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Texto de Willi Backes

comment Jornalismo access_time23/09/2018 - 07:00

Longe de ser uma exata, a política é uma ciência. Ciência que numa democracia plena é prática usual do cidadão.

A falta da maior interação das coisas e fatos relacionados à política, faz da mesma uma ciência ainda capenga, deficitária. Em estado de plena consciência, não seria necessário o voto obrigatório. Seria voluntário.

Recém no Brasil, devagar mas com consistência, o marasmo popular diminuído eleva o grau e tom quando do embate político e mesmo em tempos não eleitorais. E a razão é uma só. A todos ora é permitido argumentar e defender teses próprias e ou coletivas. O púlpito é a internet e suas redes ditas sociais.

Antes, tudo vinha enlatado como sendo oficial e certo. Hoje é possível acompanhar uma eleição municipal no “cafundó do Judas” com o mesmo nível de percepção quanto a uma eleição no quintal de casa. A eleição para a Presidência da República agora em efervescência, não deveria permitir erro quando do ato cívico eleitoral. Sabe-se e é público a vida e modo vivente de cada candidato. Nos detalhes e com comprovação.

Definitivamente não é ato de cidadania, apoiar, propagar e votar em candidato julgado, provado criminoso e enjaulado. Com agravante que o mesmo indique para o posto representativo, alguém com ficha de vida igual e que é cardápio completo na pratica criminosa. Não só esse caso, outros muitos são insustentáveis eticamente, moralmente e sem admissão cívica.

Mesmo sendo a política uma ciência, repito, não exata, é constrangedor e asqueroso verificar que multidões, felizmente possivelmente a minoria, desfralda bandeiras apenas em defesa de nomes, sem considerar e até ignorar as práticas passadas nada exemplares.

Persistir, insistir e teimar em se associar em ideias e atitudes a elementos desclassificados moralmente, é tanto quanto pecaminoso.

As ditas redes sociais, palco público e democrático, expõe cada um do jeito que é em pensamento e atitude. A máscara cai a cada “dedada” no teclado. O sujeito sai do anonimato e passa a ser ator. Evidentemente que no meio eletrônico transitam informações e repiques, coladas na denominação de “Fake News”. Procedimento racional é simples: ignorar ou melhor, deletar.

Felizmente as boas informações, com conteúdo probatório que subjugam a deslavada mentira, é comprovadamente superior.

Muito pior do que essas manifestações populares na rede social, não fundamentadas e coincidentes com a verdade, são aquelas notícias, matérias e colunas ardilosamente produzidas por redação profissional. Nem a preocupação de produzir conteúdo subliminar subsiste. Simples assim: quem defende o ilícito, é bandido igual, provavelmente por associação e ganho particular.

Enfim, a popularidade e o melhor uso da comunicação nas redes sociais, está remendando os rasgos que surripiaram parte dos sonhos modelados na Bandeira Nacional, a Ordem e o Progresso.

É o que penso.

Reportagem: Jornalismo / Rádio Eldorado

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