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Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

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O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

Coluna de Sexta-feira

access_time02/03/2018 - 00:09

Quanto o DEM vai crescer
Uma das grandes dúvidas do momento é sobre quanto o partido Democratas vai crescer em Santa Catarina. Se as previsões dos primeiros a “se bandearem” para a sigla se confirmar, transforma-se no chamado quinto grande nas composições: PMDB, PSDB, PSD, PP e DEM. É tese segura de que dos quatro grandes hoje, ganha a eleição quem levar três. Por isso se especulam composições de PMDB com PSD e PSDB de um lado ou de PP com PSDB ou PSD de outro. Se o DEM crescer mesmo, tudo indica que ele irá para onde já estejam três, ou seja, o partido não vai bancar aventura. Mesmo assim pode entender que deve ter uma vaga na majoritária. E dá, pois são quatro as vagas: governador, vice e duas para senador.

Foi antes
O deputado federal João Paulo Kleinubing foi o primeiro do PSD a anunciar mudança para o DEM. Especula-se que sua antecipação foi para garantir alguma posição de destaque como brigar pela vaga na majoritária ou a presidência do partido. Se for isso, outros que estão cogitados podem desistir da ideia de migrar.

Na janela
Figuram na lista de possíveis migrantes para o DEM nomes como o próprio governador Raimundo Colombo e o ex-deputado estadual Júlio Garcia. Eles e todos os que pretendem mudar tem prazo até o dia 7 de abril.

Ponto fraco
Líderes dos grandes partidos entendem que um dos grandes problemas do PMDB é que ele é o único partido que ainda não definiu o seu candidato. Enquanto isso o PP lançou Esperidião Amin, o PSDB tem Paulo Bauer e o PSD vai de Gelson Merísio.

Aliança
Quem casa quer saber com quem vai casar. É pouco saber de qual família, mas com quem é que vai conviver. O PMDB oferece aos seus pretendentes as dúvidas sobre Eduardo Moreira, Udo Döhler, Mauro Mariani e até Dário Berger.

Influências
Sobre a eleição presidencial que influencia muito na composição das alianças da eleição estadual, os líderes do PSDB de Santa Catarina trabalham com a certeza de que Geraldo Alkmin será o candidato a presidente da república e que João Dória Júnior será candidato ao governo. Seu vice será do PSD e o DEM vai estar na aliança.

Comerciários
A demora no acordo salarial dos comerciários em Criciúma está passando a impressão de um conflito entre os líderes sindicais que está respingando na vida dos trabalhadores. O desgaste na repetição dos envolvidos na discussão pode ser uma das causas. A outra é a fragilização dos Sindicatos com a recente reforma trabalhista. O trabalhador está pagando caro sem nunca ter contraído esta dívida.

Economia
Hoje uma das melhores conversas que se pode ter para entender o cenário econômico, associando a tese à prática, é com o professor e executivo do setor carbonífero Édson Hertel. No ano passado ele roubou a cena em evento estadual sobre o setor carbonífero ao desenvolver o raciocínio sobre a inserção do mineral na economia. Sua fala sobre economia tem o tom dos mestres de palestras na área. E trata-se de personagem do nosso convívio.

Mau cheiro
A empresa de adubo orgânico do interior de Nova Veneza, que vem provocando indignação da comunidade pela produção de odor muito forte ganhou mais prazo do órgão ambiental do Estado (FATMA), para resolver o problema. Apresentou um cronograma que vai até julho com sucessivas opções para resolver o problema. Se a técnica de março não funcionar, tentarão a de abril e assim até o meio do ano.

Concessão
Chama atenção o fato da empresa responsável pela poluição em Nova Veneza estar “embargada” pela Justiça e funcionando. Mesmo assim, após sucessivas reuniões, as autoridades por vezes tão rigorosas abriram mais prazo para que o problema seja resolvido.

A “pataquada” no PMDB
O “sai e fica” do secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional, João Fabris, foi uma “pataquada” que se pode debitar na conta dos deputados Luiz Fernando Cardoso Vampiro e Ronaldo Benedet. Os dois estiveram na casa de Fabris, segunda-feira à noite, convencendo-o a abrir a vaga. Teriam comentado que ela seria para o ex-prefeito de Içara, Gentil Da Luz. Acertado na base o caso seria levado para o governador Eduardo Moreira. Nenhum dos deputados deve ter se dado conta de que estariam plantando uma pedra no sapato de governo, pois especula-se que pode sair a qualquer momento resultado da Operação Moralidade, do Gaeco, que tem em Gentil um dos investigados. Em caso de qualquer condenação o prejuízo respingaria num governador candidato à reeleição em ano eleitoral.

PATAQUADA A expressão “pataquada” é do linguajar popular e usada em algumas localidades da região. Significa “trapalhada”. No contexto político não raras vezes vemos alguma pataquada. Aliás, ultimamente a campeã das pataquadas tem sido a prefeitura de Criciúma em se se tratando de IPTU.

MOBILIZOU Foi só a intenção dos deputados peemedebistas mudarem o comando da secretaria regional que o PMDB de Criciúma se mobilizou. Seria mais uma vaga que o partido de Criciúma estaria perdendo para Içara.

NAS INTERNAS O deputado federal Mauro Mariani tem revelado aos que o procuram que vai manter sua pré-candidatura até a convenção. Fala em disputar no voto a indicação interna para ser o candidato do PMDB a governador

NÃO CAI Depois de um novo ensaio para a substituição do Secretário Regional, João Rosa Fabris, ele segue firme no cargo. Ontem comandou solenidade com entrega de R$ 17 milhões para reformas na rede estadual de ensino. Um dia antes sua saída do cargo era dada como certa.

BARRIGADA Induzido pelos fatos que de fato ocorreram, ontem informei na coluna que João Fabris estava se despedindo do cargo. Ele mesmo havia admitido isso um dia após receber em casa a notícia. Fazia outros planos. Pois as coisas mudaram e a coluna errou ao dizer ele estaria se despedindo ontem.

FRASE DO DIA
“O país precisa recuperar a sua credibilidade. Não temos problemas com nosso sistema de arrecadação que é um dos melhores do mundo, mas temos sérios problemas na aplicação deste dinheiro.”
Professor e executivo do setor carbonífera em Criciúma, Édson Hertel comentando o atual momento econômico. Chama atenção especial à necessidade de uma definição do tamanho de Estado que o Brasil quer e da imediata priorização à produção (indústria e agricultura).


Os mistérios da política

 personJoão Paulo Messer
access_time29/11/2020 - 07:09

Está difícil entender a “nova política”. As práticas sob este discurso, logo – menos de dois anos – levaram o governador eleito de Santa Catarina, Carlos Moisés ao “paredão” do impeachment. Foi salvo exatamente por quem eu não sei. Mas de volta ao cargo, reassumiu e anunciou como seu braço direito justo aquele que era o até então braço direito de Júlio Garcia. Sim, Garcia que era tido por ele, Moises, seu algoz. Daniela Reihner, sua vice e companheira de discurso da nova política parece ter virado “persona non grata”.
Jair Bolsonaro puxou a onda da nova política sendo chefe de uma família de políticos e com quase três décadas no poder. Ele também andou na mira dos “impeachmeiros”, mas tratou de se comunicar melhor com o temido “centrão”, apaziguou os mais exaltados. Mas Bolsonaro hoje também se distanciou do vice a ponto das agendas de Hamilton Mourão serem vigiadas de perto, a ponto de Criciúma ter sido vítima desta briguinha de vaidades. Mourão viria à cidade semana passada, não veio.

OS FATOS
Um – Absolvido da ameaça do impeachment, o governador Carlos Moises convidou para ser o seu chefe da Casa Civil, o até então braço direito do deputado Júlio Garcia, Eron Giordani.
Dois – Dois “pacatos” cidadãos criciumenses – um dono de restaurantes dos altos da cidade e um paulista radicado aqui como agente oficial do mundo das publicações legais – testemunharam, por caso, semana passada em Brasília, o que pode ter sido causa para o cancelamento da agenda do vice-presidente da república Hamilton Mourão à Criciúma. Ficou-lhes a nítida impressão de que a visita não tinha a simpatia do presidente.

SOBRE OS FATOS
Episódios como os acima relatados são mais comuns do que se imagina na política. A constatação que me deixam é que: no primeiro, Moises percebeu que se não ceder aos vícios da boca torta pelo uso do cachimbo ele não governa. No segundo que os passos do vice-presidente da república são vigiados com o necessário cuidado para que não saia em campanha pelo país.

As razões de uma derrota

 personJoão Paulo Messer
access_time20/11/2020 - 19:22

Numa eleição os erros se tornam gritantes apenas quando o processo está concluído. O vereador Tita Beloli (PSDB), atual presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, ficou na primeira suplência. Faltaram quatro votos para ficar com uma cadeira na legislatura que inicia em janeiro. Ao avaliar o processo ele tem alguns indicativos que podem justificar sua “não” eleição. A COVID influenciou fortemente, pois muitos dos seus eleitores da considerada idade de risco não foram votar. Confirmaram isso pessoalmente ao vereador nesta semana. E ai entra um segundo item para o insucesso, os eleitores fieis que não foram votar consideravam que Tita “estava eleito”.
Tita suspeita ainda que outro fator que pode lhe ter tirado votos é a opção por uma política focando ações consideradas macro. Ele abraçou bandeiras como a instalação do serviço médico SAER, que não é local. Sua interpretação é que o vereador para obter sucesso precisa de pequenas ações de presença na comunidade, por vezes ações bem individualizadas. Sem que tenha dito isso, conclui-se que ele entende render mais votos transportar uma pessoa doente até o pronto socorro e acompanhá-la do que trabalhar pela instalação de um serviço de socorro médico. Nestas ações maiores não marca a digital do vereador.
Tita Beloli está prefeito interino enquanto Clésio Salvaro e o vice Ricardo Fabris curtem dez dias de férias.

Dois candidatos a prefeito com Covid

 personJoão Paulo Messer
access_time14/11/2020 - 15:22

A campanha eleitoral está com horas e minutos contados. A partir das 22h deste sábado as ações de campanha terminam. Só até este horário podem ocorrer carreatas, caminhadas e movimentos mais agressivos de pedido de voto. A partir de então entra em campo um time restrito para os chamados ajustes finos, onde por vezes residem práticas nada recomendáveis. Os candidatos podem continuar pedindo o voto, mas de maneira não ostensiva.
Em Criciúma, onde está o foco principal destas eleições no Sul do Estado, pesquisas indicando um cenário de pleito definido levam a apostas dos índices nas urnas. O que movimenta de fato os bastidores de Criciúma são os cálculos à Câmara de Vereadores. O professor Tiago Colombo, que analisa os números com base em dados concretos de outras campanhas e cenário atual em virtude do Covid e fatores políticos remetem ao raciocínio de alto índice de abstenção. Isso combinado à nova legislação, que acabou com as coligações nas proporcionais e estabeleceu cálculos diferentes do que se tinha até então, sugerem que podem eleger-se vereadores com 1.000 votos ou menos. A interpretação sugere que haja um leque muito grande de partidos representados na Câmara de Vereadores.
Dorvanil Vieira, outro convidado para as mesas de debate da rádio Eldorado, aposta em abstenção de 30 por cento. O professor Marcos Back, na mesma mesa, acredita que este índice pode ser ainda maior.
Nossos comentários, neste momento, são menos contundentes por conta da prudência para se evitar o uso indevido do material para fortalecer ou prejudicar uma ou outra candidatura.
COVID
O médico e candidato a prefeito pelo MDB, Anibal Dário, continua internado em virtude do coronavírus. Já neste sábado o também candidato a prefeito em Criciúma, deputado estadual Rodrigo Minoto (PDT) também testou positivo e permanece em quarentena.

Moisés está voltando

 personJoão Paulo Messer
access_time27/10/2020 - 17:00

A cominação dos fatos pode devolver a Carlos Moises o comando do governo do Estado de Santa Catarina bem antes do que se imagina. A sucessão de fatos leva à conclusão do que é quase uma obviedade. Desde a votação da sexta-feira passada, que revelou articulações silenciosas para contrapor a evidente pretensão da Assembleia Legislativa em afastar o governador Carlos Moises e a vice-governadora Daniela Reinher, Moises já via a possibilidade de ficar pouco tempo fora do palácio. Isso porque a intenção da Assembleia foi fatiada e só a metade não interessava. Mais do que isso, evidente que inimigos pessoais do presidente da Assembleia articularam para fragiliza-lo. Por isso a suspeita de que no Judiciário havia braços destes para fazer o contragolpe. E foi feito.
Este enredo devolveu à Assembleia a simpatia que ela nunca teve por Carlos Moises, que hoje recebeu a informação mais preciosa: a Polícia Federal não encontrou indícios para denunciá-lo no caso dos respiradores, que é o motivo do segundo pedido de impeachment. Se no primeiro pedido quatro desembargadores do Tribunal de Justiça chegaram a antecipar a sua absolvição e neste segundo não há indícios, fica muito fácil a Assembleia Legislativa e Carlos Moises construírem uma relação que nunca tiveram e desalojar a recém empossada governadora Daniela Reihner.
Contemos os dias para Carlos Moises retornar ao Governo do Estado e agora sob a benção da Assembleia Legislativa.

Editorial de hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time26/10/2020 - 06:51

Começamos a semana sob a regência de um novo governo.
Do mesmo, um outro.
Da vice a promessa de um governo diferente do que ela ajudou a construir.
Os desdobramentos do que acompanhamos na última sexta-feira vão longe.
Foram momentos emocionantes e históricos.
Um julgamento impressionante e impactante.

Já lá, no meio do julgamento, era possível imaginar que um tsunami estava por acontecer na política de Santa Catarina.
Depois que saímos de lá seguiram-se alguns fatos e eventos que tornam aquele julgamento ainda mais retumbante.
Na política quase tudo é imprevisível.
Pelo poder o jogo é pesado.

Aqui não tem santo.
O aludido golpe, como alguns preferem chamar o impeachment, não pode desconsiderar que do outro lado tem um contragolpe.
Se de um lado tem Júlio Garcia, de outro tem Gelson Merísio.
Os dois se tornaram inimigos na luta pelo poder.

Se a primeira impressão é de que no legislativo só existem interesses, necessário saber que eu também não confio no Judiciário.
Pásmen, nessa briga o lado mais fraco é o Executivo.

Moises e Daniela estão marionetes de gente mais habilidosa.
Habilidade que faltou aos dois.
Digo isso porque não creio que foi o Judiciário quem fez justiça, nem que foi Daniela quem construiu este resultado.
O resultado do julgamento é o conjunto de hábeis políticos de bastidores.

O resultado inevitavelmente seria gritado como injusto.
Um dos lados perderia.
Neste caso aqui a maior perdedora é a sociedade, porque quando estes gigantes brigam, eles até ganham um round hoje, mas perdem amanhã.
Nós cidadãos não. Perdemos sempre.

Sugiro que não nos apaixonemos, nem nos deixemos levar pelo ódio, por qualquer que seja o lado.
Esta briga não acabou.
E enquanto ela perdurar nós seguimos perdedores.

A interpretação do que aconteceu até aqui a gente põe na pauta hoje.
Mas o primeiro passo é saber que nenhum dos políticos, esteja ele na ativa ou não, nenhum dos juízes, aqui, veste pureza.
Não me resta dúvidas de que enquanto a gente olhar só para quem está no holofote, tem muita gente agindo na sombra.

De tudo isso me resta uma certeza.
Se olharmos apenas para o resultado veremos que o julgamento da última sexta-feira devolveu Santa Catarina para o que disseram as urnas em outubro de 2018.
O Estado mais bolsonarista do país voltou a ser bolsonarista.

De “Série C” na Mycujoo à final da champions league

 personJoão Paulo Messer
access_time24/10/2020 - 03:22

Difícil, ainda, avaliar os desdobramentos futuros em consequência dos votos dos 10 juízes de um tribunal especial invocado pelo processo de impeachment do governador Carlos Moises. Por volta do meio-dia cheguei a lamentar a pobreza do evento comparando-o a um jogo de futebol visto por um destes precários sistemas de streaming, mas a coisa mudou e na madrugada deste sábado terminou com fortes emoções.
Depois de quatro contundentes votos dos desembargadores o também desembargador Luiz Felipe Schuch surpreendeu a todos e votou pela admissibilidade, assim como votaram os deputados. Emoção comparados ao de instantes finais de uma grande decisão. Uma decisão de champions league.
Para completar o cenário inesperado, o voto fatiado do deputado Sargento Lima que “aliviou” a vice-governadora, levou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Röesler a decidir em favor de Daniela Reihner.
Já na madrugada deste sábado (24) era quase 1h quando a soma de votos confirmou o afastamento do governador. Era quase 2h, ou seja, uma hora depois, quando se soube, pelo voto de minera – desempate – que a vice-governadora assumiria o governo.
SALVO
Foi o deputado Sargento Lima quem salvou a vice-governadora e ficou cena de que se houvesse empate o presidente do TJSC votaria pela absolvição do governador.

Vídeo do Murialdo "bomba" em Içara

 personJoão Paulo Messer
access_time21/10/2020 - 18:22

VÍDEO DO MURIALDO
Num vídeo gravado nesta quarta-feira o prefeito Murialdo Gastaldon (MDB) faz uma das mais fortes incursões nesta campanha eleitoral. Enquanto emedebistas aguardam algum movimento público do prefeito em favor do seu candidato e sob o teto da suspeita de que sua torcida é pelo candidato do PSD ele dirige duras críticas à candidata do PP. Este movimento deixa nítido o recado de que ele só não quer uma das três candidaturas. Numa cidade em que no passado tivemos cenas curiosas como a do voto de já falecidos, voto por procuração – ironia a fatos antigos – e que agora tivemos candidato a vice-prefeito ameaçado com pedaço de pau, há quem aposte que fortes e moções estão por vir. Será?

NÃO AVANÇA
A proposta de emenda à Constituição Estadual que propõe tornar “direta” – todos os eleitores votando – em caso de nova eleição para governador neste ano – antes da metade do mandato – e não “indireta” – votação apenas pelos 40 deputados – não avança. E penso que não avançará. Só para ter a admissibilidade do assunto – quer dizer, permitir que a Assembleia Legislativa comece a analisar o assunto – são necessárias 14 assinaturas entre os 40 deputados. A proposta chegou a ter 14, mas o deputado César Valduga (PCdoB) retirou a sua. O saldo agora é 13.

LONGO PRAZO
Mesmo que a proposta de emenda à Constituição para acabar com a tal eleição “indireta” alcançasse o número mínimo não teria tempo de tramitação para valer para este mandato. Por isso é razoável que os autores da proposta não engavetem a intenção e sigam buscando corrigir este equivoco porque futuros governadores não estão salvos de impeachment ainda na primeira metade do mandato.

GAECO NA USINA
Só hoje – quarta-feira – surgiu a informação de que o GAECO fez buscas de possíveis provas na Usina de Asfalto do Município de Criciúma. A suspeita é de que algum trabalho contratado junto a empresa que está fazendo a recuperação da avenida Centenário possa ser feito com mão de obra da prefeitura. A origem da ação é a mesma que já tem outros casos como a suspeita de irregularidades em contratação de serviço da iluminação pública. Ações como esta em outros tempos teria de campanha eleitoral, me parece, teria maior repercussão.

Impeachment e campanha eleitoral fazem a pauta

 personJoão Paulo Messer
access_time20/10/2020 - 22:22

SEGUNDO IMPEACHMENT
Com clima e bastidores bem diferentes do que se viu na análise do primeiro pedido de impeachment - já aprovado na Assembleia Legislativa e em fase de análise por Tribunal Especial (deputados e desembargadores) - o segundo pedido foi aprovado pelo plenário da ALESC, na tarde desta terça-feira. Até o último instante advogados de Carlos Moisés tentaram liminar para paralisar o processo. O ministro Gilmar Mendes (STF) negou e a sessão aconteceu. Agora são dois os pedidos em fase avançada de andamento.
Se na sessão que julgou o primeiro processo não havia aliados do governador nos bastidores da Assembleia, desta vez até secretários compareceram.

O NOVO MDB
Devem ser notados no ambiente da política regional dois movimentos feitos pelo MDB, que chamam a atenção. Em Criciúma a escolha pelo nome do médico Anibal Dário até parecia uma aventura antes de iniciada a campanha. Depois de começar o horário eleitoral se consagrou como uma atitude inteligente. O MDB é destes partidos que mais precisa apresentar o novo, mas sem o disfarce. Ao meu ver consegue fazer isso em Criciúma e em Morro da Fumaça onde a aposta foi no médico Moacyr Luiz da Costa Júnior, o Dr Juninho. Me parece que a boa receptividade a eles não se enquadra na expressão “good doctor”, mas o tão desejado “outsider”.

PESQUISAS
A debochada expressão “samba do crioulo doido” cai bem para as recentes pesquisas divulgadas na praça. É hoje o assunto mais intrigante desta campanha eleitoral. Confesso que carrego um trauma com este negócio de pesquisas. Ops, usei a palavra “negócio”!!! Acho que foi só força de expressão.

REGISTROS
Três candidaturas de prefeito em Criciúma seguem aguardando análise do pedido de registro de candidatura: Clésio Salvaro, Anibal Dário e Éderson da Silva. Os demais estão deferidos: Chico Baltazar, Júlia Zanatta, Rodrigo Minotto e Cosme Manique Barreto.

OLHO EM 2022
O deputado Jessé Lopes publicou em suas redes sociais em tom de advertência um pedido para que eleitores não votem em tucano, porque estes serão adversários de Bolsonaro em 2022. Pediu para que votem nos “fechados” com Bolsonaro. Isso no dia em que a candidata Júlia Zanatta divulgou vídeo do presidente apoiando-a. Um jeito de citar candidatos rejeitados e apoiados mesmo sem citar o nome.

CURIOSIDADE
Claro que é um gol de placa com a marca do vereador Tita Beloli, mas até onde o eleitor vai considerar ações como esta por mais importante que seja de fato a luta? Me refiro a conquista da confirmação de abertura do edital para contratar empresa especializada para o serviço do Aero Médico. Tita chegou a ganhar o apelido de “aero médico”, tamanho foi seu envolvimento no caso, mas qual o impacto disso na edição dos eleitores.

Começa a campanha de rua em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time18/10/2020 - 01:23

CLIMA DE CAMPANHA
O sábado (17) pode ser considerado o primeiro dia de campanha eleitoral efetiva nas ruas de Criciúma. O bandeiraço de alguns partidos, com destaque para o MDB e a panfletagem bem como o “soquinho no soquinho” ou o “toca cotovelo” com direito a foto ao lado dos candidatos movimentou a maioria. Cosme, Minotto e Júlia assim como Anibal estiveram na Praça Nereu Ramos. Clésio Salvaro preferiu porta a porta do comércio na região da Próspera.

REGISTRO
De Criciúma quatro dos sete candidatos já tiveram registro deferido: Chico Baltaza (PT), Júlia Zanatta (PL), Cosme Manqiue Barreto (PODEMOS) e Rodrigo Minotto (PDT). Enquanto isso Cléso Salvaro (PSDB), professor Éderson da Silva (PSTU) e o médico Anibal Dário (MDB) seguem aguardando análise do pedido de registro. Este momento é sempre muito aguardado pois podem aparecer aborrecimentos do passado questionados no momento do registro.

DEBATE
A campanha de Nova Veneza, neste sábado pela manhã, invadiu as ruas de Forquilhinha. Isso porque os candidatos Enio Milanez (PP) e Rogério Frigo (PSDB) participaram de um debate promovido pela rádio Onda Jovem e retransmitido pela Rádio Eldorado. O debate ocorreu no estúdio em Forquilhinha. Ambos candidatos foram ao local levando carreata. A militância ficou na rua das 10h às 12h.

ALFINETADAS
Para quem de fora de Nova Veneza vê o debate, decepciona-se. A hora e meia foi de ataques. As poucas propostas se perderam no ringue “apitado” pela jornalista Eliane Gonçalves, que várias vezes teve que fechar o microfone com candidatos extrapolando o tempo. Para a militância foi um “baita” debate. Para quem quer ouvir proposta nada. Há de se considerar que ambos os candidatos nada mais fizeram do que é original de Nova Veneza. Os ouvintes, torcedores e eleitores esperam estes momentos para a troca de ataques e a escolha do candidato vai também pela capacidade que o candidato tem de tocar na ferida do adversário ou retrucar melhor o ataque.

EM CRICIÚMA
O próximo debate dos candidatos a prefeito em Criciúma acontece sábadi, dia 24, na sede da ACIC. O debate é organizado pela rádio Hulha Negra e terá como mediador o jornalista Vânio Bosle, da capital do Estado.

PESQUISAS
Duas pesquisas devem ser divulgadas nesta semana. A primeira delas é do Insituto Paranã Pesquisas e foi contratada pela NSC. A divulgação ocorre nesta segunda-feira às 19h. Já o jornal Tribuna do Dia divulga a segunda pesquisa realizada pelo Instituto Mapa (pesquisa feita por telefone) e que será divulgada na terça-feira.

Coluna de política

 personJoão Paulo Messer
access_time07/10/2020 - 17:29

PARA PEGAR NO TRANCO
Não é apenas em Criciúma, a campanha eleitoral deste ano não é de longe aquilo com o que estamos acostumados. São muitas as explicações, mas a pandemia parece ser a principal. Os candidatos apostam que a partir desta sexta-feira as coisas serão diferentes. Isso porque o rádio e a televisão têm forte influência. Mas também a propaganda eleitoral está reduzida. Os blocos terão apenas 10 minutos pela manhã e ao meio dia (no rádio) e a tarde e à noite (na televisão). O que deve ser intensa é a propaganda de 30 segundos ao longo da programação diária. Serão 70 minutos divididos em 140 comerciais.
Vai ser mais ou menos assim: vende um colchão, anuncia um candidato, volta com um colchão, volta com um candidato e assim por diante.

AGENDA
Por enquanto a agenda mais importante dos candidatos a prefeito em Criciúma tem sido a gravação dos programas de rádio e televisão, que estreiam nesta sexta-feira (9). Outro ponto comum é a ida de dois em dois, sempre no final da tarde, à sede da Associação Empresarial, onde recebem a carta com reivindicações do setor.

NA ACIC
O roteiro de agenda dos candidatos com dirigentes empresariais da ACIC começou na terça-feira com os candidatos: Anibal Dário (MDB) e Cosme Manique Barreto (PODEMOS). Nesta quarta-feira (7) os candidatos: Francisco Baltazar (PT) e Júlia Zanatta (PSL). Nesta quinta-feira: Clésio Salvaro (PSDB) e Rodrigo Minotto (PDT).

NO PSL
Em alguns partidos existem situações curiosas como no PSL, onde o passado recente é de sérios conflitos internos. Agora que o jogo começou os divergentes precisam somar juntos para que o partido alcance cadeira. A coordenação não tem análise com menos de duas vagas, embora venda a imagem de quatro. O real é que inimigos ferrenhos, sob a mesma sigla, poderão um eleger o outro. Quer dizer, tem candidato que vai trabalhar muito, correndo o risco de ficar de fora assistindo outro com um pouquinho mais de votos eleger-se.

“TE AFASTA FRED”
O prefeito Clésio Salvaro, antes da campanha costumava gravar vídeos para as suas redes sociais. Quem normalmente fazia isso era o assessor de gabinete Alfredo Anselmo Gomes, o Fred. Pois não é que aquela expressão do “te afasta Fred” era um recado! Fred foi exonerado ainda no mês passado para dedicar-se à campanha.

ASSESSORIA

  • O jornalista Julian Pereira e outro que saiu da equipe de comunicação da prefeitura e acompanha o candidato Clésio Salvaro, desde o dia 15 de agosto.
  • Outro que acompanha mais uma vez o seu assessorado é o jornalista João Manoel Neto, que está com o candidato Rodrigo Minotto, pois trabalha com ele desde 2014.
  • Lucas Sabino é o jornalista que acompanha os candidatos Dr Anibal e Lisiane Tuon.
  • O PT ainda não tem um jornalista contratado para o serviço de acompanhamento de agenda, papel que está sendo acumulado pelo ex-assessor parlamentar Luiz Gonzaga, o Zaga.
  • O candidato Cosme Manique Barreto terá acompanhamento do jornalista Marcelo De Bona, mas apenas a partir do final do mês.
  • A candidata Júlia Zanatta, que é jornalista, tem tido no marido Guilherme um dos que com ela monitora a agenda para contatos com a imprensa também.
  • O candidato professor Éderson da Silva (PSTU) concentra agenda e contatos com a imprensa.

VOLTA Á CASERNA
Na tarde desta quarta-feira o candidato Cosme Manique Barreto (PODEMOS) voltou ao 9º Batalhão de Polícia Militar. Com o cuidado de não portar nenhum material foi conversar informalmente com os colegas militares. Considera uma visita institucional. Mesmo que não caracterize pedido de voto, a visita por si é o suficiente para sugerir aos aliados o engajamento na campanha.

PODEMOS
O Partido Podemos, em Criciúma, que deu a largada com a inscrição de alguns nomes que “não” seguirão na campanha, garante que terá 10 a 11 nomes assegurando a proporcionalidade de legislação que prevê 30 por cento de candidatas mulheres. A informação contrapõe especulações de bastidores que sugeria uma debandada de candidatos. Paulinho Vargas, coordenador, revela detalhes do trabalho de um a um dos candidatos e seus passos.

SOB ENCOMENDA
O candidato a prefeito do Podemos, Cosme Manique Barreto, comemorou com tom de sintonia com a instituição ao receber a pauta de propostas de governo sugeridas perla ACIC (Associação Empresarial de Criciúma). Isso porque um dos pleitos é “Implantar um Colégio Cívico Militar”. Oficial PM da reserva ele lembra que chegou a iniciar este movimento em Forquilhinha e no bairro Boa Vista em Criciúma, quando era comandante regional da PM.

Um olhar sobre a eleição de Morro da Fumaça

 personJoão Paulo Messer
access_time30/09/2020 - 07:22

Se olhar para a eleição de Morro da Fumaça, percebo que a campanha começou com os dois candidatos a prefeito gastando sola de sapato, Os candidatos estão nas ruas direto. Entre as cidades de povo que gosta de eleição, Morro da Fumaça está na primeira fila. Neste município as eleições empolgam, as vezes levando alguns a extrapolar. Rivalidades, às vezes, duram semanas, meses, anos ou a vida toda. É desta última que eu extraio o primeiro fato a comentar na eleição. O candidato de oposição é do MDB (médico Dr Moacyr Luiz de Costa Jr) e de família tradicional deste lado, mas foi sem dúvida um lanço tentando fazer em 2020 o que o PP fez em 2016. Apesar de sigla tradicional e de família rotulada partidariamente falando, o Dr Juninho é a peça que o partido encontrou para mostrar intenção com a renovação.
Diferente de Noi Coral em 2016, Juninho não entra no páreo com a vantagem de enfrentar um adversário já desgastado pelo tempo. Pelo contrário, o tempo mais recente pode ser um forte adversário. Afinal, Noi Coral luta com as armas do Poder, um fator que sempre foi bem utilizado pelos emedebistas que estiveram na disputa.
Não se deve apontar favorito, seja pelo bem do favorito ou porque a prudência é o que se aprendeu em eleições passadas. Mas mesmo que eu quisesse arriscar um palpite no caso da “Fumaça” é um risco muito grande.
Pelo que se observa, Noi Coral já percebeu isso e não tem desperdiçado oportunidade de estar onde o voto está. O Dr Juninho traz esta lição do ambiente familiar e põe o pé na estrada. Está bonito de ver o processo eleitoral de Morro da Fumaça. Mesmo que nada tenho contra os velhos e tradicionais da política, mas bonito ver que a disputa está entre nomes novos.
Olhem ao redor e verão que assim como em 2016, em 2020 Morro da Fumaça oferece um processo eleitoral com a digital dos novos tempos da política, mesmo que alguns eleitores ainda possam esperar ou até desejar métodos superados. Não se despreza a tradição, nem a história dos que construíram a história das eleições da cidade até agora, mas temos que enxergar que há mais fato novo do que apenas nomes na disputa. Tenho que a eleição de Morro da Fumaça ficou nivelada por cima.

Daniel Freitas pode ser candidato a governador

 personJoão Paulo Messer
access_time29/09/2020 - 15:11

Quando surgiu a primeira informação, divulgada no blog da jornalista Karina Manarin, de que o deputado Daniel Freitas (PSL) se dizia preparando para disputar o cargo de governador do Estado, em caso de eleição direita, houve estranheza. Afinal, a cadeira nem vagou e já tem gente de olho nela?
Aprofundando o olhar no caso apurei que o deputado foi chamado, primeiro pelo filho 01 do presidente e depois ouviu do próprio presidente mais do que o aval e apoio. Recebeu a missão para que prepare.
Bolsonaro está de olho na eleição de Criciúma, pois foi aqui que obteve o melhor índice de votação: 75,9 por cento dos votos no segundo turno. Além disso tem a informação de que entre os possíveis candidatos de uma nova eleição estão nomes como o ex-deputado Gelson Merísio (PSDB), que é do partido de João Dória Júnior provável adversário em 2022.
Tudo isso andou mais fortemente desde quinta-feira da semana passada. Bolsonaro já teria do governador Moisés uma posição sobre a possibilidade de renúncia. Até ontem o próximo passo a ser dado pelos articulares de Bolsonaro seria uma conversa com a vice-governadora Daniela Reihner. Sugere-se que a conversa seja para convencê-la a renunciar provocando a nova eleição.

Em campanha

 personJoão Paulo Messer
access_time26/09/2020 - 16:00

Daqui por diante serão comuns as cenas de candidatos percorrendo festas, reuniões ou outro tipo de ajuntamento de pessoas. É tempo de campanha eleitoral. Neste sábado termina o prazo para os registros de candidatura. Em Criciúma os quadros estão fechados e alguns já se lançam à campanha. É o caso do candidato do PODEMOS, o coronel PM da reserva Cosme Manique Barreto. Ele apareceu num encontro de amigos do bairro Renascer, neste sábado, acompanhado de Ricardo Beloli, principal articulador do grupo de vereadores do PSL. Detalhe é que o seu partido tem o candidato a vice-prefeito Álisson Pires na chapa com Júlia Zanatta (PL).

Nas linhas e entrelinhas do debate

 personJoão Paulo Messer
access_time21/09/2020 - 12:22

Não é privilégio de Criciúma, desde os tempos em que as redes sociais passaram a nortear as principais discussões, temos debates como o realizado na manhã desta segunda-feira em Criciúma. Os candidatos visivelmente mais preocupados em alfinetas que possam receber ou dar do que em oferecer uma verdadeira inovação à gestão da cidade.
Foi assim que vi o debate que tive o privilégio de mediar, nesta segunda-feira (21) em Criciúma. Para as torcidas me parece ter sido um debate menos morno do que se poderia esperar. Para quem espera algo impactante em relação a cidade deixou a desejar. Os candidatos parecem ter detectado entre os eleitores que leva a melhor quem “lacrar”.
Fiquei com saudades dos tempos em que a gente saia do debate disposto a questionar como seria viabilizada aquela promessa, como foi no início da década passada quando um candidato anunciou gerar 10 mil empregos na cidade.
Me pareceu evidente que o candidato Clésio Salvaro mirou no candidato petista Chico Baltazar, enquanto especialmente Chico e Júlia carregaram mais a artilharia mirando no prefeito candidato à reeleição. Logo de cara ficou evidente que Chico, Anibal, Minotto e Júlia enxergam em si a possibilidade de “acertar” o prefeito. Tanto é que parecia até tabelinha ensaiada. Creio que seja apenas coincidência e de um raciocínio lógico a ser feito.

ANÍBAL – Dos candidatos de oposição mostrou ser quem melhor conhece a cidade e ensaio uma proposta no fomento tecnológico, mas fez a defesa mais em tom de consultório médico do que de uma mesa de conflito de gestão como é a cadeira de prefeito.

CHICO – Como todo petista sempre que pode invoca a idolatria ao ex-presidente e traz à lembrança o governo reeleito – mas cassado – Décio Góes. Parece confortável em relação à fidelidade do seu eleitorado e conhece de onde pode vir voto e de onde não virá.

CLÉSIO – Diferente de campanhas anteriores parece ter caído na tentação gerada pelas redes sociais e dispensa relação de feitos pela cidade, enquanto usa expressões mais compreensíveis entre candidatos de oposição.

COSME – Seguro como todo militar demonstra imunidade à tentação das picuinhas e invoca a sua experiência como gestor da segurança pública para sugerir a mesma tenacidade em outros setores. Por outro lado, parece pouco valorizado pelos demais oposicionistas.

EDERSON – Tem o perfil do PSTU sem perder o nível do debate. Revela que mesmo aqueles até então desconhecidos conhecem bem mais a cidade do que alguns que já se apresentaram bem mais cedo à disputa. É ponderado.

JÚLIA – Mantém seu estilo contundente na hora de “estocar”, especialmente o prefeito atual. Ainda não revelou, como os demais, um texto claro em termos de proposta, senão o da transparência. Segue o padrinho Bolsonaro. Aliás, invocou menos o nome dele do que se esperava.

MINOTTO – Oscila ainda em meio termo no debate sem bater nem apanhar ou mesmo apresentar alguma proposta marcante. Não parece disposto a brigar com ninguém. Confirma a sua condição de franco atirador.

É hora do debate

 personJoão Paulo Messer
access_time20/09/2020 - 17:00

O debate promovido pelo Engeplus e a rádio Eldorado, na manhã desta segunda-feira, às 7h30min, deve ser mais curto e mais intenso do que normalmente são estes encontros. Pelo menos é o que aguardamos. As regras foram criadas para isso. Não haverá pergunta de jornalista ou de entidades – isso deve ocorrer em outro dia na Sabatina dos candidatos. Agora é hora de confrontar proposta de candidatos. Por isso chamamos de debate entre candidatos a prefeito de Criciúma.
O evento começa às 7h30min e deve ter no máximo duas horas.
Todos os sete candidatos confirmaram presença.
Na reunião preparatória foi possível observar preocupação dos assessores com detalhes das regras. Os candidatos devem se reunir com seus assessores neste domingo para tratar das estratégias e desde já relacionar perguntas e respondedores assim como a melhor escolha de quem vai comentar as respostas.