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Rua Coberta de Criciúma recebe ação de limpeza e conservação

commentJornalismo access_time03/09/2026 20:00

Iniciativa da Prefeitura foi realizada nesta quinta-feira (03)

Içara: inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal

commentEsporte access_time02/09/2026 21:30

A competição terá início no mês de setembro

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

Coluna de Segunda-feira

access_time20/11/2017 - 00:08

O teorema de Júlio Garcia
A fórmula base de cálculo do teorema de Júlio Garcia é (1+1+1=X). O resultado desta equação não é exata e consequentemente não é “3”. É mais, jamais pode ser menos. Neste caso a ordem dos fatores altera sim o produto. Político faz muita conta e embora na matéria deles tudo haja lógica, ao eleitor comum tudo pode parecer ilógico. Traduzindo a equação: para ganhar a eleição de governador em Santa Catarina necessita de três grandes partidos (1+1+1). Esta soma, porém, não será “3” porque inevitavelmente outras siglas, que só contam tempo de televisão em troca de espaço no governo, são atraídas por gravidade. Por isso uma “tríplice" nunca tem só três partidos, logo: “tríplice” é igual (=) a “poli”.
(1+1+1+1=3)

Fatores na ordem
Contrariando o axioma matemático de que a ordem dos fatores não altera o produto, no teorema de Júlio os valores dos fatores, leiam-se as siglas, são decisivos. A fórmula original mais provável é: (PMDB+PSD+X=Tríplice). Para o cálculo do gabarito de Júlio o “X” corresponde a PSDB.

Traduzindo
Como Júlio Garcia não é Pitágoras, nem o leitor quer quebrar a cabeça numa segunda-feira – quando, aliás, deveria ser proibido ter aula de matemática - vamos dar letras aos algarismos. Ora, é simples. Na cabeça do articulador está a consciência de que para garantir vitória na eleição precisa formar a tríplice aliança e que se PSD e PMDB estão alinhados, o PSDB é quem não só completa a fórmula ideal, como subtrai da oposição o elemento chave.

Assim...
Na primeira eleição sem Luiz Henrique da Silveira a herança, do poder e da habilidade de construção de fórmulas de cálculos de difícil equação, parece ser do ex-deputado e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Garcia.

Outra
Existe outra tese, esta que substituindo o PMDB pelo PSDB na cabeça de chapa e neste caso acresce o PP na fórmula. Tudo indica que PP ou PMDB, um deles ficará isolado no processo. Neste caso o articulador também seria o mesmo. Por este último detalhe, e outros tão ou mais relevantes, a tese é pouco provável. Só quem pode alimentá-la é Mauro Mariani, senão aceitar deixar a vaga.

Vaga ao quadrado (1²)
Já a matéria é matemática, estaria em construção outra forma. É a de elevar uma das vagas a valer por duas, isto é: (1²). Assim eleger-se-ia Raimundo Colombo para o Senado colocando Paulinho Bornhausen como seu primeiro suplente. Empossado, Colombo seria guinado pela presidência da república a embaixador e Bornhausen assumiria o Senado.

Já veio
Da última vez que o Secretário de Estado da Articulação Nacional, Acélio Casagrande trouxe alguém do Ministério da Saúde à Criciúma, garantiu verba de R$ 1,2 milhão, dinheiro imediatamente liberado para o Hospital Materno Infantil Santa Catarina. E olha que quem veio foi um assessor do gabinete do Ministro.

Virá
Sexta-feira, depois de visitar as obras de ampliação do Hospital São José, Acélio Casagrande constatou que é possível convidar o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, para a inauguração de parte da ala de novos leitos do SUS. Isso deve ocorrer na metade de dezembro. E observe que é inauguração de parte da ala. Ocorre que o restante só será inaugurado em 2018, mas ai o Ministro já pode ser outro.

Segunda opinião
A primeira interpretação da sociedade à notícia de que o Governo Federal mandou congelar a abertura de novos cursos de medicina por cinco anos é de que funcionou o corporativismo do jaleco branco e que cada vez será mais difícil acha médico em posto de saúde e que os procedimentos que salvam vidas ficarão mais caros. De outro lado há de se enxergar que as faculdades, novas ou antigas, andam capengando nas finanças e que a estruturação de novos cursos nesta área seria um risco ao cidadão, pois tende serem cursos mais pobres, logo, menos aparelhados seja em laboratórios ou intelectualmente falando. Se bem que a população parece ter ficado satisfeita com os médicos cubanos.

HOMENAGEM Sábado à noite, durante encerramento do encontro estadual dos Despachantes em Criciúma, além da palestra do governador Raimundo Colombo, destaque para a homenagem recebida pelo deputado federal Ronaldo Benedet.

ANTIGO Verdadeira idolatria que os Despachantes do Estado tem para com o deputado Ronaldo Benedet vem dos tempos em que ele era Secretário de Estado da Segurança, por sete anos. Foi quando o setor melhor andou e desburocratizou.

TRIBUTO Criciúma já tem definido o percentual de ISS cobrado sobre o serviço de Netflix, Spotify: três por cento. Na coluna de sábado tratei do assunto mostrando o quando novas fontes de ISS e maior fiscalização levará o município a incrementar faturamento de R$ 10 milhões nesta rubrica, em 2018.

DIVERGÊNCIA Divergem ou usam estratégias diferentes. O prefeito Clésio Salvaro se diz preocupado porque ainda não tem o dinheiro para o 13º salário dos servidores. Já o Secretário de Fazenda, Robson Gutuzzo, fala que salários de novembro, dezembro, 13º salário e até férias e indenizações de ACTs estão guardados.

EXAGEROU Quando da visita do ex-senador Pedro Simon à Tubarão, sexta-feira da semana passada, o vice-governador Eduardo Moreira rasgou elogios para o líder “emedebista”. Alguns acharam que ele exagerou quando ao citar os maiores nomes da história do partido incluiu Cacildo Maldaner.

NO VOTO Nesta semana o ambiente acadêmico da Unesc esquenta por conta de mais uma eleição. Agora é o Centro Acadêmico de Direito. São dois candidatos, um deles nada menos que o suplente de vereador do município Marcos Meller (PSDB). O adversário é Gustavo Cypriano, filho do peemedebista Enaldo dos Santos.

DE RELHO O deputado Luiz Fernando Cardoso Vampiro parece mesmo disposto a dar de relho nas eleições do ano que vem. Está montando um time de pesos pesados em termos de cabos eleitorais. São todos nomes disputadíssimos em tempos de fazer voto. A última adesão é de Lauro Pirolla, que ficou conhecido como o “o homem do relho”.

RESTA UM De olho no que restará ao PT para construir aliança em 2018, há petistas falando em coligar com o PP e ter Esperidião Amin candidato ao governo e o petista Décio Lima de vice. NO sul os progressistas dizem que Amin só aceitará isso se além dos cabelos, perdeu também o juízo.

FRASE DO DIA
“É hora de Brasília seguir o exemplo de honra e trabalho de homens públicos como Pedro Simon, Luiz Henrique e Cassildo Maldaner, entre outros. Só assim o brasileiro vai voltar a ter orgulho de seu país”.
Eduardo Moreira, em Tubarão, na última sexta-feira, durante visita do peemedebista ex-senador Pedro Simon.


Eleição em Morro da Fumaça mostra força do prefeito Guollo

 personJoão Paulo Messer
access_time22/02/2026 - 07:11

Apostar na chapa de Situação em eleição de cooperativa de eletrificação é sempre barbada. Ou quase sempre. No Morro da Fumaça, neste fim de semana um resultado chamou a atenção. A Situação venceu a eleição para formação do Conselho Fiscal popr apenas 21 votos num universo de pouco mais de três mil votos.

A Chapa Um somou 1.562 votos contra 1.541 da Oposição. A diferença mínima pode ser reduzida para 11 deputados, que se votassem de forma diferente teriam dado a vitória à oposição. A partir dai acendeu um alerta sobre a atual diretoria administrativa. Primeiro porque a Oposição guardou a estratégia até o final do período susrpreendendo a Situação. Outro aspecto que acomodou a situação foi o possível - ou confirmado - apoio do ex-prefeito Noi Coral, o que dignificaria o governo municipal desinteressado. Não foi o que aconteceu.

O atual prefeito Eduardo Guollo, que foi vice de Noi, assumiu a postura de comandante do navio e liderou a articulação da Oposição. Pelo visto a gota d´água não é fato do atual presidente administrativo Rudi Recco ter admitido que pode trabalhar para mudar o estatuto da entidade e com isso permanecer por pelo menos mais um mandato. Este foi o argumento fote da oposição.

O prefeito Eduardo Guollo apostou numa estratégia arriscada. Poderia ter sofrido a mesma reviravolta que o prefeito Dalvânia Cardoso sofreu em Içara (Cooper Aliança) e o prefeito Ademir Magagnin morreu em Cocal do Sul (Cooper Cocal). Ambos sairam chamuscados ao perder as eleições recentes em suas cooperativas. Guollo apostou, perdeu por 21 votos mas num processo que lhe deu muita força.

Editorial - O cenário econômico revela a máquina pública operando no vermelho

 personJoão Paulo Messer
access_time20/02/2026 - 10:35

O Brasil assiste, ano após ano, a um enredo fiscal que já não surpreende, apenas preocupa. Em 2025, a situação das contas estaduais se deteriorou pelo quarto ano consecutivo, confirmando aquilo que muitos gestores evitam admitir: o setor público, nos estados, opera no limite de sua capacidade financeira e política.

O enfraquecimento da atividade econômica atingiu diretamente o coração da arrecadação: o ICMS. Quando o consumo desacelera e a produção perde fôlego, o principal tributo estadual sente primeiro. E, sentindo primeiro, compromete tudo o que vem depois, ou seja, folha de pagamento, investimentos e manutenção de serviços essenciais.

A dependência excessiva de um único imposto revela não apenas fragilidade econômica, mas também falta de diversificação fiscal.

Ao mesmo tempo, governos que renegociaram dívidas ganharam um fôlego temporário. Mas o que deveria representar reorganização estrutural acabou servindo, em muitos casos, como combustível para a expansão de gastos. Às vésperas do calendário eleitoral, investimentos aumentaram, despesas correntes cresceram e a prudência fiscal foi relativizada. A história brasileira já mostrou como esse roteiro costuma terminar.

Os números do Banco Central são eloquentes: superávit de apenas 0,04% do PIB, o pior desempenho desde 2014, quando houve déficit. Trata-se de um equilíbrio meramente contábil, quase simbólico. Um resultado que não representa solidez, mas, sim, um fio esticado ao máximo antes de romper.

O Relatório Resumido da Execução Orçamentária confirma a tendência preocupante: enquanto as despesas avançaram 5,7% acima da inflação, a receita cresceu apenas 3,4% em termos reais.

A conta é simples e insustentável. Gastar sistematicamente mais do que se arrecada, mesmo em ambiente de crescimento modesto, é pavimentar a próxima crise.

Não se trata apenas de números frios. Trata-se da capacidade do Estado de honrar compromissos, investir com responsabilidade e oferecer serviços públicos minimamente eficientes. Quando a máquina pública cresce sem lastro, quem paga é o contribuinte, seja por meio de impostos mais altos, seja pela precarização dos serviços.

O discurso da responsabilidade fiscal não pode ser seletivo, ativado apenas quando convém politicamente. A falência do setor público não acontece de um dia para o outro; ela se constrói lentamente, na soma de decisões populistas, na ausência de reformas estruturais e na resistência em enfrentar privilégios.

Se nada mudar, o superávit mínimo de hoje poderá ser o déficit estrutural de amanhã. E, como sempre, a conta chegará, não para os governantes de ocasião, mas para a sociedade que sustenta o Estado.

O carnaval do Nós e Eles

 personJoão Paulo Messer
access_time19/02/2026 - 06:30

O carnaval revela que continuamos divididos entre nós e eles no país. A vitória da escola Unidos do Viradouro no carnaval do Rio de Janeiro é apenas a confirmação de uma tradição da disputa na avenida, sem interferência externa. É o que aparenta.

Mas foi na zona da degola, como se diz no futebol, ou seja, no rebaixamento, que reside a atenção dos carnavalescos desinteressados em harmonia, samba-enredo e outros quesitos. O que importa mesmo do carnaval do Rio, aqui para nós no Sul, assim como na maioria das regiões do Sul do Brasil, é que a escola que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva caiu.

A leitura é de que a queda se assemelha ao que vem por aí nas urnas.

Daí, entretanto, retiro outra interpretação: a de que o carnaval reforça a tese de que somos dois lados — o que apoia Lula e o que o rechaça. Não se trata de ser petista ou bolsonarista. Trata-se de ser contra ou a favor do governo Lula. E tudo tem uma explicação simples: a reprovação aos modos de operação do governo que, há mais tempo, permaneceu no poder — os oito anos de Lula, os quase quatro de Dilma Rousseff e mais quatro de Lula. Tempo suficiente para dar ao Brasil a certeza do que o brasileiro da produção, do labor, da luta pelo pão de cada dia, não quer.

Nem os quatro anos de Jair Bolsonaro, que se propôs a romper com esse modelo, foram suficientes para que se tivesse clareza sobre o que o brasileiro quer. Concluiu-se, nesse período, apenas o que não se quer.

Os articuladores petistas têm a certeza de que o melhor adversário de Lula é, novamente, Bolsonaro. Os bolsonaristas têm a convicção de que o melhor adversário é Lula. Mas qual será a certeza do brasileiro da labuta, do trabalho e pagador dessa conta? É o que se poderá dizer quando mais esta eleição passar.

O que restou do carnaval não foi a comemoração da vitória da Viradouro na Sapucaí, mas a derrota da escola que homenageou Lula. Rebaixada.

Editorial - Carnaval da “descultura”

 personJoão Paulo Messer
access_time18/02/2026 - 10:10

É comum ouvirmos que o resgate cultural do país precisa ser incentivado. Verbas públicas são despejadas por meio de canais que se apresentam como vetores para que o brasileiro não se desconecte de sua história nem esqueça seus heróis. Afinal, esses são pontos básicos do princípio cultural de qualquer sociedade que se preocupa, minimamente, com a conexão entre os tempos: origem e realidade como base para sustentar o futuro.

O que se viu na avenida, em grandes desfiles como os do Rio de Janeiro e de São Paulo, foi a demonstração de que o carnaval já não pode ser considerado, automaticamente, um evento que referencia a cultura brasileira. As poucas “grandes” escolas que se atreveram a abordar o mundo agro, por exemplo, o fizeram de maneira distante da realidade.

No Rio, a mesma escola que protagonizou a polêmica homenagem ao herói Lula tentou associar o ex-presidente ao agro, como se tratasse o setor como um conservante gigante, e não como conservador. Nem a semelhança das palavras é suficiente para esclarecer o recado transmitido.

Em São Paulo, a escola do Tatuapé buscou resgatar sua histórica ligação com o mundo rural, mas acabou revelando desconhecimento sobre o tema. A comunidade tornou-se, ao longo do tempo, uma região voltada ao comércio e aos serviços, distante do que representa o agronegócio na atualidade.

O mais próximo que o carnaval chegou do setor agro veio de Santa Catarina: Balneário Camboriú apostou em um show de música sertaneja. Ainda assim, quando se fala em resgate cultural, o carnaval dos grandes centros do país merece nota zero no quesito originalidade.

Desconhecer o mundo agro não é crime. O que não se pode é sustentar narrativas superficiais com gordas verbas públicas.

Bomba na política: João Rodrigues é candidato

 personJoão Paulo Messer
access_time13/02/2026 - 10:35

Durante entrevista coletiva convocada para a manhã desta sexta-feira (13), em Chapecó, foi anunciado que, ao contrário do que Jorge Bornhausen havia declarado na véspera, o prefeito do município é, sim, o nome da sigla para disputar o governo do Estado.

Na coletiva, o presidente do PSD em Santa Catarina, Eron Giordani, informou que o partido abriu processo de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A medida é consequência da declaração do gestor da Capital, filiado ao PSD, de que permaneceria na sigla, mas apoiaria a reeleição do governador Jorginho Mello.

O posicionamento provocou a indignação de João Rodrigues, que afirmou, na quinta-feira, que não seria mais candidato ao governo caso Topázio continuasse no partido.

Também ficou evidente, durante a entrevista, que o PSD pretende lançar candidato à Presidência da República. Giordani anunciou que Ratinho Júnior já tem data prevista para renunciar ao governo do Paraná e se dedicar à campanha presidencial.

Editorial - Em tempos de redes sociais, a notícia vira um instrumento dúbio quando se fala de impacto na sociedade. Noticiar ou divulgar?

 personJoão Paulo Messer
access_time13/02/2026 - 06:20

Começo o programa de hoje com uma reflexão de bastidores e das nossas conversas antes de escolher os assuntos que vão ao ar. É a nossa chamada reunião de pauta. Falo sobre a necessidade de tratar do papel da notícia em tempos de exposição instantânea e permanente, também muito forte nas redes sociais.

Os tempos são diferentes dos que já vivi outrora. A notícia não é mais domínio exclusivo dos veículos de comunicação. Nunca se divulgou tanto, nunca se soube tanto e, paradoxalmente, nunca se questionou tanto o efeito do que se divulga.

Quando um caso de maus-tratos a animais vem a público, a primeira reação costuma ser de indignação coletiva. As imagens circulam, os comentários se multiplicam, autoridades são pressionadas, leis são lembradas.

Em muitos casos, há aumento nas denúncias, fortalecimento de campanhas de proteção e até crescimento nas adoções. A informação, nesse sentido, cumpre um papel social inegável: ilumina o problema, mobiliza consciências e reforça limites civilizatórios.

Mas há também um outro lado, menos confortável de admitir. Especialistas em comportamento social alertam para o chamado efeito contágio, quando a ampla divulgação de um crime pode inspirar indivíduos predispostos a repetir o ato, seja pela busca de notoriedade, seja pela banalização da violência. A linha que separa a denúncia necessária da exposição excessiva é tênue e, muitas vezes, invisível.

Se, por um lado, a notícia educa, por outro pode dessensibilizar. A repetição constante de cenas de crueldade pode gerar fadiga moral. O público se acostuma, a indignação perde intensidade e aquilo que deveria chocar passa a ser apenas mais um episódio na rolagem do dia.

A informação, que deveria transformar, corre o risco de se tornar ruído.

No caso específico dos maus-tratos contra animais, vemos exemplos claros dessa ambivalência. Após reportagens de grande repercussão, aumentam as buscas por canais de denúncia e cresce o debate sobre punições mais severas. Ao mesmo tempo, relatos policiais indicam que alguns agressores admitem ter sido influenciados por conteúdos semelhantes vistos anteriormente. É a face paradoxal da visibilidade.

A pergunta que fica é: divulgar tudo é sempre o melhor caminho? Ou a forma como se divulga importa tanto quanto o fato em si? Mostrar imagens explícitas é conscientizar ou explorar? Repetir exaustivamente um crime é alertar ou amplificar?

O jornalismo tem o dever de informar, mas também carrega a responsabilidade de medir impactos. A sociedade precisa saber o que acontece, mas precisa, sobretudo, compreender o contexto, as consequências e as soluções possíveis.

Entre a omissão e o sensacionalismo existe um espaço ético que precisa ser ocupado com equilíbrio. Talvez o desafio não seja decidir se devemos divulgar, mas como fazê-lo de maneira que a informação fortaleça a consciência coletiva e não alimente a sombra que pretende combater.

É sobre essa responsabilidade compartilhada, entre quem noticia e quem consome a notícia, que convidamos você a refletir.

EDITORIAL - Não há vacina para o maior mal do Brasil hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time12/02/2026 - 06:30

O Brasil atravessa uma das mais graves crises morais de sua história recente. Não se trata apenas de escândalos pontuais, mas de um ambiente em que a ética parece ter se tornado exceção. A corrupção deixou de ser manchete eventual para se tornar rotina institucional.

Diariamente surgem denúncias de desvios de verbas públicas, fraudes em licitações e favorecimentos ilícitos. Recursos destinados à saúde desaparecem enquanto hospitais enfrentam falta de insumos básicos.

Na educação, verbas se perdem pelo caminho, e escolas permanecem sem estrutura adequada. Obras superfaturadas se multiplicam, muitas delas inacabadas, simbolizando o desperdício crônico. A política, é verdade, concentra parte significativa dessa degradação.

Há parlamentares e gestores que traem a confiança pública em troca de vantagens pessoais. No entanto, reduzir a crise moral à classe política é simplificar um problema estrutural. A corrupção prospera porque encontra terreno fértil na tolerância social.

O famoso "jeitinho" frequentemente serve de disfarce para pequenas transgressões cotidianas. Subornar um agente para evitar uma multa é corrupção. Fraudar benefícios, mentir em declarações ou aceitar propina também são.

Quando cidadãos normalizam tais práticas, alimentam o mesmo sistema que condenam. O corrompido é tão culpado quanto o corruptor. Sem quem aceite a vantagem ilícita, o esquema não se sustenta.

Empresários que pagam propina para garantir contratos públicos participam ativamente da engrenagem. Servidores que facilitam processos mediante pagamento também escolhem violar seu dever. Eleitores que vendem seu voto contribuem para perpetuar o ciclo vicioso.

A crise moral, portanto, é coletiva. Ela se manifesta na cultura da impunidade e na descrença nas instituições. Manifesta-se quando se aplaude o ?esperto? que leva vantagem sobre os demais e quando se ridiculariza quem age com honestidade.

Essa inversão de valores corrói a confiança social. Sem confiança, não há desenvolvimento sustentável nem justiça efetiva. O combate à corrupção exige reformas institucionais firmes e transparência.

Mas exige, sobretudo, uma transformação ética na sociedade. A responsabilidade não é exclusiva de Brasília; começa na consciência individual. Somente quando corruptos e corrompidos forem igualmente reprovados poderemos romper essa endemia moral.

EDITORIAL – Em 10 dias, cinco ações do Gaeco miram a administração mais aprovada da história de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/02/2026 - 06:45

Em dez dias, foram cinco ações de investigação com o mesmo alvo: a Prefeitura de Criciúma. Nas cinco investidas, no mesmo período e praticamente sobre o mesmo foco, ainda que em diferentes procedimentos. Qual é a conclusão a que se chega? A esperança de que a vigilância é efetiva e que o nosso patrimônio coletivo está suficientemente protegido? Ou a desilusão de que aquilo que está mais do que aprovado pelo cidadão não é exatamente o que parece?

O Gaeco virou sinônimo de combate à corrupção. Sua presença gera, de um lado, a expectativa de que o patrimônio público está resguardado; de outro, a impressão de que os alvos são seletivos. Qual é a sua conclusão?

A alegação dos alvos dessas ações é quase sempre a mesma: perseguição ou marcação. Coincidências, como movimentos políticos seguidos dessas operações, também alimentam dúvidas na cabeça do cidadão. Mas o que, de fato, devemos concluir diante de ações tão frequentes?

Confessamos a dúvida e o risco de que operações, quando iniciadas e prejudicadas por qualquer solavanco de percurso, como falta de provas ou processos conduzidos com falhas jurídicas e, por isso, anulados ou arquivados, possam gerar outro sentimento ao longo do tempo. Soma-se a isso a lentidão da Justiça.

Santa Catarina já teve uma infinidade de agentes presos, soltos e retomando suas atividades como se o que aconteceu até então tivesse sido mera formalidade de ocasião.

Ao mesmo tempo em que as operações geram sensação de transparência, alerta e vigilância sobre o bem público, cria-se a impressão de que a impunidade campeia solta e de que suspeitas são apenas suspeitas, que ações são mera efeméride no calendário da corrupção.

Nenhuma ação dessa natureza deveria deixar dúvidas sobre sua eficiência. Mas falta um trecho a partir da segunda parte: a resposta da Justiça. Que ela nos dê a certeza de que a vigilância é eficiente o suficiente para gerar confiança e oferecer o conforto que um país que combate a corrupção deseja alcançar.

EDITORIAL - Do mundo que acontece sem muitos verem, recolhe-se uma equação que sugere a divisão em três.

 personJoão Paulo Messer
access_time10/02/2026 - 06:45

A leitura política nacional, hoje, é de que estamos divididos em três diferentes grupos. E não se trata dos decididos, dos que estão em dúvida e dos indecisos. Falo da divisão entre três candidaturas. A leitura das pesquisas indica um Brasil de Lula, outro de Bolsonaro e um terceiro que não quer nem um nem outro.

Essa interpretação vale para as reflexões que sejam feitas todos os dias até outubro, quando vamos decidir o voto presidencial. Esse processo é simples de entender. Faz parte do jogo. Em nenhum dos lados existe a certeza ou a garantia de um futuro muito diferente do que temos até os dias de hoje.

Óbvio, para muitos, a terceira via vem com as dúvidas naturais daquilo que não conhecemos. Lula, Flávio Bolsonaro e um terceiro nome que pode ser Ciro, Ratinho Júnior ou, muito pouco provável, Eduardo Leite, governador gaúcho. De todos, as pesquisas revelam o governador do Paraná com o melhor cenário. Mas falamos de pesquisas a mais de sete meses das eleições. É cedo para tomar decisões.

Mas o fato é que o Brasil, hoje, está dividido em três. A leitura de analistas, especialistas e ativistas de todas as correntes remete seu pensamento nesse sentido. Por isso, a partir de agora, vamos ouvir muito sobre isso.

Mas o fato é que há muito tempo até a eleição. Menos para os partidos, que correm contra o tempo tentando interpretar o que há na mente de cada brasileiro. O que há na cabeça desses líderes nós sabemos: vencer a eleição. Alcançar o poder. Pouco sabemos sobre o nosso futuro, mas parece óbvio que pior do que está não deve ficar.

EDITORIAL – Carnaval mais cedo, feriados no meio ou no fim de semana, Copa do Mundo e eleições tornam 2026 um ano de tempos perdidos.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/02/2026 - 13:41

Somos um país de regras que cobram mais caro do setor produtivo do que entregam a ele. Carga tributária nas alturas e compromissos de pagamentos calculados por mês, não por dia aproveitado. Os feriados não são descontados e viraram motivo de comemoração para quem está no sistema como agente passivo. Duro para quem paga, pior para quem recebe, porque recebe com os impactos de quem paga. Quer dizer, o pagador de impostos, de salários e outros, conta prejuízo quando há feriado, quando não há dia produtivo.

E 2026 é um desses anos pra lá de pesados. O ano já começou com feriado. O carnaval encurta as férias e também penaliza quem o curte e os setores que dependem dele. Preparam-se o ano todo para a temporada que já teve três meses, mas que hoje se restringe a menos de dois.

Fevereiro tem carnaval e já teve feriado. Março é mês aproveitável, de 31 dias, mas abril tem Páscoa e feriado caindo na terça-feira. Maio começa com feriado, emendando o feriadão antes de o mês começar. E junho não é diferente, pois, na primeira quinta-feira, já é feriado.

E junho tem ainda a Copa do Mundo, que inicia dia 11 e invade julho até além da metade. Quando a bola parar de rolar, estaremos em pleno período eleitoral, que torna julho, agosto e setembro bem menos produtivos.

Setembro, da Independência, é numa segunda-feira, com feriadão. Outubro tem feriado no dia 12, também numa segunda-feira, proporcionando feriadão. Em novembro, tem o dia 2 numa segunda e o dia 20 numa sexta-feira. Perfeitos para os feriadões.

E, para nós, em Criciúma, Santa Bárbara cai numa sexta-feira, para proporcionar feriadão, assim como Natal e Ano-Novo seguinte, que caem numa sexta-feira. Eita feriados que não acabam.

Portanto, se hoje começa a semana do carnaval e a próxima fica enforcada por quase todos os dias, lembre-se de que o ano é ainda bem mais curto. E, se de um lado comemoramos os dias de folga, devemos saber que a carga tributária precisa ser alcançada por quem busca lucro ou apenas pagar a conta. E, claro, essa conta quem paga é quem comemora ter tantos feriados e folga. Ano para não fechar as contas, este. Fevereiro que mal começou, onde as contas também não fecham.

EDITORIAL – Enquanto nos preocupamos com a falência da Previdência, o rombo está em outro lugar.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/02/2026 - 06:45

Nós fizemos parte de uma engrenagem cega e capenga. Nos últimos dias, consumimos notícias sobre o Cão Orelha e sobre o Banco Master como se nada além existisse no país. Nem mesmo o Gaeco à nossa porta pesa mais do que deveria nos ocupar. Claro, eu sei que temos, nós da imprensa, imensa culpa. Afinal, o noticiário é alimentado em cadeia por um círculo vicioso. Quer dizer, o que sai dos grandes meios ecoa até a última instância do país.

Mas vamos lá: esta é uma meia-verdade. Quem não consome as mazelas do noticiário consome o quê, então? Sinceramente, não há mais pauta que possa nos inspirar a olhar para outras coisas senão a podridão de um sistema que não é difícil de entender. Um sistema viciado. E o viciado mergulha cada vez mais na masmorra que o acalenta.

Não é difícil entender por que a nossa carga tributária precisa ser alargada e pesada sobre os ombros dos que, de fato, produzem neste país. Joãozinho ou Zezinho, seja lá como você queira denominar. Um pacato cidadão que, um dia, foi só pagador de impostos. De repente, ele vê o amigo do vizinho abduzido por um tal sistema político que o escalou para ser o representante da população.

Este, por isso, se deu bem. Ganhou um bom emprego público e, devagarinho, foi descobrindo que, neste sistema financeiro alimentado pelo cofre público, dá para ir melhorando. É como se houvesse ali um plano de carreira.

Logo mais, o vizinho que era seu conduzido é convidado para conduzir. Quer dizer, de mero espectador, ele também entra para o círculo vicioso dos dependentes da química máquina alimentada pelo poder público. Agora, não é só o Joãozinho ou Zezinho que se alimenta do tanque que um dia apenas era aproveitado pelo seu vizinho. E assim vai virando uma bola de neve.

O que era um líder comunitário, trabalhando de graça, vira assessor, depois vira vereador, e assim segue ascendendo na carreira alimentada pelo cofre público. E a estrada destes não cessa. Existe sempre um banquinho mais perto do centro do poder e, consequentemente, abre-se uma vaga. Quando não abre, o tal Joãozinho ou Zezinho já tem o poder de abrir essa vaga para mais alguém que vem na sua cola. Digo: vira seu cabo eleitoral.

E assim segue a vida, que explica por que todos percorrem a estrada da política. Ela é larga e alargada a todo momento. Sempre resta espaço para mais um, e mais um. Por que o país se preocupa com o sistema de Previdência, se há risco de faltar gente para contribuir, se o rombo maior não é o que retribui aos que contribuíram com a aposentadoria, mas, sim, o rombo está onde, a cada dia, se vai mais gente agarrada? Quer dizer: mais gente na teta pública.

EDITORIAL: Quanta hipocrisia nas falsas ações moralistas

 personJoão Paulo Messer
access_time05/02/2026 - 06:30

Para começar o dia, façamos uma reflexão sobre as tantas preocupações que o trabalhador brasileiro tem de enfrentar a cada jornada. Sem expectativa de que a contribuição social lhe assegure o direito a uma aposentadoria digna no futuro, nem lhe dê amparo à vida social nos dias de hoje, ele se vê como o marisco numa luta desigual com o governo, que é demonizado pelo empregador pela carga tributária, mas que, no fim das contas, recai justamente sobre ele, o trabalhador.

Trabalhador que, como consumidor, paga o preço quando produz e quando consome. Ontem, aqui, demos um exemplo de fiscalização do gasto do dinheiro público na Câmara de Vereadores, em um movimento fiscalizador do Observatório Social, que, por sua vez, tem tido braços apenas para alcançar este órgão público. A Câmara de Vereadores até publica sua transparência, mas o povo, em geral, pouco se importa.

Afinal, as valas por onde corre o dinheiro público são tantas que mostrar ou consertar uma única vala de vazamento é o mesmo que nada, num país em que o dinheiro público escorre por todos os lados, e não apenas no setor público. A sonegação, cada vez mais, assedia os pagadores de impostos.

Mas nada sobra aos que estão na ponta dessa guerra desigual. É óbvio que não é por isso que se deve ignorar a importância dos órgãos fiscalizadores, mas melhor seria se a capacidade de fiscalização e o interesse pela transparência fossem bem maiores, mais amplos e abrangentes.

Melhor seria se fôssemos um país em que a produção fosse reconhecida como a verdadeira receita do desenvolvimento. Num país em que especular é muito mais vantajoso do que produzir, em que o melhor e mais eficiente colaborador é o sistema financeiro, com uma carga de juros abusivos, pouco se pode esperar de quem mete a mão na massa.

Por isso, é mais fácil sonegar, guardar e deixar que o sistema trabalhe para multiplicar dinheiro do que ralar todos os dias em busca de melhores condições de vida. Difícil acreditar num país que agora, por exemplo, mergulha em um só tema, as eleições. Num país em que nossas orelhas são socadas todos os dias por notícias batidas e repetidas, como os escândalos do Banco Master ou, então, pelo que vai acontecer com os assassinos do cão Orelha. Poupe-me os ouvidos de tanta falácia e pouca prática.

O país está cheio de justiceiros, falsos moralistas e pregadores dos bons costumes, enquanto suas práticas sobrevivem desse nevoeiro que cega as nossas vistas.

Pior, não se tem esperança de que hoje será diferente de ontem, nem amanhã diferente de hoje. Nem por isso se perde totalmente a esperança. Apenas trabalhamos para um sistema que sabemos ser hipócrita e que enfrentamos num grande faz de conta, acreditando, ou fingindo acreditar, que um dia tudo possa mudar.

EDITORIAL: Como se nadássemos em dinheiro, Congresso distribui benesses

 personJoão Paulo Messer
access_time04/02/2026 - 08:00

Alguém precisa parar isso. Parar a gastança do dinheiro público. A escala que essa farra alcança é algo inaceitável. Não bastasse a falência da moral e dos bons costumes, os Poderes deste país não param de produzir ofensas diretas aos brasileiros, pelo menos aos contribuintes. Pagar imposto neste país significa sustentar uma máquina que não para de consumir.

Desta vez, o benefício vem para os servidores da Câmara e do Senado, que, ao trabalharem três dias, ganham um de folga, além de serem recompensados com aumento salarial que pode lhes garantir vencimentos superiores aos dos próprios deputados.

Na Câmara, com aquele tipo de votação do ?favoráveis permaneçam como estão, contrários queiram manifestar-se?, quatro projetos, juntados em um só, foram empurrados goela abaixo do contribuinte brasileiro. Manobra que vai custar R$ 11 bilhões até 2028, que é logo ali.

E não é apenas aumento de salário. Há criação de novos cargos, cargos bem pagos, cargos privilegiados, com o critério de uma folga para cada três dias trabalhados.

A manobra é tão descabida que, por penduricalhos, salários de determinados servidores poderão superar os dos próprios deputados. E nós pagando. A máquina pública é faminta e segue tomando suplementos que abram ainda mais o apetite.

É inconcebível que nossos parlamentares estejam a serviço de manobras tão hábeis quanto questionáveis, como a do presidente da Câmara, Hugo Mota. Na cara dura, gastam o nosso sagrado dinheirinho, recompensando sabe quem? Especialmente os fiscalizadores da arrecadação. Óbvio, é preciso estar sempre um passo à frente, pois pagar imposto neste país começa a soar como um atestado de burrice.

Acabamos de levar mais um tapa na cara.

EDITORIAL Em ano eleitoral, governo tem maiores dificuldades para aprovar matérias

 personJoão Paulo Messer
access_time03/02/2026 - 08:00

Se em anos sem eleição o debate no Parlamento costuma ser tenso, em ano eleitoral essa tensão tende a ser ainda maior. O ano parlamentar começou ontem em todas as esferas: Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Apesar de ser ano eleitoral apenas nas duas últimas instâncias, Estado e União, as paróquias também devem andar agitadas. O fato é que, na política, existe uma permanente disputa por espaço.

Em Criciúma, por exemplo, dois projetos relacionados a um dos mais sérios problemas da atualidade, os moradores de rua, estão pautados, mas não são unanimidade. A oposição, por sua vez, já tem munição para se mostrar presente.

No âmbito estadual, surge a maior curiosidade: qual é o tamanho real de cada bancada. E não se fala apenas em número de parlamentares, mas em poder de articulação. Até então, Jorginho Mello tem aprovado tudo o que enviou. Será que, em ano eleitoral, o caminho dos projetos encaminhados pelo Executivo ao Legislativo continuará tão bem pavimentado. A resposta começa a ser conferida a partir de hoje.

No cenário nacional, já dá para perceber que ou o Governo Federal abre as torneiras, ou o Centrão dá o tom. Aliás, me parece que faltará torneira para segurar o Centrão.

É, começou o ano político.
Resta ao eleitor a habilidade de separar o joio do trigo, o interesse do compromisso.

Que venha o ano eleitoral.

Programa João Paulo Messer vai ao Balneário Rincão em uma sexta-feira de sol, informação e respiro

 personJoão Paulo Messer
access_time30/01/2026 - 08:00

Nesta sexta-feira, 30, hoje, o Programa João Paulo Messer sai do estúdio e se instala no Balneário Rincão, tendo o mar como cenário e a brisa como companhia. A escolha do local vai além da estética: traduz o espírito de um programa que sabe ouvir, observar e interpretar o tempo em que vive.

À beira da praia, com sol e clima típico de sexta-feira, o jornalismo assume outro ritmo, mais próximo das pessoas e das histórias que surgem fora do roteiro rígido. Entre entrevistas e diálogos francos, a essência informativa permanece, mas ganha espaço para respirar.

É um convite ao público para acompanhar um conteúdo que desacelera sem perder profundidade. Porque há dias em que a notícia pede calma, escuta e horizonte aberto.