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  TUDO A VER: Solidariedade e demandas municipais foram os assuntos desta terça-feira

commentJornalismo access_time20/10/2026 18:30

Natália Chaves recebeu Karolyne, Fernando Casagrande, Sônia Maria Gonçalves, Ana Paula Nesi e Gilson Clemes

André Gaidzinski chega à decisão da Porsche Cup na briga pelo título da Master

commentEsporte access_time20/10/2026 16:30

Piloto catarinense ocupa a terceira colocação do campeonato e disputa a etapa final da temporada, em Interlagos, na programação do GP de São Paulo de Fórmula 1

Com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Yuri Tanque mira acesso acesso direto à Série A pelo Criciúma

commentCriciúma EC access_time20/10/2026 17:47

Atuando em todas as partidas desde a sua estreia pelo Tigre, atacante busca ajudar equipe a alcançar as duas primeiras colocações, que garantem vaga direta na elite nacional em 2027

Coluna de Quarta-feira

access_time23/01/2018 - 23:33

“Obrigado Altair Guidi”
Por certo não há comparação precisa o suficiente para eleger qual foi o melhor prefeito de Criciúma, mas há muitos que garantem que foi Altair Guidi. Sua morte deixa mais do que uma destas impreenchíveis lacunas. Deixa um enorme vazio numa multidão de admiradores que sempre o prestigiaram com a fidelidade expressa pelo voto. E o reconhecimento não é apenas pelas obras físicas, que são muitas, mas principalmente pelo resgate cultural e a transformação anímica da cidade. Sucedeu Algemiro Manique Barreto no primeiro governo e José Augusto Hülse no segundo, antecedendo Eduardo Pinho Moreira. Convenhamos, uma sucessão de grandes personagens com passagem pelo Paço Municipal. A cidade despede-se hoje de um dos maiores ícones da política.

Foi um forte
Desde que realizou uma cirurgia de transplante de fígado em São Paulo, Altair nunca mais foi o mesmo. Não que fosse um zeloso absoluto com a sua saúde, mas gozava de uma condição que sugeria idade menor do que tinha. Sua vitalidade foi forjada numa maratona ininterrupta de contato com o povo, um dos segredos do seu condicionamento político e físico.

Fez sucessor
Entre as suas grandes obras pode ser citada a construção de seu sucessor. E não poderia ser diferente, o filho Ricardo, hoje deputado estadual, que cresceu num ambiente político de pai e mãe, para orgulho da família segue o legado do pai.

Despedida
As despedidas a Altair Guidi devem reunir uma multidão, hoje pela manhã na prefeitura onde está sendo velado desde ontem. Foi a prefeitura que ele construiu e que onde recebeu a sua última grande homenagem em vida. Foi no dia da reinauguração do Paço, quando compareceu com dificuldades e foi muito aplaudido.

Caso Lula
Acompanho desde ontem o ambiente petista em Porto Alegre. É flagrante a transformação do limão em limonada. O PT dá a arrancada para a campanha eleitoral de 2018 usando como pano de fundo o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal, hoje. O “comício” de ontem na capital gaúcha foi um dos maiores que o PT já fez.

Fraude
Entre as frases cunhadas pelos marqueteiros petistas a preferida da militância é: “eleição sem Lula é fraude”. É a frase oferecida pelo PT nacional. Revela parecer que o partido não tem plano “B”.

Vocação petista
A “maré” levou o mar de petistas a Porto Alegre ontem, ou seja, a mega exploração do julgamento de um recurso em segundo grau é tudo o que o PT que parecia adormecido necessitava para acordar. Vi na esquina democrática da capital gaúcha os petistas “babando” satisfação no coro do Lulalá.

Conta milionária
A Assembleia Legislativa havia aprovado, no ano passado, uma lei permitindo o uso de debêntures da Invesc (Santa Catarina Participação e Investimentos) para pagamento de dívidas de ICMS, fato que iria causar um dano milionário às contas do Estado. Segunda-feira o Governo do Estado entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para anular o efeito da lei via Justiça. Se não conseguir estima prejuízo de R$ 6,2 bilhões aos cofres públicos catarinenses.

No forno
Esta evidente que a ação que pede inconstitucionalidade de lei aprovada pela Assembleia Legislativa estava na gaveta e que coube ao vice-governador Eduardo Moreira levar adiante. Ora, a questão é saber como Raimundo Colombo permitiu sua aprovação em um parlamento que ele domina, pelo menos teoricamente é isso que se ouve.

O político vence o técnico
Em outros tempos nem a pior das reações das ruas ou de outros poderes faria o prefeito Clésio Salvaro voltar atrás de uma decisão. Hoje ele anuncia a revogação do decreto que causou o maior impacto no aumento do IPTU. E ao julgar pelo busquei não foi por reação da Câmara de Vereadores, nem pela ação individual patrocinada por alguns advogados ou mesmo do ensaio do Ministério Púbico que embasava contraditório ao efeito do canetaço do prefeito. O conjunto destas ações também, mas a veia política verteu mais forte a decisão de amenizar o impacto do aumento. O IPTU sobe, mas só nos índices da inflação e do que a Câmara de vereadores autorizou. Creio que esta foi a vez em que assistimos o prefeito de Criciúma ser mais político do que nunca.

REVISÃO A revisão dos valores de parâmetro do IPTU podem ser feitas, mas não na cegueira técnica com que vinha sendo aplicada. E olha que o próprio prefeito percebeu na sua conta que subiu mais do que o dobro.

PÁRA TUDO A partir de hoje fica suspensa a emissão dos carnês do IPTU e os que já pagaram ou retiraram é que terão algum trabalho. O cálculo do que a prefeitura vai faturar com este imposto precisa ser refeito.

VIRALIZOU O áudio preferido dos “agitadores” das redes sociais, ontem, foi um em que um assessor do vereador Julio Kaminski (PSDB), Adão da Silva, sugeria que as pessoas deveriam ser incentivadas a não retirar o carnê do IPTU sob a certeza de que a cobrança seria revista.

CÂMARA Em 2017 a Câmara de Vereadores de Criciúma recebeu do Executivo R$ 16,9 milhões, tendo devolvido R$ 3,5 milhões, ou seja, custou aos cofres públicos o equivalente a 70 por cento do IPTU arrecadado no período.

REPASSE Para 2018, o repasse à Câmara não deve crescer de longe o quanto crescerá o aumento do IPTU, mesmo que agora com aumento menor. A prefeitura estimava arrecadar pelo menos R$ 30 milhões com o imposto. Agora deve cair para uns R$ 15 milhões. Já a Câmara deve gastar cerca de R$ 15 milhões. Isso senão construir a sede.

LEMBRO Ouvi pessoalmente, há alguns anos, do falecido Luiz Henrique da Silveira, então candidato ao Senado, um dos maiores elogios a Altair Guidi. Dizia ele na época, que Guidi era um dos dez políticos mais habilidosos que ele conhece no trato político.

FIDELIDADE Testemunhei como repórter uma das maiores injustiças sofridas por Altair Guidi. Foi numa reunião do Conselho de Ética do PP, quando o expulsou por ter seguido voto orientado pelo então governador Luiz Henrique da Silveira. Aquilo foi tratado como infidelidade. Entre os julgadores da época muitos seguiram Altair pouco tempo depois, mas nunca foram julgados, muito menos ameaçados de sanção partidária.

FRASE DO DIA
“Ele foi o homem certo no tempo certo para a cidade de Criciúma.”
Jornalista Joice Quadros ao falar do amigo pessoal ex-prefeito Altair Guidi


Jorginho volta ao comando do Estado em meio às chuvas

 personJoão Paulo Messer
access_time22/09/2026 - 06:10

O governador Jorginho Mello reassumiu o Governo de Santa Catarina na noite desta segunda-feira (21), após as fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do Estado.

Licenciado desde 30 de agosto para se dedicar à campanha eleitoral, ele antecipou o retorno diante dos estragos e da mobilização dos órgãos estaduais.

A Defesa Civil e as forças de segurança concentram os trabalhos no atendimento aos municípios e às famílias atingidas.

As ações incluem assistência, distribuição de itens de primeira necessidade e suporte às áreas afetadas.

Nesta terça-feira (22), Jorginho e integrantes do governo devem acompanhar pessoalmente a situação nas regiões atingidas.

A mudança de agenda também levou ao cancelamento de sua participação no debate da ACAERT, marcado para as 9h, em Florianópolis.

Em nota, o governador justificou a ausência pela necessidade de acompanhar as operações de resposta.

O retorno ao cargo ocorre em meio à mobilização estadual para enfrentar os efeitos das chuvas.

Editorial: Campanha entra na reta final com ataques em alta e propostas em baixa

 personJoão Paulo Messer
access_time21/09/2026 - 08:00

Faltam exatos 13 dias para que mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar possam ir às urnas e decidir os rumos do país para os próximos quatro anos.

Pode parecer um pouco poético ou até rebuscado, mas é a verdade. Estamos diante de um dos momentos mais importantes da democracia.

A esta altura, deveríamos estar discutindo diretrizes, metas e caminhos para áreas essenciais, como saneamento, transição energética, saúde pública, educação e desenvolvimento econômico.

No entanto, o que tomou conta do dia a dia e do horário eleitoral é um estarrecedor e ensurdecedor vazio de ideias. A campanha transformou boa parte da discussão pública em uma sucessão de ataques e provocações.

A arena política está ocupada por confrontos pessoais, rivalidades inflamadas pelas redes sociais, memes produzidos para gerar repercussão e cortes de vídeos descontextualizados, quase sempre destinados a alimentar a polarização.

Planos de governo e soluções concretas para os problemas que sufocam o país aparecem pouco. Até aqui, nenhuma discussão realmente consistente ganhou o espaço que merece.

É revoltante constatar o pouco espaço reservado às questões que interessam diretamente ao cidadão. Parece existir uma lógica entre os postulantes ao poder: quanto menos se discute o futuro, menor a necessidade de explicar como enfrentar os desafios do presente.

Prefere-se a cortina de fumaça das pautas morais, das acusações e das ofensas entre adversários. Enquanto isso, pouco se explica sobre como financiar a saúde sem comprometer o orçamento, de onde virão os recursos para enfrentar os problemas da educação básica ou qual será o projeto de desenvolvimento sustentável para o país.

Votar não pode se transformar em um exercício de adivinhação ou, pior, de resignação. O eleitor precisa conhecer prioridades e caminhos para fazer sua própria escolha.

Não é razoável aceitar a mediocridade da discussão política em um momento tão importante para o Brasil.

A eleição está chegando. Restam esta semana e a próxima antes de irmos às urnas, no dia 4 de outubro.

Em meio a tanto barulho, o que mais chama a atenção é justamente o silêncio das ideias.

OAB precisa agir. Indignação não basta

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2026 - 11:11

Aconteceu nesta semana em Criciúma, como de resto nas principais cidades de Santa Catarina, e em várias outras de pelo menos 14 estados brasileiros, um ato relacionado ao dito ?Manifesto pelo Estado de Direito?. Reação liderada pela classe dos advogados ao lamentável cenário desenhado pelos absurdos entregues ao povo brasileiro pelo Supremo Tribunal Federal.

E vou dizer que este evento precisa ser ampliado e que não pode se restringir a ocasiões apenas com demonstração de indignação. Indignação da OAB e de várias outras forças públicas que se associam a ele, agora.

De nada valerão estes movimentos ? em nada ajudarão estes eventos ? e digo principalmente: em nada valerão à instituição que representa a célula menor da Justiça, que são os advogados, se ele não gerar resultado prático. Não tem mais como suportar que a indignação seja o último ponto de parada nesta reação. Ouvir de ministros, como ouvimos, em plena sessão do STF, referências a compras de sentença. Ouvimos falas como as que admitem que nunca no país a corrupção esteve tão presente nos tribunais.

Ouvir isso de ministros do STF, quando a sociedade toda brasileira fala por todas as suas vozes que o Judiciário faliu, precisa ser forte o suficiente para que a OAB se erga, junto com magistrados de menor escala, como juízes de comarca ou de outros tribunais, para colocar um basta nisso. Porque do Senado Federal, que é quem poderia fazer alguma coisa de fato, não se pode esperar nada, e isso já vimos há um bom tempo. O Senado é hoje a representação do Parlamento brasileiro que se pode classificar como uma classe do rabo preso. Infelizmente, os que têm ficha limpa e que estão reagindo são minoria.

Para não sair da nossa comarca e falar do resto do país, mas me dirigir para o nosso redor, quero lembrar o quanto a categoria se indignou recentemente quando um vereador foi infeliz numa fala da tribuna da Câmara de Criciúma. Ali houve reação e consequência. Agora eu gostaria de ver a mesma reação ?com consequência? e não apenas reação como um ato de indignação. Porque senão tem gente que vai dizer que só há consequência quando o alvo da indignação for um humilde vereador que diz o que não deveria, mas que pode encontrar eco se a força dos soldados da Justiça não se mostrar forte como forte é, e precisa ser.

Editorial: tradição e renovação sustentam empresas através das gerações

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2026 - 07:40

Empreendedorismo é, antes de tudo, acreditar. Acreditar em uma ideia, em um negócio e, principalmente, nas pessoas.

O setor de postos de combustíveis é um bom exemplo dessa capacidade de empreender. São negócios que exigem investimento, trabalho, atenção e muita gestão. Mas existe algo ainda mais especial quando essa trajetória é construída em família.

Uma empresa familiar carrega mais do que um CNPJ. Carrega história, nome, reputação e sonhos. E, quando chega o momento da sucessão, surge um desafio importante: como preservar aquilo que deu certo sem deixar de acompanhar os novos tempos?

A resposta passa pela capacidade de unir tradição e inovação. É preciso respeitar as raízes e, ao mesmo tempo, ter coragem para renovar. Ouvir quem começou, valorizar a experiência acumulada e abrir espaço para quem chega com novas ideias.

Quando bem conduzida, a sucessão familiar não representa apenas uma troca de comando. É a continuidade de um propósito, com a transmissão de experiência, valores e responsabilidades entre gerações.

No setor de postos, isso ganha um significado ainda maior. Afinal, um posto não oferece apenas combustível. Oferece atendimento, conveniência, relacionamento e, acima de tudo, confiança.

Em muitos casos, o cliente é recebido pelo mesmo nome de família há décadas. Essa relação construída ao longo do tempo tem um valor que vai além dos números: a credibilidade conquistada diariamente.

São empresas que atravessaram gerações, acompanharam o crescimento das cidades, as mudanças nas estradas e as transformações nos hábitos dos consumidores sem perder a própria essência.

Isso também é empreendedorismo: ter visão de futuro sem esquecer as próprias origens. É transformar trabalho em patrimônio e patrimônio em legado.

Aos empreendedores do setor de postos de combustíveis, nosso reconhecimento. E às famílias que encontram na sucessão uma forma de preservar sua história, nossa saudação.

Porque manter uma tradição viva, geração após geração, também é uma grande forma de empreender.

Editorial do rádio trocou o peso das informações por uma saudação de animação

 personJoão Paulo Messer
access_time17/09/2026 - 08:20

Viver no Brasil é equilibrar, diariamente, a esperança e o cansaço. Enfrentamos desafios estruturais, crises financeiras e incertezas que muitas vezes pesam sobre os ombros e nos fazem duvidar do amanhã. No entanto, reduzir nossa existência apenas às dificuldades do país é abrir mão de um dos nossos bens mais preciosos: o tempo presente.

A história não para enquanto esperamos que o cenário ao redor melhore. A vida continua acontecendo no intervalo entre um problema e outro. Superar os obstáculos diários exige coragem, mas viver plenamente exige ainda mais disposição.

Encontre motivos para sorrir nos pequenos detalhes: na risada com quem você ama, no café quente pela manhã e nos projetos que renovam suas forças.

O nosso país tem problemas profundos, mas você não precisa congelar seus sonhos à espera de um cenário perfeito que talvez nunca chegue. Ocupe os espaços, busque o que lhe faz bem, ame sem reservas e lute por dias melhores, sem abrir mão da alegria de hoje.

Resistir também é aprender a prosperar e a celebrar a própria jornada, mesmo em tempos de incerteza. A sua felicidade não pode ser refém do caos.

Viva com intensidade, porque a vida acontece agora, apesar de tudo.

Editorial: O STF sugere o nariz de palhaço. À luta.

 personJoão Paulo Messer
access_time16/09/2026 - 08:00

Bom dia, trabalhadores deste país! Um excelente dia para você que levantou do amado colchão antes das seis da manhã, tomou aquele café passado meio correndo e já encarou o transporte público ou o trânsito travado. Afinal, a vida é bela, o trabalho dignifica o homem e os boletos no final do mês não se pagam sozinhos, não é mesmo?

Mas convenhamos: enquanto você está aí, suando a camisa de segunda a sexta e, às vezes, também no fim de semana, existe um lugar em Brasília onde o tempo parece correr em ritmo completamente diferente. Um lugar de togados iluminados, onde o ar-condicionado é sempre perfeito, as lagostas são servidas com vinho premiado e qualquer dúvida existencial parece se resolver com uma canetada de efeito vinculante.

Pois é, meus amigos. Apesar de o Supremo Tribunal Federal estar sempre ali, no topo da Praça dos Três Poderes, como uma pedra no caminho de muitos brasileiros, a gente precisa continuar trabalhando.

É fascinante pensar que, enquanto tentamos produzir, gerar emprego, vender o almoço para comprar o jantar e sobreviver à burocracia diária, decisões tomadas em Brasília continuam interferindo diretamente na vida do cidadão.

Na visão crítica deste editorial, interpretações e decisões da Corte ampliam cada vez mais o debate sobre os limites de sua atuação e seus reflexos sobre a liberdade, a produção e a própria relação do brasileiro com o Estado.

Se o brasileiro cai, levanta e tenta dar dois passos à frente, lá está a pedra. Não uma pedra qualquer, mas uma pedra ornada em veludo, cercada de formalidades e jurisprudências, pronta para provocar novos questionamentos sobre os limites entre os Poderes.

Mas fiquem tranquilos! Brasília pode continuar decidindo muita coisa, mas a sua marmita ainda depende do seu esforço.

Por isso, sacuda a poeira, contorne mais essa barreira institucional e tenha um ótimo e produtivo dia de trabalho.

Editorial: STF no centro da crise expõe desgaste institucional e inquietação no país.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/09/2026 - 08:00

A atuação do Supremo Tribunal Federal tem se tornado um dos temas mais presentes nos debates políticos do país, chegando às mais diferentes rodas de conversa. O sentimento que hoje domina parte da população brasileira é de indignação e perplexidade diante de decisões que, muitas vezes, ultrapassam a percepção comum de justiça.

Esse cenário amplia a sensação de instabilidade jurídica, expõe desequilíbrios e contribui para o descrédito das instituições. Quando a mais alta instância do Judiciário ocupa diariamente o centro das atenções políticas, o país perde a previsibilidade necessária para avançar, especialmente em um momento em que já enfrenta tantas dificuldades.

Tudo isso alimenta o descontentamento e a descrença de quem trabalha, produz e cumpre a lei. A discussão, porém, ultrapassa a simples crítica institucional. Existe um clamor para que o Brasil reencontre o caminho da paz, do respeito e da seriedade.

Amanheço todos os dias acreditando que ainda podemos encontrar esse caminho. O país precisa de instituições transparentes, comprometidas com o cumprimento da lei e com a imparcialidade assegurada pela Constituição. Precisa também garantir direitos fundamentais, entre eles a liberdade de expressão, tão importante para quem trabalha diariamente com comunicação.

Apesar das incertezas e do desgaste político, a força do Brasil continua no empenho e no trabalho de cada cidadão. O progresso de uma nação é construído pelo esforço honesto daqueles que levantam todos os dias para sustentar suas famílias e contribuir com suas comunidades.

É fundamental preservar a esperança e transformar a indignação em participação consciente, responsabilidade e amor pelo país. Não podemos perder esse sentimento diante dos erros ou excessos daqueles que ocupam posições de poder.

Os sobressaltos enfrentados ao longo da nossa história também precisam servir para produzir maturidade e determinação. Que possamos, de forma consciente, construir um amanhã mais justo e pacífico.

O que acontece hoje no Supremo Tribunal Federal, principal assunto desta terça-feira, precisa servir também para reflexão. Um cenário como este mostra o quanto o país necessita de responsabilidade, equilíbrio e respeito às instituições.

Temos um Brasil de riquezas extraordinárias, belezas naturais incomparáveis e um povo que trabalha e acredita. Não podemos permitir que os problemas concentrados nos espaços de poder contaminem aquilo que o país tem de melhor.

Que a indignação não nos paralise. Que ela nos faça exigir mais seriedade, trabalhar com mais consciência e acreditar que o Brasil pode encontrar um caminho melhor.

Editorial: O país abre a semana de olho na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time14/09/2026 - 06:50

Iniciamos mais uma semana sob um clima de apreensão e forte expectativa no cenário político e jurídico do país. As atenções estão voltadas para a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para esta terça-feira.

O Plenário se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus próprios magistrados, em meio aos desdobramentos de investigações e à troca de graves acusações de conduta irregular entre integrantes da Corte.

A expectativa é de debates inflamados, possíveis contestações sobre o quórum e de um racha interno exposto ao vivo para toda a sociedade. O brasileiro chega a este momento sentindo o peso do cansaço moral e da exaustão, reflexo de anos convivendo com desgoverno, insegurança jurídica, ativismo e abusos que minam a confiança nas instituições.

O sentimento é de indignação diante da mais alta Corte transformada em arena de disputas políticas e corporativistas. O cidadão cobra respostas sérias, justiça imparcial e respeito às leis, sem privilégios ou manobras para proteger aliados.

Resta-nos acompanhar o desenrolar dos fatos nesta terça-feira crucial, na expectativa de que a transparência e a Constituição prevaleçam acima de qualquer projeto de poder.

Boa semana a todos!

Editorial: Independência também exige atitude.

 personJoão Paulo Messer
access_time07/09/2026 - 07:45

Neste 7 de Setembro de 2026, quem liga o rádio está convidado a abrir também a memória e olhar ao redor de uma maneira diferente.

Pelas ondas do rádio, queremos abraçar quem faz este país pulsar de verdade. Gente que acompanha diariamente o ritmo da vida e carrega no peito a garra de quem constrói a nação com as próprias mãos.

A provocação deste Dia da Independência é justamente não permanecer passivo, sentado na poltrona, apenas assistindo a tudo acontecer.

O Hino da Independência lembra que “já fugiu da tirania e da escravidão”. Mas a verdadeira libertação de um povo também começa quando cada cidadão decide abandonar o comodismo.

É muito fácil cair na rede do conforto, cruzar os braços, praticar a crítica vazia e apenas apontar os erros dos outros. Isso não constrói futuro.

Por isso, neste 7 de Setembro, a pergunta é direta: o que cada um de nós tem feito, no seu metro quadrado, para ajudar a erguer o Brasil?

Independência também é responsabilidade. E um país melhor começa muito antes dos grandes discursos: começa na atitude de cada brasileiro.

Editorial: O Colapso da Imparcialidade e a Ditadura da Toga

 personJoão Paulo Messer
access_time02/09/2026 - 07:30

O ativismo judicial no Brasil atingiu o ápice da deterioração institucional com a sucessão de escândalos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O quadro revelado por vazamentos de mensagens mostra um magistrado que ignora o devido processo legal, atuando simultaneamente como acusador, investigador e julgador, uma aberração jurídica sob a ótica de qualquer democracia séria.

Diálogos vazados de assessores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) revelam ordens diretas para a elaboração de relatórios “sob encomenda”. A máxima de “usar a criatividade” para embasar decisões expôs uma engrenagem persecutória que fere garantias individuais, rasga a Constituição de 1988 e suprime o direito à ampla defesa.

Como se não bastassem a instrumentalização dos órgãos públicos para a caça a opositores políticos e a censura prévia, o aprofundamento das investigações da Polícia Federal trouxe à tona trocas de mensagens informais e contratos milionários ligados a agentes financeiros e gabinetes de advocacia familiares. O cenário escancara que a pretensa “defesa da democracia” caminha lado a lado com sombras de balcão de negócios e conflitos de interesse.

Uma análise severa do Judiciário brasileiro impõe constatar que a cúpula constitucional perdeu o rumo. O STF deixou de atuar como guardião da Carta Magna para se transformar em um poder autocrático, blindado contra o escrutínio público e o sistema de freios e contrapesos do Legislativo.

Quando a magistratura confunde a aplicação da lei com a vontade pessoal de seus membros, o Estado de Direito é dissolvido. O cidadão comum fica submetido à insegurança jurídica, com normas que mudam ao sabor da conveniência de tiranos togados que agem sem limites morais ou republicanos.

Editorial: Eleitor volta às urnas pressionado mais pela rejeição do que pela esperança

 personJoão Paulo Messer
access_time31/08/2026 - 08:10

Vivemos um dilema das urnas. O Brasil caminha para mais um ciclo eleitoral diante de uma encruzilhada conhecida e desgastante. O eleitor brasileiro se vê novamente diante de uma decisão fundamental, movido não pelo entusiasmo com o futuro, mas pelo receio da alternativa.

As pesquisas recentes desenham um retrato incômodo do sentimento nacional. Duas candidaturas que concentram a atenção pública apresentam índices de aprovação e rejeição praticamente espelhados. A eleição transforma-se em uma disputa na qual importa menos quem melhor representa o país e mais quem provoca menor rejeição.

É o que mostram as pesquisas. Nesse cenário de polarização, o debate público é o primeiro sacrificado. A construção de propostas reais para o país dá lugar à troca de farpas, aos ataques pessoais e ao confronto entre adversários.

Discutem-se o passado, as polêmicas e os desacertos dos candidatos, enquanto soluções para educação, segurança, economia e infraestrutura ficam em segundo plano. Refém do ruído das redes e da agressividade das campanhas, o eleitor perde a oportunidade de avaliar planos de governo concretos e possíveis de serem executados.

Para agravar esse quadro, as chamadas candidaturas alternativas continuam em patamares tímidos de aprovação. Falta a esses nomes capacidade para romper o bloqueio da comunicação de massa, mobilizar o eleitorado e criar uma expectativa real de poder.

Sem se apresentarem como caminhos viáveis e competitivos, acabam sufocadas pela lógica do voto útil, que antecipa o duelo final e reduz a diversidade de ideias ainda nas etapas iniciais.

O resultado desse afunilamento é o enfraquecimento da própria democracia representativa. Quando a disputa se limita a dois lados que se alimentam da rejeição mútua, ganha-se a eleição, mas perde-se em governabilidade e consenso social.

E, pior, perde-se a esperança. A cidadania não pode se resumir ao voto no menos pior, como temos ouvido e até repetido.

Enquanto o país não romper esse ciclo e exigir propostas, respeito e instituições sólidas, o brasileiro continuará diante da incômoda tarefa de votar sem encontrar, verdadeiramente, uma opção que o represente.

O Eco do Passado no Rádio: Começa Mais um Ritual Eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time28/08/2026 - 08:00

Começou. Bastou sintonizar o rádio logo nas primeiras horas da manhã para constatar o de sempre: nada mudou. O início do horário eleitoral gratuito obrigatório é recebido pelo cidadão com a resignação de quem já conhece o enredo de cor.

No primeiro dia da veiculação, o ouvinte foi engolfado pela mesma sonoplastia épica, pelos mesmos tons empolgados e, principalmente, pelas velhas soluções mágicas para problemas históricos. São as velhas narrativas e os mesmos vendedores de elixires milagrosos que vêm sendo anunciados há décadas, prometendo curar a saúde, a segurança e a economia com uma facilidade que beira o deboche.

Este ritual que hoje invade a programação das emissoras não é novo. O direito de acesso gratuito dos partidos aos meios de comunicação surgiu formalmente no Brasil com o Código Brasileiro de Telecomunicações, em 1962, e foi consolidado no Código Eleitoral de 1965. A ideia original era nobre: democratizar o debate, garantindo que mesmo os partidos sem grandes recursos pudessem apresentar suas ideias em igualdade de condições. O tempo, no entanto, transformou a ferramenta democrática em uma vitrine engessada de marketing político altamente profissionalizado e desprovido de substância.

E assim seguiremos. Nos próximos 35 dias, o rádio repetirá a rotina em dois blocos diários fixos (às 7h e às 12h), além das dezenas de inserções curtas disparadas ao longo de toda a programação comercial. O revezamento das candidaturas continuará rigoroso: dias intercalados para cargos federais e estaduais, dividindo minutos estratégicos calculados a partir da representatividade partidária.

Até o dia 1º de outubro, data em que se encerra a propaganda do primeiro turno, o eleitor será submetido a essa maratona. O formato sobrevive, mas o discurso há muito se desgastou. Resta saber até quando um rito desenhado em meados do século passado conseguirá dialogar com um cidadão que, no rádio ou no celular, busca respostas reais em vez das velhas receitas de sempre.

Editorial: Como acreditar em promessas e propostas da propaganda eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time27/08/2026 - 08:10

Caminhamos por ruas pavimentadas pelo ceticismo, onde cada palavra dita na esfera pública soa como um eco oco. A população, esgotada por promessas que se desfazem ao primeiro toque da realidade, já não sabe em quem ou no que confiar. As notícias tornaram-se alvos constantes de suspeita, não apenas pela distorção dos fatos, mas porque os próprios discursos que as originam nascem desprovidos de integridade. Vivemos a era da dúvida sistemática, onde a verdade foi fatiada para servir a narrativas de ocasião.

Os governos, outrora vistos como a salvaguarda do contrato social, ruíram sob o peso da própria vaidade. A política deixou de ser o espaço em que o cidadão comum, impulsionado pelo desejo genuíno de transformação, poderia ascender para servir aos seus iguais. Em vez disso, a democracia teve sua essência corroída por dentro: o poder, que deveria ser a ferramenta suprema de povos livres, transfigurou-se em um instrumento blindado de defesa de interesses privados e corporativos.

Diante desse cenário devastado, surge a provocação inevitável: por que continuar acreditando que o ritual das urnas possui a força mágica de reconstruir uma nação em frangalhos? Votar passou a parecer um gesto de fé cega em um sistema que só se renova para manter as mesmas estruturas intocadas. A própria ideia de credibilidade perdeu sua razão de existir em uma sociedade operada pelo cinismo.

Habitamos um grande teatro de faz de conta, onde a retórica do "bem comum" serve apenas como maquiagem para a ambição desmedida. O interesse coletivo virou peça de ficção, e o ato de amar ao próximo transformou-se em uma raridade quase exótica. Enquanto o poder continuar voltado para si mesmo, a confiança permanecerá sendo apenas uma lembrança distante de um tempo em que as palavras ainda tinham valor.

Editoriail: Errar é Amaral, perdoar é OAB. Será?

 personJoão Paulo Messer
access_time26/08/2026 - 08:00

Errar é uma condição intrínseca da natureza humana, uma falha inevitável na jornada de qualquer indivíduo. Contudo, quando o lapso parte de um homem público que, em um momento de descontrole, excede todos os limites do bom senso e ofende uma categoria inteira de trabalhadores, a dimensão do equívoco ganha contornos dramáticos.

A retratação quase sempre vem a reboque: um pedido formal de desculpas, devidamente alinhado e publicado. Fica, contudo, a inquietação incômoda: até que ponto os profissionais atingidos devem aceitar essa nota oficial como uma reparação sincera? E como a população deve interpretar esse teatro recorrente de ofensas seguidas por arrependimentos convenientes?

Aqueles que ocupam posições de destaque carregam o dever moral de compreender o peso da própria representatividade. Cada palavra dita por uma autoridade ecoa com força multiplicada, e a responsabilidade sobre o impacto do discurso é diretamente proporcional ao poder que ela exerce. O cargo não concede imunidade para a inconsequência; pelo contrário, exige um filtro ainda mais rígido.

Essa vigilância, no entanto, não pode ser cobrada apenas dos ocupantes de grandes gabinetes. Nos tempos atuais, a internet e as redes sociais empoderaram o cidadão comum, entregando a cada um de nós uma plataforma de alcance imensurável.

Essa voz digital funciona, muitas vezes, como uma arma engatilhada na mão. O perigo de "sair atirando" em busca de engajamento, cancelando e agredindo sem medir os danos, é uma tentação diária que exige autocontrole coletivo.

O erro continuará rondando a todos nós, autoridades ou cidadãos ordinários. Mas a verdadeira maturidade social só será alcançada quando exercitarmos a empatia em sua totalidade: sendo capazes de nos colocar tanto no lugar de quem cometeu a falha e busca a redenção quanto na pele de quem foi injustamente atingido pelo golpe das palavras.

EDITORIAL: A política fala muito e esclarece pouco.

 personJoão Paulo Messer
access_time25/08/2026 - 08:00

Depois do debate político realizado ontem, na Rádio Eldorado, com três dos nove candidatos ao Governo de Santa Catarina, ficou uma comparação interessante. Os debates políticos estão cada vez mais parecidos com as atuais entrevistas coletivas do futebol.

Minha trajetória de 18 anos como repórter esportivo me permitiu acompanhar de perto esse tipo de entrevista. Houve um tempo em que, depois do jogo, o repórter perguntava ao treinador e insistia enquanto a dúvida não fosse esclarecida. Não se tratava de ouvir a resposta que se queria, mas de obter a resposta que precisava ser dada.

Hoje, diante de uma fileira de microfones, pergunta-se sobre A, o treinador responde sobre B e a entrevista segue. A dúvida permanece. Na política, infelizmente, não estamos muito distantes disso.

Os debates ficaram tão engessados pelas regras que, muitas vezes, nem o apresentador consegue cobrar objetivamente uma resposta ou impedir que o candidato fuja do tema. Pergunta-se uma coisa, responde-se outra e o relógio encerra a discussão.

Há ainda um problema maior: a fuga dos próprios debates. Candidatos que deveriam estar frente a frente para apresentar ideias, responder questionamentos e confrontar posições simplesmente optam por não comparecer.

O debate de ontem na Rádio Eldorado teve momentos interessantes e também tensão. Um deles envolveu uma denúncia feita por um dos candidatos sobre uma suposta relação societária do filho do governador com uma empresa prestadora de serviços ao Estado na área da saúde. É uma acusação grave, que precisa ser comprovada, esclarecida e respondida pelos citados.

Também houve um duro embate entre João Rodrigues e Ralf Zimmer. O clima esquentou durante o programa e permaneceu desconfortável mesmo depois que os microfones foram desligados.

Mas talvez o principal resultado do debate esteja justamente no que ficou sem resposta.

Estamos vivendo o tempo das respostas pela metade. Na política, pergunta-se muito, responde-se pouco e quase sempre existe uma tangente disponível para escapar do ponto central.

Cabe também à imprensa fazer sua parte e reconhecer quando não consegue extrair aquilo que deveria dos entrevistados. Insistir, questionar e investigar continuam sendo obrigações do jornalismo.

O problema é que chegamos a outro estágio preocupante. São tantas denúncias, acusações e escândalos que uma nova denúncia aparece antes mesmo de a anterior ser devidamente esclarecida.

E quando perguntas ficam sem respostas e denúncias sem investigação, uma palavra começa a perder força no discurso público.

Transparência.

Como está difícil falar dela.