Finnancial Summit reúne mais de 200 participantes e debate futuro do setor financeiro
Quarta edição do evento abordou atuação estratégica dos profissionais da área de finanças de organizações, governança no uso da Inteligência Artificial e avanços do Open Finance
Mais de 200 pessoas participaram da quarta edição do Finnancial Summit, realizada nesta terça-feira, dia 20, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic). Promovido pela InnCash, o evento reuniu profissionais da área financeira para uma manhã de troca de experiências e debates sobre as transformações que vêm impactando o setor.
A programação contou com as participações do CFO da La Moda, Edson Cichella, do consultor em soluções avançadas de Inteligência Artificial na Nuvme, Tommaso Oggian, e da gerente de Produtos do PicPay, Luana Soratto. Os três abordaram diferentes movimentos que vêm modificando tanto a rotina dos profissionais quanto a participação do financeiro nas decisões das empresas.
A participação do público e a qualidade dos conteúdos marcaram positivamente a quarta edição, na avaliação da CEO da InnCash, Saionara Ugioni. “Tivemos uma edição muito positiva e uma trilha de conteúdo com discussões muito relevantes para o momento que o setor financeiro está vivendo. Conseguimos reunir diferentes perspectivas sobre temas que estão transformando a área e proporcionar uma manhã de muito conhecimento e troca de experiências. Ficamos muito felizes com o resultado”, observa.
Financeiro além da operação
A necessidade de ampliar a participação do setor financeiro na estratégia das organizações esteve entre os pontos apresentados por Edson Cichella. A partir da experiência como CFO da La Moda, ele mostrou como a área pode deixar de atuar apenas no registro e acompanhamento dos números para participar ativamente dos rumos do negócio.
“Em um negócio como a La Moda, finanças não pode apenas registrar, tem que pilotar. Precisamos antecipar cenários e utilizar as informações que temos para ajudar a empresa a tomar decisões”, afirmou.
Cichella também abordou a importância de uma visão integrada sobre as finanças e provocou os participantes a questionarem processos e buscarem novas possibilidades dentro das organizações. “Seja um inconformado na sua vida”, reforçou durante a apresentação.
Governança e o avanço da IA
Se a Inteligência Artificial já ganhou espaço dentro das empresas, a maneira como ela é utilizada também exige atenção. Esse foi um dos principais alertas apresentados por Tommaso Oggian. Segundo ele, a IA deixou de ser uma discussão restrita aos departamentos de tecnologia e está cada vez mais presente também nas atividades financeiras.
Um dos pontos abordados foi o cuidado com as informações inseridas nas ferramentas. O especialista destacou que os dados são um dos principais ativos para o funcionamento dos modelos de IA e que o uso indiscriminado dessas plataformas pode expor informações das organizações.
“Os dados são o petróleo da Inteligência Artificial. Por isso, não podemos utilizar essas ferramentas sem entender quais informações estamos fornecendo e quais são os riscos envolvidos”, alertou.
Entre as boas práticas apresentadas estão a classificação das informações conforme o nível de risco, utilização de contas corporativas, criação de políticas internas objetivas e treinamentos, definição de responsáveis pela IA dentro das organizações e elaboração de planos de ação para eventuais problemas.
Oggian comparou esses cuidados a uma medida de prevenção já incorporada ao cotidiano. “Governança de IA é como cinto de segurança. Ninguém coloca porque acha que vai bater, mas para estar protegido caso alguma coisa aconteça”, exemplificou.
Open Finance transforma relação com serviços financeiros As mudanças na relação entre consumidores, instituições e serviços financeiros foram abordadas por Luana Soratto. A gerente de Produtos do PicPay apresentou o avanço do Open Finance no Brasil e como o compartilhamento autorizado de informações amplia as possibilidades de desenvolvimento de produtos e serviços.
“O Open Finance transformou o mercado financeiro. Os dados dos clientes não estão mais concentrados somente nos grandes bancos e isso abre novas possibilidades para todo o ecossistema”, explicou.
Entre os exemplos apresentados estão recursos que já chegam ao cotidiano dos consumidores, como o Pix por aproximação e soluções que tornam transferências e movimentações financeiras mais inteligentes. Para Luana, a tecnologia tende a ganhar espaço justamente quando deixa de ser percebida pelo usuário como algo complexo.
“Ninguém precisa saber que determinada experiência é Open Finance. As pessoas precisam utilizar e perceber os benefícios que ele oferece. Não se trata de escolher entre os grandes bancos e o Open Finance, mas de saber aproveitar o melhor dos dois mundos”, ressaltou.
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