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  TUDO A VER: Fim da escala 6x1 e concurso de logomarca foram os assuntos desta quarta-feira

commentJornalismo access_time21/10/2026 18:30

Natália Chaves recebeu Rodrigo Custódio de Medeiros, Rodrigo Otávio Goncho, Patrícia Mariano e Dilvania Ramos

Estadual de 2027 pode ter pontos corridos e jogos únicos na semifinal e na decisão

commentEsporte access_time21/10/2026 21:04

Campeonato Catarinense deve iniciar no dia 10 de janeiro

Com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Yuri Tanque mira acesso acesso direto à Série A pelo Criciúma

commentCriciúma EC access_time20/10/2026 17:47

Atuando em todas as partidas desde a sua estreia pelo Tigre, atacante busca ajudar equipe a alcançar as duas primeiras colocações, que garantem vaga direta na elite nacional em 2027

DEMITIDO DUAS VEZES

access_time23/11/2018 - 00:23

A saída do presidente da Fundação Cultural de Criciúma, Serginho Zapellini foi uma sucessão de erros. Primeiro porque lhe faltou assessoria no caso da escultura que foi o estopim. Os mesmos que agora lamentam a sua saída não o avisaram da polêmica, pois ele nem ficou sabendo da exposição, e quando soube agiu, mas ai já era tarde. O governo errou ao aconselha-lo a pedir demissão. Como não pediu – e neste caso Serginho acertou – foi demitido com prazo de validade. Novo erro do governo. Neste momento Serginho errou porque deveria ter saído logo. O que nasceu errado só poderia terminar errado. Todos erraram e perderam.

UM E OUTRO
O professor Sandro Araújo ficou sabendo pela imprensa que seria substituído na Fundação Municipal de Esportes, mas silenciou. Serginho Zapellini ficou sabendo na antessala do gabinete do prefeito que seria substituído e saiu dizendo pelo rádio o que pensava. Os dois foram “descartados” e ambos queriam ficar.

O ECO
Sandro Araújo não “botou a boca no trombone” pela fidelidade e amizade que tem com pessoas do governo. Serginho Zapellini apenas disse o que pensava com a mesma certeza de que aquilo não teria impacto como pensou que o episódio da escultura “do pinto” também não teria impacto. Pensou errado e pagou pela ausência de malandragem.

ISSO É FATO
No governo a avaliação de ambos não é das melhores. Acontece que o tipo de liderança que o prefeito entenda ser o certo é a de captador de recursos e que faça muito sem reclamar a falta destes recursos. Para o governo, tanto Sandro como Serginho são ótimos, não para o papel que vinham ocupando.

ERRAR DE NOVO
Serginho Zapellini envolve-se ao máximo com o que faz e ontem, mesmo após ser demitido “pela segunda vez” falava em continuar ajudando se necessário no anonimato. Ele organizou o Natal na praça, por exemplo, e parece acreditar em papai-noel, quer dizer, que pode continuar ajudando e que será reconhecido por isso.

VAI KAMINSKI
O aconselhamento jurídico para o vereador Júlio Kaminski é que pode deixar o PSDB sem medo de perder a vaga de vereador, mesmo que alguém entre na Justiça pedindo a vaga. Existe jurisprudência dizendo que nos casos em que o partido registrar em ata a liberação, ela se torna uma credencial que descarta interpretação de infidelidade.

A JOGADA
O que pode haver por trás da decisão do PSDB em liberar o vereador Júlio Kaminski para deixar o partido é a intenção do prefeito de tê-lo como adversário nas próximas eleições. Clésio Salvaro sempre foi hábil em conduzir o processo eleitoral a ponto de definir no jogo quem disputa como aliado e quem vem como adversário.

PELO DITO
O PSDB deu ao vereador Júlio Kaminski uma arma com potencial de liberá-lo sem o risco de alguém pedir o seu mandato. A presidente do partido, Roseli De Lucca Pizzolo admitiu no rádio que a decisão foi provocada pela dificuldade do partido com Kaminski. Assim sua assessoria jurídica tem novo argumento de “maus tratos” políticos.

O PORTAL
O governo de Nova Veneza inaugura hoje o portal de acesso ao município construído na chegada do distrito do Caravággio. A obra acontece com verbas do Ministério do Turismo destinadas pelo deputado federal Esperidião Amin atendendo apelo de progressistas do Caravággio como Genésio Spillere e o prefeito da época, Evando gava (PP). O casal Amin e Spillere visitam o prefeito ontem.

VAI BOTANDO NA CONTA
Decisão da Justiça, ontem, obrigado o Estado a começar a pagar já no próximo ano dívida de R$ 81 milhões que tem com as prefeituras por conta de verbas da saúde. O pagamento será feito em 35 parcelas e inicia em março. Isso é dinheiro para custear o Programa Saúde da Família, que até então tem recursos apenas dos municípios e União. O Estado sabia que um dia teria que pagar estes valores. Ontem a audiência fechou com acordo. Esta é mais uma bomba solta no colo do futuro governador. A falta de pagamento acarretará em sequestro do valor necessário das contas do governo.

FALTOU MIGUEL Ontem se concretizou a eleição do Sebrae, processo em que o governador Eduardo Moreira acabou surpreendido, pois tinha um acordo para escalar em um dos cargos estratégicos o seu fiel escudeiro Miguel Ximenes. Acontece que o acordo firmado no gabinete do governador não foi honrado pelos empresários envolvidos.

A CAUSA Se bem apurado o governador saberá que sua derrota foi uma resposta articulada no setor empresarial porque começou articulando de um lado e terminou de outro, mas perdeu pela reação da terceira via. Havia três segmentos.

A DISPUTA Esta disputa de ontem para o comando do Sebrae, assim como nos casos de federações da indústria e do comércio, principalmente, se trata de uma verdadeira guerra pois fala-se de muito dinheiro gestado por elas. É o dinheiro do chamado Sistema “S”, recurso que sai da folha de pagamento.

OS RECURSOS Só para ter uma ideia do tamanho da importância destas disputas, a FIESC recebe cerca de R$ 1 bilhão todos os anos. A Fecomércio em torno de R$ 350 milhões. Aqui, na ponta de linha, conhecemos a aplicação destes recursos através de órgãos como Sesi, Senai. Senac, Sebrae e outros.

PULA-PULA Não é só o vereador Júlio Kaminski (PSD) que estaria prestes a mudar de partido. Há outros, mas o momento é considerado inapropriado para troca de siglas, pois a mudança na legislação eleitoral pode fazer com que os que deixarem o seu “quadrado” agora, podem cair no mesmo “quadrado” lá na frente em virtude das fusões que devem ocorrer.

SEVERINO O Secretário de Governo, Arleu da Silveira é quem assume interina e cumulativamente a presidência da Fundação Municipal de Cultural de Criciúma. É assim sempre que o prefeito necessita de alguém. Por isso carinhosamente ele é chamado de “Severino quebra galho”, numa referência a um personagem de programa de humor da televisão.

AFINAÇÃO São poucos do governo de Criciúma que tem a sintonia perfeita com o prefeito Clésio Salvaro. Arleu da Silveira é sem dúvida o mais afinado.

FRASE DO DIA
“Não foi nada em função da escultura. Isso já vinha sendo avolumado em função da minha briga pela cultura de Criciúma. Acho que esse evento da escultura é apenas um pretexto para que eu pudesse ser mandato embora.”
Serginho Zapellini, ao comentar a sua saída na rádio Eldorado, ontem pela manhã. Este teria sido o momento em que o prefeito decidiu abreviar a permanência dele no cargo.


Editorial: A semana decisiva para o eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time28/09/2026 - 08:00

Estamos a poucos dias de um dos momentos mais solenes da nossa vida em sociedade: o dia de ir às urnas. O voto não é um simples ato burocrático, mas a ferramenta mais poderosa de uma democracia, um direito conquistado à custa de muita história e que jamais pode ser desperdiçado.

Chegamos à semana decisiva, aquele instante em que o barulho das campanhas deve dar lugar à sobriedade da escolha individual.

Diante da responsabilidade de digitar seis votos, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente, a preparação torna-se indispensável. Trata-se de uma jornada extensa dentro da cabine, com muitos números a memorizar. Por isso, vale reservar alguns minutos destes últimos dias para pesquisar a trajetória dos candidatos e preparar a tradicional ?colinha? em papel.

Mais do que preencher espaços, esse exercício de informação protege o cidadão contra promessas enganosas e pressões externas que tentam interferir em convicções construídas com maturidade.

Lembre-se, acima de tudo, de que o voto é uma decisão estritamente pessoal e inviolavelmente sigilosa. No isolamento da urna, ninguém tem como saber a sua escolha. Essa garantia de liberdade assegura que apenas a sua consciência guiará sua decisão.

Votar com consciência nesta reta final é a forma de buscarmos um futuro alinhado aos nossos valores e às expectativas coletivas.

O fato novo na eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time26/09/2026 - 16:16

O sábado que conta uma semana para a eleição trás um cenário novo no jogo político para o gverno do estado. O governador Jorginho Mello deixou de comparecer ao debate promovido pela NDTV, apeasar de manter confirmação até a última hora. No mesmo dia um vídeo de João Rodrigues reagindo à peça de propaganda eleitroal na TV, que resgata o fato dele ter sido preso pode mexer no emocional de alguns eleitores. A dúvida é sobre qual é o tamanho deste fato para o eleitorado.

Joginho Mello segue liderando as pesquisas com indicativo de vitória no primeiro turno, João Rodrigues e Gelson Merísio não reagem como se esperava na reta final e só um fato muito forte pode alterar este cenário.

O que passou a se questionar nos bastidores da política é até onde a ausência de Jorginho de mais um debate pode colcoá-lo com a pecha de covardia, ou algum adjetivo deste tipo, já que em tempos de eleições tudo é interpretado no radical.

A mesma interpretação vale para o que João Rodrigues alega ter sido jogo baixo de Jorginho ao explorar a prisão que o próprio governador atual defendeu na época como uma grande injustiça.

Assim, fatos para mexer com os números há, o que não há é a percepção de que o eleitor esteja interessado nesta eleição. Tudo parece muito inerte e o eleitor distante de fatos que mexem sim no meio daqueles que já tem voto definido.

Jorginho volta ao comando do Estado em meio às chuvas

 personJoão Paulo Messer
access_time22/09/2026 - 06:10

O governador Jorginho Mello reassumiu o Governo de Santa Catarina na noite desta segunda-feira (21), após as fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do Estado.

Licenciado desde 30 de agosto para se dedicar à campanha eleitoral, ele antecipou o retorno diante dos estragos e da mobilização dos órgãos estaduais.

A Defesa Civil e as forças de segurança concentram os trabalhos no atendimento aos municípios e às famílias atingidas.

As ações incluem assistência, distribuição de itens de primeira necessidade e suporte às áreas afetadas.

Nesta terça-feira (22), Jorginho e integrantes do governo devem acompanhar pessoalmente a situação nas regiões atingidas.

A mudança de agenda também levou ao cancelamento de sua participação no debate da ACAERT, marcado para as 9h, em Florianópolis.

Em nota, o governador justificou a ausência pela necessidade de acompanhar as operações de resposta.

O retorno ao cargo ocorre em meio à mobilização estadual para enfrentar os efeitos das chuvas.

Editorial: Campanha entra na reta final com ataques em alta e propostas em baixa

 personJoão Paulo Messer
access_time21/09/2026 - 08:00

Faltam exatos 13 dias para que mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar possam ir às urnas e decidir os rumos do país para os próximos quatro anos.

Pode parecer um pouco poético ou até rebuscado, mas é a verdade. Estamos diante de um dos momentos mais importantes da democracia.

A esta altura, deveríamos estar discutindo diretrizes, metas e caminhos para áreas essenciais, como saneamento, transição energética, saúde pública, educação e desenvolvimento econômico.

No entanto, o que tomou conta do dia a dia e do horário eleitoral é um estarrecedor e ensurdecedor vazio de ideias. A campanha transformou boa parte da discussão pública em uma sucessão de ataques e provocações.

A arena política está ocupada por confrontos pessoais, rivalidades inflamadas pelas redes sociais, memes produzidos para gerar repercussão e cortes de vídeos descontextualizados, quase sempre destinados a alimentar a polarização.

Planos de governo e soluções concretas para os problemas que sufocam o país aparecem pouco. Até aqui, nenhuma discussão realmente consistente ganhou o espaço que merece.

É revoltante constatar o pouco espaço reservado às questões que interessam diretamente ao cidadão. Parece existir uma lógica entre os postulantes ao poder: quanto menos se discute o futuro, menor a necessidade de explicar como enfrentar os desafios do presente.

Prefere-se a cortina de fumaça das pautas morais, das acusações e das ofensas entre adversários. Enquanto isso, pouco se explica sobre como financiar a saúde sem comprometer o orçamento, de onde virão os recursos para enfrentar os problemas da educação básica ou qual será o projeto de desenvolvimento sustentável para o país.

Votar não pode se transformar em um exercício de adivinhação ou, pior, de resignação. O eleitor precisa conhecer prioridades e caminhos para fazer sua própria escolha.

Não é razoável aceitar a mediocridade da discussão política em um momento tão importante para o Brasil.

A eleição está chegando. Restam esta semana e a próxima antes de irmos às urnas, no dia 4 de outubro.

Em meio a tanto barulho, o que mais chama a atenção é justamente o silêncio das ideias.

OAB precisa agir. Indignação não basta

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2026 - 11:11

Aconteceu nesta semana em Criciúma, como de resto nas principais cidades de Santa Catarina, e em várias outras de pelo menos 14 estados brasileiros, um ato relacionado ao dito ?Manifesto pelo Estado de Direito?. Reação liderada pela classe dos advogados ao lamentável cenário desenhado pelos absurdos entregues ao povo brasileiro pelo Supremo Tribunal Federal.

E vou dizer que este evento precisa ser ampliado e que não pode se restringir a ocasiões apenas com demonstração de indignação. Indignação da OAB e de várias outras forças públicas que se associam a ele, agora.

De nada valerão estes movimentos ? em nada ajudarão estes eventos ? e digo principalmente: em nada valerão à instituição que representa a célula menor da Justiça, que são os advogados, se ele não gerar resultado prático. Não tem mais como suportar que a indignação seja o último ponto de parada nesta reação. Ouvir de ministros, como ouvimos, em plena sessão do STF, referências a compras de sentença. Ouvimos falas como as que admitem que nunca no país a corrupção esteve tão presente nos tribunais.

Ouvir isso de ministros do STF, quando a sociedade toda brasileira fala por todas as suas vozes que o Judiciário faliu, precisa ser forte o suficiente para que a OAB se erga, junto com magistrados de menor escala, como juízes de comarca ou de outros tribunais, para colocar um basta nisso. Porque do Senado Federal, que é quem poderia fazer alguma coisa de fato, não se pode esperar nada, e isso já vimos há um bom tempo. O Senado é hoje a representação do Parlamento brasileiro que se pode classificar como uma classe do rabo preso. Infelizmente, os que têm ficha limpa e que estão reagindo são minoria.

Para não sair da nossa comarca e falar do resto do país, mas me dirigir para o nosso redor, quero lembrar o quanto a categoria se indignou recentemente quando um vereador foi infeliz numa fala da tribuna da Câmara de Criciúma. Ali houve reação e consequência. Agora eu gostaria de ver a mesma reação ?com consequência? e não apenas reação como um ato de indignação. Porque senão tem gente que vai dizer que só há consequência quando o alvo da indignação for um humilde vereador que diz o que não deveria, mas que pode encontrar eco se a força dos soldados da Justiça não se mostrar forte como forte é, e precisa ser.

Editorial: tradição e renovação sustentam empresas através das gerações

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2026 - 07:40

Empreendedorismo é, antes de tudo, acreditar. Acreditar em uma ideia, em um negócio e, principalmente, nas pessoas.

O setor de postos de combustíveis é um bom exemplo dessa capacidade de empreender. São negócios que exigem investimento, trabalho, atenção e muita gestão. Mas existe algo ainda mais especial quando essa trajetória é construída em família.

Uma empresa familiar carrega mais do que um CNPJ. Carrega história, nome, reputação e sonhos. E, quando chega o momento da sucessão, surge um desafio importante: como preservar aquilo que deu certo sem deixar de acompanhar os novos tempos?

A resposta passa pela capacidade de unir tradição e inovação. É preciso respeitar as raízes e, ao mesmo tempo, ter coragem para renovar. Ouvir quem começou, valorizar a experiência acumulada e abrir espaço para quem chega com novas ideias.

Quando bem conduzida, a sucessão familiar não representa apenas uma troca de comando. É a continuidade de um propósito, com a transmissão de experiência, valores e responsabilidades entre gerações.

No setor de postos, isso ganha um significado ainda maior. Afinal, um posto não oferece apenas combustível. Oferece atendimento, conveniência, relacionamento e, acima de tudo, confiança.

Em muitos casos, o cliente é recebido pelo mesmo nome de família há décadas. Essa relação construída ao longo do tempo tem um valor que vai além dos números: a credibilidade conquistada diariamente.

São empresas que atravessaram gerações, acompanharam o crescimento das cidades, as mudanças nas estradas e as transformações nos hábitos dos consumidores sem perder a própria essência.

Isso também é empreendedorismo: ter visão de futuro sem esquecer as próprias origens. É transformar trabalho em patrimônio e patrimônio em legado.

Aos empreendedores do setor de postos de combustíveis, nosso reconhecimento. E às famílias que encontram na sucessão uma forma de preservar sua história, nossa saudação.

Porque manter uma tradição viva, geração após geração, também é uma grande forma de empreender.

Editorial do rádio trocou o peso das informações por uma saudação de animação

 personJoão Paulo Messer
access_time17/09/2026 - 08:20

Viver no Brasil é equilibrar, diariamente, a esperança e o cansaço. Enfrentamos desafios estruturais, crises financeiras e incertezas que muitas vezes pesam sobre os ombros e nos fazem duvidar do amanhã. No entanto, reduzir nossa existência apenas às dificuldades do país é abrir mão de um dos nossos bens mais preciosos: o tempo presente.

A história não para enquanto esperamos que o cenário ao redor melhore. A vida continua acontecendo no intervalo entre um problema e outro. Superar os obstáculos diários exige coragem, mas viver plenamente exige ainda mais disposição.

Encontre motivos para sorrir nos pequenos detalhes: na risada com quem você ama, no café quente pela manhã e nos projetos que renovam suas forças.

O nosso país tem problemas profundos, mas você não precisa congelar seus sonhos à espera de um cenário perfeito que talvez nunca chegue. Ocupe os espaços, busque o que lhe faz bem, ame sem reservas e lute por dias melhores, sem abrir mão da alegria de hoje.

Resistir também é aprender a prosperar e a celebrar a própria jornada, mesmo em tempos de incerteza. A sua felicidade não pode ser refém do caos.

Viva com intensidade, porque a vida acontece agora, apesar de tudo.

Editorial: O STF sugere o nariz de palhaço. À luta.

 personJoão Paulo Messer
access_time16/09/2026 - 08:00

Bom dia, trabalhadores deste país! Um excelente dia para você que levantou do amado colchão antes das seis da manhã, tomou aquele café passado meio correndo e já encarou o transporte público ou o trânsito travado. Afinal, a vida é bela, o trabalho dignifica o homem e os boletos no final do mês não se pagam sozinhos, não é mesmo?

Mas convenhamos: enquanto você está aí, suando a camisa de segunda a sexta e, às vezes, também no fim de semana, existe um lugar em Brasília onde o tempo parece correr em ritmo completamente diferente. Um lugar de togados iluminados, onde o ar-condicionado é sempre perfeito, as lagostas são servidas com vinho premiado e qualquer dúvida existencial parece se resolver com uma canetada de efeito vinculante.

Pois é, meus amigos. Apesar de o Supremo Tribunal Federal estar sempre ali, no topo da Praça dos Três Poderes, como uma pedra no caminho de muitos brasileiros, a gente precisa continuar trabalhando.

É fascinante pensar que, enquanto tentamos produzir, gerar emprego, vender o almoço para comprar o jantar e sobreviver à burocracia diária, decisões tomadas em Brasília continuam interferindo diretamente na vida do cidadão.

Na visão crítica deste editorial, interpretações e decisões da Corte ampliam cada vez mais o debate sobre os limites de sua atuação e seus reflexos sobre a liberdade, a produção e a própria relação do brasileiro com o Estado.

Se o brasileiro cai, levanta e tenta dar dois passos à frente, lá está a pedra. Não uma pedra qualquer, mas uma pedra ornada em veludo, cercada de formalidades e jurisprudências, pronta para provocar novos questionamentos sobre os limites entre os Poderes.

Mas fiquem tranquilos! Brasília pode continuar decidindo muita coisa, mas a sua marmita ainda depende do seu esforço.

Por isso, sacuda a poeira, contorne mais essa barreira institucional e tenha um ótimo e produtivo dia de trabalho.

Editorial: STF no centro da crise expõe desgaste institucional e inquietação no país.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/09/2026 - 08:00

A atuação do Supremo Tribunal Federal tem se tornado um dos temas mais presentes nos debates políticos do país, chegando às mais diferentes rodas de conversa. O sentimento que hoje domina parte da população brasileira é de indignação e perplexidade diante de decisões que, muitas vezes, ultrapassam a percepção comum de justiça.

Esse cenário amplia a sensação de instabilidade jurídica, expõe desequilíbrios e contribui para o descrédito das instituições. Quando a mais alta instância do Judiciário ocupa diariamente o centro das atenções políticas, o país perde a previsibilidade necessária para avançar, especialmente em um momento em que já enfrenta tantas dificuldades.

Tudo isso alimenta o descontentamento e a descrença de quem trabalha, produz e cumpre a lei. A discussão, porém, ultrapassa a simples crítica institucional. Existe um clamor para que o Brasil reencontre o caminho da paz, do respeito e da seriedade.

Amanheço todos os dias acreditando que ainda podemos encontrar esse caminho. O país precisa de instituições transparentes, comprometidas com o cumprimento da lei e com a imparcialidade assegurada pela Constituição. Precisa também garantir direitos fundamentais, entre eles a liberdade de expressão, tão importante para quem trabalha diariamente com comunicação.

Apesar das incertezas e do desgaste político, a força do Brasil continua no empenho e no trabalho de cada cidadão. O progresso de uma nação é construído pelo esforço honesto daqueles que levantam todos os dias para sustentar suas famílias e contribuir com suas comunidades.

É fundamental preservar a esperança e transformar a indignação em participação consciente, responsabilidade e amor pelo país. Não podemos perder esse sentimento diante dos erros ou excessos daqueles que ocupam posições de poder.

Os sobressaltos enfrentados ao longo da nossa história também precisam servir para produzir maturidade e determinação. Que possamos, de forma consciente, construir um amanhã mais justo e pacífico.

O que acontece hoje no Supremo Tribunal Federal, principal assunto desta terça-feira, precisa servir também para reflexão. Um cenário como este mostra o quanto o país necessita de responsabilidade, equilíbrio e respeito às instituições.

Temos um Brasil de riquezas extraordinárias, belezas naturais incomparáveis e um povo que trabalha e acredita. Não podemos permitir que os problemas concentrados nos espaços de poder contaminem aquilo que o país tem de melhor.

Que a indignação não nos paralise. Que ela nos faça exigir mais seriedade, trabalhar com mais consciência e acreditar que o Brasil pode encontrar um caminho melhor.

Editorial: O país abre a semana de olho na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time14/09/2026 - 06:50

Iniciamos mais uma semana sob um clima de apreensão e forte expectativa no cenário político e jurídico do país. As atenções estão voltadas para a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para esta terça-feira.

O Plenário se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus próprios magistrados, em meio aos desdobramentos de investigações e à troca de graves acusações de conduta irregular entre integrantes da Corte.

A expectativa é de debates inflamados, possíveis contestações sobre o quórum e de um racha interno exposto ao vivo para toda a sociedade. O brasileiro chega a este momento sentindo o peso do cansaço moral e da exaustão, reflexo de anos convivendo com desgoverno, insegurança jurídica, ativismo e abusos que minam a confiança nas instituições.

O sentimento é de indignação diante da mais alta Corte transformada em arena de disputas políticas e corporativistas. O cidadão cobra respostas sérias, justiça imparcial e respeito às leis, sem privilégios ou manobras para proteger aliados.

Resta-nos acompanhar o desenrolar dos fatos nesta terça-feira crucial, na expectativa de que a transparência e a Constituição prevaleçam acima de qualquer projeto de poder.

Boa semana a todos!

Editorial: Independência também exige atitude.

 personJoão Paulo Messer
access_time07/09/2026 - 07:45

Neste 7 de Setembro de 2026, quem liga o rádio está convidado a abrir também a memória e olhar ao redor de uma maneira diferente.

Pelas ondas do rádio, queremos abraçar quem faz este país pulsar de verdade. Gente que acompanha diariamente o ritmo da vida e carrega no peito a garra de quem constrói a nação com as próprias mãos.

A provocação deste Dia da Independência é justamente não permanecer passivo, sentado na poltrona, apenas assistindo a tudo acontecer.

O Hino da Independência lembra que “já fugiu da tirania e da escravidão”. Mas a verdadeira libertação de um povo também começa quando cada cidadão decide abandonar o comodismo.

É muito fácil cair na rede do conforto, cruzar os braços, praticar a crítica vazia e apenas apontar os erros dos outros. Isso não constrói futuro.

Por isso, neste 7 de Setembro, a pergunta é direta: o que cada um de nós tem feito, no seu metro quadrado, para ajudar a erguer o Brasil?

Independência também é responsabilidade. E um país melhor começa muito antes dos grandes discursos: começa na atitude de cada brasileiro.

Editorial: O Colapso da Imparcialidade e a Ditadura da Toga

 personJoão Paulo Messer
access_time02/09/2026 - 07:30

O ativismo judicial no Brasil atingiu o ápice da deterioração institucional com a sucessão de escândalos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O quadro revelado por vazamentos de mensagens mostra um magistrado que ignora o devido processo legal, atuando simultaneamente como acusador, investigador e julgador, uma aberração jurídica sob a ótica de qualquer democracia séria.

Diálogos vazados de assessores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) revelam ordens diretas para a elaboração de relatórios “sob encomenda”. A máxima de “usar a criatividade” para embasar decisões expôs uma engrenagem persecutória que fere garantias individuais, rasga a Constituição de 1988 e suprime o direito à ampla defesa.

Como se não bastassem a instrumentalização dos órgãos públicos para a caça a opositores políticos e a censura prévia, o aprofundamento das investigações da Polícia Federal trouxe à tona trocas de mensagens informais e contratos milionários ligados a agentes financeiros e gabinetes de advocacia familiares. O cenário escancara que a pretensa “defesa da democracia” caminha lado a lado com sombras de balcão de negócios e conflitos de interesse.

Uma análise severa do Judiciário brasileiro impõe constatar que a cúpula constitucional perdeu o rumo. O STF deixou de atuar como guardião da Carta Magna para se transformar em um poder autocrático, blindado contra o escrutínio público e o sistema de freios e contrapesos do Legislativo.

Quando a magistratura confunde a aplicação da lei com a vontade pessoal de seus membros, o Estado de Direito é dissolvido. O cidadão comum fica submetido à insegurança jurídica, com normas que mudam ao sabor da conveniência de tiranos togados que agem sem limites morais ou republicanos.

Editorial: Eleitor volta às urnas pressionado mais pela rejeição do que pela esperança

 personJoão Paulo Messer
access_time31/08/2026 - 08:10

Vivemos um dilema das urnas. O Brasil caminha para mais um ciclo eleitoral diante de uma encruzilhada conhecida e desgastante. O eleitor brasileiro se vê novamente diante de uma decisão fundamental, movido não pelo entusiasmo com o futuro, mas pelo receio da alternativa.

As pesquisas recentes desenham um retrato incômodo do sentimento nacional. Duas candidaturas que concentram a atenção pública apresentam índices de aprovação e rejeição praticamente espelhados. A eleição transforma-se em uma disputa na qual importa menos quem melhor representa o país e mais quem provoca menor rejeição.

É o que mostram as pesquisas. Nesse cenário de polarização, o debate público é o primeiro sacrificado. A construção de propostas reais para o país dá lugar à troca de farpas, aos ataques pessoais e ao confronto entre adversários.

Discutem-se o passado, as polêmicas e os desacertos dos candidatos, enquanto soluções para educação, segurança, economia e infraestrutura ficam em segundo plano. Refém do ruído das redes e da agressividade das campanhas, o eleitor perde a oportunidade de avaliar planos de governo concretos e possíveis de serem executados.

Para agravar esse quadro, as chamadas candidaturas alternativas continuam em patamares tímidos de aprovação. Falta a esses nomes capacidade para romper o bloqueio da comunicação de massa, mobilizar o eleitorado e criar uma expectativa real de poder.

Sem se apresentarem como caminhos viáveis e competitivos, acabam sufocadas pela lógica do voto útil, que antecipa o duelo final e reduz a diversidade de ideias ainda nas etapas iniciais.

O resultado desse afunilamento é o enfraquecimento da própria democracia representativa. Quando a disputa se limita a dois lados que se alimentam da rejeição mútua, ganha-se a eleição, mas perde-se em governabilidade e consenso social.

E, pior, perde-se a esperança. A cidadania não pode se resumir ao voto no menos pior, como temos ouvido e até repetido.

Enquanto o país não romper esse ciclo e exigir propostas, respeito e instituições sólidas, o brasileiro continuará diante da incômoda tarefa de votar sem encontrar, verdadeiramente, uma opção que o represente.

O Eco do Passado no Rádio: Começa Mais um Ritual Eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time28/08/2026 - 08:00

Começou. Bastou sintonizar o rádio logo nas primeiras horas da manhã para constatar o de sempre: nada mudou. O início do horário eleitoral gratuito obrigatório é recebido pelo cidadão com a resignação de quem já conhece o enredo de cor.

No primeiro dia da veiculação, o ouvinte foi engolfado pela mesma sonoplastia épica, pelos mesmos tons empolgados e, principalmente, pelas velhas soluções mágicas para problemas históricos. São as velhas narrativas e os mesmos vendedores de elixires milagrosos que vêm sendo anunciados há décadas, prometendo curar a saúde, a segurança e a economia com uma facilidade que beira o deboche.

Este ritual que hoje invade a programação das emissoras não é novo. O direito de acesso gratuito dos partidos aos meios de comunicação surgiu formalmente no Brasil com o Código Brasileiro de Telecomunicações, em 1962, e foi consolidado no Código Eleitoral de 1965. A ideia original era nobre: democratizar o debate, garantindo que mesmo os partidos sem grandes recursos pudessem apresentar suas ideias em igualdade de condições. O tempo, no entanto, transformou a ferramenta democrática em uma vitrine engessada de marketing político altamente profissionalizado e desprovido de substância.

E assim seguiremos. Nos próximos 35 dias, o rádio repetirá a rotina em dois blocos diários fixos (às 7h e às 12h), além das dezenas de inserções curtas disparadas ao longo de toda a programação comercial. O revezamento das candidaturas continuará rigoroso: dias intercalados para cargos federais e estaduais, dividindo minutos estratégicos calculados a partir da representatividade partidária.

Até o dia 1º de outubro, data em que se encerra a propaganda do primeiro turno, o eleitor será submetido a essa maratona. O formato sobrevive, mas o discurso há muito se desgastou. Resta saber até quando um rito desenhado em meados do século passado conseguirá dialogar com um cidadão que, no rádio ou no celular, busca respostas reais em vez das velhas receitas de sempre.

Editorial: Como acreditar em promessas e propostas da propaganda eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time27/08/2026 - 08:10

Caminhamos por ruas pavimentadas pelo ceticismo, onde cada palavra dita na esfera pública soa como um eco oco. A população, esgotada por promessas que se desfazem ao primeiro toque da realidade, já não sabe em quem ou no que confiar. As notícias tornaram-se alvos constantes de suspeita, não apenas pela distorção dos fatos, mas porque os próprios discursos que as originam nascem desprovidos de integridade. Vivemos a era da dúvida sistemática, onde a verdade foi fatiada para servir a narrativas de ocasião.

Os governos, outrora vistos como a salvaguarda do contrato social, ruíram sob o peso da própria vaidade. A política deixou de ser o espaço em que o cidadão comum, impulsionado pelo desejo genuíno de transformação, poderia ascender para servir aos seus iguais. Em vez disso, a democracia teve sua essência corroída por dentro: o poder, que deveria ser a ferramenta suprema de povos livres, transfigurou-se em um instrumento blindado de defesa de interesses privados e corporativos.

Diante desse cenário devastado, surge a provocação inevitável: por que continuar acreditando que o ritual das urnas possui a força mágica de reconstruir uma nação em frangalhos? Votar passou a parecer um gesto de fé cega em um sistema que só se renova para manter as mesmas estruturas intocadas. A própria ideia de credibilidade perdeu sua razão de existir em uma sociedade operada pelo cinismo.

Habitamos um grande teatro de faz de conta, onde a retórica do "bem comum" serve apenas como maquiagem para a ambição desmedida. O interesse coletivo virou peça de ficção, e o ato de amar ao próximo transformou-se em uma raridade quase exótica. Enquanto o poder continuar voltado para si mesmo, a confiança permanecerá sendo apenas uma lembrança distante de um tempo em que as palavras ainda tinham valor.