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Desabamento de marquise em Porto Alegre matava nove em 1988

Acidente ocorreu numa hora de grande concentração defronte a loja Arapuã

comment Jornalismo access_time05/10/2017 - 23:55

Reportagem: Antonio Colossi / Rádio Eldorado - Foto: Divulgação

Uma marquise de concreto de quatro toneladas e meia do prédio onde ficava a Loja Arapuã, na rua Dr. Flores, no centro de Porto Alegre, desabou as quatro e meia da tarde de 6 de outubro de 1988, provocando a morte de nove pessoas.

A queda da marquise ocorreu durante a apresentação do “Arapinho”, personagem-símbolo da loja, que distribuía balas e chocolates aos clientes em homenagem ao Dia da Criança.

Duas crianças morreram. Entre os mortos estava o soldado da Policial Militar Oscar Silva da Silva, que foi prestar socorro e acabou atingido por uma parte da marquise.

O então gerente regional da Arapuã, José Barros de Carvalho, dizia à época não saber a quem atribuir o desabamento.

Centenas de pessoas assistiram o acidente, já que a rua Dr. Flores, é uma das mais movimentadas do centro da capital gaúcha. No trecho que era ocupado pela loja Arapuã, entre as ruas Otávio Rocha e Voluntários da Pátria, estavam instalados terminais de lotação e várias outras lojas.

O delegado de polícia Altair Pedresky informou que o povo foi o primeiro a ajudar no socorro das vítimas. Cem policiais e cinco carros do Corpo de Bombeiros participaram da operação de resgate.

Todas as lojas do quarteirão fecharam suas portas após o acidente e área foi isolada.

O então prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, classificou o acidente como uma tragédia coletiva.

micÁudio da notícia

Ouça um relato sobre a tragédia da Rua Dr. Flores em Porto Alegre (RS)



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