O 8 de janeiro três anos depois
8 de janeiro, a data que nos relembra uma das mais tristes respostas da indignação brasileira.
Uma tragédia, posso dizer, sem exageros.
Fato que compara a outras tantas e até ao 11 de setembro dos Estados Unidos.
Digo que é sem exagero não pelas mortes, mas pela morte coletiva da esperança brasileira.
Uma nação mergulhou no luto depois de tudo aquilo que aconteceu em 8 de janeiro de 2023.
Milhares de brasileiros viveram a esperança de que os pais, em um só ato, um só movimento que simbolizasse toda a desesperança, pudessem se transformar, mudar e significar novas esperanças.
Ludibriados por um discurso absurdo, por planos igualmente absurdos e por ilusões vendidas a centenas de milhares de pessoas, que de olhos vedados e cérebros lavados por discurso populista e de esperança, avançaram contra o patrimônio que simboliza o Poder no país.
Triste 8 de janeiro. Dados que relembram que sepultou-se a esperança de um país diferente.
De um país igual ao desejo da grande maioria das pessoas, de paz, seriedade, ordem e progresso.
Pessoas levadas a agir de maneira atabalhoada, despreparada, desorientada e abandonada invadiram contra o Poder que vem corroendo a esperança.
E tudo se provou que o Brasil poderia ser ainda pior.
Que a Justiça não é lenta, como é quando julgar outros crimes.
A Justiça mostrou que quando quer julgar os invasores de Brasília em horas, nem em dias,
Mostra que o país tem poder. Mas o poder na mão de alguns poucos, literalmente poderosos, que seguem nos fazem referências da esperança.















