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Finnancial Summit define palestrantes para quarta edição em Criciúma

commentJornalismo access_time19/10/2026 19:42

Evento gratuito será realizado nesta terça-feira, dia 20, na Acic, e reunirá especialistas em gestão estratégica, Open Finance e Inteligência Artificial

Criciúma: Campeonato Municipal de Futebol 50+ tem 14 gols na primeira rodada

commentEsporte access_time19/10/2026 16:45

Destaque foi a goleada de 11 a 0 do São Luiz sobre o Amigos do Leka

Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

commentCriciúma EC access_time16/10/2026 10:30

O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

Coluna do Fim de Semana

access_time26/01/2018 - 23:23

Jogo de xadrez no parlamento
Já na retomada dos trabalhos legislativos do Estado (dia 6 de fevereiro) o eleitor catarinense pode assistir um jogo duro de estratégias entre PMDB e Gelson Merísio (PSD). Existe de bastidores um acordo segundo o qual a presidência da Assembleia Legislativa em 2018 ficará com o PMDB (deputado Aldo Schneider, atual vice-presidente). Ocorre que em meio a este acordo existe uma queda de braço entre o PMDB de Eduardo Moreira que estará governador e quase todo o restante do parlamento (40 deputados), que estão afinados com o deputado Gelson Merísio (PSD). Deve ver-se neste momento uma guerra de estratégias que pode alterar o acordo firmado no início do ano passado.

Conversas
São perceptíveis os movimentos feitos pelo vice-governador Eduardo Moreira na preparação do terreno para uma reviravolta do que o PMDB tem previsto. Hoje vale a regra de que em 17 de março o partido fará prévias para indicar o candidato a governador. Moreira, não disputará a prévia. O provável é que Mauro Mariani se apresente sozinho. Se ele ganhar por “WO” pode ser o indício de que a prévia não valerá.

Questão de tempo
Nesta semana Eduardo Mariani teve conversa com o deputado federal Jorginho Melo (PR), cujo nome está previamente lançado ao governo do Estado. O convite inicialmente rejeitado por Melo é que ele componha na chapa com o PMDB. Ocorre que a maioria das siglas deve manter o discurso da dissidência de aliança com o PMDB. Este jogo pode mudar mais adiante, se o candidato for o então governador Eduardo Moreira.

Liderança nata
Em todas as principais siglas, PMDB, PSDB, PP e PSD possuem o mesmo vício interno. São as tentativas das consideradas “segundas forças” tentando se impor. Refiro-me a Mauro Mariano que força sobrepor-se a Eduardo Moreira que além da sua força natural ainda será governador em breve. No PSD não é diferente com Gelson Merísio e Raimundo Colombo. No PSDB outros como Marcos Vieira exercem a mesma “forçação” ante a liderança natural de Paulo Bauer assim como há muito deputados buscam impor-se à liderança natural de Esperidião Amin.

E mais...
A história revela que as acomodações vão acontecendo a medida que o processo eleitoral acontece. Foi assim até agora em Santa Catarina. Sob esta teoria entende-se que as melhores vagas de 2018 também fiquem com Eduardo Moreira, Paulo Bauer, Raimundo Colombo e Esperidião Amin.

Reveza
Neste fim de semana o prefeito Clésio Salvaro deve voltar a tratar da sua licença combinada à licença do vice-prefeito Ricardo Fabris, um procedimento que está virando praxe na administração pública municipal de Criciúma. Prefeito e vice-prefeito licenciados assume o presidente da Câmara, Júlio Colombo. Isso deve ocorrer no dia 6 de fevereiro.

Começa o trabalho
No dia 5 de fevereiro o prefeito Clésio Salvaro irá à sessão que abre o ano legislativo. É previsto na constituição do município está presença, tanto que a primeira sessão ordinária do ano é sempre integralmente dedicada à fala do prefeito com caráter de prestação de contas. Neste ano deve sentir-se nesta visita o desejo do prefeito aproximar-se mais e mais dos vereadores.

Novo Secretário
Em Treviso o vereador Gabriel Mariani (PP) assumiu o cargo de Secretário Municipal de Saúde. O vice-prefeito Rodrigo Fenili, o Birilo, (PSB) que estáno exercício de prefeito com as férias do prefeito Jaimri Comin (PP) é quem deu a posse.

IPTU provoca desgaste
O vai e vem na decisão sobre o IPTU colocou em choque o técnico e o político do governo municipal. Respingos existem, mas não o suficiente para gerar rumores de mudança na Secretaria de Fazenda. Se houve, como se especula que o titular da pasta, Robson Gotuzzo esteja saindo, não terá sido só por causa do IPTU. O secretário foi muito bem na defesa do político e o prefeito foi firme na defesa dos técnicos. Pode ter exagerado quando deixou dúbia a interpretação de uma frase pronta que ele gosta de usar: “nós não temos compromisso com o erro”. Mesmo assim, se houver a saída do secretário após as férias não terá sido por um único episódio.

DIFERENÇA A reação popular ao aumento do IPTU em Criciúma foi proporcionalmente dezenas de vezes maiores que a de população de cidades maiores ou mesmo menores, entenda-se São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis ou Içara. Nestas a mesma correção que Criciúma rejeitou, foi aplicada e mantida.

RUÍDOS No Paço Municipal que hoje é comandado pelo PSDB mais uma vez houve indignação com reação que saiu de gabinete de um vereador do próprio partido tucano. Me refiro ao fato do principal assessor do vereador Júlio Kaminski (PSDB), Adão da Silva, ter liderado discurso contra o governo na Vila Esperança nesta semana.

RADAR O Radar Meteorológico do Sul que será instalado em Araranguá seria transportado de Florianópolis até o seu local definitivo na segunda-feira, mas a previsão do tempo dos outros dois radares indica que o sul terá chuva forte. Por isso o transporte foi adiado para o dia seguinte, terça-feira.

SÃO TRÊS Com a instalação do radar Sul o Estado de Santa Catarina cobre toda sua área. Os outros dois estão instalados estrategicamente em Lontras e Chapecó.

DENUNCIADO Nesta semana a polícia concluiu inquérito daquele atropelamento provocado pelo ex-deputado João Pizzollati, em Blumenau. Ele é denunciado por embriagues ao volante e por provocar um acidente com sabido risco de matar. Pode ser levado inclusive a julgamento.

MISTÉRIO A equipe de limpeza e corte de grama do canteiro central da avenida Centenário anda intrigada. A cada vez que foi feito o corte, ao longo do ano, alguém passava em trecho da avenida espalhando jornal recortado. O lixo ficava acumulado. No último corte isso não ocorreu. A curiosidade é se o autor parou ou está de férias na praia.

FRASE DO DIA
“Sempre disse que tudo aquilo que acontece no município é de pura responsabilidade do seu gestor, o prefeito. Por isso chamo para mim a total responsabilidade sobre qualquer ato. Não transfiro aos técnicos ou quem quer que seja a responsabilidade destas medidas do IPTU”.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, ao comentar respingos e desgastes em virtude do processo de revogação de decreto sobre parte de aumento do IPTU.


Bateu na trave

 personJoão Paulo Messer
access_time30/01/2020 - 00:23

O advogado Alexandre Barcelos João, uma das cabeças brilhantes do Direito catarinense, beliscou uma indicação ao quadro de desembargador substituto do Tribunal Regional Eleitoral. O resultado saiu nesta quarta-feira (28). Ele esteve na lista de três, onde o escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro foi Renato Boabaid, de Florianópolis (imagino que funcionou o “QI” do senador Dário Berger). Só o fato de estar nesta lista é um prêmio e reconhecimento ao brilhantismo profissional do fumacense. Detalhe: Barcelos João é muito mais da área eleitoral do que o próprio escolhido. Quer dizer, o presidente Bolsonaro deve ter escolhido por outras razões, já que a indicação é para o eleitoral. Isso porque o escolhido é especialista na área criminal.

As amarras de gaveta às eleições

 personJoão Paulo Messer
access_time27/01/2020 - 08:33

Nesta sexta-feira repercutiu, nos grupos de whatsapp mais atuantes no debate de política em Criciúma, informação transmitida na coluna do jornalista Adelor Lessa. A estranheza geral foi à nota de que “se o DEM não tivesse a candidatura a prefeito com Júlio Kaminski, o partido estaria com Clésio Salvaro na eleição de outubro”. A informação não só é verdadeira como é possível acrescentar que há um grande acordo entre os prefeitos de sete das principais cidades do Estado. Segundo este acordo o desejo dos prefeitos e principais líderes do PSDB, DEM e PP é de que fechem alianças em candidaturas nestas cidades.
Refiro-me às cidades de Criciúma, Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages e Chapecó.
Em Chapecó o candidato a prefeito será João Rodrigues (PSD) com apoio de tucanos e progressistas. Em Joinville o PSDB vai apoiar Darci de Mattos (PSD). Em Lages Antônio Ceron (PSD) com apoio do PP e PSDB. Em Criciúma o atual prefeito Clésio Salvaro (PSDB) terá apoio do PSD e só não terá o DEM porque o partido terá candidato a prefeito. Em Tubarão Joares Ponticelli (PP) é candidato à reeleição com apoio do PSD e PSDB. Na capital Gean Loureiro, que saiu do MDB e foi para o DEM, terá como candidato a vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB). A mais recente informação é de que em Blumenau o candidato a prefeito será João Paulo Kleinubing com um vice do PSDB e apoio do PP.
Estas costuras só não acontecerão onde os partidos envolvidos terão candidatura própria a prefeito.
Há de se considerar neste enredo a proximidade que há entre Clésio Salvaro, João Paulo Kleinubing e Esperidião Amin. Aliás, Kleinubing está lotado no gabinete do senador Amin.
E mais, Júlio Kaminski antecipou a sua decisão de ser candidato a prefeito em Criciúma após receber uma espécie de ultimato feito pelo presidente estadual da sigla, João Paulo Kleinubing, para que decidisse se iria ou não à eleição de prefeito em 15 dias. Júlio não necessitou de 15 horas, anunciou antes.

Kaminski é pré-candidato a prefeito em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time22/01/2020 - 23:23

Antes da reunião da noite desta quarta-feira, em que o vereador Júlio Kaminski anunciou ter aceito o desafio de ser candidato a prefeito pelo Democratas, ele recebeu uma espécie de “ultimato”. O presidente estadual do DEM, João Paulo Kleinubing, telefonou para o vereador concedendo um prazo de 15 dias para se definir. Ele preferiu esperar apenas pouco mais de 15 horas e reunir aliados e a direção do partido em Criciúma para dizer: “aceito”. Antes disso já tinha conversas encaminhadas por Brasília e nos próximos dias vai reunir-se com Antônio Carlos Magalhães Neto, principal líder nacional do partido. Aliados de Kaminski, inclusive seu assessor, já haviam se filiado ao partido.
Kaminski é o retrato da oposição ao atual prefeito Clésio Salvaro, por isso a reunião teve a presença de representantes de outros segmentos que não apenas o DEM. Este grupo aguarda agora que haja união das oposições, incluindo o partido do governador (PSL) e o PP, entre outros. A propósito do PP, o vereador Edison Luiz do Nascimento Paiol estava no encontro da noite desta quarta-feira.
Outro desafio de Kaminski é viabilizar de fato a sua candidatura, pois esta é a condição imposta pela direção estadual da sigla. Ou ele é candidato a prefeito ou a direção estadual negocia outros caminhos, entre os quais não se descarta uma aliança com o PSDB.

Deputado acusado de violência doméstica

 personJoão Paulo Messer
access_time15/01/2020 - 20:22

Um Boletim de Ocorrência relatando violência doméstica, que teria sido praticada pelo deputado federal Daniel Freitas (PSL), no sábado no Balneário Rincão, agitou o ambiente político desta quarta-feira. A notícia vazou pelo portal de notícias “ndonline” da capital do Estado, já que este tipo de processo corre em segredo de Justiça. A existência do BO, porém, foi confirmada pelo delegado regional de polícia Vitor Bianco Júnior, que evitou qualquer comentário além da existência do registro.
Ainda nesta quarta-feira o gabinete do deputado emitiu uma nota oficial admitindo o que teria sido uma discussão política iniciada entre o parlamentar e o seu sogro, mas, segundo a nota situação já contornada. Episódios como este, entretanto, não costumam restringir-se ao ambiente familiar ou mesmo local, quando envolvem figura pública.
Este é um tipo de situação que não oferece as mínimas informações para que se possa fazer qualquer análise, já que se deu em ambiente familiar, onde estes fatos costumam evoluir para entendimentos as vezes surpreendentes. Além disso havemos de entender que as partes merecem respeito de quem noticia e analisa fatos públicos. Este é um caso restrito ao ambiente familiar do deputado. É o que penso.

NOTA OFICIAL
O Deputado Federal Daniel Freitas vem, por meio desta nota oficial, manifestar-se sobre as informações inverídicas que estão circulando sobre uma “suposta agressão” praticada por ele contra sua esposa.

O deputado federal Daniel Freitas afirma que em momento nenhum agrediu fisicamente sua esposa. O fato deu-se por motivações políticas entre ele e seu sogro, relacionadas à divergências partidárias, e que durante uma discussão os dois (Deputado e seu sogro) entraram em vias de fato, resultando na intervenção de sua esposa no ocorrido, na tentativa de acalmar as partes.

O parlamentar enfatiza, ainda que, a situação foi ocasionada pelo calor do momento, eles mantém uma ótima relação, ressaltando que seu sogro é um homem honrado e de bem; inclusive já conversaram e, através de um pedido sincero de desculpas ao seu sogro e sua esposa, voltaram a se entender.

Segundo o Deputado, com sua educação baseada nos princípios cristãos, jamais submeteria sua esposa e seus filhos a qualquer tipo de humilhação física ou psicológica e que, como marido e pai, sempre pautou a criação dos seus filhos no amor e nos valores; mantendo o casal, em um clima harmônico e de ainda mais união.

Comunicamos que, até o momento, o deputado não foi notificado ou intimado, estando à disposição da justiça para prestar quaisquer esclarecimentos.

O Deputado pede ainda, que sua família, bem como a de sua esposa, sejam respeitadas, pois desentendimentos acontecem em todos os lares; porém, a admiração mútua, sempre será mantida.

Vereadores do PSD querem "mudar" o vice

 personJoão Paulo Messer
access_time12/01/2020 - 22:22

Enquanto os vereadores Salésio Lima e Camila do Nascimento - considerados pela direção do PSD como legítimos vereadores do partido - se mantém mais cautelosos em relação a guerra interna deflagrada com o vice-prefeito Ricardo Fabris, Zairo Casagrande – considerado pela direção do partido “fora” – só é cauteloso quando a conversa é no microfone. Fora do ar não é difícil ouvir dele que os três estão “fechados” e que a persistir o cenário que consideram de “equivocado privilégio” ao vice-prefeito, sairão da sigla. Zairo aposta que os três saem. Existe, entretanto, um cenário que pode mudar tudo no partido. Isso aconteceria se o deputado Júlio Garcia, que é quem tem absoluto domínio da sigla, decidir substituir o candidato do partido a vice-prefeito em reedição da chapa Clésio Salvaro/Ricardo Fabris.
O ensaio dos vereadores flagrantemente rebelados, pode mudar se avançar a tese de que o empresário Anselmo Freitas seja o candidato a vice-prefeito pelo PSD em Criciúma. Alguém pode perguntar: “mas Anselmo não se filiou ao PSD em Içara?” Sim, mas há tempo até o fim de março para que ele mude o domicilio. Fabris sabidamente no meio político tem o apadrinhamento do deputado Júlio Garcia, mas não tem o respaldo do partido. Na base do PSD não é difícil encontrar gente disposta a apoiar qualquer nome para vice, desde que não seja Fabris.
O vice-prefeito Ricardo Fabris tem evitado comentar o assunto por orientação do deputado Júlio Garcia. O período em que o fato está na pauta favorece Fabris, pois o tempo é de recesso e a aposta de que assim o assunto se desgaste o suficiente para ser considerado página virada quando chegar março que é o mês de efervescência política.

A eleição do Tita e o recado ao vice-prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time09/01/2020 - 00:23

Seria apenas uma sessão extraordinária com eleição de nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Criciúma não fosse o gesto de três vereadores do PSD. Assim que iniciou a votação – que é nominal e aberta – Salésio Lima, Camila do Nascimento e Zairo Casagrande – se retiraram. Os demais 14 vereadores votaram na chapa única: Tita Beloli (presidente), Aldinei Potelecki (vice-presidente), Paulo Ferrarezi (primeiro-secretário) e Edson Luiz do Nascimento (segundo-secretário). Os ausentes, antes de saírem e em sala fechada, deixaram claro que nada têm contra Beloli.
Mais cedo eu havia sido informado pelo vereador Zairo Casagrande que os três não participariam da eleição. E o recado mais tarde confirmado foi claro: o problema não está na Câmara e sim no Executivo. Há insatisfação com o prefeito e ela é maior com o vice-prefeito. E não é por alguma atitude específica, mas porque estes vereadores se dizem portadores de movimentos internos do PSD que não aceitam o que consideram a privilegiada posição de Ricardo Fabris.
Para entender o enredo é necessário retornar aos tempos da eleição de 2016, quando Fabris foi “escalado” candidato a vice-prefeito por Clésio Salvaro. Na ocasião ele estava no PSDB e provocou reações adversas na sigla. Após a eleição ele saiu do partido tucano e foi para o PSD, onde já havia feito ensaio de entrada antes. Se disse, à época, que Clésio aceitou a indicação por fidelidade ao amigo Júlio Garcia que mais tarde buscou Fabris de volta ao PSD.
E segue o roteiro: mesmo com o cargo de vice-prefeito a inserção de Fabris no PSD só teria sido aceita por força do deputado estadual Júlio Garcia. Hoje o que há é um explícito movimento que tenta sacar Fabris da lista de prioridades do partido para composição de nova chapa de reeleição com Clésio Salvaro.

Foram à missão não vão à festa

 personJoão Paulo Messer
access_time06/01/2020 - 16:00

Os quatro vereadores considerados oposição ao prefeito Clésio Salvaro na Câmara de Vereadores foram à missa dos 140 anos hoje pela manhã, mas não devem comparecer à solenidade festiva que ocorre à noite no Parque Municipal Altair Guidi. A justificativa é que “consideram a obra inacabada”. Este deve ser o discurso de Júlio Kaminski, Zairo Casagrande, Édson Luiz do Nascimento e Ademir Honorato. Os quatro, entretanto, estiveram juntos hoje pela manhã na missa rezada pelo bispo Dom Jacinto Inácio Flach, na catedral.
A verdade é que se os vereadores forem a festa devem sentir-se “peixe fora d´água” pois sabidamente eles não terão o mesmo tratamento de vereadores aliados por razões muito lógicas. Neste caso a reciprocidade de tratamento pesa metade lá, metade cá. Não tem como imputar mais peso de culpa aos vereadores ou ao prefeito. A questão é meramente política.
Na missa, hoje pela manhã, além dos quatro vereadores estavam apenas mais os dois presidentes: Miri Dagostin que está deixando o cargo e Tita Beloli que deve ser eleito amanhã.

Mais fácil acertar a Mega do que o cenário eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time01/01/2020 - 11:11

O ano de 2020, que inicia, promete ser de fortes emoções e muitas incertezas na política. Os eleitores irão às urnas em 4 de outubro para escolher prefeitos e vereadores. É a primeira eleição após o fenômeno das urnas em 2018, quando políticos tradicionais foram “derrubados” por uma onda de mudança que encontrou amparo na então sigla do presidente Jair Bolsonaro, o PSL. De lá para cá os filhos da dita “nova política” já tiveram tempo de mostrar serviço. Alguns revelando-se pior do que havia. O próprio partido do presidente sucumbiu às tentações a ponto de Bolsonaro sair e anunciar que está criando um novo partido. Nem todos da “onda” irão com ele e outros sequer serão aceitos. A peneirada já vem sob suspeita do eleitor.
Bolsonaro segue sendo o maestro dos novos tempos. Político hábil na condução da opinião pública já decidiu imunizar-se deixando para que o seu partido só seja constituído a tempo das próximas eleições, não neste ano. Por ora seus seguidores terão que usar uma sigla de “aluguel”, pois a legislação eleitoral brasileira exige filiação partidária para disputar o pleito.
O deputado Daniel Freitas (PSL), aliado e seguidor de Bolsonaro, deve alojar “os seus” no PL, sigla que está sob a batuta do senador Jorginho Mello. A gentileza de Melo aguarda reciprocidade às eleições de governador em 2022. Há de se considerar que Freitas articula em Criciúma uma aliança que ofereça oposição ao prefeito Clésio Salvaro. Eis razão de curiosidade sobre para onde irão os aliados do deputado estadual Jessé Lopes (PSL), cujo pai é hoje da equipe de confiança do prefeito Clésio Salvaro. A divisão do federal e do estadual não se restringe a esta cena mais aparente.
Nem Freitas, nem Lopes figuram como pré-candidatos a prefeito, mas o primeiro tem movimentos nítidos de composição de chapa. O segundo faz um voo solo ainda estranho quanto à interpretação do lógico na política. Me parece que o faz apoiado na ideia de que o incerto é o certo às próximas eleições. Acho pouco provável.
Por fora correm outros nomes como Jorge Boeira (PP) e Rodrigo Minotto (PDT), ambos aguardando os fatos. Pelos fatos de hoje são improváveis candidatos. Boeira porque não tem sequer o seu partido. Minotto porque usa a vitrine para se manter-se visível e dizer-se um soldado a serviço do governador Carlos Moisés, cuja intenção de criar oposição a Clésio Salvaro é pública.
Salvaro, tido na cena atual imbatível, anda preocupado porque o jogo da política, que ele sabe jogar bem, se mostra com ameaças do incerto. O prefeito que é candidato à reeleição deseja conhecer logo o seu adversário. Enquanto isso não acontecer o pior dos adversários: a incerteza sobre o que terá pela frente. Ele treina como um técnico treina um time sem “sparing”. Fica um treino sem reação, sem graça.
Pelo visto, em Criciúma, está mais fácil acertar na Mega da Virada do que um palpite sobre o cenário eleitoral.

A chapa da oposição em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time28/12/2019 - 00:23

O desejo de formar uma chapa de “todos contra um” vem ganhando força nos últimos dias em Criciúma. Parlamentares ultimamente mais ocupados com a agenda intensa de Brasília aproveitam o recesso para tratar desta possibilidade. Anotem aí: a dobradinha para enfrentar o atual prefeito de Criciúma deve ter Júlio Kaminski e Júlia Zanatta.
A chapa é pluripartidária e tem entre os articuladores personagens como o senador Jorginho Melo (PL) e o deputado Daniel Freitas (PSL). Estas amarras estariam alcançando inclusive as eleições para governador do Estado em 2022. Uma chapa que viria com a benção do Palácio do Alvorada, pois com isso até o governador Carlos Moisés ficaria afastado do processo já que a decisão seria dos bolsonaristas em Criciúma apoiando Júlia Zanatta, enquanto o apoio a Júlio Kaminski viria pela força do ministro Onix Lorenzoni. Já Jorginho Melo entraria como apoiador de olho na resposta que espera receber em 2022 quando será candidato a governador. Melo também pode oferecer o PL para Daniel Freitas aloje os seus aliados que vão necessitar de um partido para disputar as eleições do ano que vem.

Funerárias se negam a buscar corpo de criança em Joinville

 personJoão Paulo Messer
access_time12/12/2019 - 18:00

O caso de uma criança que morreu em Joinville quarta-feira às 10h e só foi trasladada para Criciúma 30 horas depois abriu nova crise na relação do município com as funerárias e expos um caso vexatório. Isso porque as funerárias se negaram a cumprir o que prevê a licitação da qual participaram, alegando que os pagamentos ocorrem além dos 30 dias previstos. O município nega que tenha débito e desafia as funerárias a apresentar as provas do débito e as funerárias alegam que nem mandam mais notas à prefeitura porque ela demora muito a pagar, ou ainda pede o cancelamento de notas o que gera mais despesas. O fato é que uma criança morta só foi trasladada para velório um dia e meio após o registro do óbito. Resta deste jogo a suspeita de que haja um boicote, situação negada veementemente pelos agentes funerários. O fato é que se cometeu um descumprimento a um contrato em pleno andamento de um novo processo licitatório. Municípios e funerárias devem uma explicação ao cidadão. O novo processo licitatório deve levar em conta o respeito ao cumprimento de contratos. Quem não o faz deve ser penalizado. Se o município não paga deve ser igualmente penalizado. Quem não pode pagar o preço desta “guerra” é a criança morta e seus familiares.

Tem razão, mas vai ser criticado igual

 personJoão Paulo Messer
access_time04/12/2019 - 22:22

Nesta quarta-feira o Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou o que o prefeito Clésio Salvaro havia dito em entrevista à rádio Eldorado na semana passada: "os vereadores estão jogando para a torcida". Referia-se ao fato de que a Câmara aprovou uma lei que teria vida longa. Trata-se da lei 7.583 que daria isenção de IPTU para portadores de doenças graves diagnosticadas como câncer. Os vereadores criaram a lei e foram aplaudidos pela comunidade, enquan to o prefeito que vetou a lei sofreu críticas. Ao cidadão beneficiados pouco importa a análise da constitcuionalidade ou legalidade, o que vale é o benefício. Nem mesmo o cidadão que pode sofrer consequência como o pagamento a mais porque outros tem isenção se importa com isso. É da nossa cultura que os benefícios, venham eles com a consequencia com que vierem ou seja qual for a real intenção, são sempre bem vindos. Como consequencia da nossa cultura continuaresmo com leis desta natureza. Neste caso, por maior que seja a razão do prefeito, ele será o criticado.

Interpretando a eleição de Geovânia de Sá no PSDB

 personJoão Paulo Messer
access_time01/12/2019 - 18:00

Por unanimidade a deputada federal do Sul, Geovânia de Sá foi escolhida a presidente estadual do PSDB. Foi sábado durante convenção realizada na capital. Não é só o fato dela ser a primeira mulher do partido que chama atenção. Ela enfrentou algumas articulações internas, entre as quais a tentativa de esvaziamento. Dos 106 convencionais compareceram 56, dois mais do que a metade mais um, que é o quórum exigido para validar a escolha. Outro aspecto subliminar é o ligeiro enfraquecimento que sofre dentro do partido o grupo mais ligado ao MDB. Daqui por diante, entretanto, existe outro aspecto que a presidente tucana terá que observar: a inserção do dominador Gelson Merísio nos quadros do partido.
A verdade é que a deputada Geovânia de Sá não se mostra “empoderada” apenas no Sul, onde tem fincado bandeira um a um dos municípios. Sua liderança abrange agora todos os municípios catarinenses. Não que isso seja o desejo de todos os tucanos. Até mesmo tucanos que votaram nela podem entortar o bico quando se trata de unidade partidária, mas disso ela se mostrou ciente no discurso da convenção quando citou a liderança exercida pelos principais líderes tucanos.
O PSDB foi aliado do MDB na maior parte do tempo das últimas duas décadas e esta deve ser a grande diferença do novo partido. Fato, aliás, que se acentua com o ingresso de Gelson Merísio na sigla. Se observar o PSDB saiu de vice- de Esperdião Amin com Paulo Bauer para vice de Luiz Henrique da Silveira com Leonel Pavan e depois manteve-se na aliança costurada pelo falecido governador mesmo quando só teve vaga ao Senado. Aqueles tempos da aliança MDB e PSDB foram eficazes enquanto LHS era vivo. Já na eleição passada a tentativa de reedição desta aliança mostrou-se no maior fracasso que o partido sofreu em sua história.

MP é o maior adversário de Clésio Salvaro

 personJoão Paulo Messer
access_time27/11/2019 - 19:34

Existe um consenso velado no cenário político de Criciúma de que o prefeito Clésio Salvaro só perde para ele próprio. Que não tem adversário no voto capaz de derrota-lo. Não sei se isso é tão verdadeiro, mas que o conceito é construído pela maioria dos que analisam o cenário isto é verdade. Pois sob a sombra desta dúvida, ou esperança para alguns, surgiram dois novos fatos. Trata-se das ações por improbidade propostas pela Promotora Pública. Combustível para o debate político, mas muito cedo para qualquer conclusão. Se em tempos normais ajuizamento de caso não significa certeza de condenação, nos tempos de hoje as incertezas são ainda maiores. Quer dizer, à oposição o movimento jurídico é combustível para o debate. Já à situação os exemplos de que estas coisas dão em nada são o contragolpe. Esta é em síntese, na minha opinião, o resultado prático das duas principais notícias desta quarta-feira (27).
A promotora pública Caroline Eller entrou com uma e fala de uma segunda ação civil de improbidade administrativa contra o prefeito Clésio Salvaro. Uma já apresentada ao Judiciário é resultado de um movimento que já provocou enorme barulho na própria Câmara de Vereadores, com instalação de CPI, e no sistema de previdência dos servidores por causa da irregularidade na falta de cumprimento dos deveres ao recolher o fundo dos servidores. A outra, a ser apresentada, é porque o prefeito tem se negado a fazer concurso público seguindo Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o MP.

Bolsonaristas vão precisar de “partido de aluguel” em 2020

 personJoão Paulo Messer
access_time25/11/2019 - 22:22

Uma entrevista bastante esclarecedora com Júlio César Lopes, que está saindo do PSL assim como o presidente Jair Bolsonaro e uma multidão, deixa evidente as dificuldades que os bolsonaristas candidatos a vereador terão no ano que vem. O novo partido Aliança pelo Brasil (38) não deve estar habilitado até março, prazo máximo do calendário eleitoral. Assim, a alternativa será buscar outra sigla que deve estar ciente de que servirá até que o novo partido esteja criado. Esta estranha manobra é decorrência da burocracia que impede a criação do Aliança pelo Brasil e do que é, segundo interpreta Lopes, estratégia de Bolsonaro que assim não precisará percorrer o Brasil em campanha na eleição municipal. O que importa é a eleição de 2022.
Pior ainda o cenário em Santa Catarina, onde o governador Carlos Moisés deve seguir no PSL e por lógica não irá apoiar candidato bolsonarista. Esta é a interpretação de Júlio Lopes, pai do deputado Jessé Lopes, que declarou guerra ao governador.

Sinuca de bico
Alguns vereadores em Criciúma, candidatos à reeleição, como Ademir Honorato (hoje MDB) e Júlio Kaminski (hoje PSDB), andam sondando como serem candidatos declaradamente bolsonaristas. Eles necessitam de um novo partido a ser escolhido em março, pois a legislação brasileira não permite a disputa da eleição sem filiação e ambos já se declararam fora de suas atuais siglas.

Presidência da Câmara
Em 2017, quando a atual legislatura assumiu, o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) tentou ganhar a presidência da Câmara de Vereadores, mas perdeu para o chamado “Grupos dos Nove”. Seu candidato era Júlio Kaminski (PSDB), atualmente ferrenho opositor. No ano passado o prefeito nem se movimentou e de novo o “G9” ganhou a eleição mantendo um acordo firmado pelo grupo que se declarou “independente” do Executivo. Este acordão prevê que no final do ano o atual presidente Miri Dagostin (PP) renuncie e em nova eleição seja eleito alguém do MDB. Este alguém já está escolhido pelo partido: é o vereador Tita Beloli. As coisas evoluíram tanto que desta vez o prefeito deve oferecer três votos para o grupo que nasceu independente, mas hoje é mais fiel que a própria base do prefeito na Câmara.

Tita conta 12
O vereador Tita Beloli (MDB) conta 12 votos para ser eleito presidente da Câmara ade Vereadores. O tal G9 perdeu um vereador – Daniel Freitas – hoje substituído por Edison Luiz do Nascimento, Paiol. Este ainda não revela o voto mas admite que “sabe fazer conta”. Isso significa que não vai votar contra o Tita se o prefeito der mesmo três votos ao emedebista, como tudo indica vá ocorrer.

Três tucanos
O prefeito já garantiu ao vereador Tita Beloli que seus três fiéis tucanos (Giovana Zanete, Arleu da Silveira e Moacir Da Jori) votam com o G9. Por “osmose” Paiol também vota.

Por estratégia governo de Criciúma faz autoinvestigação

 personJoão Paulo Messer
access_time04/11/2019 - 22:22

Vamos à interpretação da estratégia do governo municipal de Criciúma ao protocolar, ele própria, uma investigação parlamentar sobre um “braço” seu, a AFASC. Nesta segunda-feira o vereador Arleu da Silveira (PSDB) recolheu as assinaturas necessárias e protocolou pedido de CPI na AFASC. Estranho? Não em se tratando do governo Clésio Salvaro. No seu mandato anterior ele já havia feito isso, no que ficou conhecido como a CPI das Lajotas. Decorrente daquela corre até hoje um processo que se arrasta e até respingou sobre alguns do governo, que seguem recorrendo das suas condenações. Há de se registrar que naquela época a oposição era muito diferente da atual. Era o tempo do auge da oposição com Romanna Remor e Douglas Mattos. De longe não se compara aquela oposição à atual. Afora isso, creio que com aquela CPI o governo aprendeu algumas artimanhas a serem usadas agora.

Quem chama recebe
Como foi o vereador Arleu da Silveira (PSDB), quem protocolou a CPI ele é quem representa o partido. Não fosse assim, Júlio Kaminski que segue no PSDB poderia ser um vereador de oposição ao governo ocupando vaga do partido do prefeito. Isso porque se Arleu não fosse o autor do protocolo, Kaminski o faria. Outro vereador de oposição que poderia estar nesta CPI é Ademir Honorato (MDB), mas foi Toninho da Imbralit, quem subscreveu pelo MDB. Como cada partido indica um membro da CPI, restará o grito isolado do vereador Edson Luiz do Nascimento Paiol (PP).

Traz o antecessor para o balaio
Outro fato a ser considerado neste jogo estratégico do governo em registrar a CPI da AFASC é que o pedido remete a investigação ao ano de 2013. Quer dizer, busca todo o governo de Márcio Búrigo. Nos bastidores os tucanos afirmam que em 2016 o repasse da prefeitura à AFASC era de R$ 43 milhões anos e que agora em 2019 o montante reduz para R$ 40 milhões, sendo que daquele ano para o atual o número de crianças atendidas saltou de três mil para cinco mil agora. Assim o atual governo deixa um argumento para tripudiar com o slogan de que faz mais com menos.