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Finnancial Summit define palestrantes para quarta edição em Criciúma

commentJornalismo access_time19/10/2026 19:42

Evento gratuito será realizado nesta terça-feira, dia 20, na Acic, e reunirá especialistas em gestão estratégica, Open Finance e Inteligência Artificial

Criciúma: Campeonato Municipal de Futebol 50+ tem 14 gols na primeira rodada

commentEsporte access_time19/10/2026 16:45

Destaque foi a goleada de 11 a 0 do São Luiz sobre o Amigos do Leka

Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

commentCriciúma EC access_time16/10/2026 10:30

O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

Coluna de Quarta-feira

access_time22/08/2018 - 00:34

MATANDO A VAQUINHA
Ao anunciar uma medida que propõe anulação de uma lei aprovada na gestão passada, o atual governo municipal acendeu refletores sobre uma situação estranhamente assombrada por interesses imediatos. Trata-se da extração máxima dos recursos do sistema de previdência do município, sentenciando-o à falência. Isso vinha sendo alertado pelo Observatório Social. Os últimos governantes criaram leis que permitiam pequenos grupos, e por vezes um ou duas pessoas, a engordar suas aposentadorias. Isso vem sangrando o CriciúmaPrev. Exemplo prático é uma lei que permite servidores incorporarem à aposentadoria vantagens obtidas mesmo nos últimos meses da ativa. Assim, um servidor contribui por um vencimento, mas quando se aposenta o faz pelo último salário. Não raras vezes a lei era criada às vésperas da aposentadoria.

APOSENTADOS
O CriciúmaPrev paga hoje pelo menos 320 aposentadorias acima do teto da previdência, isto é, R$ 5,6 mil. Há cerca de 30 servidores municipais que recebem próximo de R$ 20 mil. O presidente do sistema de previdência recebe R$ 15 mil. Se na rede privada a categoria dos professores é desvalorizada, pois ganha pouco e se aposenta por menos ainda, no município muitos professores tem aposentadoria próximo de R$ 10 mil.

NADA ERRADO
Os servidores que se aposentam com vencimentos acima do teto não estão cometendo nenhuma ilegalidade. Para conquistar estes valores os servidores contaram com a Constituição federal, a generosidade dos prefeitos que criam leis locais, e os vereadores que as aprovaram. A última vez que isso ocorreu foi na legislatura passada.

É DA ROTINA
Engana-se quem pensa que fatos como o processo em que a Justiça de Blumenau vai analisar denúncia de que o candidato a vice na chapa de Mauro Mariani (MDB), Napoleão Bernardes (PSDB), teria recebido R$ 500 mil da Odebrecht para caixa dois na sua campanha de 2012, impactem na campanha. Analistas, tanto aliados como adversários, apostam que o fato não mexe na opinião do eleitor.

A DÚVIDA
No país em que o líder das pesquisas na corrida presidencial está preso e no Estado em que o principal instituto de pesquisa revela que o líder é o candidato de um partido que teoricamente vive crise nacional e localmente nunca liderou uma pesquisa, há de se refletir sobre todos os conceitos sobre estratégia de caça ao voto.

NÃO É ASSIM
Outra realidade que contraria previsões é o número de deputados estaduais. Antes as análises indicavam que com menos dinheiro e tempo restrito diminuiria o número e candidatos a deputado estadual e federal. Nada disso ocorreu. Neste ano são 462 candidatos a deputado estadual, sendo que na última eleição eram 403. Já para deputado federal estão inscritos 241 contra apenas 128 na eleição de 2014. Agora falta quebrar outra previsão: a de que a abstenção será alta.

NOVO HORÁRIO
A partir da próxima segunda-feira a Câmara Municipal de Criciúma passa a realizar suas sessões a partir das 17h das segundas e terças-feiras. A antecipação do início das reuniões em duas horas (era às 19h) impacta positivamente no caixa da Câmara. A mudança foi aprovada em plenário nesta segunda-feira.

LEI DAS CALÇADOS E TERRENOS
Ontem o governo municipal de Criciúma anunciou mais uma medida que ao pé da letra se trata de uma medida elogiável e saudável à cidade. Resta saber é até onde ela vai ser cumprida. Trata-se da lei que resolve os problemas dos prédios abandonados e que significam riscam físico ou social ao cidadão. A demolição de um casarão antigo do bairro Lote Seis, como vai ocorrer hoje pela manhã, é medida acertada. Resta saber se a lei não será igual a outras duas: uma que prometia cobrar terrenos limpos e outra que ensaiava regularização das calçadas. Ambas morreram no papel. Nem o município limpa os seus terrenos ou arruma as calçadas dos prédios públicos.

SALÁRIOS A prefeitura de Criciúma tem uma servidora cedida ao Poder Judiciário (Fórum) que recebe R$ 22 mil de salário.

SEM SENHA Nesta semana a Câmara de Vereadores de Criciúma aprovou uma lei que retira obrigatoriedade das casas lotéricas em atender algumas exigências que haviam sido criadas por lei em 2011, caso das senhas. Na prática aquela lei só onerava os lotéricos.

CÂMARA O suplente de vereador Marcos Meller (PSDB), que assumiu cadeira na Câmara Municipal de Criciúma está com um olho na legislatura e outro no Superior Tribunal de Justiça, onde tramita pedido que a qualquer momento pode mudar a cassação do vereador Moacir Dajori (PSDB), ou não.

A VOLTA O deputado Manoel Mota assume hoje às 14h30min cadeira na Assembleia Legislativa. Completará assim o seu sétimo mandato de deputado estadual com 28 anos na casa Legislativa. O ato será no gabinete da presidência já que nesta semana não há sessão.

AJUDINHA Uma apuração sugerida à coluna por servidores da prefeitura índica que em 2014 o prefeito criou uma lei que foi aprovada na Câmara numa segunda-feira, sancionada na quarta e a servidora se aposentou na sexta-feira.

DESALENTO Chama atenção o “desanimo” de lideranças empresariais do Sul do Estado ao falar das perspectivas em relação ao novo mandato na FIESC. A estratégia do silêncio revela o que a coluna concluiu.

FRASE DO DIA
“No caso de um colapso do sistema de previdência próprio dos servidores, a legislação já prevê que ele repasse tudo à municipalidade.”
Darci Filho, presidente do CriciúmaPrev comentando a situação do sistema e lembrando que se o instituto vier a quebrar, quem banca as aposentadorias é o caixa geral da prefeitura.


EDITORIAL - Não há vacina para o maior mal do Brasil hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time12/02/2026 - 06:30

O Brasil atravessa uma das mais graves crises morais de sua história recente. Não se trata apenas de escândalos pontuais, mas de um ambiente em que a ética parece ter se tornado exceção. A corrupção deixou de ser manchete eventual para se tornar rotina institucional.

Diariamente surgem denúncias de desvios de verbas públicas, fraudes em licitações e favorecimentos ilícitos. Recursos destinados à saúde desaparecem enquanto hospitais enfrentam falta de insumos básicos.

Na educação, verbas se perdem pelo caminho, e escolas permanecem sem estrutura adequada. Obras superfaturadas se multiplicam, muitas delas inacabadas, simbolizando o desperdício crônico. A política, é verdade, concentra parte significativa dessa degradação.

Há parlamentares e gestores que traem a confiança pública em troca de vantagens pessoais. No entanto, reduzir a crise moral à classe política é simplificar um problema estrutural. A corrupção prospera porque encontra terreno fértil na tolerância social.

O famoso "jeitinho" frequentemente serve de disfarce para pequenas transgressões cotidianas. Subornar um agente para evitar uma multa é corrupção. Fraudar benefícios, mentir em declarações ou aceitar propina também são.

Quando cidadãos normalizam tais práticas, alimentam o mesmo sistema que condenam. O corrompido é tão culpado quanto o corruptor. Sem quem aceite a vantagem ilícita, o esquema não se sustenta.

Empresários que pagam propina para garantir contratos públicos participam ativamente da engrenagem. Servidores que facilitam processos mediante pagamento também escolhem violar seu dever. Eleitores que vendem seu voto contribuem para perpetuar o ciclo vicioso.

A crise moral, portanto, é coletiva. Ela se manifesta na cultura da impunidade e na descrença nas instituições. Manifesta-se quando se aplaude o ?esperto? que leva vantagem sobre os demais e quando se ridiculariza quem age com honestidade.

Essa inversão de valores corrói a confiança social. Sem confiança, não há desenvolvimento sustentável nem justiça efetiva. O combate à corrupção exige reformas institucionais firmes e transparência.

Mas exige, sobretudo, uma transformação ética na sociedade. A responsabilidade não é exclusiva de Brasília; começa na consciência individual. Somente quando corruptos e corrompidos forem igualmente reprovados poderemos romper essa endemia moral.

EDITORIAL – Em 10 dias, cinco ações do Gaeco miram a administração mais aprovada da história de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/02/2026 - 06:45

Em dez dias, foram cinco ações de investigação com o mesmo alvo: a Prefeitura de Criciúma. Nas cinco investidas, no mesmo período e praticamente sobre o mesmo foco, ainda que em diferentes procedimentos. Qual é a conclusão a que se chega? A esperança de que a vigilância é efetiva e que o nosso patrimônio coletivo está suficientemente protegido? Ou a desilusão de que aquilo que está mais do que aprovado pelo cidadão não é exatamente o que parece?

O Gaeco virou sinônimo de combate à corrupção. Sua presença gera, de um lado, a expectativa de que o patrimônio público está resguardado; de outro, a impressão de que os alvos são seletivos. Qual é a sua conclusão?

A alegação dos alvos dessas ações é quase sempre a mesma: perseguição ou marcação. Coincidências, como movimentos políticos seguidos dessas operações, também alimentam dúvidas na cabeça do cidadão. Mas o que, de fato, devemos concluir diante de ações tão frequentes?

Confessamos a dúvida e o risco de que operações, quando iniciadas e prejudicadas por qualquer solavanco de percurso, como falta de provas ou processos conduzidos com falhas jurídicas e, por isso, anulados ou arquivados, possam gerar outro sentimento ao longo do tempo. Soma-se a isso a lentidão da Justiça.

Santa Catarina já teve uma infinidade de agentes presos, soltos e retomando suas atividades como se o que aconteceu até então tivesse sido mera formalidade de ocasião.

Ao mesmo tempo em que as operações geram sensação de transparência, alerta e vigilância sobre o bem público, cria-se a impressão de que a impunidade campeia solta e de que suspeitas são apenas suspeitas, que ações são mera efeméride no calendário da corrupção.

Nenhuma ação dessa natureza deveria deixar dúvidas sobre sua eficiência. Mas falta um trecho a partir da segunda parte: a resposta da Justiça. Que ela nos dê a certeza de que a vigilância é eficiente o suficiente para gerar confiança e oferecer o conforto que um país que combate a corrupção deseja alcançar.

EDITORIAL - Do mundo que acontece sem muitos verem, recolhe-se uma equação que sugere a divisão em três.

 personJoão Paulo Messer
access_time10/02/2026 - 06:45

A leitura política nacional, hoje, é de que estamos divididos em três diferentes grupos. E não se trata dos decididos, dos que estão em dúvida e dos indecisos. Falo da divisão entre três candidaturas. A leitura das pesquisas indica um Brasil de Lula, outro de Bolsonaro e um terceiro que não quer nem um nem outro.

Essa interpretação vale para as reflexões que sejam feitas todos os dias até outubro, quando vamos decidir o voto presidencial. Esse processo é simples de entender. Faz parte do jogo. Em nenhum dos lados existe a certeza ou a garantia de um futuro muito diferente do que temos até os dias de hoje.

Óbvio, para muitos, a terceira via vem com as dúvidas naturais daquilo que não conhecemos. Lula, Flávio Bolsonaro e um terceiro nome que pode ser Ciro, Ratinho Júnior ou, muito pouco provável, Eduardo Leite, governador gaúcho. De todos, as pesquisas revelam o governador do Paraná com o melhor cenário. Mas falamos de pesquisas a mais de sete meses das eleições. É cedo para tomar decisões.

Mas o fato é que o Brasil, hoje, está dividido em três. A leitura de analistas, especialistas e ativistas de todas as correntes remete seu pensamento nesse sentido. Por isso, a partir de agora, vamos ouvir muito sobre isso.

Mas o fato é que há muito tempo até a eleição. Menos para os partidos, que correm contra o tempo tentando interpretar o que há na mente de cada brasileiro. O que há na cabeça desses líderes nós sabemos: vencer a eleição. Alcançar o poder. Pouco sabemos sobre o nosso futuro, mas parece óbvio que pior do que está não deve ficar.

EDITORIAL – Carnaval mais cedo, feriados no meio ou no fim de semana, Copa do Mundo e eleições tornam 2026 um ano de tempos perdidos.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/02/2026 - 13:41

Somos um país de regras que cobram mais caro do setor produtivo do que entregam a ele. Carga tributária nas alturas e compromissos de pagamentos calculados por mês, não por dia aproveitado. Os feriados não são descontados e viraram motivo de comemoração para quem está no sistema como agente passivo. Duro para quem paga, pior para quem recebe, porque recebe com os impactos de quem paga. Quer dizer, o pagador de impostos, de salários e outros, conta prejuízo quando há feriado, quando não há dia produtivo.

E 2026 é um desses anos pra lá de pesados. O ano já começou com feriado. O carnaval encurta as férias e também penaliza quem o curte e os setores que dependem dele. Preparam-se o ano todo para a temporada que já teve três meses, mas que hoje se restringe a menos de dois.

Fevereiro tem carnaval e já teve feriado. Março é mês aproveitável, de 31 dias, mas abril tem Páscoa e feriado caindo na terça-feira. Maio começa com feriado, emendando o feriadão antes de o mês começar. E junho não é diferente, pois, na primeira quinta-feira, já é feriado.

E junho tem ainda a Copa do Mundo, que inicia dia 11 e invade julho até além da metade. Quando a bola parar de rolar, estaremos em pleno período eleitoral, que torna julho, agosto e setembro bem menos produtivos.

Setembro, da Independência, é numa segunda-feira, com feriadão. Outubro tem feriado no dia 12, também numa segunda-feira, proporcionando feriadão. Em novembro, tem o dia 2 numa segunda e o dia 20 numa sexta-feira. Perfeitos para os feriadões.

E, para nós, em Criciúma, Santa Bárbara cai numa sexta-feira, para proporcionar feriadão, assim como Natal e Ano-Novo seguinte, que caem numa sexta-feira. Eita feriados que não acabam.

Portanto, se hoje começa a semana do carnaval e a próxima fica enforcada por quase todos os dias, lembre-se de que o ano é ainda bem mais curto. E, se de um lado comemoramos os dias de folga, devemos saber que a carga tributária precisa ser alcançada por quem busca lucro ou apenas pagar a conta. E, claro, essa conta quem paga é quem comemora ter tantos feriados e folga. Ano para não fechar as contas, este. Fevereiro que mal começou, onde as contas também não fecham.

EDITORIAL – Enquanto nos preocupamos com a falência da Previdência, o rombo está em outro lugar.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/02/2026 - 06:45

Nós fizemos parte de uma engrenagem cega e capenga. Nos últimos dias, consumimos notícias sobre o Cão Orelha e sobre o Banco Master como se nada além existisse no país. Nem mesmo o Gaeco à nossa porta pesa mais do que deveria nos ocupar. Claro, eu sei que temos, nós da imprensa, imensa culpa. Afinal, o noticiário é alimentado em cadeia por um círculo vicioso. Quer dizer, o que sai dos grandes meios ecoa até a última instância do país.

Mas vamos lá: esta é uma meia-verdade. Quem não consome as mazelas do noticiário consome o quê, então? Sinceramente, não há mais pauta que possa nos inspirar a olhar para outras coisas senão a podridão de um sistema que não é difícil de entender. Um sistema viciado. E o viciado mergulha cada vez mais na masmorra que o acalenta.

Não é difícil entender por que a nossa carga tributária precisa ser alargada e pesada sobre os ombros dos que, de fato, produzem neste país. Joãozinho ou Zezinho, seja lá como você queira denominar. Um pacato cidadão que, um dia, foi só pagador de impostos. De repente, ele vê o amigo do vizinho abduzido por um tal sistema político que o escalou para ser o representante da população.

Este, por isso, se deu bem. Ganhou um bom emprego público e, devagarinho, foi descobrindo que, neste sistema financeiro alimentado pelo cofre público, dá para ir melhorando. É como se houvesse ali um plano de carreira.

Logo mais, o vizinho que era seu conduzido é convidado para conduzir. Quer dizer, de mero espectador, ele também entra para o círculo vicioso dos dependentes da química máquina alimentada pelo poder público. Agora, não é só o Joãozinho ou Zezinho que se alimenta do tanque que um dia apenas era aproveitado pelo seu vizinho. E assim vai virando uma bola de neve.

O que era um líder comunitário, trabalhando de graça, vira assessor, depois vira vereador, e assim segue ascendendo na carreira alimentada pelo cofre público. E a estrada destes não cessa. Existe sempre um banquinho mais perto do centro do poder e, consequentemente, abre-se uma vaga. Quando não abre, o tal Joãozinho ou Zezinho já tem o poder de abrir essa vaga para mais alguém que vem na sua cola. Digo: vira seu cabo eleitoral.

E assim segue a vida, que explica por que todos percorrem a estrada da política. Ela é larga e alargada a todo momento. Sempre resta espaço para mais um, e mais um. Por que o país se preocupa com o sistema de Previdência, se há risco de faltar gente para contribuir, se o rombo maior não é o que retribui aos que contribuíram com a aposentadoria, mas, sim, o rombo está onde, a cada dia, se vai mais gente agarrada? Quer dizer: mais gente na teta pública.

EDITORIAL: Quanta hipocrisia nas falsas ações moralistas

 personJoão Paulo Messer
access_time05/02/2026 - 06:30

Para começar o dia, façamos uma reflexão sobre as tantas preocupações que o trabalhador brasileiro tem de enfrentar a cada jornada. Sem expectativa de que a contribuição social lhe assegure o direito a uma aposentadoria digna no futuro, nem lhe dê amparo à vida social nos dias de hoje, ele se vê como o marisco numa luta desigual com o governo, que é demonizado pelo empregador pela carga tributária, mas que, no fim das contas, recai justamente sobre ele, o trabalhador.

Trabalhador que, como consumidor, paga o preço quando produz e quando consome. Ontem, aqui, demos um exemplo de fiscalização do gasto do dinheiro público na Câmara de Vereadores, em um movimento fiscalizador do Observatório Social, que, por sua vez, tem tido braços apenas para alcançar este órgão público. A Câmara de Vereadores até publica sua transparência, mas o povo, em geral, pouco se importa.

Afinal, as valas por onde corre o dinheiro público são tantas que mostrar ou consertar uma única vala de vazamento é o mesmo que nada, num país em que o dinheiro público escorre por todos os lados, e não apenas no setor público. A sonegação, cada vez mais, assedia os pagadores de impostos.

Mas nada sobra aos que estão na ponta dessa guerra desigual. É óbvio que não é por isso que se deve ignorar a importância dos órgãos fiscalizadores, mas melhor seria se a capacidade de fiscalização e o interesse pela transparência fossem bem maiores, mais amplos e abrangentes.

Melhor seria se fôssemos um país em que a produção fosse reconhecida como a verdadeira receita do desenvolvimento. Num país em que especular é muito mais vantajoso do que produzir, em que o melhor e mais eficiente colaborador é o sistema financeiro, com uma carga de juros abusivos, pouco se pode esperar de quem mete a mão na massa.

Por isso, é mais fácil sonegar, guardar e deixar que o sistema trabalhe para multiplicar dinheiro do que ralar todos os dias em busca de melhores condições de vida. Difícil acreditar num país que agora, por exemplo, mergulha em um só tema, as eleições. Num país em que nossas orelhas são socadas todos os dias por notícias batidas e repetidas, como os escândalos do Banco Master ou, então, pelo que vai acontecer com os assassinos do cão Orelha. Poupe-me os ouvidos de tanta falácia e pouca prática.

O país está cheio de justiceiros, falsos moralistas e pregadores dos bons costumes, enquanto suas práticas sobrevivem desse nevoeiro que cega as nossas vistas.

Pior, não se tem esperança de que hoje será diferente de ontem, nem amanhã diferente de hoje. Nem por isso se perde totalmente a esperança. Apenas trabalhamos para um sistema que sabemos ser hipócrita e que enfrentamos num grande faz de conta, acreditando, ou fingindo acreditar, que um dia tudo possa mudar.

EDITORIAL: Como se nadássemos em dinheiro, Congresso distribui benesses

 personJoão Paulo Messer
access_time04/02/2026 - 08:00

Alguém precisa parar isso. Parar a gastança do dinheiro público. A escala que essa farra alcança é algo inaceitável. Não bastasse a falência da moral e dos bons costumes, os Poderes deste país não param de produzir ofensas diretas aos brasileiros, pelo menos aos contribuintes. Pagar imposto neste país significa sustentar uma máquina que não para de consumir.

Desta vez, o benefício vem para os servidores da Câmara e do Senado, que, ao trabalharem três dias, ganham um de folga, além de serem recompensados com aumento salarial que pode lhes garantir vencimentos superiores aos dos próprios deputados.

Na Câmara, com aquele tipo de votação do ?favoráveis permaneçam como estão, contrários queiram manifestar-se?, quatro projetos, juntados em um só, foram empurrados goela abaixo do contribuinte brasileiro. Manobra que vai custar R$ 11 bilhões até 2028, que é logo ali.

E não é apenas aumento de salário. Há criação de novos cargos, cargos bem pagos, cargos privilegiados, com o critério de uma folga para cada três dias trabalhados.

A manobra é tão descabida que, por penduricalhos, salários de determinados servidores poderão superar os dos próprios deputados. E nós pagando. A máquina pública é faminta e segue tomando suplementos que abram ainda mais o apetite.

É inconcebível que nossos parlamentares estejam a serviço de manobras tão hábeis quanto questionáveis, como a do presidente da Câmara, Hugo Mota. Na cara dura, gastam o nosso sagrado dinheirinho, recompensando sabe quem? Especialmente os fiscalizadores da arrecadação. Óbvio, é preciso estar sempre um passo à frente, pois pagar imposto neste país começa a soar como um atestado de burrice.

Acabamos de levar mais um tapa na cara.

EDITORIAL Em ano eleitoral, governo tem maiores dificuldades para aprovar matérias

 personJoão Paulo Messer
access_time03/02/2026 - 08:00

Se em anos sem eleição o debate no Parlamento costuma ser tenso, em ano eleitoral essa tensão tende a ser ainda maior. O ano parlamentar começou ontem em todas as esferas: Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Apesar de ser ano eleitoral apenas nas duas últimas instâncias, Estado e União, as paróquias também devem andar agitadas. O fato é que, na política, existe uma permanente disputa por espaço.

Em Criciúma, por exemplo, dois projetos relacionados a um dos mais sérios problemas da atualidade, os moradores de rua, estão pautados, mas não são unanimidade. A oposição, por sua vez, já tem munição para se mostrar presente.

No âmbito estadual, surge a maior curiosidade: qual é o tamanho real de cada bancada. E não se fala apenas em número de parlamentares, mas em poder de articulação. Até então, Jorginho Mello tem aprovado tudo o que enviou. Será que, em ano eleitoral, o caminho dos projetos encaminhados pelo Executivo ao Legislativo continuará tão bem pavimentado. A resposta começa a ser conferida a partir de hoje.

No cenário nacional, já dá para perceber que ou o Governo Federal abre as torneiras, ou o Centrão dá o tom. Aliás, me parece que faltará torneira para segurar o Centrão.

É, começou o ano político.
Resta ao eleitor a habilidade de separar o joio do trigo, o interesse do compromisso.

Que venha o ano eleitoral.

Programa João Paulo Messer vai ao Balneário Rincão em uma sexta-feira de sol, informação e respiro

 personJoão Paulo Messer
access_time30/01/2026 - 08:00

Nesta sexta-feira, 30, hoje, o Programa João Paulo Messer sai do estúdio e se instala no Balneário Rincão, tendo o mar como cenário e a brisa como companhia. A escolha do local vai além da estética: traduz o espírito de um programa que sabe ouvir, observar e interpretar o tempo em que vive.

À beira da praia, com sol e clima típico de sexta-feira, o jornalismo assume outro ritmo, mais próximo das pessoas e das histórias que surgem fora do roteiro rígido. Entre entrevistas e diálogos francos, a essência informativa permanece, mas ganha espaço para respirar.

É um convite ao público para acompanhar um conteúdo que desacelera sem perder profundidade. Porque há dias em que a notícia pede calma, escuta e horizonte aberto.

Infraestrutura e ensino recebem novos aportes

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 11:00

O governador Jorginho Mello cumpre nesta quarta-feira, 28, uma agenda marcada por anúncios de infraestrutura e educação no Sul do estado.

Às 16h, em Forquilhinha, ele autoriza novos repasses para a continuidade do desassoreamento do Rio Sangão, obra considerada essencial para reduzir alagamentos e proteger comunidades ribeirinhas.

À noite, às 19h30, em Nova Veneza, o governador assina a ordem de serviço para a pavimentação da Rua Silvio Bonotto, a Rodovia Transpolenteira, corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola e ligação com Morro Grande.

No mesmo evento, a Secretaria de Estado da Educação confirma a entrega de um veículo escolar e apresenta novas ampliações do ensino em tempo integral, reforçando o pacote de investimentos prometido para a região.

Município Alinha com Brasília os Últimos Passos da Quarta Fase do Canal Auxiliar

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 10:10

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, esteve no Palácio do Planalto para tratar da captação de recursos destinados à quarta etapa do canal auxiliar do Rio Criciúma.

A reunião com a equipe da Secretaria de Relações Institucionais marcou a transição do projeto da fase técnica para a busca efetiva de financiamento, estimado em R$ 20 milhões.

Segundo o prefeito, o governo federal deve enviar uma equipe à cidade para vistoria em campo e validação final do encaminhamento.

Espindola afirmou que a obra é estruturante e estratégica para reduzir riscos de alagamentos e aumentar a proteção da população em períodos de chuva intensa.

O novo trecho, entre Santa Bárbara e Santo Antônio, integra o conjunto de intervenções que ampliam a capacidade de escoamento do rio.

Iniciado em 2009, o canal auxiliar já teve três fases concluídas, e a quarta consolida a expansão da infraestrutura hídrica de Criciúma.

refazer um novo titulo bem criativo para chamar

Volta às aulas reforça papel estratégico das papelarias em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 10:10

A proximidade do ano letivo reacende o movimento nas papelarias de Criciúma, impulsionado pela necessidade de cumprir listas escolares que orientam as compras das famílias. O planejamento antecipado é cada vez mais comum e reorganiza o fluxo do comércio local.

No bairro São Francisco, a Lika Variedades adota atendimento ágil e digitalizado: listas enviadas por WhatsApp são orçadas, separadas e disponibilizadas para retirada, prática que otimiza tempo e facilita a vida dos pais. A compra, porém, segue como um momento familiar, com crianças participando das escolhas.

No Rio Maina, a demanda é influenciada por tendências do universo infantil e juvenil, com personagens, jogos e referências pop dominando as preferências. Já no centro, a Livraria Fátima percebe outro comportamento: universitários iniciam as compras apenas após as primeiras orientações dos professores, movimentando o setor em uma segunda etapa do calendário.

O Observatório Econômico da CDL destaca que 95,3% das papelarias locais são microempresas, evidenciando a relevância econômica e social desse segmento, que se mantém essencial para a engrenagem do início do ano letivo.

EDITORIAL – Promessa em tempo de campanha vem com desconfiança

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 06:30

Vou usar da matemática para falar sobre o Morro dos Cavalos, cuja solução, diz-se, será anunciada hoje. A matemática porque é necessário dividir os méritos e dar os créditos, e são muitos os que merecem citação. Por certo deixarei alguns de fora.

Primeiro, é preciso dizer que a totalização dessa conta só deve ser feita quando a obra for inaugurada. Mas há dividendos a serem distribuídos antes.

Hoje, a linha de melhor média fica, sim, com o deputado federal Pedro Uczai, presidente do Fórum Parlamentar, que, por sua relação com o governo, que é do seu partido, tornou-se porta-voz e guardião dessa pauta. Claro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, tem o mérito do canetaço com o aval do presidente Lula.

Mas lá atrás iniciaram-se movimentos dos quais não podemos esquecer. Lembro que, por coincidência, eu estava na Assembleia Legislativa no dia e na hora em que o deputado Júlio Garcia chamou a bancada estadual do Sul para uma mobilização. Disse ali que era necessário ir urgente a Brasília levar a reivindicação.

Lembro ainda que havia uma certa inércia da bancada federal. Que havia um racha na relação entre o governador e o presidente Lula, que fora ignorado quando veio ao Sul para outra inauguração. Por isso, era necessário que, de um campo neutro, nascesse a mobilização.

E nasceu. Uma audiência foi marcada. Uma reunião em que lembro a frase do deputado Júlio Garcia, já registrada aqui: havia muitas sugestões e muitos engenheiros, mas pouca solução prática.

O tempo passou e a bancada federal se mobilizou. A ACIC também faturou alto quando o presidente Franck Hoboldt anunciou o caminho, uma campanha forte na mídia. Assim, os créditos vão se diluindo e isso é fundamental.

São muitos os merecedores desse crédito, mas eu prefiro fechar essa conta e calcular a rentabilização disso tudo colocando a soma final na conta do governo federal no dia em que, de fato, a obra for inaugurada.

Drones Elevam a Precisão da Manutenção da Celesc

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 06:10

A Celesc deu mais um passo na modernização do sistema elétrico ao investir cerca de R$ 1 milhão na compra de 21 drones destinados à manutenção preventiva e preditiva. Os equipamentos serão distribuídos entre regionais e unidades estratégicas, ampliando o alcance das inspeções.

O uso de câmeras térmicas permite identificar pontos de falha antes que se tornem interrupções, trazendo diagnósticos mais rápidos e aumentando a confiabilidade do fornecimento. Além disso, a tecnologia reduz a exposição de profissionais a áreas de risco.

Para a diretoria da Celesc, o recurso representa ganho direto em eficiência, precisão e segurança. A iniciativa inclui treinamento regulamentado pela Anac e reforça o compromisso da companhia com inovação e qualidade no serviço prestado.

Corrida Contra o Relógio na Unesc

 personJoão Paulo Messer
access_time27/01/2026 - 12:10

Os candidatos às bolsas integrais do Programa Universidade Gratuita têm até as 19h desta terça-feira (27) para finalizar as duas etapas obrigatórias de inscrição na Unesc. O alerta é claro: perder qualquer uma delas significa ficar fora do processo.

A iniciativa do Governo de Santa Catarina reforça o papel das universidades comunitárias na democratização do acesso ao ensino superior. Para participar, o estudante deve atender aos critérios socioeconômicos, com renda familiar de até quatro salários mínimos por pessoa, patrimônio inferior a R$ 1,5 milhão e vínculo comprovado com o estado.

O primeiro passo é o cadastro no sistema da Secretaria de Estado da Educação. Em seguida, toda a documentação precisa ser enviada no sistema da Unesc, onde ocorre a validação final.

A instituição orienta atenção redobrada aos comprovantes e alertas do edital, já que anexos incorretos ou dados incompletos podem resultar na exclusão automática.

Com ajustes recentes no programa, o governo endureceu regras para ampliar transparência e controle, incluindo a proibição de ingresso de quem já concluiu graduação com bolsa integral.

O atendimento na Unesc segue até as 19h, prazo limite para garantir a inscrição no sistema estadual – etapa sem a qual o candidato não entra no processo.