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Escolas de Criciúma recebem biodigestores para transformar resíduos em energia

Entrega do equipamento faz parte de Programa de Educação Socioambiental, implementado pela primeira vez em Santa Catarina

comment Jornalismo access_time06/10/2026 - 18:38

Reportagem: Redação Eldorado

As escolas municipais Giácomo Burigo e Filho do Mineiro, de Criciúma, receberam biodigestores para transformar os resíduos orgânicos da merenda escolar em biogás nesta terça-feira, dia 6. A entrega do equipamento foi realizada durante dois atos promovidos pela Prefeitura de Criciúma por meio da Secretaria Municipal de Educação e a Plasson do Brasil. As cerimônias marcaram o início das atividades do Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada, uma política pública financiada pela iniciativa privada implementada pela primeira vez em Santa Catarina.

O Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada busca transformar escolas em centros permanentes de educação ambiental, gerando benefícios mensuráveis para o município e solucionando parte do desafio da gestão pública em relação à gestão de resíduos orgânicos com baixo custo.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, destaca a importância da iniciativa para a educação ambiental no município.

“Estamos transformando resíduos em energia e, ao mesmo tempo, contribuindo para a formação de uma geração mais consciente sobre os cuidados com o meio ambiente e a destinação correta dos resíduos. É uma iniciativa que une educação, inovação e responsabilidade ambiental, trazendo benefícios concretos para Criciúma e fortalecendo o aprendizado nas escolas municipais. A parceria com a iniciativa privada permite que tecnologias como o biodigestor cheguem aos nossos estudantes e transformem a rotina escolar, e queremos ver esse projeto crescer em toda a cidade”, pontua.

Impacto socioambiental
Segundo dados do BioMovement, grupo responsável pela iniciativa, o Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada opera por uma lógica de economia circular completa, na qual cada etapa alimenta a seguinte e, com o uso do biodigestor doado a partir de uma parceria entre o projeto Nações Global e a Plasson do Brasil, uma única escola será capaz de tratar 3.6 toneladas de resíduos, evitando a emissão de 7,2 toneladas de dióxido de carbono e gerando energia limpa equivalente a 30 botijões, além de produzir 7,2 mil litros de biofertilizantes e 60 mudas para plantio comunitário.

A secretária municipal de Educação, Geovana Zanette, conta que o projeto permite que os estudantes vivenciem de forma prática uma transformação que antes estaria presente somente nos livros.

“Levar esse projeto para as escolas é uma forma de aproximar os estudantes de práticas que podem solucionar desafios atuais da nossa sociedade. A partir do biodigestor, eles poderão entender como os resíduos podem ser reaproveitados e qual é a responsabilidade de cada cidadão nesse processo. Mais do que ensinar sustentabilidade, queremos que os estudantes compreendam as soluções existentes para os desafios atuais e, quem sabe, terem ideias que possam solucionar problemas do futuro”, destaca.

O programa da BioMovement também contribui para o engajamento da comunidade escolar, alcançando cerca de 300 estudantes por unidade de ensino. Com a ampliação do número de escolas participantes, aumentam também a redução das emissões de dióxido de carbono e a quantidade de resíduos que deixam de ser encaminhados aos aterros sanitários, sem desembolsar recursos públicos.

“Nós sempre tivemos um olhar voltado para a sustentabilidade e quando conhecemos o projeto dos biodigestores entendemos que era uma grande oportunidade para conscientizarmos a sociedade sobre preservação do meio ambiente e descarte correto de resíduos. A partir daí, decidimos que era importante levar todo esse conhecimento para as escolas”, afirma a gerente financeira e de governança da Plasson do Brasil, Silvana De Mattia Marquardt.

A iniciativa responde a compromissos ambientais, sociais e de governança (ESG) internacionais assumidos pelo Brasil.

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