"DE QUE GENTE QUE TU ÉS?"
Leitura de domingo: Texto de Willi Backes
Durante décadas essa pergunta foi repetida lá na linda Forquilhinha pelo honorário e folclórico Valdomiro Michels. Cidadão com importantes investimentos no desenvolvimento da comunidade, Valdomiro quando se encontrava na rua ou em conversas com determinada pessoa e que não se lembrava de quem se tratava, em vez do nome, perguntava do seu sobrenome. Lá vinha a pergunta: “De que gente que tu és?” Gente no caso era o ramo familiar. Quando o indagado respondia o seu sobrenome, “Seu” Valdomiro fazia própria avaliação do histórico familiar que já conhecia, dos antecedentes e comportamentos pregressos. A partir desse conhecimento, o papo poderia rolar por muito tempo ou, numa despedida antecipada.
DE QUE FAMÍLIA QUE TU ÉS?
Não importa o tamanho da cidade. Nas médias e pequenas é ainda mais evidente a necessidade de se saber de quem se trata o candidato a alguma coisa, dizendo-se com vontade de representar os demais. O paraquedismo representativo não é exatamente recomendável. Tem que haver lastro, pratica reconhecida, idoneidade pessoal e sanguínea. Tem que ter sobrenome.
Quem vive a tempos em Criciúma, imagino, poderá responder o que lhe vem a memória quando citado alguns sobrenomes. Só pra exemplificar: Góes (advocacia) - Freitas (cerâmica/política) – Fernandes (Criciúma EC) – Salvaro (política) – Giassi e Althoff (supermercado) – Angeloni (supermercado, Criciúma) – Zanatta (empreendedores) – Colombo (trabalhador/bonachão) – Silva (popular) – Búrigo (comércio) – Pereira (veículos) – Fontana (construção) – Castanhel (seriedade) – Naspolini (educação) – Justi (bebidas) – Gaidzinski (empresário) – Guglielmi (discrição) – Ghedin (medicina) – Pierini (batalhador) – Guidi (prefeito) – Vidal (entidade) – Milioli (rádio) – Spillere (metalurgia), assim por diante.
O SOBRENOME NO ROTEIRO POLÍTICO.
Liderança em uma comunidade, entidade, organização e representação publica política, consistente e duradoura, pressupõe vir acompanhada por histórico comportamental espelhado na origem familiar. O sobrenome é o indicativo referencial.
Quando numa campanha eleitoral o comportamento de determinada candidatura desalinha as proposições ou na falta delas, e apenas mira desacreditar o oposto, o seu sobrenome denuncia sua incorreção.
Ideias, planos, projetos e proposições, conforme os próprios conhecimentos e auxiliados, é o que se imagina como conteúdo para análise dos votantes. É um enorme equívoco imaginar que um sobrenome de longe, distante da realidade local, poderá ser avalista primordial, único e referencial em um embate local, regional.
FAMÍLIA, TRADIÇÃO, CREDIBILIDADE, SOBRENOME.
Trajetória comportamental constrói a história familiar, dos sobrenomes. Evidentemente, é público e notório, que desvios morais e intelectuais pessoais, impingem desgraça à sobrenomes de infratores. Pecador também tem sobrenome.
Escolhas e voto recheado de confiança, em comunidades onde quase todos se conhecem pelo nome, apelido e sobrenome, é objetivamente primordial se ler e ouvir o que o disputante tem a contribuir com ideias e ideais para liderar todos os nomes e sobrenomes para prosperidade coletiva.
Ser e dizer ser amigo (a), do amigo, do amigo, pouco importa e nada responsabiliza ou confere credibilidade. Relevante é saber responder e consistir resposta ao “de que gente que tu és?"
Reportagem: Redação Eldorado
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