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Prefeitura de Tubarão entrega UPA ao IMAS em novembro, e unidade abre ainda este ano

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A empresa responsável pela cobertura está concluindo a troca do telhado e a impermeabilização da laje

Içara promove primeiro Campeonato de Futsal Feminino

commentEsporte access_time22/10/2026 19:00

Competição tem início neste sábado (24) e conta com sete equipes

  Tigre enfrenta o Sport na Ilha do Retiro de olho no G2

commentCriciúma EC access_time23/10/2026 01:10

Técnico Umberto Louzer tem a volta de Jhonata Robert e a dúvida de César Martins

Coluna do Fim de Semana

access_time22/06/2018 - 22:22

Fator família foi decisivo
A passagem do governador Eduardo Moreira na sua base política, nesta sexta-feira, associada a informações de pessoas muito próximas ao principal líder político do sul revelam que as verdadeiras causas à sua decisão de desistir da disputa eleitoral deste ano não são politicas. As decisões que mais pesaram foram familiares. As 69 anos, avô e com história politica construída com duas ocasiões ter sido governador do Estado, Moreira está planejando dedicar-se à família, como ao seu casamento com Nicole Rocha Moreira, que embora seja incentivadora da proposta de reeleição, admite que a ideia de viver a vida, por exemplo, na Europa por algum tempo, é bem vinda. Moreira deixou isso evidente quando respondeu a uma pergunta do repórter João Zanin, da rádio Eldorado. Busca um tempo de vida privada.

RECLAMOU
Durante a solenidade em que entregou recursos para obras da Casan em Criciúma nesta sexta-feira o governador Eduardo Moreira reclamou que ao invés de ouvir agradecimentos, só ouve cobranças. Pouco antes o prefeito Clésio Salvaro havia apresentado uma relação de obras que dependem de liberação de recursos do Estado.

CARVÃO
Presidida pelo deputado estadual Cleiton Salvaro, ocorreu ontem à noite em Criciúma sessão solene da Assembleia Legislativa em homenagem ao carvão. Ao todo 28 personalidades, algumas já falecidas, foram homenageadas. Mais detalhes da sessão na coluna de segunda-feira.

MOMENTO PP
Neste sábado o Partido Progressista de Criciúma sedia um evento no Centro de Eventos Oásis. O que nasceu como um ato local transformou-se num evento regional depois que Eduardo Moreira anunciou que não disputará mais a eleição. Progressistas da região sul entendem que o cenário eleitoral é favorável para a candidatura de Esperidião Amin ao governo.

NO PSD
O deputado estadual Gelson Merísio, presidente estadual do PSD participa neste sábado do evento de lançamento da pré-candidatura a deputado estadual do ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini. Mesmo estando no sul, Merísio rejeitou convite para participar do evento que lança o nome de Esperidião Amin ao governo do Estado, em Criciúma.

DOBRADINHA
O deputado Ricardo Guidi e o ex-deputado Julio Garcia seguem com a “dobradinha”, reforçando as pré-candidaturas para deputado federal de Guidi e estadual de Garcia. Ontem eles conheceram a Casa de Acolhida Manjedoura, que atende dependentes químicos em Balneário Rincão, dirigido pelo Padre Eloir Borges.

MARKETING
Corrente de analistas do cenário eleitoral – leiam-se assessores dos candidatos de ponta, de todos os partidos – entende que o mal que contamina uma pré-candidatura de Eduardo Moreira e Paulo Bauer é o mesmo que afetaria uma candidatura de Esperidião Amin. Trata-se da rejeição ao “velho”. Entende-se que será difícil oferecer nesta eleição uma candidatura que não convença pelo “novo”.

CANDIDATURA
O PSL de Santa Catarina (partido de Jair Bolsonaro) deve ter como candidato a governador. O candidato mais provável é o bombeiro militar da reserva Carlos Moisés da Silva, de Tubarão. O candidato a vice deve ser o empresário Derian Campos, da cidade de Joinville.

REUNIÃO DOS TUCANOS
O PSDB fará uma reunião isolada das comemorações de aniversário da semana que vem. Será neste sábado, na capital. Correm diferentes teorias sobre a pauta da reunião chamada pelo presidente da sigla, deputado Marcos Vieira com o consentimento do pré-candidato a governador senador Paulo Bauer. Chegaram a existir teorias de que pode ser proposta no encontro a substituição do candidato em virtude da investigação que o senador sofre em virtude de uma denúncia feita por um delator ex-diretor a Hypermarcas. Bauer vai para a reunião munido de dados de pesquisa que mostra sua excelente condição para disputar a eleição.

CRICIÚMA Do sul do estado irão a reunião do PSDB o prefeito Clésio Salvaro, a deputada federal Giovània de Sá e o suplente de deputado estadual Dóia Guglielmi. Os três devem defender a proposta apoio ao senador Paulo Bauer. O que ele sugerir será avalizado pelos tucanos do sul.

ALMOÇO
Os prefeitos do PMDB no Sul do estado irão almoçar com o governador Eduardo Moreira terça-feira, para tratar da postura em relação às decisões do MDB.

INOVAR Nova Veneza é peculiar em fatos políticos e a tendência é que a escrita se mantenha. Após a eleição deste ano pode abrir-se uma nova frente, desta vez na tentativa de unir a força da comunidade de São Bento Baixo, que vem sendo isolada pela liderança da sede e do distrito do Caravággio.

BAIRRISMO O clima da tradicional festa de São João, que acontece neste fim de semana, pode ajudar a construir esta unidade. Os líderes já perceberam que se continuarem puxando por partido diferentes apenas favorecem outras regiões. Deve acontecer a substituição da diferença de partido pela unidade da localidade. É esperar para ver.

COISA PÚBLICA A delegacia inaugurada pelo governador Eduardo Moreira, nesta sexta-feira em Criciúma, é obra que vem sendo trabalhada desde 2011, ou seja, são sete anos de “idas e vindas” na obra pública. Só por este tempo se imagina quanto dinheiro foi desperdiçado.

INCOMPLETA Nesta semana de novo tivemos divulgação de pesquisa, esta a primeira com abrangência estadual. Embora bem próxima do que deve ser a nomenclatura da majoritária ainda não se pode considerar este tipo de levantamento agora. Por mais completa que seja a pesquisa, repito nesta época, sempre será incompleta.


FRASE DO DIA
“...para não ter que respostas deste tipo e ouvir apelo atrás de apelo como ouvi hoje de novo por aqui... “
Eduardo Moreira respondeu assim à pergunta sobre as razões da sua desistência de disputar a pré-convenção no MDB.


Mandetta sofreu queimadura dos holofotes

 personJoão Paulo Messer
access_time16/04/2020 - 18:59

Se eu estivesse "no mundo da lua" e aterissasse aqui agora e assistisse a entrevista de "despedida" do ministro Luiz Henrique Madetta, facilmente intenderia porque ele saiu. O técnico estava político demais. Foi assim no seu discurso de saída. Parecia sentir-se num palanque, não numa mesa de rescisão de contrato. Acho loucura trocar o médico cirurgião quando o pacietne está sob a mesa e o bisturi já foi usado, mas Mandetta estava cegado pelos holofotes midiáticos. Não me parece que o presidente Jair Bolsonaro tenha demorado para fazer a substituição. Tivesse feito uma semana anrtes o que fez hoje ainda teria um ministro bem melhor cotado. Deu corda e esticou até o limite. O presidente segue correndo o risco, que agora é maior do que antes, enquanto Mandetta sai ainda com o saldo positivo das ações da prevenção. É provável que se tivermos menos casos de coronavírus ele invoque os seus acertos nas medidas adotadas até então, enquanto do contrário ele pode dizer que se estivesse lá as coisas teriam sido diferentes. Dos três, Bolsonaro, Mandetta e Tech, quem está na mira agora é o terceiro. Óbvio que todas as suas atitudes serão consideradas obediência ao presidente. Os acertos serão creditados ao presidente, os erros ao novo ministro.

Tem decisão mal explicada

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2020 - 15:11

Cada dia está mais difícil de compreender a sucessão de passos das nossas autoridades em relação ao coronavírus. Quem sabe o que melhor compreendemos é a difícil missão que elas têm no exercício de suas atividades. Não queria estar na pele de nenhuma autoridade, que obrigada a decidir ante a ameaça de um inimigo à vida, lida com o desconhecido e conflita com interesses distintos de cada um. Preservar a vida como se as pessoas não morrem apenas de coronavírus?
Ficar em casa porquê se esta medida não é garantia absoluta da imunidade. Se por outro lado autorizar a ida de todos para a rua pode lhe custar o preço da irresponsabilidade, que leva à sentença de morte política de alguns. Mas quantos padecem de desgosto ou de tédio, se cumprirem rigorosamente o que lhes é imposto.
Não é fácil a missão de decidir sobre a vida dos outros, se o reconhecimento pelo sucesso das decisões não virá, sabemos disso. Mas que se houver algum erro ele será sim cobrado destas mesmas autoridades. Elas estão hoje mais ou menos expostas ao risco de errar, ou errar.

Mas mesmo assim, consciente da delicada missão destas autoridades não há como não manifestar a inquietação com algumas decisões. E a maior delas, possivelmente, está na mesa dos debates desde ontem. Está na mesa do judiciário catarinense: manter ou não a proibição do transporte coletivo.

O que leva uma autoridade a dizer que o transporte coletivo é um vetor do contagio do coronavírus. É sim, mas o que leva a autoridade a imaginar que este vetor é mais perigoso do que uma Van de 20 lugares, mas que transporta 25? Que um automóvel destinado a cinco passageiros transporta seis e mesmo que levasse apenas cinco teria estes amontoados dentro do carro?

Sim, porque estas mesmas autoridades liberaram o funcionamento do comércio, mas não oferecem transporte ao cidadão. Ou será que imaginaram que algum trabalhador ficará em casa alegando não ter transporte. Ou então que o patrão vai compreender que o empregado não tem como chegar ao trabalho?

A proibição do ônibus só se justifica se as autoridades apenas enxergam o transporte coletivo como um amontoado de pessoas num caixão de lata. Se as autoridades têm esta imagem, elas estão certas. Mas o que se pensa é que no transporte coletivo o controle é mais fácil do que o das Vans, que mais parecem lata de sardinha ou carros que mais parecem minivans.

E o pico da doença? Ele vem sendo adiado porque? Ou será que não temos memória? Primeiro era fim de março, depois começo de abril...
Furaram duas previsões e isso basta para que comecemos a derramar suspeitas sobre a real gravidade da doença.
A segurança sobre as previsões das nossas autoridades parece cair por terra. Me desculpem, mas não temos a capacidade de imaginar que tudo isso seja resultado da nossa obediência às ordens cumpridas até então.
Meu desejo é que esta interpretação não seja um desestímulo ao cumprimento de todas as normas, apenas seja o apelo para que as autoridades não deixem de refletir muito sobre as consequências das medidas adotadas.

Vamos continuar cumprindo as determinações da prevenção, sim. Temos que cumprir estas determinações sim. Temos o direito de questionar as determinações, mas jamais teremos os direitos de descumprir determinações passadas ao coletivo sob o risco de sermos nós os vetores de uma doença mais grave à sociedade civil organizada: a doença da desobediência.

Mantemo-nos vigilantes e obedientes às normas, mas por favor autoridades, não deixem de revisar alguns prognósticos e algumas normas. Têm coisa errada aí.
Tem gente inocente pagando essa conta.
Tem gente saudável que está adoecendo e não é de coronavírus.

Prefeito "acaba" com os feriados em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time14/04/2020 - 11:11

O prefeito Clésio Salvaro já assinou e publicou o decreto que “acaba” com os feriados de Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro) e dia Servidor Público (28 de outubro). Assim, na próxima terça-feira, todos os órgãos da administração municipal terão atendimento normal. Serão considerados dias compensados pelos dias não trabalhados. Significa dizer que aqueles que trabalharam entre os dias 30 de março e 5 de abril terão respeitados estes dias e não trabalharão. Os feriados pagam os dias não trabalhados. Há uma série de exclusões, que podem ser conferidas no Diário Oficial do município do dia 9 de abril. Estas medidas estão previstas no decreto 442/20, de 7 de abril de 2020.
Ontem o prefeito admitiu que sugere que setores do comércio e até a indústria façam o mesmo, na medida do possível. Acho pouco provável.

Os bastidores da "possível" volta do transporte coletivo em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/04/2020 - 23:22

Se não for na primeira hora da segunda-feira pode ser ao longo dia ou até em caráter extraordinário ainda neste domingo: Criciúma pode decisão judicial permitindo a retomada do transporte coletivo urbano. É o que indicam informações apuradas ao longo deste sábado. Inicialmente se imaginou que o prefeito Clésio Salvaro tomaria a iniciativa, mas as circunstâncis sugerem que o melhor ca minho é seguir o que foi feito em Joinville, onde as empresas obtiveram liminar na Justuiça que lhes garante circular normalmente a partir desta segunda-feira. A cópia é tão fiel que as empresas de Criciúma irão contratar o mesmo escritório advocatício que obteve a liminar na cidade de Joinville. O despacho considera que a atribuição do transporte público municipal é autonomia do prefeito e Clésio Salvaro não reeditou o decreto municipal que mantinha esta proibição. Aliás, Salvaro até reabriu a prefeitura.

Se eu fosse o governador...

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2020 - 23:58

De médico, louco, técnico de futebol e agora cientista ou chefe de Executivo, todos temos um pouco. Nunca antes na história fomos tão aquilo que não somos e decidimos sobre o que não nos cabe. As redes sociais nos transformam em analistas com meia dúzia de passos. Se os tempos forem de Coronavírus, tornamo-nos cientistas rapidinho. Até então este papel de donos da verdade ou semidonos na pior das hipóteses, era coisa de jornalista e/ou somiliares. Pois agora atrevemo-nos a discorrer sobre o que deve e o que não deve. Me permito invocar estudos, experiência de cenas parecidas e um pouco de lógica para dizer que se estivesse eu no lugar do governador Carlos Moisés, repassaria aos prefeitos a responsabilidade de decidir sobre o transporte coletivo urbano. Afinal, a realidade das cidades é tão distinta que não cabe verticalizar a decisão. Óbvio esta não é a leitura que tenho para o transporte intermunicipal e interestadual, nem tão pouco à atividade comercial. Estes devem ficar sob a batuta do governador, mas o transporte coletivo é realidade muito específica.
Não bastasse estes argumentos entra o ingrediente político. Os prefeitos, como Clésio Salvaro em Criciúma, tem afirmado que podem até divergir do decreto estadual e invocar recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que reconhece autonomia para os chefes de diferentes poderes, liberado o ônibus urbano a partir de segunda-feira. Politicamente o governador se livra de um problema que pode dividir com os prefeitos. Se vai fazê-lo, não se sabe.

Mek vai para o PSDB em Siderópolis

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:39

Ex-vereador pelo MDB, entre os anos 1996 e 2000, o professor Méricles Rossa confirmou nesta quinta-feira assinatura de filiação ao PSDB e deve ser candidato a vereador em Siderópolis, Assim como ele outros três nomes considerados de linha de frente migraram para o partido tucano: são eles os vereadores Franqui Salvaro, Lilo Remor e William Bonassa. Os dois primeiros saíram do PSB e William saiu do PSD mas há tempo ele vem alinhado com os peessedistas e agora peessedebistas.
Mek como é mais conehcido Méricles Rossa foi diretor da Escola Estadual José do Patrocínio por nove anos e diretor da Escola Estadual Silvio Ferraro por um ano. Além disso ocupou o cargo de diretor regional de esportes por quatro anos.

Maciel vai para o PDT em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:37

Num destes atos políticos abreviados e com cuidados que seguem as normas do combate ao coronavírus o vereador Maciel Dassoler oficializou o seu ingresso no PDT de Forquilhinha, na noite desta quinta-feira. O ato dirigido pelo deputado estadual e morador do município, ROdrigo Minotto, contu ainda com a presença do ex-prefeito local Vanderlei Riecken e pelo menos três lideranças que saem do MDB e entram na lista de pré-candidatos a vereador pelo partido. Maciel disputará internamente com o atual vereador Valcir Antônio Matias, o Chile, a indicação à majoritária.

Maciel está presidente da Câmara de Vereadores desde 2017 e num articulação política bem costurada emenda quatro anos na função o que dá boa credencial para articular pela construção de eleição na majoritária.

Forquilhinha tem duas velhas linhas políticas hoje representadas pelo atual prefeito Dimas Kammer (PP), que deve ser candidato a reeleição e José Cláudio Gonçalves, Neguinho (PSD). Dimas precisa costurar primeiro a unidade no seu partido que sofre desgastes por estar a 20 anos no governo. Além disso tem no páreo o ex-prefeito Lei Alexandre, que mesmo afirmando não ser candidato, ouve o apelo de aliados para entrar na disputa. De outro lado Neguinho acumula três disputas seguidas ao mesmo cargo e com derrota. Se for à disputa será pela quarta vez seguida.

PSDB leva dois vereadores do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:34

Com a janela de troca de partido se fechando sábado e os vereadores “saltando” a sigla que tem uma das melhores articulações, não só em Morro da Fumaça, é o PSDB. A sigla tucana fumacense pela primeira vez ganhou força de atenção de fato, isso agora com a articulação da deputada federal Giovânia de Sá. Nesta quinta-feira se fecharam dois reforços de peso: “vereadores”. Tiago Minatto e José Carlos Bortolin, Calita, assinam ficha na noite desta quinta-feira.
São dois vereadores emedebistas que deixam a sigla, mas era para ter sido três. O PSDB assediou ainda o vereador Raimundo Mundi Marques, que também tinha convite do PSD. Ele optou em permanecer no MDB. Anunciou isso quarta-feira. Assim a bancada emedebista que entrou nesta legislatura com quatro fica com dois: Raimundo Marques e Edivaldo Marcoli (isso dos eleitos).
A reunião de filiação de Minatto e Calita acontece nesta quinta-feira, sem maior barulho em virtude do coronavírus.
Entre filiações do PSDB em Morro da Fuymaça estão nomes como Serginho Da Soller, Jaimir Patrício e Pedrinho Patrício, este último que testou o poder de urnas na eleição da Cermoful.

Gelinho assina no PSL

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 17:00

Dificlmente alguém o conhece pelo nome, mas mesmo que a pessoa não seja do futebol já deve ter ouvido falar de um dos atletas mais conhecidos nos campos da várzea. Trata-se de Wildnei Cardoso mais conhecido "Gelinho". Morador do bairro Morr Estevo, sobrinho da liderança política Luiz Dal Toé, ele é um dos nomes na lista dos "calouros" no partido do governador Carlos Moisés, em Criciúma, o PSL. Gelinho assinou ficha nesta quinta-feira. A sigla tem por norma não inscreve nomes já carimbados na política, por isso Gelinho é do perfil que as lideranças locais anunciam como pré-candidato a vereador. Ricardo Beloli, um dos "escaladores" deste time diz que o partido calcula em pelo menos três o número de vagas a serem conquistadas pelo partido em Criciúma.

Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.

Empresas com "imunidade baixa" sofrem mais

 personJoão Paulo Messer
access_time28/03/2020 - 11:39

A retomada das atividades comerciais na próxima quarta-feira não significa volta à rotina em várias indústrias no Sul do Estado. Tomemos por exemplo o setor ceramista que é uma das nossas referências. Algumas destas indústrias já estão com suas linhas de produção totalmente paralisados, outras desativarão as suas nos próximos dias. Isso é reflexo da combinação da frustração da retomada da economia e a crise gerada pelo Coronavírus. Quase todas estão com razoáveis estoques que suportam até meses de paralisação. Assim, a medida adotada agora é a confirmação do que já vinha sendo analisado como possibilidade para reduzir o custo da produção e equilibrar o caixa. Isso deve se associar ao fato de que os pedidos para a renegociação das dívidas dos clientes já começaram a chegar a estas indústrias. De outro lado os fornecedores de matéria prima serão procurados para renegociar dívidas vincendas.
Estancando as saídas e estando preparados para entradas menores, os setores financeiros oferecem alternativa única à saúde das empresas. Isso pode provocar demissões se as adequações com férias e licenças especiais não forem suficientes.
Segundo apurei, empresas grandes como a Angel Gress e a Elizabeth estão com a produção totalmente paralisada. Outras duas referências, a Portinari tem três linhas de produção paralisadas e a Eliane está reduzindo algumas das suas.
No início desta semana sindicatos patronal e laboral assinaram um aditivo ao acordo trabalhista. Ele visa preservar o maior número possível de empregos, garante o pagamento em dia dos salários de março e dá alivio às empresas na medida que todos os dias parados serão pagos por compensação de férias, bancos de horas ou circunstâncias similares.
Quer dizer, não culpemos apenas o Coronavírus pelo que está por vir. Muitos setores que sofrerão mais com esta nova crise entram nela porque são do chamado “grupo de risco”. São empresas que estão com imunidade baixa.

O buzinaço que foi um sucesso porque não aconteceu

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2020 - 16:00

Não sei se foi graças a orientação do Ministério Público e ação vigilante da Polícia Militar, mas felizmente não tivemos em Criciúma o lamentável comportamento de bando, verificado em outras cidades, quando como se fossem de um rebanho as pessoas saíram correndo desavisados às ruas com a mão na buzina. As regras de flexibilização são públicas e razoáveis o que não justifica apelo pela retomada da atividade comercial em manifestação de massa. Só o que justificaria ato deste tipo é a subverniência ideológica ou personalista. O buzinaço em Criciúma não foi um fracasso, mas sim uma manifestação de maturidade.

O debate sobre a eficiência das medidas anti-coronavírus não é papo de boteco, nem de rede virtual. Se os especialistas divergem, quais são as nossas certezas? Melhor seria se gastássemos o tempo em busca de conhecimento ao invés de fazê-lo “catando” argumentos para justificar nossa ignorância. Deu. Basta. Será que não se percebeu ainda que só crava opinião sobre o assunto coronavírus aqueles que a usam como escudo na defesa ideológica? Nem as autoridades responsáveis por baixar decretos tem certeza no que determinam e logo se justificam apontando os seus técnicos como autores das normas. Ou alguém imagina que a economia parada mata politicamente apenas o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonaro tirou o meu sono

 personJoão Paulo Messer
access_time25/03/2020 - 10:45

Não sei se me preocupo mais com as primeiras ameaças sobre o tenebroso Coronavírus ou com o que tenho ouvido de ontem para cá. Cheguei a pensar que ouvi demais, ontem de manhã, quando entrevistei, aqui no programa, o médico e deputado federal Osmar Terra. A ideia central é que está na hora de ir afrouxando o cinto.
A entrevista que fiz ontem com o deputado médico gaúcho Osmar Terra reforçou o que eu disse. Só que ele fez isso no tom mais agressivo, duvidando da palavra das autoridades e até incitando todos nós a acreditar no contrário. Muitos ouvintes reagiram achando que foi exagero dele. Também pensei assim.
No final da tarde o governador Carlos Moisés - que saiu da inércia como governante para um habilidoso gestor da crise - veio no mesmo tom que usei no texto de ontem. Disse que dá para ir afrouxando o cinto, liberando alguns setores. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro também falou em ir retomando vida normal. Voltar lentamente à normalidade com cuidados com os idosos, mas ainda com a recomendação de que fiquem em casa. Quer dizer, que fique em casa quem pode. Entendi assim.
Ontem à noite o presidente Jair Bolsonaro veio num tom da contramão desta cautela. Libera geral foi o que entendi. Parece que é o que eu e muita gente entendeu. Bolsonaro criticou que tenham sido usados exemplos como os da Itália para o que ele chamou de amedrontar a população brasileira. Juro, não entendi.. Afinal, o próprio elogiado Ministro Mandeta usou aquele exemplo para justificar as medidas até então adotadas.
Devemos sim voltar à normalidade, mas do jeito que o presidente falou ontem parece “zerar” o que temos feito até então.
O presidente foi claro e direto e disse: “Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de terra arrasada e abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.
Sou disciplinado tenho certeza. Acho que sou consciente no uso do poderio de um microfone, por isso repito com cautela o apelo para que se respeitem os decretos das autoridades, mas a minha cabeça agora bagunçou.
O presidente me deixou em dúvida. Do alto da sua autoridade e popularidade jogou aos leões os governadores e prefeitos.
O presidente me parece com sangue nos olhos com a Globo, com os governadores Witzel (Rio de Janeiro) e Dória (São Paulo). Por isso fez um pronunciamento num tom que me amedronta quando esta retomada das atividades.
Ainda ontem à noite os Secretários de Saúde do Estado se reuniram e em nota discordaram do presidente. Os presidentes da Câmara e Senado também reagiram. Acho que este vai ser o tom dos governadores e prefeitos.
Só espero que não nos restrinjamos apenas a uma briga política.
É só o que a gente não precisa.
Contra este vírus da vaidade política também não há vacina e os prejuízos que ela causa são tão ou mais mortais quanto os de outros vírus ou crises econômicas.

Começando a soltar o freio

 personJoão Paulo Messer
access_time24/03/2020 - 07:06

Se a dúvida é por quanto tempo permaneceremos assim, em quarentena, saiba que os decretos governamentais, que venceriam hoje, foram prorrogados.
Os serviços como transporte coletivo, bares, restaurantes e aqueles que não são considerados essenciais permanecerão suspensos por mais uma semana.
Pelo menos. Será???
Isso vale para os decretos municipais de Criciúma e região e o decreto do Governo Estado. Admito que a capacidade de resiliência vai diminuindo gradativamente. Admito que a vontade de sair de casa, retomar a vida, possa estar aumentando em cada um de nós. O apelo para ficarmos em casa pode até já nem mais fazer o mesmo efeito. Mas o apelo se mantém.
Quando começa o dia, antes de entrar no ar na rádio Eldorado, recebo sempre uma mensagem do médico Dr Ronaldo Benedet Barroso. Eu chamo ele de capitão dos guerreiros. É médico coordenador técnico da rede pública de saúde em Criciúma. Como ele há vários outros capitães. Na rede pública e privada.
Ele capitania equipe de verdadeiros guerreiros: o nosso pessoal da saúde. Como em Criciúma tem em todas as cidades. Como na rede pública, tem o pessoal da rede privada.
Pois então: quando começo o dia recebo do Ronald um relatório da noite anterior. Confesso que recebo e sempre imagino que vou ouvir um relato do aumento dos casos. Do agravamento dos casos. Felizmente não é o que ocorre.
Repetem-se dia após dia relatos de noites tranquilas. Sem aumento de casos. Nada igual a sexta-feira passada quando saímos do zero e fomos a nove casos em Criciúma. Quando digo que espero ansioso pelo relatório é porque temo que sejam notícias ruins. Não são. Que bom. Mas não são porque o cenário está sendo anunciado pior do que é ou porque nós estamos fazendo a coisa certa????
Prefiro ficar com a segunda opção.
Mas insisto que a nossa capacidade de permanecer assim, de alguma forma improdutivos nos atormenta tanto quando a doença. Lembro logo que o falido se recupera, o falecido não. Que estamos protegendo a vida.
Mas convenhamos, é possível sim proteger a vida e proteger o produtivo.
Criatividade com responsabilidade.
Lidamos com o desconhecido e por isso cada dia pode e deve ter um avanço.
Avançar um pouco. Criar a forma de manter os cuidados e ir produzindo.
O que precisa ficar evidente é que prioridade não é o que nós decidimos. Prioridade não é o que eu penso ser, mas sim aquilo que prioriza o coletivo.
Vamos aprendendo que puxamos o freio ao extremo. Que dá para ir soltando.
Mas que não somos que vamos fazer isso pela nossa vontade.
O livre arbítrio acaba ante a realidade do coletivo.
Por isso, compreendendo a necessidade e confessando a possibilidade de que muitas coisas podem ser flexibilizadas: o alerta de hoje é de que aguardemos que pela consciência coletiva – ou seja pelas orientações – para flexibilizar alguma norma.
A realidade vai nós ajustando, as coisas vão começar a ser liberadas, mas tudo ao seu tempo. Por enquanto o risco ainda existe. Não sejamos irresponsáveis.
Que eu tenha a consciência de que: toda vez que pensar que as regras se danem, estarei agindo como aquele que eu classifico de calhorda que assalta a pátria. Sim, porque estarei pensando apenas em mim....