Willi Backes: Forquilhinha, a Arca da Fortuna
Para a leitura de domingo, um belo texto escrito pelo cidadão forquilhinhense
Registros históricos e testemunhais, especificam que Forquilhinha, no sul catarinense, foi fundada por famílias alemãs, a partir de 26 de abril de 1912, em território naqueles tempos pertencentes ao município de Araranguá. Em 1959, Forquilhinha conquistou a condição de Distrito, já então comunidade pertencente ao município de Criciúma.
A carta de euforia foi conquistada com a emancipação político administrativa em 26 de Abril de 1989. Assim, em 26 de Abril de 2018, Forquilhinha estará refletindo e comemorando 106 anos de Fundação e 29 anos de Emancipação.
As terras que margeiam o Rio Mãe Luzia, nos primeiros anos de Forquilhinha, foram adquiridos de latifundiários de Nova Veneza e família Colaço de Tubarão, por desbravadores das famílias Arns, Back, Backes, Boeing, Beckhauser, Berkenbrock, Borget, Buss, Eyng, Fritzen, Heerdt, Hobold, Hoepers, Horr, Junkes, Meurer, Kammer, Kestering, Kuhnen, Kurtz, Kulkamp, Loch, Michels, Preis, Schmitz, Sehnem, Steiner, Schneider, Ricken, Tiscoski, Warmling e Westrup (dinamarquesa).
Já no início do século XX, nas áreas que formam hoje a comunidade de Mãe Luzia, estavam alojadas famílias Lituanas imigrantes da Europa: Steckert, Kauling, Frischenbruder, Skolmester, Heidrichson, Hiakpson, Speck, Fischer e Melo, Adventistas ou Batistas, praticavam agricultura de subsistência e tecelagem de lã. Da mesma forma, famílias de origem russa como os Cuba e Uteruski, polonesa como os Langer e alemã da Prússia Oriental como os Tiscoski, por lá mantinham alguma atividade de exploração e subsistência.
Faço esse preâmbulo com histórico das famílias fundadoras de Forquilhinha, por relembrar que do seio dessas corajosas iniciativas, com uso das terras adquiridas regularmente, nasceu e prosperou uma comunidade pacífica, trabalhadora e empreendedora. Nada foi por um ou muitos acasos.
Entre muitas idas e vindas, Forquilhinha construiu sociedade e economia fazendo uso da trilogia: Família + Trabalho + Educação.
Idas na busca da educação, estudo, pesquisa e conhecimentos, em oportunidades internas e externas do município. Vindas para aplicar os conhecimentos adquiridos.
A velocidade que a vida anda, antes lenta e gradual, hoje com rapidez sônica, sugere que o início, meio e contemporâneo da comunidade seja pesquisada, registrada, analisada e interpretada. Assim, mais propício será planejar e orientar os voos e caminhadas para um futuro de prosperidade consistente para a coletividade.
As boas perspectivas imediatas e futuras para Forquilhinha e sua gente, são maiores do que as orbitas tradicionais. Não basta contemplar horizontes multicoloridos. Urge construir meios e formas para seguir as cores do arco íris. A fortuna a ser encontrada na arca da história, depende agora, da gente que comemorou o Centenário iniciado por heróis desbravadores.
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