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Finnancial Summit define palestrantes para quarta edição em Criciúma

commentJornalismo access_time19/10/2026 19:42

Evento gratuito será realizado nesta terça-feira, dia 20, na Acic, e reunirá especialistas em gestão estratégica, Open Finance e Inteligência Artificial

Criciúma: Campeonato Municipal de Futebol 50+ tem 14 gols na primeira rodada

commentEsporte access_time19/10/2026 16:45

Destaque foi a goleada de 11 a 0 do São Luiz sobre o Amigos do Leka

Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

commentCriciúma EC access_time16/10/2026 10:30

O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

Coluna de Segunda-feira

access_time30/10/2017 - 00:02

Eraldo “estrategista” Peruchi
Pelo menos duas ações políticas bem arquitetadas e que são elogiadas no Sul do Estado, poderiam sofrer discriminação à sua análise, soubesse o cidadão comum conhecedor da história da política da região quem está por trás delas. Este é o preço do desgaste pago por alguns estrategistas políticos. Refiro-me ao trabalho que vem sendo feito pelo peemedebista Eraldo Peruchi. Linha de frente do PMDB da região nas décadas de 1990 e 2000, anda fora do noticiário, mas não recolhido ao descanso, como pode imaginar quem fica sabendo que ele foi residir no Balneário Rincão. Peruchi é hoje estratégico para o prefeito Jairo Celoy Custódio. E mais, Peruchi é um dos mentores do movimento que o prefeito Murialdo Gastaldon, de Içara, lidera no Estado para tentar emplacar o nome de Eduardo Moreira candidato a governador pelo PMDB.

Fora da foto
A opção de Eraldo Peruchi em evitar aparições em fotos de reuniões como a dos prefeitos da região sul com Udo Döhler, semana passada em Joinville, é mais uma de suas estratégias. Ele sabe que por ter sido o “para-choque” peemedebista por muito tempo, sofreu desgaste. Melhor não aparecer. Eraldo pode ter sofrido desgaste de sua imagem, mas não perdeu o respeito de quem conhece os seus serviços.

Na Câmara
Eraldo Peruchi está lotado hoje na Câmara dos Deputados com o cargo de secretário parlamentar (remuneração de R$ 11 mil) no gabinete do deputado federal Ronaldo Benedet. Para exercer a função não precisa ir à Brasília.

Hospitalizados
A crendice popular é de que as bruxas existem, e amanhã é o dia das bruxas. Parece ser tempo de bruxas soltas para os governantes. Não bastasse a internação e cirurgia do presidente da república Michel Temer, neste sábado o governador catarinense Raimundo Colombo foi internado. Médicos avaliam necessidade de cirurgia de diverticulite.

Visita médica
O vice-governador Eduardo Moreira visitou Raimundo Colombo ontem no meio da tarde. Saiu falando em alta do governador ainda nesta segunda-feira.

Melhores da Saúde
Hoje à noite no Teatro Elias Angeloni acontece a revelação e entrega de premiação dos ganhadores do Troféu Mérito Regional de Saúde. Uma ideia do secretário regional de saúde Fernando Fáveri.

Nova Veneza
Aliados do grupo que assumiu o PMDB de Nova Veneza rechaçam a ideia de que os últimos episódios causem fissuras irreparáveis. Eles não aceitam, por exemplo, o perdão ao grupo do ex-vereador Vanderlei Spillere. Consideram-nos traidores. Enxergam traição também no grupo que perdeu a eleição da Executiva, semana passada, grupo este liderado pelo vereador Dado Ghislandi.

Novo
O novo presidente do PMDB é o vereador Claiton Zanzi, que é reconhecido por sua postura de seriedade e coerência. Um dos problemas é que ele tem entre os seus aliados o ex-vereador Alberto Ranakoski, de muitos anos de liderança no PMDB de Nova Veneza. E longo tempo de liderança gera desgaste.

Reunião quente
A reunião com eleição do presidente do PMDB de Nova Veneza, realizada em São Bento Baixo na semana passada, quase acabou em pancadaria. O ex-candidato a prefeito Evandro Boarolli inflamou a reunião ao gritar acusações de traição.

Escola (e Igreja) sem partido
O debate sobre escola sem partido fica acalorado em Criciúma a partir do instante em que dois vereadores que são pastores evangélicos assumem a discussão e supostamente levam à audiência pública oficial do Poder Legislativo, vários fieis dos seus templos. Os “fiéis” de outro templo – os sindicatos – negaram-se a participar do debate alegando que ele se tornou tendencioso. Mal acabou a audiência pública da última sexta-feira nas redes sociais apareceram provocações sugerindo que os vereadores Aldinei Potelecki e Jair Alexandre criem o programa Igreja Sem Partido.

HMISC Hoje acaba o prazo para a entrega de propostas para as empresas que pretendem assumir a gestão do Hospital Materno Infantil Santa Catarina.

JUSTIÇA Quarta-feira será julgada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina a ação cautelar do município de Criciúma contra o pagamento de precatórios. Na gestão anterior Clésio Salvaro pagava um por cento e quando Márcio Búrigo assumiu aceitou pagar 2,95 por cento. Se ganhar na Justiça Clésio lavra na história vitória estratégia de gestão sobre seu antecessor.

GESTÃO Se ganhar ação na Justiça, nesta semana, o governo de Criciúma se livra de pagar precatórios atéo fim do mandato. Isso porque reivindica que os valores pagos a mais, sejam abatidos nas próximas parcelas. Assim, ficará sem pagar nada até receber de volta o que a prefeitura pagou a mais.

UNESC Amanhã a reitoria da Unesc fará entrevista coletiva para avaliar os 100 primeiros dias de gestão.

ELEIÇÃO Sexta-feira termina o prazo para que chapas interessadas em disputar as eleições do Diretório Central de Estudantes da Unesc façam as suas inscrições. A eleição ocorre no dia 9 de novembro.

CRIANÇAS Sem cargo eletivo atualmente a ex-vereadora Tati Teixeira mantém atividade intensa do Instituto Florir Brasil. Sábado o projeto reuniu mais de 500 crianças de até seis anos de idade no Festival da Criança e Protocolo da Primeira Infância. O apoio é da Unesc e Ferrovia Teresa Cristina.

PROGRESSISTAS O Partido Progressista do Sul, que elegeu dois deputados estaduais na última eleição, terá agora mais de meia dúzia de candidatos na região. Em Tubarão o vereador Pepê Colaço foi lançado pré-candidato. Valmir Comin e José Milton Scheffer já estão na estrada.

FRASE DO DIA
“As eleições de 2018 serão decididas pelos movimentos que virão das redes sociais.”
Jair Bolsonaro, deputado federal e pré-candidato a presidente da república, em entrevista à rádio Eldorado.


EDITORIAL – Inadmissível lei altera a rotina dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:50

Enquanto os holofotes da mídia e a atenção da população se voltam para as grandes competições e discussões do momento, uma preocupação profunda segue crescendo, de forma silenciosa, nos bastidores do planejamento familiar e econômico do país. Trata-se dos desdobramentos práticos da recém-aprovada Lei nº 15.421/2026.

Essa legislação, elaborada para estabelecer as diretrizes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil, traz em seu texto uma determinação que promete desestruturar a rotina de milhões de brasileiros: a obrigatoriedade de que os sistemas de ensino públicos e privados ajustem seus calendários para que as férias escolares coincidam com o período do evento.

A contradição salta aos olhos quando analisamos a lógica do nosso cotidiano. Não interrompemos nossas atividades habituais para os torneios disputados no exterior, mas o país será obrigado a paralisar suas salas de aula em função de um evento que, embora relevante no cenário esportivo mundial, ainda não possui o mesmo apelo cultural nem a simpatia unânime do povo brasileiro. Impactar, de forma tão drástica, o calendário das cidades e das famílias parece uma medida desproporcional à realidade nacional.

As consequências pedagógicas e logísticas dessa imposição são alarmantes. Para que as redes de ensino consigam cumprir a carga horária e o número mínimo de dias letivos exigidos por lei, haverá uma verdadeira dança das cadeiras no calendário escolar. As instituições precisarão antecipar ou postergar o início e o término das aulas.

Na prática, isso significa que o tradicional descanso de janeiro será severamente encurtado, forçando estudantes e professores a retornarem às salas de aula no auge do verão para compensar os dias parados durante o torneio.

O impacto econômico desse "efeito dominó" será sentido imediatamente pelo setor produtivo, com destaque para o comércio e o turismo das cidades litorâneas e das estâncias turísticas. Historicamente dependentes do movimento das férias de janeiro, esses municípios enfrentarão praias e hotéis esvaziados pela volta precoce às aulas. Famílias terão suas programações de descanso e lazer fragmentadas, enquanto o comércio local amargará prejuízos financeiros difíceis de recuperar.

Sob o manto de um ufanismo esportivo, o Brasil impõe um sacrifício desnecessário à sua população e à sua economia, alterando a rotina de um país inteiro por conveniência de um evento de apenas quatro semanas.

Editorial – Que a vitória do Tigre ontem motive um bom dia

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:10

Há dias em que tudo parece conspirar a favor. Não por acaso, mas pela forma como escolhemos começar a caminhada. O otimismo tem essa capacidade silenciosa de mudar o ambiente, influenciar decisões e transformar pequenos desafios em oportunidades. É uma postura que contagia e produz resultados.

A vitória do Criciúma na noite de ontem ajuda a explicar esse sentimento. Mesmo diante das dificuldades da partida, prevaleceu a confiança de que o resultado positivo chegaria. A bola insistiu, o time acreditou e o desfecho premiou quem não desistiu. No futebol, como na vida, confiança costuma abrir caminhos que o pessimismo fecha.

O Tigre alimenta o sonho de voltar à elite porque aprendeu a competir acreditando. E essa talvez seja a principal lição que o esporte oferece nesta manhã: grandes conquistas começam muito antes do apito final. Elas nascem na convicção de que vale a pena insistir.

Que essa energia positiva saia das arquibancadas e acompanhe cada um de nós ao longo desta quinta-feira. Quem enfrenta o dia com disposição, esperança e confiança aumenta as chances de transformar dificuldades em vitórias. E, muitas vezes, é exatamente essa atitude que faz toda a diferença.

Editorial de 7 de julho no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time07/07/2026 - 08:00

O ano de 2026 caminha para sua segunda metade carregando uma sensação que muitos brasileiros conhecem bem. Durante meses, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo, evento capaz de unir o país em torno de uma paixão comum. Como sempre acontece, vieram a esperança, a ansiedade e o sonho de ver a seleção levantar mais uma taça. Mas, para muitos, o resultado acabou ficando aquém das expectativas, deixando aquela conhecida mistura de frustração e de decepção.

Passado o futebol, o foco nacional muda rapidamente. As conversas deixam os gramados e chegam às ruas, às redes sociais e aos palanques. É tempo de eleições. Começa outra disputa, desta vez pelo voto, marcada por promessas, debates, confrontos e pela expectativa de novos rumos para o país e para os estados.

Entre uma Copa do Mundo e um processo eleitoral, o calendário de 2026 ainda reúne um número significativo de feriados. Somado a isso, o cenário econômico continua cercado de incertezas, exigindo cautela de empresários, trabalhadores e investidores. Não faltam motivos para quem classifique este como um ano difícil ou até mesmo como um período parcialmente perdido.

Mas essa não precisa ser a conclusão. Os anos não são iguais para todos. Enquanto alguns esperam que as circunstâncias mudem, outros decidem fazer diferente. Em qualquer ambiente, sempre haverá espaço para quem busca oportunidades, investe em conhecimento, trabalha com disciplina e transforma dificuldades em aprendizado.

O tempo funciona como uma grande peneira. Ele separa os que desistem diante dos obstáculos daqueles que persistem apesar deles. Permanecem os que acreditam, os que inovam, os que se reinventam e os que compreendem que o sucesso raramente depende apenas das condições externas.

Que 2026 seja lembrado não pelas interrupções do calendário, nem pelas decepções do futebol ou pelas disputas da política, mas pela capacidade de cada um de construir resultados mesmo em um ambiente desafiador. Afinal, os bons não são apenas aqueles que sobrevivem às adversidades. São aqueles que conseguem transformar cada dia em uma oportunidade de crescer, produzir e fazer a diferença.

Editorial - A decepção começa quando a esperança ignora os fatos.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/07/2026 - 09:00

Antes do apito inicial, o brasileiro já havia escolhido acreditar. Não porque a seleção inspirasse confiança, mas porque, por aqui, a esperança costuma falar mais alto do que a realidade.

Ignoramos os sinais de fragilidade técnica, transformamos desejo em diagnóstico e apostamos no improvável como se fosse destino. A eliminação para a Noruega apenas confirmou o que muitos preferiram não enxergar.

O mesmo acontece fora dos gramados. Acreditamos na promessa da picanha, no milagre econômico, na solução fácil e no discurso salvador. Criamos expectativas sobre promessas que raramente resistem ao teste da realidade.

Quando a conta chega, ela vem acompanhada da mesma frustração do apito final. O problema não está em sonhar, mas em substituir o pensamento crítico pela esperança cega.

Talvez a maior derrota do brasileiro não esteja no futebol, mas no hábito de acreditar mais no improvável do que nas evidências. A Copa apenas tornou essa lição impossível de ignorar.

Editorial: Abrir ou não as portas do comércio de rua em dia de jogo do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time26/06/2026 - 07:10

Na próxima segunda-feira, a seleção brasileira entra em campo contra o Japão por uma nova e decisiva fase da Copa do Mundo. Marcada para as 14h, a partida mexe profundamente com a rotina das cidades e reacende um antigo dilema entre os lojistas: abrir ou fechar as portas durante o jogo?

Manter o comércio funcionando tem seus prós e contras. Pelo lado positivo, bares, restaurantes e lanchonetes veem o faturamento disparar com torcedores reunidos. Lojas que instalam telões também podem atrair clientes de última hora.

Por outro lado, para o comércio tradicional de rua e os shoppings, o movimento de compras despenca drasticamente no horário do jogo, gerando custos operacionais que mal se pagam. Além disso, liberar os funcionários ou fechar mais cedo funciona como um forte elemento de motivação e engajamento da equipe.

Essa indecisão altera completamente a dinâmica do cidadão. Quem precisa resolver pendências na rua ou fazer compras enfrenta bancos fechando mais cedo, repartições públicas em esquema especial e um trânsito caótico nas horas que antecedem o apito inicial. Seja pela folga negociada ou pelo "olho na tela e outro no balcão", a segunda-feira testará a capacidade de adaptação do comércio e dos trabalhadores.

A Copa do Mundo é mais um evento a revelar o novo jeito de acompanhar o que acontece

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2026 - 07:10

A Copa do Mundo também está mostrando uma mudança no jeito de consumir futebol. O fenômeno liderado por Casimiro Miguel transformou transmissões em grandes eventos de entretenimento, aproximando públicos que talvez não acompanhassem os jogos pelos meios tradicionais. A linguagem é mais leve, espontânea e conectada com a dinâmica das redes sociais.

Por outro lado, esse modelo costuma privilegiar a reação imediata, o meme e o corte viral. Há menos espaço para análises aprofundadas, contextualização histórica, apuração e debates mais técnicos que, tradicionalmente, fazem parte do trabalho de rádios, jornais e emissoras especializadas. São propostas diferentes, cada uma atendendo a um público e a uma expectativa.

Essa tendência, aliás, não se limita ao futebol. O ambiente digital parece premiar, cada vez mais, o impacto instantâneo. Em diversos temas da vida pública, inclusive na política, a capacidade de gerar engajamento muitas vezes recebe mais atenção do que a apresentação detalhada de ideias, projetos ou propostas. Em um cenário dominado por algoritmos, visualizações, compartilhamentos e cortes de poucos segundos, o alcance de uma fala frequentemente ganha mais destaque do que a profundidade do seu conteúdo.

A Copa, nesse sentido, acaba sendo um reflexo de uma transformação maior: a disputa pela atenção passou a ser tão importante quanto a própria informação. E, talvez, o grande desafio seja encontrar o equilíbrio entre entretenimento, alcance e qualidade de conteúdo.

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2026 - 09:00

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.

Editorial: Tempo de solidariedade e participação nas campanhas do agasalho

 personJoão Paulo Messer
access_time23/06/2026 - 07:50

O inverno chegou. Com ele, vêm o desconforto, as manhãs mais difíceis para acordar e sair de casa e o frio que, muitas vezes, parece doer. Mas, à medida que os dias ficam mais gelados, também se renova o nosso compromisso com o bem-estar coletivo.

A queda das temperaturas nos convida ao aconchego dos nossos lares, mas também nos alerta para a realidade daqueles que enfrentam a vulnerabilidade social e não possuem o básico para se aquecer. É nesse cenário que a participação nas campanhas do agasalho se torna um gesto urgente de solidariedade e amor ao próximo.

Olhar para o guarda-roupa e desapegar daquele casaco, cobertor ou peça de roupa que já não utilizamos pode parecer algo simples, mas carrega o potencial de transformar e até salvar vidas durante as noites mais rigorosas do inverno.

A solidariedade é, historicamente, uma das marcas mais bonitas da população da nossa região. Sempre que fomos chamados a estender a mão, respondemos com generosidade e empatia.

Por isso, há motivos para acreditar que as campanhas deste ano terão mais uma vez grande participação da comunidade. Cada doação representa um abraço em forma de tecido, capaz de aquecer não apenas o corpo, mas também a esperança de quem recebe.

Não espere o frio se intensificar para agir. Procure um ponto de coleta e faça a sua parte. Juntos, podemos fazer com que o calor da solidariedade seja mais forte do que qualquer baixa temperatura.

Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.

Editorial: Festa da Gastronomia reafirma a identidade cultural e a força turística de Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 07:10

Hoje é quinta-feira, 18 de junho. Nova Veneza se transforma. Há um magnetismo sutil que altera o ritmo da cidade, da região e até o humor das pessoas quando a Festa da Gastronomia se aproxima.

O que nasceu como uma celebração comunitária ganhou, ao longo do tempo, contornos de um grande evento. Consolidou-se como o mais importante acontecimento cultural e gastronômico do Sul de Santa Catarina.

É impossível caminhar pela cidade sem ser contagiado por essa atmosfera vibrante, onde os aromas herdados de nonos e nonas se misturam à alegria genuína de um povo que preserva suas raízes com orgulho.

As cores inspiradas no Carnaval de Veneza já tomam conta dos espaços públicos, enriquecendo o cenário e ampliando a experiência de quem visita a cidade. O espetáculo visual se soma à tradição gastronômica e cria uma identidade única.

A contagem regressiva chegou ao fim. A festa começa hoje, trazendo consigo a promessa de dias inesquecíveis, marcados por celebração, música, encontros e, claro, boa comida.

Para quem não puder acompanhar tudo de perto, a Rádio Eldorado estará presente com cobertura completa, levando a emoção e o pulsar desse grande evento aos ouvintes de toda a região.

Mas o convite está feito: participe. Vá à festa. Nova Veneza nos convida, mais uma vez, a celebrar a vida, a história e a tradição.

Editorial: A maior Copa do Mundo da história começou mobilizando multidões, mas a estreia da Seleção Brasileira deixou mais dúvidas do que certezas.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/06/2026 - 08:00

E a bola finalmente rolou na maior Copa do Mundo da história, mas o clima de largada é de desconfiança.

Até o momento, vimos o gigantismo do torneio se traduzir em uma avalanche de seleções espalhadas por três países. Enquanto as potências europeias tentam impor sua tradicional força e as seleções emergentes buscam surpreender, a engrenagem da FIFA foca no espetáculo comercial que une os três países da América do Norte.

Paralelamente, os bastidores são palco de intensos debates logísticos sobre o desgaste provocado pelas longas viagens. Tudo isso, porém, para nós, perde importância diante do que realmente ecoa de forma dolorosa: a primeira impressão deixada em campo.

A estreia da Seleção Brasileira foi um balde de água fria e deixou os torcedores profundamente preocupados. O futebol apareceu engessado, sem a criatividade e a ousadia que historicamente marcaram a identidade do Brasil. A conexão entre meio-campo e ataque praticamente não existiu. Os jogadores surgiram isolados, evidenciando falhas táticas difíceis de serem digeridas pelo torcedor.

Se quisermos sonhar com o título, essa postura atípica e vulnerável precisa ser corrigida com urgência nos próximos jogos. É verdade que o torneio está apenas começando, mas o sinal de alerta já está aceso e a paciência do brasileiro parece cada vez menor.

O mundo assiste a uma festa grandiosa enquanto nós convivemos com o fantasma de fracassos passados. Ainda há tempo para uma reviravolta, mas o rendimento apresentado até aqui não inspira confiança.

Resta saber se a comissão técnica terá estofo para arrumar a casa antes que seja tarde demais. Por enquanto, o sentimento que domina o país não é o da festa da Copa, mas sim o medo de um novo fiasco da Seleção Brasileira.

Mas também há muita gente comemorando sem estar nem aí para o resultado dentro das quatro linhas. É tempo de Copa. E a Copa continua sendo um raro momento de encontro coletivo, mesmo em um período em que o Brasil não vive seus melhores dias na economia.

O que se percebeu no fim de semana, especialmente na sexta-feira, foi uma multidão disposta a celebrar. Bares, restaurantes, praças e espaços de convivência ficaram lotados, tomados pelo clima do Mundial. A festa está garantida. Falta apenas a Seleção fazer a sua parte.

Uma placa alusiva aos 80 anos da emissora foi entregue nesta sexta-feira (12).

 personJoão Paulo Messer
access_time12/06/2026 - 00:00

Durante o programa João Paulo Messer, desta quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizou a entrega de uma placa em homenagem aos 80 anos da Rádio Eldorado. Estiveram no estúdio o deputado Rodrigo Minotto, autor da proposta, e o presidente do Legislativo catarinense, Júlio Garcia.

Durante o ato, que aconteceu em forma de entrevista, estiveram presentes ainda o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Frack Hoboldt, o vice-prefeito Salésio Lima e o diretor do portal Engeplus, Marcus Vinicius Signor.

Minotto lembrou da credibilidade da emissora, que, ao longo de todas as suas oito décadas, manteve seu perfil independente e o papel de prestadora de serviços. Júlio Garcia, que recentemente promoveu um incremento na imprensa do Parlamento catarinense, a ponto de receber reconhecimento nacional por isso, reforçou o fato de que não há democracia sem imprensa livre e que a informação precisa chegar ao ouvinte com credibilidade e fidelidade aos fatos.

Frack Hoboldt reforçou o papel da imprensa no desenvolvimento dos mais diversos segmentos da região e na construção de uma sociedade com intensa participação. A ACIC comemora 82 anos nos próximos dias, fato que foi lembrado por conectar várias instituições de Criciúma que estão na faixa dos 80 anos.

Debate sobre a maioridade penal revela impactos que ultrapassam a segurança pública e chegam à economia.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/06/2026 - 06:45

O debate de hoje será na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Trata-se de uma discussão polêmica, cercada de argumentos de ambos os lados. Mas é um tema que ganha contornos surpreendentes quando analisado sob a ótica do impacto socioeconômico e do combate à inflação.

Por um lado, quem defende a redução argumenta que jovens de 16 e 17 anos já possuem discernimento suficiente para responder por seus atos, especialmente diante de crimes hediondos. Sob esse aspecto, a medida traria uma sensação de justiça para as vítimas e combateria a impunidade, além de inibir o aliciamento de menores pelo crime organizado.

Por outro lado, críticos apontam que o sistema prisional brasileiro, já saturado e precário, funciona frequentemente como uma "escola do crime" e que a solução estrutural passaria por investimentos massivos em educação e oportunidades de emprego, evitando que o jovem entre na criminalidade.

No entanto, há um desdobramento econômico menos evidente, mas profundamente conectado à estabilidade do país: o impacto direto na escalada da inflação.

À primeira vista, conectar o Código Penal ao índice de preços ao consumidor parece estranho. Mas a segurança pública é um dos principais componentes invisíveis do chamado "Custo Brasil". Você sabia disso?

Junho da Copa: consumo, paixão e polarização

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2026 - 06:30

O mês de junho sempre traz uma atmosfera diferente para o Brasil, mas, em ano de Copa do Mundo, essa transformação é profunda. A rotina das cidades se molda ao calendário dos jogos, esvaziando ruas e alterando horários de expedientes inteiros. O comércio e a indústria precisam se reorganizar para lidar com as pausas estratégicas, refletindo um impacto direto na produtividade do país.

Por outro lado, o consumo dispara em setores específicos: supermercados, bares e lojas de eletroeletrônicos veem as vendas aquecerem com a busca por camisas, petiscos e telas maiores. O futebol, como nossa grande paixão nacional, mantém uma capacidade única de ditar o ritmo da economia e do cotidiano de milhões de pessoas. Mesmo em tempos de certo distanciamento e menor empolgação com o desempenho recente da nossa Seleção, o torneio ainda mexe fortemente com o emocional do brasileiro.

Há uma memória afetiva e uma vibração coletiva que insistem em emergir quando a bola rola no maior palco do esporte mundial. O país para, torce e se emociona, provando que o futebol continua sendo um dos nossos principais traços culturais.

Infelizmente, a festa deste ano carrega uma melancolia inédita nos guarda-roupas e nas ruas. Por conta da forte polarização política que atravessa o país, muitos torcedores brasileiros decidirão deixar a tradicional camisa verde e amarela no armário durante a competição. Essa triste realidade reflete como os símbolos nacionais e as cores da nossa bandeira foram apropriados por uma determinada corrente partidária nos últimos anos.

Para uma parcela significativa da população, vestir o uniforme da Seleção deixou de ser um ato puramente esportivo e passou a ser interpretado como uma declaração de voto ou posicionamento ideológico. Com receio de julgamentos, hostilidades ou, simplesmente, por desaprovarem essa politização do manto sagrado, muitos preferem torcer vestindo azul, branco ou roupas neutras, evidenciando uma ferida social que nem mesmo a maior paixão do país conseguiu cicatrizar por completo.