Notícias em destaque

  TUDO A VER: Antiguidades e Inteligência Artificial foram os assuntos desta sexta-feira

commentJornalismo access_time16/10/2026 18:30

Natália Chaves recebeu Edu Barato e Fernando Ferreira

De virada, ACF Futsal garante vaga na semifinal da Copa SC

commentEsporte access_time15/10/2026 20:47

Briga por vaga na final será contra a Chapecoense Futsal

Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

commentCriciúma EC access_time16/10/2026 10:30

O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

MAIS FORTE DO QUE NUNCA

access_time31/10/2018 - 01:01

Eduardo Moreira não disputou a vaga de candidato a governador dentro do MDB para não gerar um debate radical. Cedeu para dar consenso. Antes tentou em sua cidade (Criciúma) o aval que julgava fundamental para apresentar-se no partido. Não forçou e ao natural o movimento pelo governador do sul não foi compreendido. Ele compreendeu que a combinação dos fatos sugeria outro caminho. O que lá atrás parecia uma sucessão de derrotas constituiu-se numa grande vitória do governador, que revela ser de várias vidas na política. Quem não lembra quando após a eleição de prefeito em 2000 era dado como “carta fora do baralho”. Voltou mais forte do que nunca. Desta vez a sucessão de fatos lhe põe como o emedebista que caiu de pé e abre perspectivas que podem fazê-lo mudar os planos da aposentadoria. Os três primeiros dias da transição lhe colocam como conselheiro do novo governador. Dos grandes caciques da política Eduardo foi o único que não perdeu. Ele já é o maior nome do Sul na política.

NA ASSEMBLEIA
Pode se creditar na conta coletiva do movimento que vai eleger o presidente da Assembleia Legislativa do Estado parcela relativa ao deputado governador Eduardo Moreira. Foi ele quem untou com a benção emedebista o então conselheiro do Tribunal de Justiça, Júlio Garcia, para aparar arestas que mantivessem PSD e MDB juntos. A barreira foi Gelson Merísio que agora perdeu a eleição e está fora da Assembleia que deve ter Júlio Garcia como principal líder.

CONTRAMÃO
Primeiro o governo de Criciúma barrou os alunos de outros municípios nas suas escolas municipais. Deu polêmica e ontem a situação começou a ser revertida. Difícil entender porque o acordo encontrado ontem, viabilizando a manutenção das matrículas, não foi experimentado antes. Primeiro houve a ordem, o desgaste, a indignação da comunidade e por fim a solução. Era só começar pelo fim.

OUTROS CASOS
Essa polêmica da restrição ao atendimento de pessoas de outros municípios não é de hoje e os gestores, na contramão da lógica, insistem em apelar para a solução mais cômoda. Isso já acontece no caso da saúde, agora na educação e amanhã em outros como é o caso da Infraestrutura, onde já existem alguns acordos, como o que Criciúma fez com Siderópolis. É mais do que momento para que a região se pense como região.

MOVIMENTO
O criciumense Sérgio Fernandes, Cabeça, está buscando a opinião e apoio de amigos e pessoas que conhecem o cirurgião dentista Júlio Lopes sugerindo o seu nome para um cargo estratégico no governo do Comandante Moisés. Seria na área de Turismo, Esporte ou Cultura. Não necessariamente na condição de Secretário, mas a defesa é que o seu talento não pode ser desperdiçado.

DIA DE FINADOS EM PAZ
Este deve ser um Dia de Finados com menos polêmica do que o próximo. Até 2019 deve estar valendo a nova gestão administrativa dos quatro maiores cemitérios de Criciúma. A Somatem, que está desde 1999 a frente da gerência dos cemitérios do bairro São Luiz, Rio Maina, Brasília e Sangão está saindo. A concessão termina apenas em 2023, mas o falecimento do proprietário da empresa em 2010 fez mudar algumas coisas na empresa. É provável que o governo não encontre tão facilmente uma empresa para assumir o serviço em cemitérios lotados. Se a própria administração municipal assumir este papel as dificuldades são velhas conhecidas.

POLÊMICA Dois deputados estaduais eleitos pelo PSL em Santa Catarina geraram polêmica nesta semana. Ana Campagnolo, de Itajaí por oferecer um número de telefone para receber vídeos de professores que fizessem manifestação política em sala de aula. Jessé Lopes, de Criciúma, por fazer uma postagem no facebook sobre uma lei na Rússia, que proibe pessoas do mesmo sexo se beijando em público.

NÃO ESQUECE Basta surgir qualquer polêmica para o assunto Casan e Agesan caírem no esquecimento na Câmara de Criciúma. De repente o assunto saiu de pauta de novo. Já tivemos vereador prometendo que agora sim era o fim da intolerância. Será?

TURISMO Teria havido um movimento de bastidores nos setores de Cultura, Esporte e Turismo para não votar no candidato Gelson Merísio, quando num dos debates o candidato esquivou-se da pergunta feita pelo Comandante Moisés sobre a possibilidade de extinção da Secretaria que cuida destes setores.

PROPOSTA Gelson Merísio tinha como alvo o fortalecimento da Santur e ao se referir ao turismo insistia com a tese de que ele se fortalece com a iniciativa privada, cabendo ao Estado melhorar a Segurança, item que pesa cada vez mais na escolha dos destinos turísticos.

MUITA FARDA Entre os funcionários públicos na capital um dos principais temores é que haja uma verdadeira “invasão” de servidores fardados em cargos de confiança. Isso é tão significativo que existe um movimento carinhosamente chamado “civilizatório”.


EDITORIAL: Muito jogo truncado, pouca proposta e nenhum vencedor.

 personJoão Paulo Messer
access_time19/10/2026 - 07:30

A reta final das eleições virou aquele clássico arrastado de fim de temporada, em que os dois times entram em campo mais preocupados em não perder do que propriamente em vencer. Um Gre-Nal de nervos à flor da pele, com dois adversários de alta rejeição, muitas caneladas, faltas desnecessárias e balões para todos os lados. Futebol de pouca inspiração e muita confusão.

O juiz parece embriagado. Faz de conta que não vê metade do que acontece, deixa a partida correr e, em alguns lances, nem disfarça para quem está torcendo. O apito, que deveria impor equilíbrio, parece fazer parte do espetáculo.

Em qualquer clássico, o fator local costuma fazer diferença. Mas, neste estádio eleitoral, há uma particularidade: as arquibancadas estão mais ocupadas por quem torce contra o adversário do que por quem acredita no próprio time. É a rejeição ocupando o lugar da preferência.

No Gre-Nal de ontem, digo, no debate, as oportunidades de gol terminaram no mais absoluto empate. Flávio Bolsonaro chegou a acertar a trave ao trazer à tona o tema de Roberta Lusinguer, mas se atrapalhou na defesa quando ficou sem resposta sobre o dinheiro de Vorcaro. Atacou bem em um lance e deixou a zaga completamente descoberta no seguinte.

Do outro lado, Lula também não apresentou futebol de campeão. Quase marcou um gol contra ao chamar o carioca de malandro e demorou para reorganizar o esquema tático depois do susto provocado pela primeira bola na trave. Teve a posse da palavra, mas nem sempre soube o que fazer com ela.

O resultado é um confronto de muitos ataques pessoais, poucas propostas e quase nenhuma jogada capaz de entusiasmar a torcida. Dois candidatos tentando explorar as fraquezas do adversário, sem conseguir transformar as próprias virtudes em vantagem no placar.

A sensação é de que ninguém conseguiu sair na frente. E, quando falta futebol dentro de campo, resta convocar as torcidas para decidir no grito.

A prorrogação já tem data marcada. No próximo domingo, o eleitor será chamado a dar o apito final. E há uma diferença fundamental entre o futebol e a política: no estádio, um jogo ruim termina em 90 minutos. Nas urnas, o resultado fica por quatro anos.

EDITORIAL: Na reta final do segundo turno, promessas se multiplicam e desafiam a confiança do eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time16/10/2026 - 08:00

Fecha mais uma semana. Uma semana cheia, intensa, marcada pelo avanço da campanha eleitoral. Na próxima, o Brasil estará diante de uma decisão que vai definir os rumos do país pelos próximos quatro anos. É o segundo turno da eleição presidencial. A escolha do presidente da República Federativa do Brasil. Ó Pátria Amada, Brasil! Que escolha temos pela frente?

E quantas promessas surgiram nestes últimos dias! De repente, tudo parece possível. Segurança pública mais rigorosa, redução da maioridade penal, inclusive defendida por quem até então sustentava posição contrária. Redução da jornada de trabalho, mudanças na escala 6x1 e mais tempo de descanso para o trabalhador.

As apostas esportivas, as chamadas bets, também entraram no centro do debate. A regulação econômica ganhou novos discursos. No campo internacional, reaparecem compromissos de aprofundamento das relações comerciais. E até o corte expressivo de gastos públicos, assunto pouco explorado anteriormente, passou a ocupar espaço de destaque nas propostas.

Não para por aí. Surgem promessas de ampliação de benefícios, aumento de limites para os MEIs, transporte coletivo gratuito aos domingos e manutenção dos programas sociais. Bolsa Família, Bolsa Isso, Bolsa Aquilo. Tudo está no radar. Tudo cabe na propaganda eleitoral dos candidatos que disputam a corrida final.

O que chama a atenção não é apenas a quantidade de promessas, mas a velocidade com que algumas posições mudam. Propostas antes rejeitadas agora são defendidas. Assuntos até então esquecidos ganham prioridade. O discurso se ajusta conforme a proximidade das urnas.

E o eleitor? Até aqui, muitos brasileiros pareciam saber apenas o que não queriam. Agora, precisam se debruçar sobre aquilo que desejam para o país. Ou, melhor, sobre aquilo que acreditam ser possível realizar em um novo Brasil.

A questão não está apenas em escolher entre dois candidatos. Está em distinguir promessa de compromisso, discurso de realidade e intenção de capacidade para governar. Afinal, a campanha termina, mas os problemas brasileiros permanecem.

O Brasil precisa de escolhas responsáveis. E o eleitor, mais do que nunca, precisa avaliar o que é possível cumprir depois que as urnas forem fechadas.

Eita eleiçãozinha dura essa!

EDITORIAL: Que escala que nada; que descanso que nada. Professor vive o tempo todo ensinando

 personJoão Paulo Messer
access_time15/10/2026 - 07:25

Em um dia em que se trata de escala seis por um, deixa eu tomar por exemplo a efeméride mais importante deste 15 de outubro. Sim, hoje temos que falar muito além da escala seis por um. Falar da escala dos professores. Hoje é o Dia do Professor.

Hoje, 15 de outubro, não é só mais um dia qualquer no calendário: é o dia de olhar no olho e agradecer do fundo do coração a quem dedica a vida a formar gente. Ser professor é ter uma paciência infinita, um coração gigante e uma coragem de dar inveja, transformando qualquer cantinho de sala num lugar cheio de esperança e descoberta.

Os professores são os bastidores de todas as vitórias que a gente conquista na vida. São os primeiros a botar fé quando nem a gente mesmo acredita no nosso potencial. Naquela explicação paciente, no cuidado com cada dúvida e na palavra amiga nos momentos difíceis, dá para ver o quanto os professores torcem de verdade pelo nosso futuro.

A gente sabe que a rotina não é fácil, mas a vontade de ensinar e de ver o outro crescer sempre fala mais alto do que qualquer obstáculo. Educar vai muito além de passar matéria ou dar nota. Ensinar a pensar por conta própria, a respeitar os outros e a ter coragem para sonhar alto é fruto deste trabalho.

Um bom professor deixa uma marca tão profunda na gente que os anos passam, mas aquela lição de vida continua ali, bem viva na memória.

O professor ensina a gente a olhar o mundo com outros olhos, a questionar o que está errado e a acreditar que dá, sim, para ir muito mais longe. Quantas vezes um conselho carinhoso ou aquele "você consegue", na hora certa, foram o empurrãozinho que faltava para alguém não jogar a toalha?

O carinho e o esforço de um professor não param na sala de aula, vão longe, atravessam anos e mudam para sempre a história de tantas famílias. Mesmo quando as coisas ficam pesadas, a paixão pelo que o professor faz brilha forte e mostra o valor inestimável de quem escolheu educar com o coração.

Cada noite mal dormida preparando aula, cada prova corrigida com atenção e cada sorriso ao ver um aluno se dar bem carregam um amor imenso.

O professor não ensina só matérias, ensina a gente a ser ?ser humano?, a ter empatia e a encarar a vida de cabeça erguida. Hoje, o nosso "muito obrigado" vem carregado de emoção e de uma gratidão imensa por tudo o que doam todos os dias.

Que o mundo aprenda de uma vez por todas a valorizar, respeitar e dar o devido carinho a quem constrói o nosso amanhã. Professores são os heróis da vida real, gente de carne e osso que faz a diferença de verdade e deixa o mundo muito mais bonito.

Obrigado por dividirem tudo o que sabem sem pedir nada em troca e por mostrarem que o afeto e a educação podem mudar qualquer realidade. Que a alegria de ver o brilho no olho de cada aluno recompense cada esforço dessa caminhada tão bonita e desafiadora.

A cada professor e professora que passou pela nossa vida e deixou um pedacinho de si, o nosso abraço mais apertado e sincero.

Um feliz Dia do Professor, cheio de carinho, a todos vocês que, com tanto amor, fazem do mundo um lugar bem mais humano e acolhedor!

EDITORIAL: CasaPronta 2026 começa nesta quarta-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time14/10/2026 - 08:10

O setor de turismo de negócios no Sul de Santa Catarina reafirma continuamente sua pujança e dinamismo, impulsionando a economia regional de forma extraordinária. Exemplo claro dessa força é o início, nesta quarta-feira, de mais uma consagrada edição da Feira CasaPronta, evento que conquistou imensa repercussão nacional.

O encontro consolidou-se muito além de uma simples feira e exposição: transformou-se em uma grande vitrine para produtos, serviços e para a identificação dos maiores players da construção, do mobiliário e da decoração. Estar presente no evento virou uma espécie de cartão de apresentação indispensável; ficar de fora significa apartar-se de um setor que cresce vertiginosamente na região, acompanhando o ritmo intenso de Santa Catarina e do Brasil.

A CasaPronta motiva, ativa e desenvolve o segmento, criando novos desafios e parâmetros para um mercado que ganhou ainda mais impulso desde a pandemia, período em que as pessoas passaram a olhar de maneira diferente para seus próprios ambientes.

Pelos pavilhões, a circulação é intensa: observam-se expositores curiosos acompanhando o crescimento e a adaptação dos concorrentes, visitantes sem intenção inicial de compra que se deixam surpreender e públicos em busca de soluções para necessidades imediatas ou futuras que a própria feira revela. Trata-se de um ambiente vibrante de circulação, animação e geração de negócios.

O Sul do estado reconhece o empenho da Nossa Casa Feiras & Eventos, organizadora da CasaPronta e da Agroponte, que conta, desde sempre, com a parceria histórica da Rádio Eldorado como emissora oficial do evento.

Começamos o dia com este convite especial para celebrar essa grande festa do empreendedorismo.

EDITORIAL: Semana começa reaquecendo o debate sobre o segundo turno da eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time13/10/2026 - 08:00

A exatamente 12 dias de uma das eleições mais acirradas da história recente, o Brasil vive o ápice de um cenário em que o Judiciário se mostra profundamente politizado e a política se torna cada vez mais judicializada. As cortes eleitorais e os tribunais superiores viraram o centro das atenções, transformando cada controvérsia em disputa de liminares, enquanto o debate de propostas reais para o país é completamente sufocado.

A corda da polarização está esticada ao máximo, criando um ambiente sufocante de incertezas e de ruído constante. O modelo de propaganda adotado pelas campanhas escancara essa guerra tática e discursiva.

De um lado, Lula adota o tom de mobilização combativa nas redes ao falar em erguer um exército, uma marinha e uma aeronáutica virtuais no WhatsApp para furar o cerco judicial e garantir alcance direto aos eleitores.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro trabalha nos bastidores e no horário eleitoral para desarmar narrativas da oposição, buscando convencer a opinião pública de que seu eventual governo não irá extinguir programas sociais ou ferramentas populares do cotidiano, como o PIX.

O jogo de poder se desenrola por meio de movimentos estratégicos e silenciosos, operando no tabuleiro político com manobras que tentam inclinar o eleitorado no detalhe.

Contudo, para quem observa o cenário do Sul do Brasil, a sensação predominante é a de um quadro eleitoral praticamente sacramentado na região.

É sob este clima de tensão-limite, em que a disputa jurídica substitui a política, que se inicia a penúltima e decisiva semana antes das urnas.

EDITORIAL: A esperança de milagre precisa ser substituída pela vigilância permanente

 personJoão Paulo Messer
access_time09/10/2026 - 07:30

Acabamos de ouvir a nova realidade do Brasil. Dura até o próximo dia 25, assim como a edição anterior e mais recente durou até domingo passado. Problemas todos resolvidos. Soluções encaminhadas. O tempo de propaganda eleitoral é o tempo de um sonho na madrugada. Quando o brasileiro acorda, os problemas continuam.
E, quando tudo isso acabar e o Brasil começar uma nova fase, a partir de janeiro do ano que vem, a obesidade moral continuará lá, exposta e incômoda, corroendo a saúde emocional e econômica do brasileiro.
Não existe Mounjaro para a crise moral. Nem Flávio nem Lula provocarão o milagre da escultura moral do Brasil. Seja quem for o vencedor, a gordura imoral só se cura com uma longa e tenebrosa dieta.
Não existe Mounjaro para a crise moral. Os problemas do Brasil estão muito além da Presidência da República. É verdade que o primeiro turno da eleição parece ter dado a esperança de que a moralidade passe a ser tratada como doença, não como um momentâneo mal-estar.
O primeiro turno é como aquele obeso que fez o diagnóstico médico, comprou os medicamentos de acompanhamento da nova fase e fez a sua inscrição, inclusive com a sua facial registrada na academia. Tudo pronto. Agora é só começar a nova fase do país. Resgatar o peso ideal. Resgatar a moralidade. Devolver aos brasileiros a segurança mínima para não sofrer um infarto fulminante.
Não existe Mounjaro para o Brasil. O remédio é bem mais duro e não se trata de alguma coisa que se compre na farmácia ou se adquira vindo do Paraguai.
Quando a eleição passar, os problemas ainda não estarão resolvidos, vença quem vencer.
Por isso, a nossa missão é vigilância o tempo todo. Cada dia de esperança perdida significará um dia a menos na luta pela recuperação da moral brasileira.

EDITORIAL: Entre o otimismo do mercado e as dores da produção

 personJoão Paulo Messer
access_time06/10/2026 - 06:50

As manchetes que estampam os portais de economia retratam um Brasil em duplo movimento, onde o entusiasmo dos números contrasta com a rotina do setor produtivo. O recorde histórico do Ibovespa e o recuo do dólar demonstram a rapidez com que os grandes capitais reagem aos novos desenhos do cenário eleitoral.

O mercado financeiro opera assim: projeta horizontes com agilidade. No entanto, a economia que bate à porta do cidadão e das empresas exige bem mais do que euforia em telas de negociação. Exige estabilidade, regras claras e previsibilidade para quem, de fato, gera riqueza.

A pauta legislativa no Senado, ao avançar sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, toca no coração da competitividade nacional. Reduzir a carga horária é um apelo social legítimo, mas não pode ocorrer à custa do sufocamento do setor produtivo ou sem um ganho real de produtividade.

Quando Brasília impõe novos custos sem contrapartidas claras, o resultado costuma ser o encarecimento da folha, a perda de competitividade das empresas regionais e a retração nas contratações formais.

Por outro lado, o país vê com otimismo as novas fronteiras energéticas na Margem Equatorial. A Petrobras demonstra a força da nossa engenharia e do potencial produtivo nacional, criando valor real para a sociedade.

Paralelamente, medidas de alívio, como o Desenrola 3.0 e o regramento das plataformas de apostas, tentam estancar feridas do endividamento doméstico. Mas o remédio definitivo para a renda não virá de paliativos ou do jogo. Virá do trabalho com segurança jurídica, responsabilidade fiscal e ambiente favorável a quem produz.

EDITORIAL: O Sul é o grande vencedor desta eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time05/10/2026 - 10:20

De novo, não temos nome na majoritária. Isso era sabido. Mas o Sul tem sete deputados estaduais e sete deputados federais.

A campanha do Voto Pelo Sul funcionou e funcionou bem.

Nunca tivemos um resultado tão expressivo em se tratando de representação na Câmara dos Deputados. Nenhuma cidade jamais conseguiu a façanha que Criciúma, sozinha, alcança: ter sete deputados federais, de diferentes perfis e correntes ideológicas. Tem direita, tem esquerda, tem centro, tem agro e tem a ponderação de um dos políticos mais experientes do Estado.

Num Estado e numa região amplamente conservadores, de direita, foi feita barba, cabelo, bigode e sem careca, como definiu ontem o comentarista Upiara Boschi.

Flávio Bolsonaro chega na frente para o segundo turno, antes mesmo de receber os votos dos candidatos que dividiram a direita.

O Brasil abre horizonte para o cenário que deseja, busca e sonha, como alternativa para reverter o quadro de um país decadente na economia, na moral, nos costumes e naquilo que é básico a uma sociedade: a segurança na Justiça.

A eleição de ampla maioria de direita no Senado Federal traz a expectativa de que os absurdos do Supremo Tribunal Federal não sejam mais tolerados e de que os ministros que, até agora, vinham brincando de casinha na mãe Joana com a pátria Brasil tomem o caminho do que preconiza a Justiça ou é melhor ir arrumando as malas.

A resposta dada nas urnas, especialmente na metade sul do Brasil, parece ter deixado claro aos novos senadores que não há mais espaço para a inoperância dos que lá estão até então.

Está começando o que eu acredito ser o último movimento antes de uma revolução social.

As urnas nos deram luz àquela expressão: agora vai ou racha.

Editorial: Movimento Voto Pelo Sul destaca a eleição de representantes da região

 personJoão Paulo Messer
access_time05/10/2026 - 06:45

O movimento Voto Pelo Sul, abraçado por entidades lideradas pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com o apoio de diversos parceiros, comemora os resultados das eleições.

Segundo os números apresentados pelo movimento, o Sul elegeu sete deputados federais, conquistando sete das 16 cadeiras de Santa Catarina na Câmara dos Deputados. Seria a maior representação já alcançada pela região. Dos sete eleitos, seis são de Criciúma.

Os deputados federais eleitos são Júlia Zanatta, Júlio Garcia, Giovana Mondardo, Geovânia de Sá, José Milton Scheffer, Ricardo Guidi e Daniel Freitas.

Para a Assembleia Legislativa, foram eleitos Clésio Salvaro, Guilherme Colombo, Jessé Lopes, Ulisses Gabriel, Pepê Colaço e Rodrigo Minotto.

O resultado é comemorado pelas entidades envolvidas no movimento como um avanço da representatividade política do Sul catarinense.

Editorial: Decisões de última hora ampliam a insegurança jurídica.

 personJoão Paulo Messer
access_time02/10/2026 - 08:00

Um episódio vergonhoso, patrocinado pelo Supremo Tribunal Federal, escancara a nossa trágica e profunda insegurança jurídica perante o próprio país.

Ao atropelar a lei, o ministro Gilmar Mendes determinou mudanças na última hora do derradeiro debate desta eleição, provocando o seu cancelamento. Não aconteceu o debate da Globo.

Já não é mais possível convivermos com essa instabilidade e com incertezas constantes. Como diz a música, isso aqui está virando a casa da mãe Joana, onde as regras do jogo são alteradas e rasgadas por quem deveria guardá-las.

Fica evidente para a nação que o Supremo já não respeita mais limites. Não há por que respeitar o Supremo.

Os togados, infelizmente, consideram-se deuses acima da lei, muito além do bom senso e de tudo aquilo que é minimamente razoável e admissível pelo povo brasileiro.

Mas o que mais lamento é observar que as grandes forças vivas do Brasil, que deveriam atuar como escudos da sociedade, estão hoje caladas e prostradas.

Instituições de peso, como o Conselho de Justiça, e digo que a própria OAB precisa gritar mais alto, e as confederações dos mais diversos setores estão, vergonhosamente, de braços cruzados diante de um grupo intocável.

O Brasil está se submetendo a quem zomba do brasileiro.

E zomba do brasileiro embolsando milhões de reais na cara dura, à luz do dia e de forma reiterada, sem qualquer tipo de pudor, com contratos, com tudo no papel.

O 8 de janeiro, por mais absurdo, irresponsável e patético que tenha sido, figura na nossa história recente como a única e triste reação brasileira.

Não é possível que a gente aceite, para sempre, sermos um inerte país de bananas.

Não é admissível que sejamos um país que tenha, em suas próprias bases, lideranças institucionais tão covardemente submissas, amedrontadas e passivas quanto as que hoje vemos sentadas e confortáveis no Senado Federal e nas mais altas representações.

Eles que deveriam, por juramento, lutar pela população.

A nossa indignação profunda é o último reduto de um povo completamente exausto, que assiste à democracia ser desfigurada e clama pela devolução do próprio país.

Editorial: O amanhã será melhor. É o que acredita a maioria dos brasileiros.

 personJoão Paulo Messer
access_time30/09/2026 - 08:10

As mais recentes pesquisas de opinião revelam um retrato intrigante da alma brasileira, segundo uma matéria do jornal Correio Braziliense. Embora as dores do presente continuem pesando sobre o orçamento das famílias, a curva das expectativas em relação ao amanhã aponta para uma vigorosa retomada do otimismo.

Curiosamente, essa esperança surge menos de uma crença nas estruturas políticas e mais de uma aposta pragmática na própria capacidade do cidadão de superar gargalos e reconstruir sua rotina.

O eleitorado demonstra amadurecimento ao enxergar com sobriedade as promessas de palanque, enquanto projeta dias melhores para a economia doméstica e para o horizonte do país. Há uma nítida demanda por responsabilidade fiscal, eficiência na gestão pública e segurança, pilares sem os quais qualquer projeção positiva se esfazela.

Esse ambiente desafia o próximo ciclo de governo a corresponder a uma população que não aceita mais diagnósticos superficiais, mas exige entregas concretas no combate à inflação e na melhoria dos serviços básicos. A mensagem captada pelos levantamentos é direta: o brasileiro deseja estabilidade para prosperar por conta própria e rejeita crises permanentes como método.

Cabe às lideranças compreender que essa confiança não é um cheque em branco, mas, sim, um voto de exigência por maturidade institucional e previsibilidade. O futuro do Brasil depende da capacidade de transformar essa esperança do povo em uma agenda real de desenvolvimento sustentável e justiça social.

Editorial: Em meio ao excesso de informação, a decisão continua nas mãos do eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time29/09/2026 - 08:00

O ato de votar é, por excelência, um exercício de soberania pessoal que não pode ser terceirizado. Conforme nos aproximamos do momento decisivo diante da urna, somos metralhados por uma tempestade constante de estímulos que tenta desviar o foco do que realmente importa.

As convicções do eleitor, frequentemente construídas ao longo de anos de observação e vivência, enfrentam um cerco sem precedentes de pressões externas e ruídos calculados.

Há muito tempo, o horário eleitoral gratuito deixou de ser um espaço confiável de apresentação de propostas, transformando-se em um espetáculo publicitário superficial. Paralelamente, o ecossistema de informações tornou-se tão complexo e polarizado que mesmo a imprensa tradicional, por vezes, mostra-se insuficiente para oferecer diagnósticos conclusivos.

Hoje, alcançar a clareza exige um esforço deliberado de acompanhamento contínuo. Afinal, vivemos uma dinâmica exaustiva em que a checagem é desmentida e o próprio desmentido passa a ser questionado, em uma espiral de contrainformações.

Diante desse cenário saturado, a filtragem rigorosa do que consumimos não é apenas uma recomendação de segurança, mas uma ferramenta de defesa da própria autonomia de pensamento. É fundamental proteger o julgamento individual contra os contágios emotivos das redes e o alarmismo passageiro, preservando a coerência com os próprios valores e princípios históricos.

Ainda assim, mesmo diante do ceticismo justificável com o processo informativo, uma certeza permanece inabalável: a centralidade absoluta do voto.

Reter o voto ou distanciar-se da urna por meio da abstenção não representa um protesto eficaz. Representa tão somente a abdicação do próprio poder. Ao renunciar à sua escolha, você autoriza terceiros a desenharem o futuro da sua comunidade e do seu país sem a sua participação.

Que a dúvida razoável sobre as fontes não se traduza em apatia democrática. Filtre os ruídos, valorize a sua trajetória e exerça com firmeza o seu direito nas urnas.

O seu voto é a sua voz principal.

Editorial: A semana decisiva para o eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time28/09/2026 - 08:00

Estamos a poucos dias de um dos momentos mais solenes da nossa vida em sociedade: o dia de ir às urnas. O voto não é um simples ato burocrático, mas a ferramenta mais poderosa de uma democracia, um direito conquistado à custa de muita história e que jamais pode ser desperdiçado.

Chegamos à semana decisiva, aquele instante em que o barulho das campanhas deve dar lugar à sobriedade da escolha individual.

Diante da responsabilidade de digitar seis votos, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente, a preparação torna-se indispensável. Trata-se de uma jornada extensa dentro da cabine, com muitos números a memorizar. Por isso, vale reservar alguns minutos destes últimos dias para pesquisar a trajetória dos candidatos e preparar a tradicional ?colinha? em papel.

Mais do que preencher espaços, esse exercício de informação protege o cidadão contra promessas enganosas e pressões externas que tentam interferir em convicções construídas com maturidade.

Lembre-se, acima de tudo, de que o voto é uma decisão estritamente pessoal e inviolavelmente sigilosa. No isolamento da urna, ninguém tem como saber a sua escolha. Essa garantia de liberdade assegura que apenas a sua consciência guiará sua decisão.

Votar com consciência nesta reta final é a forma de buscarmos um futuro alinhado aos nossos valores e às expectativas coletivas.

O fato novo na eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time26/09/2026 - 16:16

O sábado que conta uma semana para a eleição trás um cenário novo no jogo político para o gverno do estado. O governador Jorginho Mello deixou de comparecer ao debate promovido pela NDTV, apeasar de manter confirmação até a última hora. No mesmo dia um vídeo de João Rodrigues reagindo à peça de propaganda eleitroal na TV, que resgata o fato dele ter sido preso pode mexer no emocional de alguns eleitores. A dúvida é sobre qual é o tamanho deste fato para o eleitorado.

Joginho Mello segue liderando as pesquisas com indicativo de vitória no primeiro turno, João Rodrigues e Gelson Merísio não reagem como se esperava na reta final e só um fato muito forte pode alterar este cenário.

O que passou a se questionar nos bastidores da política é até onde a ausência de Jorginho de mais um debate pode colcoá-lo com a pecha de covardia, ou algum adjetivo deste tipo, já que em tempos de eleições tudo é interpretado no radical.

A mesma interpretação vale para o que João Rodrigues alega ter sido jogo baixo de Jorginho ao explorar a prisão que o próprio governador atual defendeu na época como uma grande injustiça.

Assim, fatos para mexer com os números há, o que não há é a percepção de que o eleitor esteja interessado nesta eleição. Tudo parece muito inerte e o eleitor distante de fatos que mexem sim no meio daqueles que já tem voto definido.

Jorginho volta ao comando do Estado em meio às chuvas

 personJoão Paulo Messer
access_time22/09/2026 - 06:10

O governador Jorginho Mello reassumiu o Governo de Santa Catarina na noite desta segunda-feira (21), após as fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do Estado.

Licenciado desde 30 de agosto para se dedicar à campanha eleitoral, ele antecipou o retorno diante dos estragos e da mobilização dos órgãos estaduais.

A Defesa Civil e as forças de segurança concentram os trabalhos no atendimento aos municípios e às famílias atingidas.

As ações incluem assistência, distribuição de itens de primeira necessidade e suporte às áreas afetadas.

Nesta terça-feira (22), Jorginho e integrantes do governo devem acompanhar pessoalmente a situação nas regiões atingidas.

A mudança de agenda também levou ao cancelamento de sua participação no debate da ACAERT, marcado para as 9h, em Florianópolis.

Em nota, o governador justificou a ausência pela necessidade de acompanhar as operações de resposta.

O retorno ao cargo ocorre em meio à mobilização estadual para enfrentar os efeitos das chuvas.