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Editorial: A cada eleição, uma nova esperança

access_time28/07/2026 - 08:00

Fonte: Produção

O brasileiro é, antes de tudo, um forte e talvez o mais paciente dos povos. Dia após dia, nossa gente acorda cedo para enfrentar uma engrenagem que parece rodar contra o cidadão comum. Não bastasse o peso sufocante de uma inflação que devora o poder de compra e transforma o básico em luxo, somos diariamente confrontados com a repugnante realidade da corrupção entranhada nas estruturas do poder.

É a dor de ver o fruto do nosso trabalho confiscado pela ganância de poucos, enquanto áreas vitais como saúde, educação e segurança pública parecem entregues ao acaso. Poucas nações no mundo foram tão testadas quanto a nossa; poucos povos carregam na pele as cicatrizes de tantos descasos e promessas vazias.

E, no entanto, aqui estamos. Nem por isso esmorecemos. O brasileiro teima em sorrir, teima em trabalhar e teima em acreditar que o amanhã pode ser diferente. É a materialização daquela velha e sábia máxima: a esperança é a última que morre. Mas a esperança não pode ser apenas um sentimento passivo; ela precisa se transformar em atitude. É exatamente por isso que nós, aqui no rádio, reafirmamos o nosso compromisso institucional com você. Nossa voz existe para lembrar que a verdadeira mudança não virá do conformismo, mas sim da nossa capacidade de reação.

O voto é a ferramenta mais potente que temos em mãos para virar esse jogo. Exercer o sufrágio com consciência e responsabilidade é o ato mais revolucionário que um cidadão pode praticar contra a impunidade e a incompetência. Não entregue o seu futuro nem o das próximas gerações nas mãos daqueles que aparelham o Estado em benefício próprio. Nas urnas, a paciência do brasileiro deve se converter em sabedoria, e o nosso cansaço, em renovação.

O Brasil só será a nação gigante que merece ser quando cada um de nós entender o poder do próprio voto. Escolha com atenção, cobre com firmeza e jamais renuncie ao direito de sonhar com um país mais justo.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.