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Saúde de Cocal do Sul passa a contar com segundo médico em fins de semana

commentJornalismo access_time21/07/2026 18:30

Plantonistas atenderão das 14h às 21h

Caravaggio enfrenta o Hercílio Luz pela Série B do Catarinense

commentEsporte access_time21/07/2026 19:00

Partida será disputada nesta quarta-feira (22), em Tubarão

Criciúma duela com o Novorizontino no Jorge Ismael de Biasi

commentCriciúma EC access_time21/07/2026 18:00

Partida tem início às 19h30 desta terça-feira (21)

PSDB VAI OUVIR DÓRIA

access_time01/04/2019 - 00:22

Uma audiência de um grupo de tucanos liderados pelo prefeito Clésio Salvaro se encontrará com o governador de São Paulo, Joõa Dória Júnior. Vai ser amanhã à noite em São Paulo. A agenda foi obtida pelo prefeito de Criciúma através do Secretário de Turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz, dada a relação de amizade entre eles. A ponte não foi feita por nenhum outro líder tucano. O ex-senador tucano catarinense Paulo Bauer, por exemplo, foi convidado para ir. O deputado estadual Vicente Caropreso também irá. Já o presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira não está na relação dos tucanos que vão buscar saber sobre o futuro do partido.

A MIGRAÇÃO
A saída de Toninho da Imbralit do MDB, idealizada na última sexta-feira ao acertar detalhes da sua ida para o PSD, abre a temporada de migração partidária, que pode mexer com quase metade da Câmara de Vereadores de Criciúma. Toninho só não anuncia oficialmente a mudança de partido para não correr o risco da perda de mandato. A janela que permite a troca ocorre apenas em março do ano que vem e dura 30 dias.

DE SAÍDA
O vereador Júlio Kaminski já foi “desconvidado” pelo PSDB e só não saiu ainda porque o partido não lhe entregou documento que permite sair sem correr o risco de perder o mandato de vereador. Outro que está na mesma situação é Zairo Casagrande, que foi “desconvidado” do PSD.

ESPECULAÇÕES
Outros dois nomes que figuram na lista das especulações de possíveis “migrantes” de partido são: Tita Beloli (PMDB) e Miri Dagostin (PP), ambos tidos como futuros filiados ao PSDB. Diferente de Toninho, estes tratam do assunto com sigilo. Tanto Miri como Tita desconversam sobre o assunto considerando que “neste momento não há nada disso”.

DE SAÍDA
Ex-vereador e membro histórico líder progressista (PP) Itamar da Silva deve deixar a presidência do partido em Criciúma. Inicialmente o anúncio oficial aos companheiros estava marcada para esta quarta-feira, mas terá que ser adiado. Será semana que vem. O mais provável é que o ex-deputado Jorge Boeira comande o partido.

ESVAZIOU
O PP é outra sigla que sofre com esvaziamento. Desde a saída de Daniel Freitas e do vereador Júlio Colombo, o partido restringiu-se ao poderio eleitoral do vereador Miri Dagostin. Inclusive suplentes saíram, como Ângela Melo que foi para o MDB. Semana passada o ex-assessor de Boeira, Renata Valvassori filiou-se ao PSD. Internamente Itamar é acusado de não fazer nada para estancar a evasão, nem reuniões.

MERÍSIO NO PP
Hoje às 17h, na capital, dirigentes do diretório do Partido Progressista terão reunião para debater a possibilidade do ex-deputado Gelson Merísio ingressar nos quadros do PP. O senador Esperidião Amin, que passou por Criciúma sexta-feira, preferiu dizer que é “apenas uma conversa”.

NOVA VENEZA
Embora o nome não seja anunciado hoje, o provável é que a presidência do PSDB de Nova Veneza fique com o prefeito Rogério Frigo. Até agora a presidência era do vereador Aroldo Frigo Júnior. Hoje às 18h, na sede da Câmara de Vereadores, o partido fará sua convenção municipal.

TUCANATO
No fim de semana o PSDB teve vários outros encontros municipais para eleger os seus novos dirigentes. Em Criciúma o partido fez a escolha sob a batuta do prefeito Clésio Salvaro, que é quem deve assumir a presidência da sigla.

CLÉSIO COM O PP
Sem que surja uma força de oposição em Criciúma, o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) figura como favorito à reeleição no ano que vem. Seus últimos movimentos têm criada amarras com vários partidos isolando principalmente o MDB. O PP, que foi seu aliado nas eleições de 2008 e 2012, mas que na eleição de 2016 esteve com o MDB, sempre foi um partido mapeado por Clésio. Hoje o prefeito não tem mais conversas oficiais com a direção do PP. As próximas mudanças neste partido, entretanto, devem reabrir o diálogo. O PP só não estará com Clésio se o ex-deputado Jorge Boeira conseguir bancar uma candidatura.

RESTAM DOIS Se o prefeito Clésio Salvaro mantiver as costuras que vem fazendo e evoluir a sua pretensão de contar com o PP, isola só o MDB e o PT, siglas que ele deseja enfrentar nas urnas.

NO PARQUE Sexta-feira, após agenda com o Minsitro de Ciência e Tecnologia, o prefeito Clésio Salvaro fez questão de levar o casa senador Esperidião Amin e deputada Ângela Amin para uma visita ao Parque dos Imigrantes no distrito do Rio Maina.

RECLAMAÇÕES A interpretação dos emedebistas que estão tratando da saída do partido apresentam como principal razão para sua insatisfação a perda de uma referência. A verdade é que o partido fica órfão a medida que o ex-governador Eduardo Moreira deixa a base.

TEM SEDE Os tucanos da Veneza – integrantes do PSDB de Nova Veneza – agora tem uma espécie de sede. É que do grupo de 15 pessoas que comprou uma área em Bom Jardim da Serra, só dois não são do partido: Vanderlei Spillere e Daniel Chico Ghelere.

REUNIÃO No último sábado, ao redor de churrasco com carne de carneiro e porco, o grupo do PSDB encaminhou detalhes da convenção do que o PSDB fará nesta segunda-feira à noite.

CONDENADA Semana passada saiu a primeira condenação de uma ação movida pelo Estado contra servidor que se ausentou do trabalho sob qualquer justificativa, mas trabalhou na campanha eleitoral. No caso em tela, uma professora apresentou atestado médico para se afastar do trabalho em setembro, mas trabalhou na campanha política. Foi condenada por enriquecimento ilícito.

CONVIDADO Primeiro Joinville, depois Chapecó e hoje à noite Blumenau. Este é o roteiro de palestras do deputado estadual Júlio Garcia (PSD) nas últimas três semanas. Deve ser ouvido em todas as principais cidades do Estado sobre o momento político de Santa Catarina.

É VITÓRIA Ao ser provocado para analisar o atual governo do Estado e até mesmo o desempenho do PP o senador Esperidião Amin passou a adotar um novo discurso. Lembra que todos os tradicionais foram derrotados pelo PSL, mas que o PP – coligado com o PSD de Gelson Merísio – venceu o MDB.

FRASE DO DIA
“Eu acho que esta reunião vai definir nada, mas é um encontro com aquele que foi nosso candidato a governador. Tem que existir. Não sei se ele vai se filiar ao PP. ”
Senador Esperidião Amin ao comentar a reunião que Gelson Meríso terá nesta segunda-feira com a direção estadual do Partido Progressista. A especulação é de que ele está definindo filiação no partido.


O carnaval do Nós e Eles

 personJoão Paulo Messer
access_time19/02/2026 - 06:30

O carnaval revela que continuamos divididos entre nós e eles no país. A vitória da escola Unidos do Viradouro no carnaval do Rio de Janeiro é apenas a confirmação de uma tradição da disputa na avenida, sem interferência externa. É o que aparenta.

Mas foi na zona da degola, como se diz no futebol, ou seja, no rebaixamento, que reside a atenção dos carnavalescos desinteressados em harmonia, samba-enredo e outros quesitos. O que importa mesmo do carnaval do Rio, aqui para nós no Sul, assim como na maioria das regiões do Sul do Brasil, é que a escola que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva caiu.

A leitura é de que a queda se assemelha ao que vem por aí nas urnas.

Daí, entretanto, retiro outra interpretação: a de que o carnaval reforça a tese de que somos dois lados — o que apoia Lula e o que o rechaça. Não se trata de ser petista ou bolsonarista. Trata-se de ser contra ou a favor do governo Lula. E tudo tem uma explicação simples: a reprovação aos modos de operação do governo que, há mais tempo, permaneceu no poder — os oito anos de Lula, os quase quatro de Dilma Rousseff e mais quatro de Lula. Tempo suficiente para dar ao Brasil a certeza do que o brasileiro da produção, do labor, da luta pelo pão de cada dia, não quer.

Nem os quatro anos de Jair Bolsonaro, que se propôs a romper com esse modelo, foram suficientes para que se tivesse clareza sobre o que o brasileiro quer. Concluiu-se, nesse período, apenas o que não se quer.

Os articuladores petistas têm a certeza de que o melhor adversário de Lula é, novamente, Bolsonaro. Os bolsonaristas têm a convicção de que o melhor adversário é Lula. Mas qual será a certeza do brasileiro da labuta, do trabalho e pagador dessa conta? É o que se poderá dizer quando mais esta eleição passar.

O que restou do carnaval não foi a comemoração da vitória da Viradouro na Sapucaí, mas a derrota da escola que homenageou Lula. Rebaixada.

Editorial - Carnaval da “descultura”

 personJoão Paulo Messer
access_time18/02/2026 - 10:10

É comum ouvirmos que o resgate cultural do país precisa ser incentivado. Verbas públicas são despejadas por meio de canais que se apresentam como vetores para que o brasileiro não se desconecte de sua história nem esqueça seus heróis. Afinal, esses são pontos básicos do princípio cultural de qualquer sociedade que se preocupa, minimamente, com a conexão entre os tempos: origem e realidade como base para sustentar o futuro.

O que se viu na avenida, em grandes desfiles como os do Rio de Janeiro e de São Paulo, foi a demonstração de que o carnaval já não pode ser considerado, automaticamente, um evento que referencia a cultura brasileira. As poucas “grandes” escolas que se atreveram a abordar o mundo agro, por exemplo, o fizeram de maneira distante da realidade.

No Rio, a mesma escola que protagonizou a polêmica homenagem ao herói Lula tentou associar o ex-presidente ao agro, como se tratasse o setor como um conservante gigante, e não como conservador. Nem a semelhança das palavras é suficiente para esclarecer o recado transmitido.

Em São Paulo, a escola do Tatuapé buscou resgatar sua histórica ligação com o mundo rural, mas acabou revelando desconhecimento sobre o tema. A comunidade tornou-se, ao longo do tempo, uma região voltada ao comércio e aos serviços, distante do que representa o agronegócio na atualidade.

O mais próximo que o carnaval chegou do setor agro veio de Santa Catarina: Balneário Camboriú apostou em um show de música sertaneja. Ainda assim, quando se fala em resgate cultural, o carnaval dos grandes centros do país merece nota zero no quesito originalidade.

Desconhecer o mundo agro não é crime. O que não se pode é sustentar narrativas superficiais com gordas verbas públicas.

Bomba na política: João Rodrigues é candidato

 personJoão Paulo Messer
access_time13/02/2026 - 10:35

Durante entrevista coletiva convocada para a manhã desta sexta-feira (13), em Chapecó, foi anunciado que, ao contrário do que Jorge Bornhausen havia declarado na véspera, o prefeito do município é, sim, o nome da sigla para disputar o governo do Estado.

Na coletiva, o presidente do PSD em Santa Catarina, Eron Giordani, informou que o partido abriu processo de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A medida é consequência da declaração do gestor da Capital, filiado ao PSD, de que permaneceria na sigla, mas apoiaria a reeleição do governador Jorginho Mello.

O posicionamento provocou a indignação de João Rodrigues, que afirmou, na quinta-feira, que não seria mais candidato ao governo caso Topázio continuasse no partido.

Também ficou evidente, durante a entrevista, que o PSD pretende lançar candidato à Presidência da República. Giordani anunciou que Ratinho Júnior já tem data prevista para renunciar ao governo do Paraná e se dedicar à campanha presidencial.

Editorial - Em tempos de redes sociais, a notícia vira um instrumento dúbio quando se fala de impacto na sociedade. Noticiar ou divulgar?

 personJoão Paulo Messer
access_time13/02/2026 - 06:20

Começo o programa de hoje com uma reflexão de bastidores e das nossas conversas antes de escolher os assuntos que vão ao ar. É a nossa chamada reunião de pauta. Falo sobre a necessidade de tratar do papel da notícia em tempos de exposição instantânea e permanente, também muito forte nas redes sociais.

Os tempos são diferentes dos que já vivi outrora. A notícia não é mais domínio exclusivo dos veículos de comunicação. Nunca se divulgou tanto, nunca se soube tanto e, paradoxalmente, nunca se questionou tanto o efeito do que se divulga.

Quando um caso de maus-tratos a animais vem a público, a primeira reação costuma ser de indignação coletiva. As imagens circulam, os comentários se multiplicam, autoridades são pressionadas, leis são lembradas.

Em muitos casos, há aumento nas denúncias, fortalecimento de campanhas de proteção e até crescimento nas adoções. A informação, nesse sentido, cumpre um papel social inegável: ilumina o problema, mobiliza consciências e reforça limites civilizatórios.

Mas há também um outro lado, menos confortável de admitir. Especialistas em comportamento social alertam para o chamado efeito contágio, quando a ampla divulgação de um crime pode inspirar indivíduos predispostos a repetir o ato, seja pela busca de notoriedade, seja pela banalização da violência. A linha que separa a denúncia necessária da exposição excessiva é tênue e, muitas vezes, invisível.

Se, por um lado, a notícia educa, por outro pode dessensibilizar. A repetição constante de cenas de crueldade pode gerar fadiga moral. O público se acostuma, a indignação perde intensidade e aquilo que deveria chocar passa a ser apenas mais um episódio na rolagem do dia.

A informação, que deveria transformar, corre o risco de se tornar ruído.

No caso específico dos maus-tratos contra animais, vemos exemplos claros dessa ambivalência. Após reportagens de grande repercussão, aumentam as buscas por canais de denúncia e cresce o debate sobre punições mais severas. Ao mesmo tempo, relatos policiais indicam que alguns agressores admitem ter sido influenciados por conteúdos semelhantes vistos anteriormente. É a face paradoxal da visibilidade.

A pergunta que fica é: divulgar tudo é sempre o melhor caminho? Ou a forma como se divulga importa tanto quanto o fato em si? Mostrar imagens explícitas é conscientizar ou explorar? Repetir exaustivamente um crime é alertar ou amplificar?

O jornalismo tem o dever de informar, mas também carrega a responsabilidade de medir impactos. A sociedade precisa saber o que acontece, mas precisa, sobretudo, compreender o contexto, as consequências e as soluções possíveis.

Entre a omissão e o sensacionalismo existe um espaço ético que precisa ser ocupado com equilíbrio. Talvez o desafio não seja decidir se devemos divulgar, mas como fazê-lo de maneira que a informação fortaleça a consciência coletiva e não alimente a sombra que pretende combater.

É sobre essa responsabilidade compartilhada, entre quem noticia e quem consome a notícia, que convidamos você a refletir.

EDITORIAL - Não há vacina para o maior mal do Brasil hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time12/02/2026 - 06:30

O Brasil atravessa uma das mais graves crises morais de sua história recente. Não se trata apenas de escândalos pontuais, mas de um ambiente em que a ética parece ter se tornado exceção. A corrupção deixou de ser manchete eventual para se tornar rotina institucional.

Diariamente surgem denúncias de desvios de verbas públicas, fraudes em licitações e favorecimentos ilícitos. Recursos destinados à saúde desaparecem enquanto hospitais enfrentam falta de insumos básicos.

Na educação, verbas se perdem pelo caminho, e escolas permanecem sem estrutura adequada. Obras superfaturadas se multiplicam, muitas delas inacabadas, simbolizando o desperdício crônico. A política, é verdade, concentra parte significativa dessa degradação.

Há parlamentares e gestores que traem a confiança pública em troca de vantagens pessoais. No entanto, reduzir a crise moral à classe política é simplificar um problema estrutural. A corrupção prospera porque encontra terreno fértil na tolerância social.

O famoso "jeitinho" frequentemente serve de disfarce para pequenas transgressões cotidianas. Subornar um agente para evitar uma multa é corrupção. Fraudar benefícios, mentir em declarações ou aceitar propina também são.

Quando cidadãos normalizam tais práticas, alimentam o mesmo sistema que condenam. O corrompido é tão culpado quanto o corruptor. Sem quem aceite a vantagem ilícita, o esquema não se sustenta.

Empresários que pagam propina para garantir contratos públicos participam ativamente da engrenagem. Servidores que facilitam processos mediante pagamento também escolhem violar seu dever. Eleitores que vendem seu voto contribuem para perpetuar o ciclo vicioso.

A crise moral, portanto, é coletiva. Ela se manifesta na cultura da impunidade e na descrença nas instituições. Manifesta-se quando se aplaude o ?esperto? que leva vantagem sobre os demais e quando se ridiculariza quem age com honestidade.

Essa inversão de valores corrói a confiança social. Sem confiança, não há desenvolvimento sustentável nem justiça efetiva. O combate à corrupção exige reformas institucionais firmes e transparência.

Mas exige, sobretudo, uma transformação ética na sociedade. A responsabilidade não é exclusiva de Brasília; começa na consciência individual. Somente quando corruptos e corrompidos forem igualmente reprovados poderemos romper essa endemia moral.

EDITORIAL – Em 10 dias, cinco ações do Gaeco miram a administração mais aprovada da história de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/02/2026 - 06:45

Em dez dias, foram cinco ações de investigação com o mesmo alvo: a Prefeitura de Criciúma. Nas cinco investidas, no mesmo período e praticamente sobre o mesmo foco, ainda que em diferentes procedimentos. Qual é a conclusão a que se chega? A esperança de que a vigilância é efetiva e que o nosso patrimônio coletivo está suficientemente protegido? Ou a desilusão de que aquilo que está mais do que aprovado pelo cidadão não é exatamente o que parece?

O Gaeco virou sinônimo de combate à corrupção. Sua presença gera, de um lado, a expectativa de que o patrimônio público está resguardado; de outro, a impressão de que os alvos são seletivos. Qual é a sua conclusão?

A alegação dos alvos dessas ações é quase sempre a mesma: perseguição ou marcação. Coincidências, como movimentos políticos seguidos dessas operações, também alimentam dúvidas na cabeça do cidadão. Mas o que, de fato, devemos concluir diante de ações tão frequentes?

Confessamos a dúvida e o risco de que operações, quando iniciadas e prejudicadas por qualquer solavanco de percurso, como falta de provas ou processos conduzidos com falhas jurídicas e, por isso, anulados ou arquivados, possam gerar outro sentimento ao longo do tempo. Soma-se a isso a lentidão da Justiça.

Santa Catarina já teve uma infinidade de agentes presos, soltos e retomando suas atividades como se o que aconteceu até então tivesse sido mera formalidade de ocasião.

Ao mesmo tempo em que as operações geram sensação de transparência, alerta e vigilância sobre o bem público, cria-se a impressão de que a impunidade campeia solta e de que suspeitas são apenas suspeitas, que ações são mera efeméride no calendário da corrupção.

Nenhuma ação dessa natureza deveria deixar dúvidas sobre sua eficiência. Mas falta um trecho a partir da segunda parte: a resposta da Justiça. Que ela nos dê a certeza de que a vigilância é eficiente o suficiente para gerar confiança e oferecer o conforto que um país que combate a corrupção deseja alcançar.

EDITORIAL - Do mundo que acontece sem muitos verem, recolhe-se uma equação que sugere a divisão em três.

 personJoão Paulo Messer
access_time10/02/2026 - 06:45

A leitura política nacional, hoje, é de que estamos divididos em três diferentes grupos. E não se trata dos decididos, dos que estão em dúvida e dos indecisos. Falo da divisão entre três candidaturas. A leitura das pesquisas indica um Brasil de Lula, outro de Bolsonaro e um terceiro que não quer nem um nem outro.

Essa interpretação vale para as reflexões que sejam feitas todos os dias até outubro, quando vamos decidir o voto presidencial. Esse processo é simples de entender. Faz parte do jogo. Em nenhum dos lados existe a certeza ou a garantia de um futuro muito diferente do que temos até os dias de hoje.

Óbvio, para muitos, a terceira via vem com as dúvidas naturais daquilo que não conhecemos. Lula, Flávio Bolsonaro e um terceiro nome que pode ser Ciro, Ratinho Júnior ou, muito pouco provável, Eduardo Leite, governador gaúcho. De todos, as pesquisas revelam o governador do Paraná com o melhor cenário. Mas falamos de pesquisas a mais de sete meses das eleições. É cedo para tomar decisões.

Mas o fato é que o Brasil, hoje, está dividido em três. A leitura de analistas, especialistas e ativistas de todas as correntes remete seu pensamento nesse sentido. Por isso, a partir de agora, vamos ouvir muito sobre isso.

Mas o fato é que há muito tempo até a eleição. Menos para os partidos, que correm contra o tempo tentando interpretar o que há na mente de cada brasileiro. O que há na cabeça desses líderes nós sabemos: vencer a eleição. Alcançar o poder. Pouco sabemos sobre o nosso futuro, mas parece óbvio que pior do que está não deve ficar.

EDITORIAL – Carnaval mais cedo, feriados no meio ou no fim de semana, Copa do Mundo e eleições tornam 2026 um ano de tempos perdidos.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/02/2026 - 13:41

Somos um país de regras que cobram mais caro do setor produtivo do que entregam a ele. Carga tributária nas alturas e compromissos de pagamentos calculados por mês, não por dia aproveitado. Os feriados não são descontados e viraram motivo de comemoração para quem está no sistema como agente passivo. Duro para quem paga, pior para quem recebe, porque recebe com os impactos de quem paga. Quer dizer, o pagador de impostos, de salários e outros, conta prejuízo quando há feriado, quando não há dia produtivo.

E 2026 é um desses anos pra lá de pesados. O ano já começou com feriado. O carnaval encurta as férias e também penaliza quem o curte e os setores que dependem dele. Preparam-se o ano todo para a temporada que já teve três meses, mas que hoje se restringe a menos de dois.

Fevereiro tem carnaval e já teve feriado. Março é mês aproveitável, de 31 dias, mas abril tem Páscoa e feriado caindo na terça-feira. Maio começa com feriado, emendando o feriadão antes de o mês começar. E junho não é diferente, pois, na primeira quinta-feira, já é feriado.

E junho tem ainda a Copa do Mundo, que inicia dia 11 e invade julho até além da metade. Quando a bola parar de rolar, estaremos em pleno período eleitoral, que torna julho, agosto e setembro bem menos produtivos.

Setembro, da Independência, é numa segunda-feira, com feriadão. Outubro tem feriado no dia 12, também numa segunda-feira, proporcionando feriadão. Em novembro, tem o dia 2 numa segunda e o dia 20 numa sexta-feira. Perfeitos para os feriadões.

E, para nós, em Criciúma, Santa Bárbara cai numa sexta-feira, para proporcionar feriadão, assim como Natal e Ano-Novo seguinte, que caem numa sexta-feira. Eita feriados que não acabam.

Portanto, se hoje começa a semana do carnaval e a próxima fica enforcada por quase todos os dias, lembre-se de que o ano é ainda bem mais curto. E, se de um lado comemoramos os dias de folga, devemos saber que a carga tributária precisa ser alcançada por quem busca lucro ou apenas pagar a conta. E, claro, essa conta quem paga é quem comemora ter tantos feriados e folga. Ano para não fechar as contas, este. Fevereiro que mal começou, onde as contas também não fecham.

EDITORIAL – Enquanto nos preocupamos com a falência da Previdência, o rombo está em outro lugar.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/02/2026 - 06:45

Nós fizemos parte de uma engrenagem cega e capenga. Nos últimos dias, consumimos notícias sobre o Cão Orelha e sobre o Banco Master como se nada além existisse no país. Nem mesmo o Gaeco à nossa porta pesa mais do que deveria nos ocupar. Claro, eu sei que temos, nós da imprensa, imensa culpa. Afinal, o noticiário é alimentado em cadeia por um círculo vicioso. Quer dizer, o que sai dos grandes meios ecoa até a última instância do país.

Mas vamos lá: esta é uma meia-verdade. Quem não consome as mazelas do noticiário consome o quê, então? Sinceramente, não há mais pauta que possa nos inspirar a olhar para outras coisas senão a podridão de um sistema que não é difícil de entender. Um sistema viciado. E o viciado mergulha cada vez mais na masmorra que o acalenta.

Não é difícil entender por que a nossa carga tributária precisa ser alargada e pesada sobre os ombros dos que, de fato, produzem neste país. Joãozinho ou Zezinho, seja lá como você queira denominar. Um pacato cidadão que, um dia, foi só pagador de impostos. De repente, ele vê o amigo do vizinho abduzido por um tal sistema político que o escalou para ser o representante da população.

Este, por isso, se deu bem. Ganhou um bom emprego público e, devagarinho, foi descobrindo que, neste sistema financeiro alimentado pelo cofre público, dá para ir melhorando. É como se houvesse ali um plano de carreira.

Logo mais, o vizinho que era seu conduzido é convidado para conduzir. Quer dizer, de mero espectador, ele também entra para o círculo vicioso dos dependentes da química máquina alimentada pelo poder público. Agora, não é só o Joãozinho ou Zezinho que se alimenta do tanque que um dia apenas era aproveitado pelo seu vizinho. E assim vai virando uma bola de neve.

O que era um líder comunitário, trabalhando de graça, vira assessor, depois vira vereador, e assim segue ascendendo na carreira alimentada pelo cofre público. E a estrada destes não cessa. Existe sempre um banquinho mais perto do centro do poder e, consequentemente, abre-se uma vaga. Quando não abre, o tal Joãozinho ou Zezinho já tem o poder de abrir essa vaga para mais alguém que vem na sua cola. Digo: vira seu cabo eleitoral.

E assim segue a vida, que explica por que todos percorrem a estrada da política. Ela é larga e alargada a todo momento. Sempre resta espaço para mais um, e mais um. Por que o país se preocupa com o sistema de Previdência, se há risco de faltar gente para contribuir, se o rombo maior não é o que retribui aos que contribuíram com a aposentadoria, mas, sim, o rombo está onde, a cada dia, se vai mais gente agarrada? Quer dizer: mais gente na teta pública.

EDITORIAL: Quanta hipocrisia nas falsas ações moralistas

 personJoão Paulo Messer
access_time05/02/2026 - 06:30

Para começar o dia, façamos uma reflexão sobre as tantas preocupações que o trabalhador brasileiro tem de enfrentar a cada jornada. Sem expectativa de que a contribuição social lhe assegure o direito a uma aposentadoria digna no futuro, nem lhe dê amparo à vida social nos dias de hoje, ele se vê como o marisco numa luta desigual com o governo, que é demonizado pelo empregador pela carga tributária, mas que, no fim das contas, recai justamente sobre ele, o trabalhador.

Trabalhador que, como consumidor, paga o preço quando produz e quando consome. Ontem, aqui, demos um exemplo de fiscalização do gasto do dinheiro público na Câmara de Vereadores, em um movimento fiscalizador do Observatório Social, que, por sua vez, tem tido braços apenas para alcançar este órgão público. A Câmara de Vereadores até publica sua transparência, mas o povo, em geral, pouco se importa.

Afinal, as valas por onde corre o dinheiro público são tantas que mostrar ou consertar uma única vala de vazamento é o mesmo que nada, num país em que o dinheiro público escorre por todos os lados, e não apenas no setor público. A sonegação, cada vez mais, assedia os pagadores de impostos.

Mas nada sobra aos que estão na ponta dessa guerra desigual. É óbvio que não é por isso que se deve ignorar a importância dos órgãos fiscalizadores, mas melhor seria se a capacidade de fiscalização e o interesse pela transparência fossem bem maiores, mais amplos e abrangentes.

Melhor seria se fôssemos um país em que a produção fosse reconhecida como a verdadeira receita do desenvolvimento. Num país em que especular é muito mais vantajoso do que produzir, em que o melhor e mais eficiente colaborador é o sistema financeiro, com uma carga de juros abusivos, pouco se pode esperar de quem mete a mão na massa.

Por isso, é mais fácil sonegar, guardar e deixar que o sistema trabalhe para multiplicar dinheiro do que ralar todos os dias em busca de melhores condições de vida. Difícil acreditar num país que agora, por exemplo, mergulha em um só tema, as eleições. Num país em que nossas orelhas são socadas todos os dias por notícias batidas e repetidas, como os escândalos do Banco Master ou, então, pelo que vai acontecer com os assassinos do cão Orelha. Poupe-me os ouvidos de tanta falácia e pouca prática.

O país está cheio de justiceiros, falsos moralistas e pregadores dos bons costumes, enquanto suas práticas sobrevivem desse nevoeiro que cega as nossas vistas.

Pior, não se tem esperança de que hoje será diferente de ontem, nem amanhã diferente de hoje. Nem por isso se perde totalmente a esperança. Apenas trabalhamos para um sistema que sabemos ser hipócrita e que enfrentamos num grande faz de conta, acreditando, ou fingindo acreditar, que um dia tudo possa mudar.

EDITORIAL: Como se nadássemos em dinheiro, Congresso distribui benesses

 personJoão Paulo Messer
access_time04/02/2026 - 08:00

Alguém precisa parar isso. Parar a gastança do dinheiro público. A escala que essa farra alcança é algo inaceitável. Não bastasse a falência da moral e dos bons costumes, os Poderes deste país não param de produzir ofensas diretas aos brasileiros, pelo menos aos contribuintes. Pagar imposto neste país significa sustentar uma máquina que não para de consumir.

Desta vez, o benefício vem para os servidores da Câmara e do Senado, que, ao trabalharem três dias, ganham um de folga, além de serem recompensados com aumento salarial que pode lhes garantir vencimentos superiores aos dos próprios deputados.

Na Câmara, com aquele tipo de votação do ?favoráveis permaneçam como estão, contrários queiram manifestar-se?, quatro projetos, juntados em um só, foram empurrados goela abaixo do contribuinte brasileiro. Manobra que vai custar R$ 11 bilhões até 2028, que é logo ali.

E não é apenas aumento de salário. Há criação de novos cargos, cargos bem pagos, cargos privilegiados, com o critério de uma folga para cada três dias trabalhados.

A manobra é tão descabida que, por penduricalhos, salários de determinados servidores poderão superar os dos próprios deputados. E nós pagando. A máquina pública é faminta e segue tomando suplementos que abram ainda mais o apetite.

É inconcebível que nossos parlamentares estejam a serviço de manobras tão hábeis quanto questionáveis, como a do presidente da Câmara, Hugo Mota. Na cara dura, gastam o nosso sagrado dinheirinho, recompensando sabe quem? Especialmente os fiscalizadores da arrecadação. Óbvio, é preciso estar sempre um passo à frente, pois pagar imposto neste país começa a soar como um atestado de burrice.

Acabamos de levar mais um tapa na cara.

EDITORIAL Em ano eleitoral, governo tem maiores dificuldades para aprovar matérias

 personJoão Paulo Messer
access_time03/02/2026 - 08:00

Se em anos sem eleição o debate no Parlamento costuma ser tenso, em ano eleitoral essa tensão tende a ser ainda maior. O ano parlamentar começou ontem em todas as esferas: Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Apesar de ser ano eleitoral apenas nas duas últimas instâncias, Estado e União, as paróquias também devem andar agitadas. O fato é que, na política, existe uma permanente disputa por espaço.

Em Criciúma, por exemplo, dois projetos relacionados a um dos mais sérios problemas da atualidade, os moradores de rua, estão pautados, mas não são unanimidade. A oposição, por sua vez, já tem munição para se mostrar presente.

No âmbito estadual, surge a maior curiosidade: qual é o tamanho real de cada bancada. E não se fala apenas em número de parlamentares, mas em poder de articulação. Até então, Jorginho Mello tem aprovado tudo o que enviou. Será que, em ano eleitoral, o caminho dos projetos encaminhados pelo Executivo ao Legislativo continuará tão bem pavimentado. A resposta começa a ser conferida a partir de hoje.

No cenário nacional, já dá para perceber que ou o Governo Federal abre as torneiras, ou o Centrão dá o tom. Aliás, me parece que faltará torneira para segurar o Centrão.

É, começou o ano político.
Resta ao eleitor a habilidade de separar o joio do trigo, o interesse do compromisso.

Que venha o ano eleitoral.

Programa João Paulo Messer vai ao Balneário Rincão em uma sexta-feira de sol, informação e respiro

 personJoão Paulo Messer
access_time30/01/2026 - 08:00

Nesta sexta-feira, 30, hoje, o Programa João Paulo Messer sai do estúdio e se instala no Balneário Rincão, tendo o mar como cenário e a brisa como companhia. A escolha do local vai além da estética: traduz o espírito de um programa que sabe ouvir, observar e interpretar o tempo em que vive.

À beira da praia, com sol e clima típico de sexta-feira, o jornalismo assume outro ritmo, mais próximo das pessoas e das histórias que surgem fora do roteiro rígido. Entre entrevistas e diálogos francos, a essência informativa permanece, mas ganha espaço para respirar.

É um convite ao público para acompanhar um conteúdo que desacelera sem perder profundidade. Porque há dias em que a notícia pede calma, escuta e horizonte aberto.

Infraestrutura e ensino recebem novos aportes

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 11:00

O governador Jorginho Mello cumpre nesta quarta-feira, 28, uma agenda marcada por anúncios de infraestrutura e educação no Sul do estado.

Às 16h, em Forquilhinha, ele autoriza novos repasses para a continuidade do desassoreamento do Rio Sangão, obra considerada essencial para reduzir alagamentos e proteger comunidades ribeirinhas.

À noite, às 19h30, em Nova Veneza, o governador assina a ordem de serviço para a pavimentação da Rua Silvio Bonotto, a Rodovia Transpolenteira, corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola e ligação com Morro Grande.

No mesmo evento, a Secretaria de Estado da Educação confirma a entrega de um veículo escolar e apresenta novas ampliações do ensino em tempo integral, reforçando o pacote de investimentos prometido para a região.

Município Alinha com Brasília os Últimos Passos da Quarta Fase do Canal Auxiliar

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 10:10

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, esteve no Palácio do Planalto para tratar da captação de recursos destinados à quarta etapa do canal auxiliar do Rio Criciúma.

A reunião com a equipe da Secretaria de Relações Institucionais marcou a transição do projeto da fase técnica para a busca efetiva de financiamento, estimado em R$ 20 milhões.

Segundo o prefeito, o governo federal deve enviar uma equipe à cidade para vistoria em campo e validação final do encaminhamento.

Espindola afirmou que a obra é estruturante e estratégica para reduzir riscos de alagamentos e aumentar a proteção da população em períodos de chuva intensa.

O novo trecho, entre Santa Bárbara e Santo Antônio, integra o conjunto de intervenções que ampliam a capacidade de escoamento do rio.

Iniciado em 2009, o canal auxiliar já teve três fases concluídas, e a quarta consolida a expansão da infraestrutura hídrica de Criciúma.

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