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commentJornalismo access_time20/10/2026 18:30

Natália Chaves recebeu Karolyne, Fernando Casagrande, Sônia Maria Gonçalves, Ana Paula Nesi e Gilson Clemes

André Gaidzinski chega à decisão da Porsche Cup na briga pelo título da Master

commentEsporte access_time20/10/2026 16:30

Piloto catarinense ocupa a terceira colocação do campeonato e disputa a etapa final da temporada, em Interlagos, na programação do GP de São Paulo de Fórmula 1

Com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Yuri Tanque mira acesso acesso direto à Série A pelo Criciúma

commentCriciúma EC access_time20/10/2026 17:47

Atuando em todas as partidas desde a sua estreia pelo Tigre, atacante busca ajudar equipe a alcançar as duas primeiras colocações, que garantem vaga direta na elite nacional em 2027

Coluna do Fim de Semana

access_time26/01/2018 - 23:23

Jogo de xadrez no parlamento
Já na retomada dos trabalhos legislativos do Estado (dia 6 de fevereiro) o eleitor catarinense pode assistir um jogo duro de estratégias entre PMDB e Gelson Merísio (PSD). Existe de bastidores um acordo segundo o qual a presidência da Assembleia Legislativa em 2018 ficará com o PMDB (deputado Aldo Schneider, atual vice-presidente). Ocorre que em meio a este acordo existe uma queda de braço entre o PMDB de Eduardo Moreira que estará governador e quase todo o restante do parlamento (40 deputados), que estão afinados com o deputado Gelson Merísio (PSD). Deve ver-se neste momento uma guerra de estratégias que pode alterar o acordo firmado no início do ano passado.

Conversas
São perceptíveis os movimentos feitos pelo vice-governador Eduardo Moreira na preparação do terreno para uma reviravolta do que o PMDB tem previsto. Hoje vale a regra de que em 17 de março o partido fará prévias para indicar o candidato a governador. Moreira, não disputará a prévia. O provável é que Mauro Mariani se apresente sozinho. Se ele ganhar por “WO” pode ser o indício de que a prévia não valerá.

Questão de tempo
Nesta semana Eduardo Mariani teve conversa com o deputado federal Jorginho Melo (PR), cujo nome está previamente lançado ao governo do Estado. O convite inicialmente rejeitado por Melo é que ele componha na chapa com o PMDB. Ocorre que a maioria das siglas deve manter o discurso da dissidência de aliança com o PMDB. Este jogo pode mudar mais adiante, se o candidato for o então governador Eduardo Moreira.

Liderança nata
Em todas as principais siglas, PMDB, PSDB, PP e PSD possuem o mesmo vício interno. São as tentativas das consideradas “segundas forças” tentando se impor. Refiro-me a Mauro Mariano que força sobrepor-se a Eduardo Moreira que além da sua força natural ainda será governador em breve. No PSD não é diferente com Gelson Merísio e Raimundo Colombo. No PSDB outros como Marcos Vieira exercem a mesma “forçação” ante a liderança natural de Paulo Bauer assim como há muito deputados buscam impor-se à liderança natural de Esperidião Amin.

E mais...
A história revela que as acomodações vão acontecendo a medida que o processo eleitoral acontece. Foi assim até agora em Santa Catarina. Sob esta teoria entende-se que as melhores vagas de 2018 também fiquem com Eduardo Moreira, Paulo Bauer, Raimundo Colombo e Esperidião Amin.

Reveza
Neste fim de semana o prefeito Clésio Salvaro deve voltar a tratar da sua licença combinada à licença do vice-prefeito Ricardo Fabris, um procedimento que está virando praxe na administração pública municipal de Criciúma. Prefeito e vice-prefeito licenciados assume o presidente da Câmara, Júlio Colombo. Isso deve ocorrer no dia 6 de fevereiro.

Começa o trabalho
No dia 5 de fevereiro o prefeito Clésio Salvaro irá à sessão que abre o ano legislativo. É previsto na constituição do município está presença, tanto que a primeira sessão ordinária do ano é sempre integralmente dedicada à fala do prefeito com caráter de prestação de contas. Neste ano deve sentir-se nesta visita o desejo do prefeito aproximar-se mais e mais dos vereadores.

Novo Secretário
Em Treviso o vereador Gabriel Mariani (PP) assumiu o cargo de Secretário Municipal de Saúde. O vice-prefeito Rodrigo Fenili, o Birilo, (PSB) que estáno exercício de prefeito com as férias do prefeito Jaimri Comin (PP) é quem deu a posse.

IPTU provoca desgaste
O vai e vem na decisão sobre o IPTU colocou em choque o técnico e o político do governo municipal. Respingos existem, mas não o suficiente para gerar rumores de mudança na Secretaria de Fazenda. Se houve, como se especula que o titular da pasta, Robson Gotuzzo esteja saindo, não terá sido só por causa do IPTU. O secretário foi muito bem na defesa do político e o prefeito foi firme na defesa dos técnicos. Pode ter exagerado quando deixou dúbia a interpretação de uma frase pronta que ele gosta de usar: “nós não temos compromisso com o erro”. Mesmo assim, se houver a saída do secretário após as férias não terá sido por um único episódio.

DIFERENÇA A reação popular ao aumento do IPTU em Criciúma foi proporcionalmente dezenas de vezes maiores que a de população de cidades maiores ou mesmo menores, entenda-se São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis ou Içara. Nestas a mesma correção que Criciúma rejeitou, foi aplicada e mantida.

RUÍDOS No Paço Municipal que hoje é comandado pelo PSDB mais uma vez houve indignação com reação que saiu de gabinete de um vereador do próprio partido tucano. Me refiro ao fato do principal assessor do vereador Júlio Kaminski (PSDB), Adão da Silva, ter liderado discurso contra o governo na Vila Esperança nesta semana.

RADAR O Radar Meteorológico do Sul que será instalado em Araranguá seria transportado de Florianópolis até o seu local definitivo na segunda-feira, mas a previsão do tempo dos outros dois radares indica que o sul terá chuva forte. Por isso o transporte foi adiado para o dia seguinte, terça-feira.

SÃO TRÊS Com a instalação do radar Sul o Estado de Santa Catarina cobre toda sua área. Os outros dois estão instalados estrategicamente em Lontras e Chapecó.

DENUNCIADO Nesta semana a polícia concluiu inquérito daquele atropelamento provocado pelo ex-deputado João Pizzollati, em Blumenau. Ele é denunciado por embriagues ao volante e por provocar um acidente com sabido risco de matar. Pode ser levado inclusive a julgamento.

MISTÉRIO A equipe de limpeza e corte de grama do canteiro central da avenida Centenário anda intrigada. A cada vez que foi feito o corte, ao longo do ano, alguém passava em trecho da avenida espalhando jornal recortado. O lixo ficava acumulado. No último corte isso não ocorreu. A curiosidade é se o autor parou ou está de férias na praia.

FRASE DO DIA
“Sempre disse que tudo aquilo que acontece no município é de pura responsabilidade do seu gestor, o prefeito. Por isso chamo para mim a total responsabilidade sobre qualquer ato. Não transfiro aos técnicos ou quem quer que seja a responsabilidade destas medidas do IPTU”.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, ao comentar respingos e desgastes em virtude do processo de revogação de decreto sobre parte de aumento do IPTU.


Prefeito "acaba" com os feriados em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time14/04/2020 - 11:11

O prefeito Clésio Salvaro já assinou e publicou o decreto que “acaba” com os feriados de Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro) e dia Servidor Público (28 de outubro). Assim, na próxima terça-feira, todos os órgãos da administração municipal terão atendimento normal. Serão considerados dias compensados pelos dias não trabalhados. Significa dizer que aqueles que trabalharam entre os dias 30 de março e 5 de abril terão respeitados estes dias e não trabalharão. Os feriados pagam os dias não trabalhados. Há uma série de exclusões, que podem ser conferidas no Diário Oficial do município do dia 9 de abril. Estas medidas estão previstas no decreto 442/20, de 7 de abril de 2020.
Ontem o prefeito admitiu que sugere que setores do comércio e até a indústria façam o mesmo, na medida do possível. Acho pouco provável.

Os bastidores da "possível" volta do transporte coletivo em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/04/2020 - 23:22

Se não for na primeira hora da segunda-feira pode ser ao longo dia ou até em caráter extraordinário ainda neste domingo: Criciúma pode decisão judicial permitindo a retomada do transporte coletivo urbano. É o que indicam informações apuradas ao longo deste sábado. Inicialmente se imaginou que o prefeito Clésio Salvaro tomaria a iniciativa, mas as circunstâncis sugerem que o melhor ca minho é seguir o que foi feito em Joinville, onde as empresas obtiveram liminar na Justuiça que lhes garante circular normalmente a partir desta segunda-feira. A cópia é tão fiel que as empresas de Criciúma irão contratar o mesmo escritório advocatício que obteve a liminar na cidade de Joinville. O despacho considera que a atribuição do transporte público municipal é autonomia do prefeito e Clésio Salvaro não reeditou o decreto municipal que mantinha esta proibição. Aliás, Salvaro até reabriu a prefeitura.

Se eu fosse o governador...

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2020 - 23:58

De médico, louco, técnico de futebol e agora cientista ou chefe de Executivo, todos temos um pouco. Nunca antes na história fomos tão aquilo que não somos e decidimos sobre o que não nos cabe. As redes sociais nos transformam em analistas com meia dúzia de passos. Se os tempos forem de Coronavírus, tornamo-nos cientistas rapidinho. Até então este papel de donos da verdade ou semidonos na pior das hipóteses, era coisa de jornalista e/ou somiliares. Pois agora atrevemo-nos a discorrer sobre o que deve e o que não deve. Me permito invocar estudos, experiência de cenas parecidas e um pouco de lógica para dizer que se estivesse eu no lugar do governador Carlos Moisés, repassaria aos prefeitos a responsabilidade de decidir sobre o transporte coletivo urbano. Afinal, a realidade das cidades é tão distinta que não cabe verticalizar a decisão. Óbvio esta não é a leitura que tenho para o transporte intermunicipal e interestadual, nem tão pouco à atividade comercial. Estes devem ficar sob a batuta do governador, mas o transporte coletivo é realidade muito específica.
Não bastasse estes argumentos entra o ingrediente político. Os prefeitos, como Clésio Salvaro em Criciúma, tem afirmado que podem até divergir do decreto estadual e invocar recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que reconhece autonomia para os chefes de diferentes poderes, liberado o ônibus urbano a partir de segunda-feira. Politicamente o governador se livra de um problema que pode dividir com os prefeitos. Se vai fazê-lo, não se sabe.

Mek vai para o PSDB em Siderópolis

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:39

Ex-vereador pelo MDB, entre os anos 1996 e 2000, o professor Méricles Rossa confirmou nesta quinta-feira assinatura de filiação ao PSDB e deve ser candidato a vereador em Siderópolis, Assim como ele outros três nomes considerados de linha de frente migraram para o partido tucano: são eles os vereadores Franqui Salvaro, Lilo Remor e William Bonassa. Os dois primeiros saíram do PSB e William saiu do PSD mas há tempo ele vem alinhado com os peessedistas e agora peessedebistas.
Mek como é mais conehcido Méricles Rossa foi diretor da Escola Estadual José do Patrocínio por nove anos e diretor da Escola Estadual Silvio Ferraro por um ano. Além disso ocupou o cargo de diretor regional de esportes por quatro anos.

Maciel vai para o PDT em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:37

Num destes atos políticos abreviados e com cuidados que seguem as normas do combate ao coronavírus o vereador Maciel Dassoler oficializou o seu ingresso no PDT de Forquilhinha, na noite desta quinta-feira. O ato dirigido pelo deputado estadual e morador do município, ROdrigo Minotto, contu ainda com a presença do ex-prefeito local Vanderlei Riecken e pelo menos três lideranças que saem do MDB e entram na lista de pré-candidatos a vereador pelo partido. Maciel disputará internamente com o atual vereador Valcir Antônio Matias, o Chile, a indicação à majoritária.

Maciel está presidente da Câmara de Vereadores desde 2017 e num articulação política bem costurada emenda quatro anos na função o que dá boa credencial para articular pela construção de eleição na majoritária.

Forquilhinha tem duas velhas linhas políticas hoje representadas pelo atual prefeito Dimas Kammer (PP), que deve ser candidato a reeleição e José Cláudio Gonçalves, Neguinho (PSD). Dimas precisa costurar primeiro a unidade no seu partido que sofre desgastes por estar a 20 anos no governo. Além disso tem no páreo o ex-prefeito Lei Alexandre, que mesmo afirmando não ser candidato, ouve o apelo de aliados para entrar na disputa. De outro lado Neguinho acumula três disputas seguidas ao mesmo cargo e com derrota. Se for à disputa será pela quarta vez seguida.

PSDB leva dois vereadores do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:34

Com a janela de troca de partido se fechando sábado e os vereadores “saltando” a sigla que tem uma das melhores articulações, não só em Morro da Fumaça, é o PSDB. A sigla tucana fumacense pela primeira vez ganhou força de atenção de fato, isso agora com a articulação da deputada federal Giovânia de Sá. Nesta quinta-feira se fecharam dois reforços de peso: “vereadores”. Tiago Minatto e José Carlos Bortolin, Calita, assinam ficha na noite desta quinta-feira.
São dois vereadores emedebistas que deixam a sigla, mas era para ter sido três. O PSDB assediou ainda o vereador Raimundo Mundi Marques, que também tinha convite do PSD. Ele optou em permanecer no MDB. Anunciou isso quarta-feira. Assim a bancada emedebista que entrou nesta legislatura com quatro fica com dois: Raimundo Marques e Edivaldo Marcoli (isso dos eleitos).
A reunião de filiação de Minatto e Calita acontece nesta quinta-feira, sem maior barulho em virtude do coronavírus.
Entre filiações do PSDB em Morro da Fuymaça estão nomes como Serginho Da Soller, Jaimir Patrício e Pedrinho Patrício, este último que testou o poder de urnas na eleição da Cermoful.

Gelinho assina no PSL

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 17:00

Dificlmente alguém o conhece pelo nome, mas mesmo que a pessoa não seja do futebol já deve ter ouvido falar de um dos atletas mais conhecidos nos campos da várzea. Trata-se de Wildnei Cardoso mais conhecido "Gelinho". Morador do bairro Morr Estevo, sobrinho da liderança política Luiz Dal Toé, ele é um dos nomes na lista dos "calouros" no partido do governador Carlos Moisés, em Criciúma, o PSL. Gelinho assinou ficha nesta quinta-feira. A sigla tem por norma não inscreve nomes já carimbados na política, por isso Gelinho é do perfil que as lideranças locais anunciam como pré-candidato a vereador. Ricardo Beloli, um dos "escaladores" deste time diz que o partido calcula em pelo menos três o número de vagas a serem conquistadas pelo partido em Criciúma.

Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.

Empresas com "imunidade baixa" sofrem mais

 personJoão Paulo Messer
access_time28/03/2020 - 11:39

A retomada das atividades comerciais na próxima quarta-feira não significa volta à rotina em várias indústrias no Sul do Estado. Tomemos por exemplo o setor ceramista que é uma das nossas referências. Algumas destas indústrias já estão com suas linhas de produção totalmente paralisados, outras desativarão as suas nos próximos dias. Isso é reflexo da combinação da frustração da retomada da economia e a crise gerada pelo Coronavírus. Quase todas estão com razoáveis estoques que suportam até meses de paralisação. Assim, a medida adotada agora é a confirmação do que já vinha sendo analisado como possibilidade para reduzir o custo da produção e equilibrar o caixa. Isso deve se associar ao fato de que os pedidos para a renegociação das dívidas dos clientes já começaram a chegar a estas indústrias. De outro lado os fornecedores de matéria prima serão procurados para renegociar dívidas vincendas.
Estancando as saídas e estando preparados para entradas menores, os setores financeiros oferecem alternativa única à saúde das empresas. Isso pode provocar demissões se as adequações com férias e licenças especiais não forem suficientes.
Segundo apurei, empresas grandes como a Angel Gress e a Elizabeth estão com a produção totalmente paralisada. Outras duas referências, a Portinari tem três linhas de produção paralisadas e a Eliane está reduzindo algumas das suas.
No início desta semana sindicatos patronal e laboral assinaram um aditivo ao acordo trabalhista. Ele visa preservar o maior número possível de empregos, garante o pagamento em dia dos salários de março e dá alivio às empresas na medida que todos os dias parados serão pagos por compensação de férias, bancos de horas ou circunstâncias similares.
Quer dizer, não culpemos apenas o Coronavírus pelo que está por vir. Muitos setores que sofrerão mais com esta nova crise entram nela porque são do chamado “grupo de risco”. São empresas que estão com imunidade baixa.

O buzinaço que foi um sucesso porque não aconteceu

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2020 - 16:00

Não sei se foi graças a orientação do Ministério Público e ação vigilante da Polícia Militar, mas felizmente não tivemos em Criciúma o lamentável comportamento de bando, verificado em outras cidades, quando como se fossem de um rebanho as pessoas saíram correndo desavisados às ruas com a mão na buzina. As regras de flexibilização são públicas e razoáveis o que não justifica apelo pela retomada da atividade comercial em manifestação de massa. Só o que justificaria ato deste tipo é a subverniência ideológica ou personalista. O buzinaço em Criciúma não foi um fracasso, mas sim uma manifestação de maturidade.

O debate sobre a eficiência das medidas anti-coronavírus não é papo de boteco, nem de rede virtual. Se os especialistas divergem, quais são as nossas certezas? Melhor seria se gastássemos o tempo em busca de conhecimento ao invés de fazê-lo “catando” argumentos para justificar nossa ignorância. Deu. Basta. Será que não se percebeu ainda que só crava opinião sobre o assunto coronavírus aqueles que a usam como escudo na defesa ideológica? Nem as autoridades responsáveis por baixar decretos tem certeza no que determinam e logo se justificam apontando os seus técnicos como autores das normas. Ou alguém imagina que a economia parada mata politicamente apenas o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonaro tirou o meu sono

 personJoão Paulo Messer
access_time25/03/2020 - 10:45

Não sei se me preocupo mais com as primeiras ameaças sobre o tenebroso Coronavírus ou com o que tenho ouvido de ontem para cá. Cheguei a pensar que ouvi demais, ontem de manhã, quando entrevistei, aqui no programa, o médico e deputado federal Osmar Terra. A ideia central é que está na hora de ir afrouxando o cinto.
A entrevista que fiz ontem com o deputado médico gaúcho Osmar Terra reforçou o que eu disse. Só que ele fez isso no tom mais agressivo, duvidando da palavra das autoridades e até incitando todos nós a acreditar no contrário. Muitos ouvintes reagiram achando que foi exagero dele. Também pensei assim.
No final da tarde o governador Carlos Moisés - que saiu da inércia como governante para um habilidoso gestor da crise - veio no mesmo tom que usei no texto de ontem. Disse que dá para ir afrouxando o cinto, liberando alguns setores. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro também falou em ir retomando vida normal. Voltar lentamente à normalidade com cuidados com os idosos, mas ainda com a recomendação de que fiquem em casa. Quer dizer, que fique em casa quem pode. Entendi assim.
Ontem à noite o presidente Jair Bolsonaro veio num tom da contramão desta cautela. Libera geral foi o que entendi. Parece que é o que eu e muita gente entendeu. Bolsonaro criticou que tenham sido usados exemplos como os da Itália para o que ele chamou de amedrontar a população brasileira. Juro, não entendi.. Afinal, o próprio elogiado Ministro Mandeta usou aquele exemplo para justificar as medidas até então adotadas.
Devemos sim voltar à normalidade, mas do jeito que o presidente falou ontem parece “zerar” o que temos feito até então.
O presidente foi claro e direto e disse: “Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de terra arrasada e abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.
Sou disciplinado tenho certeza. Acho que sou consciente no uso do poderio de um microfone, por isso repito com cautela o apelo para que se respeitem os decretos das autoridades, mas a minha cabeça agora bagunçou.
O presidente me deixou em dúvida. Do alto da sua autoridade e popularidade jogou aos leões os governadores e prefeitos.
O presidente me parece com sangue nos olhos com a Globo, com os governadores Witzel (Rio de Janeiro) e Dória (São Paulo). Por isso fez um pronunciamento num tom que me amedronta quando esta retomada das atividades.
Ainda ontem à noite os Secretários de Saúde do Estado se reuniram e em nota discordaram do presidente. Os presidentes da Câmara e Senado também reagiram. Acho que este vai ser o tom dos governadores e prefeitos.
Só espero que não nos restrinjamos apenas a uma briga política.
É só o que a gente não precisa.
Contra este vírus da vaidade política também não há vacina e os prejuízos que ela causa são tão ou mais mortais quanto os de outros vírus ou crises econômicas.

Começando a soltar o freio

 personJoão Paulo Messer
access_time24/03/2020 - 07:06

Se a dúvida é por quanto tempo permaneceremos assim, em quarentena, saiba que os decretos governamentais, que venceriam hoje, foram prorrogados.
Os serviços como transporte coletivo, bares, restaurantes e aqueles que não são considerados essenciais permanecerão suspensos por mais uma semana.
Pelo menos. Será???
Isso vale para os decretos municipais de Criciúma e região e o decreto do Governo Estado. Admito que a capacidade de resiliência vai diminuindo gradativamente. Admito que a vontade de sair de casa, retomar a vida, possa estar aumentando em cada um de nós. O apelo para ficarmos em casa pode até já nem mais fazer o mesmo efeito. Mas o apelo se mantém.
Quando começa o dia, antes de entrar no ar na rádio Eldorado, recebo sempre uma mensagem do médico Dr Ronaldo Benedet Barroso. Eu chamo ele de capitão dos guerreiros. É médico coordenador técnico da rede pública de saúde em Criciúma. Como ele há vários outros capitães. Na rede pública e privada.
Ele capitania equipe de verdadeiros guerreiros: o nosso pessoal da saúde. Como em Criciúma tem em todas as cidades. Como na rede pública, tem o pessoal da rede privada.
Pois então: quando começo o dia recebo do Ronald um relatório da noite anterior. Confesso que recebo e sempre imagino que vou ouvir um relato do aumento dos casos. Do agravamento dos casos. Felizmente não é o que ocorre.
Repetem-se dia após dia relatos de noites tranquilas. Sem aumento de casos. Nada igual a sexta-feira passada quando saímos do zero e fomos a nove casos em Criciúma. Quando digo que espero ansioso pelo relatório é porque temo que sejam notícias ruins. Não são. Que bom. Mas não são porque o cenário está sendo anunciado pior do que é ou porque nós estamos fazendo a coisa certa????
Prefiro ficar com a segunda opção.
Mas insisto que a nossa capacidade de permanecer assim, de alguma forma improdutivos nos atormenta tanto quando a doença. Lembro logo que o falido se recupera, o falecido não. Que estamos protegendo a vida.
Mas convenhamos, é possível sim proteger a vida e proteger o produtivo.
Criatividade com responsabilidade.
Lidamos com o desconhecido e por isso cada dia pode e deve ter um avanço.
Avançar um pouco. Criar a forma de manter os cuidados e ir produzindo.
O que precisa ficar evidente é que prioridade não é o que nós decidimos. Prioridade não é o que eu penso ser, mas sim aquilo que prioriza o coletivo.
Vamos aprendendo que puxamos o freio ao extremo. Que dá para ir soltando.
Mas que não somos que vamos fazer isso pela nossa vontade.
O livre arbítrio acaba ante a realidade do coletivo.
Por isso, compreendendo a necessidade e confessando a possibilidade de que muitas coisas podem ser flexibilizadas: o alerta de hoje é de que aguardemos que pela consciência coletiva – ou seja pelas orientações – para flexibilizar alguma norma.
A realidade vai nós ajustando, as coisas vão começar a ser liberadas, mas tudo ao seu tempo. Por enquanto o risco ainda existe. Não sejamos irresponsáveis.
Que eu tenha a consciência de que: toda vez que pensar que as regras se danem, estarei agindo como aquele que eu classifico de calhorda que assalta a pátria. Sim, porque estarei pensando apenas em mim....

Coronavírus nas nossas vidas

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2020 - 12:22

Sim hoje é segunda-feira. Confesso que já me perdi no tempo. É necessário conferir no calendário. – Segunda-feira, 23 de março. Nós, na rádio Eldorado, trabalhamos no fim de semana todo. Recolhidos em nossas casas, mas trabalhamos normal. Aliás eu penso que todos estamos assim.
Seja qual for nossa atividade, se a tecnologia e outras circunstâncias e acessórios nos permitem, estamos em casa. Afinal, este é o apelo das autoridades. O limite é a sacada ou no máximo o pátio, para que o tem.
É tudo muito estranho. Parece prisão, mas isso tem outro nome: chama-se consciência.
Foram-se quatro dias e esta semana está só começando e promete ser inteiramente assim, em casa. Ainda não dá para afrouxar as rédeas. As autoridades garantem que ficar em casa nesta semana será ainda mais importante.
Mais afinal, quando isso acaba???
Dizem que ainda vai longe.
A esperança é de que a gente vá se acostumando, adaptando à realidade e à necessidade.
Necessidade de se manter em casa, mas a realidade de que algumas coisas podem e devem ser feitas para não parar totalmente a economia. Sem perder o foco no cuidado com a saúde pública dá sim para irmos encontrando alternativas.
E se alguém acha que tudo isso é um exagero, saiba que as atitudes de Criciúma estão sendo elogiadas. Neste domingo Criciúma foi citada na página de facebook do presidente da república Jair Bolsonaro, porque o governo municipal foi o primeiro a solicitar o apoio do exército. Aqui não se desprezou forças para enfrentar o inimigo.
Nos grupos médicos de outros centros do país, e há áudios confirmando isso nas redes sociais, a força tarefa da Unimed de Criciúma é citada como modelo. Se o Estado foi bem nas medidas, Criciúma seguiu na mesma linha.
Os atos e decretos adotados pelo governador na semana passada, começam a ser adotados agora por seus colegas em outros Estados. Os atos e práticas adotados pelo prefeito de Criciúma estão sendo adotados em várias outras cidades. Quer dizer, os nossos atos como criciumenses ou sulcatarinenses, estão certos, sim. A gente está puxando fila no combate ao Coronavírus.
Defina você como quiser, mas isso tudo parece muito estranho. Parece uma terceira guerra mundial. Uma guerra sem nenhum aparato bélico. A arma é a consciência. O inimigo é invisível. Nós somos todos aliados. Ou será que tem algum inimigo na “trincheira”?? Alguém que ainda não entendeu bem o que está acontecendo?
A ganância agora é suicídio. É uma granada que explode na mão.
Acho difícil que alguém vai sair dessa sem tirar muitas lições.
Há quem diga que a humanidade vai sair dessa mais consciente. Diferente. Não sei, mas que tem gente que vai sair dessa conhecendo melhor a sua própria família.

Definições dos prefeitos

 personJoão Paulo Messer
access_time21/03/2020 - 11:34

Os Prefeitos e Secretários de Saúde da AMREC tiveram reunião na manhã deste sábado, na sede da associação. Definiram que a partir de agora as reuniões passam a ser virtuais. Os prefeitos irão solicitar à Federação Catarinense dos Municípios para reivindique junto ao Governo Federal para que este decreto o toque de recolher, pois esta é uma atribuição do presidente da república. Isso significa que os prefeitos tem este desejo e só não adotam a medida por reconhecer que não é deles a competência.
O prefeito Jairo Custódio, do Balneário Rincão era o mais preocupado, pois as pessoas estão indo para o seu município num período em que a estrutura de atendimento de verão já foi desarticulada por ter terminado a temporada de verão. Isso significa que se houver procura exagerada na campanha de vacinação da gripe, que começa segunda-feira, por exemplo, haverá colapso.
Os salários dos servidores estão assegurados para março, mas para abril algumas prefeituras não têm previsão.