Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico, é preso
PF e MPF investigam compra de jurados para a eleição da sede olímpica
Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman, na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro.
O pedido de prisão foi decretado porque houve uma tentativa de sonegação de bens no último mês, após a polícia ter cumprido um mandado de busca na casa de Nuzman. Entre os bens ocultados, há valores em espécie e 16 quilos de ouro que estariam em um cofre na Suíça.
A ação é um desdobramento da "Unfair Play'' que é mais uma etapa da Lava Jato no Rio. Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O esquema de corrupção, segundo os investigadores, tem a participação do ex-governador Sérgio Cabral.
As provas colhidas na primeira etapa da “Unfair Play” mostram evidências de que Nuzman e Gryner foram responsáveis por fazer a ligação entre o esquema de propinas de Cabral e membros africanos do Comité Olímpico Internacional (COI).
Às 11h haverá entrevista na sede da Superintendência da Polícia Federal na Praça Mauá, no Rio, para explicar os motivos da operação.
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