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Editorial: STF no centro da crise expõe desgaste institucional e inquietação no país.

access_time15/09/2026 - 08:00

A atuação do Supremo Tribunal Federal tem se tornado um dos temas mais presentes nos debates políticos do país, chegando às mais diferentes rodas de conversa. O sentimento que hoje domina parte da população brasileira é de indignação e perplexidade diante de decisões que, muitas vezes, ultrapassam a percepção comum de justiça.

Esse cenário amplia a sensação de instabilidade jurídica, expõe desequilíbrios e contribui para o descrédito das instituições. Quando a mais alta instância do Judiciário ocupa diariamente o centro das atenções políticas, o país perde a previsibilidade necessária para avançar, especialmente em um momento em que já enfrenta tantas dificuldades.

Tudo isso alimenta o descontentamento e a descrença de quem trabalha, produz e cumpre a lei. A discussão, porém, ultrapassa a simples crítica institucional. Existe um clamor para que o Brasil reencontre o caminho da paz, do respeito e da seriedade.

Amanheço todos os dias acreditando que ainda podemos encontrar esse caminho. O país precisa de instituições transparentes, comprometidas com o cumprimento da lei e com a imparcialidade assegurada pela Constituição. Precisa também garantir direitos fundamentais, entre eles a liberdade de expressão, tão importante para quem trabalha diariamente com comunicação.

Apesar das incertezas e do desgaste político, a força do Brasil continua no empenho e no trabalho de cada cidadão. O progresso de uma nação é construído pelo esforço honesto daqueles que levantam todos os dias para sustentar suas famílias e contribuir com suas comunidades.

É fundamental preservar a esperança e transformar a indignação em participação consciente, responsabilidade e amor pelo país. Não podemos perder esse sentimento diante dos erros ou excessos daqueles que ocupam posições de poder.

Os sobressaltos enfrentados ao longo da nossa história também precisam servir para produzir maturidade e determinação. Que possamos, de forma consciente, construir um amanhã mais justo e pacífico.

O que acontece hoje no Supremo Tribunal Federal, principal assunto desta terça-feira, precisa servir também para reflexão. Um cenário como este mostra o quanto o país necessita de responsabilidade, equilíbrio e respeito às instituições.

Temos um Brasil de riquezas extraordinárias, belezas naturais incomparáveis e um povo que trabalha e acredita. Não podemos permitir que os problemas concentrados nos espaços de poder contaminem aquilo que o país tem de melhor.

Que a indignação não nos paralise. Que ela nos faça exigir mais seriedade, trabalhar com mais consciência e acreditar que o Brasil pode encontrar um caminho melhor.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.