restou líder local. Sua capacidade de agregar, entretanto, fica muito distante do que o partido está acostumado. Habilmente, de outro lado o prefeito Clésio Salvaro vem atraindo a simpatia de alguns emedebistas. Tanto é que Acélio Casagrande foi indicado por ele para cargo estratégico na Associação dos Municípios da Região Carbonífera. Dos quatro vereadores o partido vem correndo o risco de ficar sem três deles na lista de candidatos no arno que vem. Paulo Ferrarezi porque estaria disposto a não concorrer mais. Toninho da Imbralit até já anunciou que estaria indo para o PSD e Tita Beloli é tido em desembarque. Ao anunciar que Moreira vem para "tapar os furos no casco", o MDB recompõe a esperança de manter os filiados que estão de saída.

A visita de Amin

 personJoão Paulo Messer
access_time12/05/2019 - 09:00

A agenda do senador Esperidião Amin, sexta-fiera no Sul do Estado é "remember" da velha guarda da política. Reuniram-se dirigentes do Partido Progressista, que já foi uma força expressiva da política catarinense, especialmente no Sul do Estado. O encontro de sexta-feira é notícia que interessa aos seus, cada vez menos seus e seus menos progressistas. Amin guarda o comando absoluto da sigla, seja com ou sem mandato. Veio, disse e nada disse de novo. O PP precisa de candidato próprio. Sim, isso todos sabem. Qualquer partido que se preze dirá que precisa de candidato, mas as circunstâncias podem não ser tão animadoras. A percepção de alguns é de Jorge Boeira, ex-deputado federal, será candidato, outros passam longe desta possibilidade. O que o PP fez sexta-feira no Sul do Estado é o que todos os partidos devem começar a fazer, discutir o cenário. O problema é que este cenário sequer tem claro se haverá ou não eleição no ano que vem, pois há uma proposta de extensão dos atuais mandatos. Quer dizer, tudo o que se dizer sobre política e seus partidos, nestes tempos, será mera especulação.
Amin ainda teve extensa agenda de senador. Entre as audiências um encontro com rerpresentantes da categoria dos mineiros, de quem recolheu sugestões para evitar prejuízos à catehgoria com a reforma da previdência.

GOVERNO ENFRENTA A CPI

 personJoão Paulo Messer
access_time18/04/2019 - 00:22

Uma manobra comandada pelo prefeito Clésio Salvaro nesta quarta-feira mostra que o governo não só não menospreza a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito como já identificou a sua oposição na Câmara. A articulação é tratada como movimento oposicionista já de olho na eleição municipal do ano que vem em meio a lógica e necessária investigação. O suplente de vereador Édson Aurélio saiu do PSDB e foi para o PSB e vai atuar como agente fiel do governo. Para esta manobra ser completa outro vereador, Júlio Colombo (PSB), sai em licença médica. A vaga do PSB fica com Aurélio, pelo menos enquanto Colombo permanecer afastado para tratamento de saúde. Mesmo assim o governo fica com minoria: três contra quatro.

DA LÓGICA
Estas manobras políticas costumam ser mal vistas pelo cidadão comum, mas são do jogo. Tanto a articulação de oposição, que também jogou bem quando mudou o regimento interno para guardar lugares na CPI, quanto o governo, que movimenta vereadores, fazem o seu papel. Isso é bom para o propósito da comissão. O governo tem o suficiente para não deixar a CPI virar peça política, como a oposição tem a maioria para investigar o que precisa ser investigado.

COMPOSIÇÃO
A CPI tem um vereador de cada partido. A lista saiu ontem em resolução da presidência com quatro vereadores de condução de oposição: Júlio Kaminski (PSDB), Zairo Casagrande (PSD), Ademir Honorato (MDB) e Edson do Nascimento (PP). De situação: Aldinei Potelecki (PRB), Jair Alexandre (PSC) e Júlio Colombo (PSB), que será substituído por Édson Aurélio (PSB).

OITAVO ELEMENTO
Na resolução publicada ontem há um oitavo vereador: Diego Goulart (DEM). Embora suplente que só assumiu graças a uma manobra do governo, ele adotou postura de oposição e entrou na lista dos “adversários”. A saída dele já estava prevista, mas um retorno à Câmara vai ser muito difícil. Ou muda joga no time do governo ou será “carimbado” como oposição.

JÚLIO PRESIDENTE
O mais provável é que a presidência da CPI fique com o vereador Júlio Kaminski (PSDB), que apesar de ser do partido do prefeito já manifestou interesse em sair da sigla e hoje lidera a oposição. Ele é nome cogitado para enfrentar Clésio Salvaro na eleição de 2020. Não há indicativo por qual partido. Com ele Zairo Casagrande (PSD) e Ademir Honorato (MDB) dividem a tendência de estar nos cargos de relator e secretário.

Zilli no governo
Dos movimentos do prefeito Clésio Salvaro, que nos últimos dias atuou mais intensamente na articulação política, fator relevante é o convite ao ex-vereador do MDB, Vanderlei Zilli. Ele deve assumir a coordenação das Unidades Básicas de Saúde. A função é um caminho largo e bem pavimentado para disputar a eleição do ano que vem.

CRICIÚMA NA PONTE
Depoimentos na CPI da Ponte Hercilio Luz, nesta semana, colcoaram Criciúma no misterioso e investigado caso da ponte “mais cara do Brasil”. O criciumense Sebastião Moraes Mattos depôs porque uma empresa que ele tinha em 1990 teve um contrato que está sob análise. Aparentemente a sua assinatura teria sido falsificada. Ele era dono da Vivenda Construções, contratada para fazer serviços de manutenção na ponte.

A TESOURA DO MOISÉS
Enviado nesta semana à Assembleia Legislativa o projeto denominado Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê redução dos valores repassados a todos os “dependentes” do caixa geral. A diminuição atinge algo em torno de R$ 400 milhões, se comparado com valores que deveriam ser mandatos se fosse obedecido índices atuais. A medida é extremamente agradável ao contribuinte que acompanha há muito o custo considerado alto demais ao bolso do contribuinte. Significa máquina pública mais enxuta. O governo tem condições morais de fazer isso, pois reduziu significativamente os gastos específicos do Executivo.

JAGUARUNA O governador aproveitou passagem pelo aeroporto Hercílio Luz para gravar um depoimento em favor do aeroporto de Jaguaruna e publicá-lo em suas redes sociais. Louvável e seguindo os agradecimentos e elogios que estão na sua página do facebook apenas parece necessário um reparo: porque se chegou à situação de suspensão dos voos da LATAM?

GASTOLINA O Ministério Público abriu procedimento para investigar suspeitas de uso indevido de diárias da Assembleia Legislativa pela deputada estadual Ana Campagnolo (PSL). Em menos de três meses o seu gabinete já teria gasto mais de R$ 18 mil.

FARRA DA DIÁRIA Os problemas com o uso de diárias são antigos no serviço público. No início deste um assessor parlamentar estreante chegou a fazer a defesa de que elas complementam ganhos que seriam baixos. No passado recente deputados retiraram diárias inclusive para viajar às suas bases.

TEVE CONVERSA Se observarmos os movimentos feitos pelo prefeito Clésio Salbvaro, nos últimos dias, combinado ao cenário recente, vê-se que ele teve alguma conversa mais próxima com o vereador Júlio Colombo, que era aliado e de repente deu passos de oposição.

SERÁ? O suplente de vereador Diego Goulart (DEM), visto nos últimos dias como aliado do movimento de oposição na Câmara de Vereadores de Criciúma, deixa a vaga que ocupa no Legislativo hoje. Nos bastidores da Câmara a interpretação é de que ao assinar a CPI do CriciúmaPrev ele pode ter pensado ou alguém lhe vendeu a falsa ideia de que aquela assinatura o tornaria efetivo enquanto durasse a CPI.

FRASE DO DIA
“Até me surpreende isso. Absolutamente esta assinatura não é minha”.
Sebastião Moraes Mattos, ao ver sua assinatura em um documento que levanta suspeita sobre superfaturamento na manutenção da ponte Hercílio Luz em 1990.

JR CUMPRE PRIMEIRA ESCALA

 personJoão Paulo Messer
access_time17/04/2019 - 00:22

Os argumentos jurídicos são amplamente favoráveis ao deputado federal Ricardo Guidi (PSD) para permanecer no mandato de deputado, embora tenha feito menos voto que seu companheiro de partido João Rodrigues. Só mesmo se a lógica legislativa e jurídica for rompida – o que para alguns pode soar corrompida – para que haja mudança na composição da bancada catarinense. Pois a mesma justiça (com letra minúscula mesmo) que tirou JR da diplomação e posse pode ser a que lhe devolverá o mandato. Esta é apenas uma percepção. Se é lógica pelo raciocínio contagiado por episódios recentes pensar assim, não há escritura jurídica que acompanhe esta tese. Mas em se tratando dos nossos tribunais superiores há alguma lógica? Rodrigues foi condenado numa ação que foi “um ponto fora da linha”, como a suspeita me leva a crer que o ponto agora será colocado do outro lado da linha. Um erro não deveria compensar o outro. Pelo Sul a torcida pode ser outra, mas pela experiência eu diria que Guidi está frágil na guerra que Rodrigues começou ontem. O TER lhe negou a posse, mas o TRE é apenas uma etapa protocolar.

NEGATIVA
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina negou provimento a um recurso interposto pelos advogados do ex-deputado João Rodrigues, que pretende o cargo de deputado que lhe foi extraído por um julgamento que ficou conhecido pelo acúmulo de peculiaridades. Imediatamente os advogados de Rodrigues recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral.

ESTÁ NA REDE
Está cada vez mais evidente que os passos jurídicos relacionados ao ex-deputado João Rodrigues têm relação com o caso do ex-presidente Lula. A imprensa especializada do centro do país deu enorme espaço aos últimos despachos da luta dele em retomar a vida pública. No caso do ex-presidente o interesse para na recuperação dos direitos políticos.

TRIO PARLAMENTAR
Os três deputados federais de Criciúma reuniram-se ontem na Câmara dos Deputados em Brasília para um cafezinho, no final da tarde. Ao telefone falaram com o governador Carlos Moisés da Silva sobre o caso do aeroporto regional de Jaguaruna, com a promessa de que a solução ao problema está encaminhada. Semana passada Guidi foi um dos passageiros prejudicados com pouso na capital e não no destino previsto.

NA AGENDA
No próximo dia 27 de abril o presidente da Associação Empresarial de Criciúma, Moacir Dagostin, deve ser recebido a SC Parcerias. Vai tratar de questões relacionadas ao Porto de Imbituba e deve sair com perspectivas sobe o financiamento de um plano de desenvolvimento para a região, tema predominante na reunião dos parlamentares com lideranças empresariais em Criciúma, nesta semana.

CARAS NOVAS
Militante político desde os 14 anos, quando entrou na juventude do PMDB, ex-presidente do Núcleo Jovem do partido, ex-vice-presidente da maior cooperativa de alunos do estado (Cooper Cedup) e ex-presidente da ADM júnior do colégio CEDUP e hoje líder de um grupo de jovens independentes sem ligações partidárias, diretor da Associação Içarense de Proteção Animal – ONG AMIGO BICHO, voluntário de associações beneficentes de Içara e Criciúma o acadêmico de direito Vitor Valentin promete ser um dos mais jovens candidatos a vereador do Estado.

TÁ NO PLANO
Assim como o jovem líder político de Içara, Vitor Valentin, que garante ter o apoio do ex-prefeito Gentil da Luz e do atual prefeito Murialdo Gastaldon, existe uma série de jovens que prometem ocupar espaço na política em 2020 nas eleições municipais.

APOSENTADORIAS ESPECIAIS
Nesta semana, quando teve uma conversa com o Secretário Nacional de Previdência, o deputado federal Daniel Freitas levou particular preocupação com o caso das aposentadorias dos mineiros. A reforma deve ter inúmeros embates nas chamadas “aposentadorias especiais”. A primeira interpretação é de que os minérios devem continuar se aposentando com 15 anos de trabalho no subsolo, mas que só podem encaminhar o pedido quando completarem 55 anos de idade. O tema ainda deve render alguma plêmica.

BEM VINDO Nesta semana quando esteve na Câmara de Vereadores com demais membros do Conselho do Hospital São José, o empresário Sinésio Volpatto teve a oportunidade de conversar sobre vários assuntos, inclusive Observatório Social. Havia tempos em que ele era muito reclamado nos corredores da casa, considerado um perseguidor do Legislativo. Isso porque como presidente do Observatório Social apresentou inúmeros reparos às contas do poder.

PODE SER Em Forquilhinha as articulações de partidos de oposição estão levando em conta que o candidato a prefeito pelo PP seja o ex-prefeito Lei Alexandre e não o atual Dimas Kammer. Pelo menos é o que está dito por pesquisadores contratados para apurar o cenário.

É PÁSCOA Nova Veneza de novo surpreende pela capacidade de organizar uma data especial – páscoa – de maneira diferente. Pequena, a cidade que se resume a algumas quadras tem a facilidade de trabalhar a questão do turismo, mas o faz com muita qualidade.

NO PARQUE A chuva alterou os planos da Secretaria de Educação do Município de Criciúma que faria ontem atividade no Parque dos Imigrantes. Alunos irão calcular o “Pi” nas rodas da atafona. Quando construído fi anunciado que o parque teria atividades desta natureza.

SERVIDORES Em Forquilhinha houve acordo e já foi aprovado na Câmara de Vereadores reajuste salarial dos servidores com ganho real. Além dos 3,94 por cento da inflação do período houve ganho real de 1,06 por cento, totalizando 5 por cento.

ENCONTRO PROTOCOLAR

 personJoão Paulo Messer
access_time16/04/2019 - 00:22

Tudo o que é protocolar é necessário em se tratando de movimentos pela conquista de ações de governo. Foi o que aconteceu ontem em três cidades do Sul, como de resto em que os deputados foram às suas bases ouvir as pautas prioritárias. Não foi apenas em Araranguá pela manhã, em Criciúma a tarde e Tubarão à noite, mas em quase todas as principais cidades. Do encontro de Criciúma só não participaram dois deputados federais: Daniel Freitas e Giovânia de Sá, ausências justificadas com a pauta de Brasília. Ricardo Guidi representou o parlamento federal do Sul. A reunião não definiu nada, mas sem o encontro ficaria faltando a primeira etapa de um movimento que o Legislativo vai fazer.

AS PAUTAS
Em Criciúma repetiram-se pautas antigas, mas duas delas tiveram ressonância diferente. Uma é o Centro de Inovação Tecnológica, que deve ser instalado em parceria com a Unesc. Este tema foi citado de forma acentuada pelo deputado estadual Júlio Garcia, que para tratar do assunto já esteve na universidade e recebeu a reitoria em seu gabinete. O outro assunto é a conclusão do Anel de Contorno Viário.

OS DISCURSOS
Chama atenção nos discursos dos deputados a expressão “enrolam-se as bandeiras partidárias”. Parlamentares como a Ada De Lucca (MDB), que vem de um período de 16 anos “com o bolim na mão” – era governo – acentuou a necessidade deste termo “guardar bandeiras”. Pelo visto nem os que desfraldam a bandeira do PSL, que é o partido do governo, veem vantagem em ter a credencial governista.

ESTÁ RESOLVIDO
A RDL administradora do aeroporto regional de Jaguaruna, informou ontem ao presidente da Associação Empresarial de Criciúma, Moacir Dagostin, que o problema que impede a operação da companha LATAM no Sul do Estado está em fase de solução. O governo do Estado e a companhia teriam entrado em acordo. Resta aguardar para conferir.

SEGURANÇA
Aos olhos de quem vem acompanhando o impasse LATAM e o aeroporto de Jaguaruna a solução não parece tão simples assim. O governo anuncia que firmou uma espécie de acordo que assegura solução do problema dentro em breve. Até então a informação era de que faltava equipamento e pessoal de segurança, por isso a empresa não operava no local. Ora, de intenções firmas a aviação não opera. Ela opera quando há solução, não promessa.

MINEIROS
O deputado federal Daniel Freitas esteve ontem com o Secretário Especial da Previdência no Ministério da Economia, Rogério Marinho, para tratar dos casos de aposentadorias especiais, entre elas, as dos mineiros. Deve ser apresentada emenda específica para a categoria.

FALTA DE DECORO
Entidades da imprensa de Santa Catarina entraram com processo contra a deputada estadual Ana Campagnolo (PSL), por falta de decoro. Ela reagiu de maneira “mal-educada” ao ser questionada sobre o uso de diárias para viagens que coincidiam com eventos particulares.

REPERCUSSÃO
A reação da classe de jornalistas Brasil afora teve repercussão com leituras que a tratam como “a deputada maconheira” como na Gazeta do Povo em Curitiba. Isso em virtude das publicações que a parlamentar fez antes de ser eleita, referindo-se à droga ilícita.

NÃO É COMIGO
Até então o caso da deputada Ana Campagnolo não teve qualquer reação, seja do seu partido PSL, dos colegas de bancada, da Assembleia Legislativa ou do governador que é do seu partido. A dúvida é se é omissão ou se há no silêncio uma crítica velada no tom que a deputada fez aos jornalistas.

GUERRA SINDICAL
A prefeitura de Criciúma ganhou liminar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina onde fica desobrigada a descontar da folha de pagamento a contribuição sindical. Em primeira instância, a decisão havia sido favorável ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. A prefeitura não chegou a fazer desconto alegando que nunca foi notificada. A reforma trabalhista alterou a forma da contribuição sindical. Ao deixar de ser obrigatória a contribuição o servidor precisa procurar o sindicato ou pagar a contribuição através de um boleto. Isso significa redução significativa, seja dos sindicatos patronais ou laborais. Sem a contribuição os sindicatos fragilizam. Esta decisão saindo às vésperas de período de negociação salarial é nitroglicerina pura.

NA ÁREA O empresário Anselmo Freitas, cujo nome está cogitado para ser candidato a prefeito pelo PSL em Içara, começou a aparecer em encontros políticos. Ontem ele esteve nos bastidores da reunião dos deputados com lideranças da região da Amrec.

TÁ NA LISTA Outro personagem que voltou a circular no ambiente de encontros políticos, especialmente quando está presente o deputado Júlio Garcia (PSD) é o chefe da Receita Estadual em Criciúma, Robson Gotuzzo, que ontem prestigio evento dos deputados na ACIC.

TÁ LIGADO O novo presidente da Celesc fará uma visita à nova sede da empresa em Criciúma, amanhã às 10h30min. Cleicio Poleto Martins faz a primeria visita ao local que começou a atender o público no dia 1º de março.

DESPEDIDA Será sepultado hoje em Santa Rosa de Lima, o ex-prefeito Turíbio Stüepp, aos 71 anos. Foi prefeito em duas ocasiões: de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996. Morreu em consequência de uma crise de arritmia cardíaca e trombose nos membros inferiores. Ele estava internado em Tubarão.

FRASE DO DIA
“O que eu mais tenho ouvido é que o João Rodrigues fica com seus direitos políticos reestabelecidos e eu fico com o meu mandato”.
Ricardo Guidi, deputado federal ao responder as muitas perguntas, ontem, sobre o seu futuro político depois que o correligionário João Rodrigues obteve liminar deferida pelo ministro Gilmar Mendes.

POR QUE GUIDI SE DIZ TRANQUILO

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2019 - 00:22

O deputado federal Ricardo Guidi (PSD) passou o fim de semana ouvindo seu advogado e outros consultados informalmente a respeito da decisão que fechou a semana passada com a interpretação de que ele está próximo a perder o mandato. Pelo contrário, as opiniões recolhidas sugerem que isso dificilmente acontecerá. O fato de João Rodrigues ir às redes sociais comemorar como se tivesse recuperado o mandato aumentou a tristeza na equipe de Guidi. Por isso ele dedicou-se a telefonar para muitos e explicar que o que Rodrigues conquistou está longe de ser a vaga na Câmara dos Deputados. Foi apenas um liminar sobre a prescrição de um processo que levou o Rodrigues à prisão e consequentemente perder os direitos políticos. Ao reconhecer a prescrição Mendes não dá sentença derradeira, nem pode tocar no caso da elegibilidade. O tribunal em que isso deve ser analisado é o TSE.

POUCO PROVÁVEL
Para se sustentar, a decisão do ministro Gilmar Mendes terá que passar superar decisão colegiada e jurisprudência criada, quer dizer, contradizer tudo aquilo que já foi dito, julgado e escrito no Tribunal Superior Eleitoral. Diríamos para simples interpretação que só a operação de mais alguns destes “milagres jurídicos”, que estamos nos acostumando a ver, precisam ser operados para Rodrigues ganhar a vaga de Guidi.

A DESCONFIANÇA
O que paira no ar em consequência de qualquer decisão judicial é que elas deixaram de ter a lógica do que está escrito e até do que virou jurisprudência. No caso de João Rodrigues é porque a sua condenação foi muito estranha, em tempo e tipo de decisão. Preso após condenação de segundo grau ele virou “par” à decisão que prendeu o ex-presidente Lula. Por isso suspeita-se que aquilo que vem em favor de Rodrigues não seja mera coincidência do que virá em relação ao ex-presidente preso.

INSISTO NA FOTO
Um misto de informação, especulação e desconfiança, nos casos envolvendo o ex-deputado federal João Rodrigues e o atual Ricardo Guidi, me remetem à reunião almoço da qual participaram Jorge Bornhausen, Júlio Garcia, Ricardo Guidi e Napoleão Bernardes. Ali teria sido comentado o que estaria começando a acontecer, a volta de Rodrigues à Câmara dos Deputados.

DEPUTADOS
Os deputados federais e estaduais do Sul têm compromissos hoje com os movimentos liderados pelas associações empresariais do Sul do Estado. Ás 9h da manhã terão encontro na sede da ACIVA em Araranguá e às 14h na sede da ACIC em Criciúma. São encontros para discutir as prioridades. O desafio para os organizadores e fazer reuniões que não fiquem no blá, blá, bla´.

NOVO PSB
Hoje 10h na capital acontece a reunião de arrumação do novo PSB, após o anúncio de saída do ex-deputado Paulinho Bornhausen do comando do partido em Santa Catarina. A direção nacional do partido indicou o prefeito de Palmas (TO), Carlos Amastha, para intermediar a organização do partido em SC. Ele estaria “trazendo” Adir Gentil, que como Amastha tem histórico no estado catarinense.

DESTINO DE MUITOS
Estes ajustes que começam a ser feitos hoje no PSB devem ser o início de uma série de movimentos nos partidos, inclusive os mais tradicionais como o MDB, PP e o PSDB. Saídas e chegadas estão previstas em dois momentos: o primeiro até setembro e o segundo em março do ano que vem. O período combina com a legislação eleitoral.

No domingo a comunidade de Morro Albino (Criciúma) celebrou sua tradicional festa na Igreja São Sebastião, que está completando o seu centenário. Durante celebração, ontem, o vereador Ademir Honorato entregou Moção de Aplauso aprovada pela Câmara de Vereadores.

O PILOTO E TODOS SUMIRAM
Não há mais tempo, nem razão para que as lideranças empresariais e políticas não emparedem o governo no caso do aeroporto regional de Jaguaruna. Os últimos incidentes que culminaram com o fechamento parcial do aeroporto são dignos de reação forte. Não pode mais haver paciência com a incompetência e o descaso e quem deve cobrar são as autoridades. As últimas “barbeiragens” são patrocinadas por uma gestão omissa que causa prejuízos enormes. Se as autoridades do Sul forem omissas estão sendo cumplices. Cadê a bancada parlamentar? Cadê a representação do Sul?

COM DÓRIA Em duas semanas seguidas o governador de São Paulo, João Dória Júnior teve audiências com políticos sulcatarinenses. Na primeira, com o prefeito Clésio Salvaro e na última sexta-feira com o deputado federal Daniel Freitas. No primeiro caso o assunto foi o PSDB, no outro as relações de negócio de empresas de SC com SP.

NO PSL No fim de semana o PSL teve reunião em Araranguá. Reuniu as lideranças do partido na região extremo sul. Fora do PSL o consenso de que se não se fortalecer muito até o final deste ano a sigla tende a desaparecer em pouco tempo.

POR COERÊNCIA Apesar de ter votado pela manutenção do veto a uma proposta de lei destinando R$ 180 milhões aos hospitais, o deputado Jessé Lopes (PSL) foi alvo de elogios entre os colegas. Ele foi coerente com seu discurso. A coerência é a fidelidade são as atitudes mais louvadas entre os políticos.

INCERTEZA Em nível nacional as especulações de que o presidente Jair Bolsonaro pode deixar o PSL a qualquer momento emergem e submergem dependendo dos assuntos circunstanciais. Este sobe e desce, entretanto, tem prazo. E está acabando. Já em Santa Catarina a identificação do governador com o partido é quase nula.

SEMANINHA A última semana não foi nada boa para Criciúma. Entre outros assuntos individuais algumas derrotas coletivas, a maioria do Criciúma. Foi eliminado da Copa do Brasil, foi eliminado do Campeonato Catarinense, perdeu o Big Brother e surgiu a ameaça da perda de uma cadeira na Câmara dos Deputados.

AEROPORTO O PIB de Criciúma esteve reunido no sábado em uma festa de aniversário de 15 anos da filha do empresário Olvacir Bez Fontana. Nas rodas de conversas o tema “aeroporto de Jaguaruna” foi o preferido.