A QUEDA DA BASTILHA, OU SERIA DO SISTEMA?
Texto de Willi Backes
A derrocada da Monarquia Francesa, onde reinava o poder absoluto do Rei e de sua Corte, denominado na história como o Absolutismo Francês, teve o seu auge em 14 de Julho de 1789, com a “Queda da Bastilha”.
Bastilha era uma fortaleza na capital Paris, tomada e derrubada por Revolução Popular, apoiada por parte dissidente significativa das Forças Armadas Francesas. Da revolução resultou documento titulado “Direitos do Homem e do Cidadão”, espelho contemporâneo que norteia as sociedades civilizadas democráticas e republicanas.
Não há sistema de governo – ditatorial, republicano, democrático, monárquico, comunista ou outro qualquer - que se sustente, sem a efetiva participação de suas forças armadas. É assim nos Estados Unidos, Venezuela, Bolívia, Rússia, China, Coreia do Norte, Alemanha, França......
O Brasil na sua curta história política, promoveu três revoluções com sucesso absoluto, sem acionar um tiro de escopeta sequer, sempre tendo à frente suas Forças Armadas com total apoio popular. Foi assim na Proclamação da Independência em 07 de Setembro de 1822, na Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889 e na Revolução Político Militar de 31 de Março de 1964.
Agora, no dia 28 de Outubro de 2018, nova revolução popular, a quarta com apoio institucional militar, será consagrada. As armas empunhadas serão os votos da moral e cívica da expressiva maioria popular. Quando o saco da paciência transborda, aja urnas para depositar o tsunami da higienização, nas cores predominantes verde e amarelo.
Mudar radicalmente é preciso. Mudar pessoas, organizações, conceitos, privilégios, atitudes, imposições e injustiças. Mudar a forma e meios de sustentação do “sistema”.
As representações nas organizações privadas e nas funções políticas e jurídicas, são extrato e retrato da sociedade. Os crimes praticados são avanço da sensação da compensação e da impunidade. A esperteza maléfica, praticada na claridade dos dias, é superior ao senso moral e patriótico. Siglas partidárias e mofadas atitudes de chefes das agremiações e organizações criminosas, foram para o ostracismo ou estão sendo varridos para o esgoto da história. O lixo apenas terá alguma utilidade se for reciclado.
O grito do Basta!!!! chegou retumbante. A revolta dá conteúdo à revolução. A voz antes domesticada e abafada, agora rouca clama e exige correção de si, do próximo, da representação e de todos.
O candidato Jair Messias Bolsonaro é instrumento e voz da indignação popular acumulada. Profético vem evangelizando a muito tempo. Pregava no deserto. Hoje milhões de brasileiros, como nunca verificado, bradam na mesma rima e conteúdo.
O BRASIL ACIMA DE TUDO (já bastava), DEUS ACIMA DE TODOS (cravou).
Reportagem: Willi Backes
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