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Semana termina de forma melancólica, e a próxima não traz muita esperança.

access_time15/05/2026 - 06:30

Fonte: Produção

Mais uma semana se encerra, e o sentimento que paira sobre o Brasil é de um desalento profundo, quase palpável. Para o brasileiro, a notícia negativa deixou de ser um evento fortuito para se tornar a rotina amarga de cada café da manhã.

Vivemos dias em que o espanto não vem de uma surpresa genuína, mas da confirmação de que o fundo do poço, no cenário institucional, parece ser um horizonte móvel, que se afasta conforme tentamos alcançá-lo.

Os últimos dias foram emblemáticos dessa erosão. Assistimos a um cenário jurídico que, em vez de pacificar o país, aprofunda as trincheiras da incerteza. Escândalos recentes envolvendo instituições financeiras e menções a nomes da mais alta cúpula do Judiciário, como é o caso do imbróglio do Banco Master e das delações que atingem o coração do sistema, criaram um clima de desconfiança institucional sem precedentes.

No tabuleiro eleitoral de 2026, a regra não é a proposta, mas o ataque; não é a esperança, mas o medo. A absoluta indefinição sobre regras de elegibilidade e o uso de tecnologias que distorcem a realidade colocam a democracia em um estado de suspensão ansiosa.

O Brasil não é um amador em crises. Já sobrevivemos a hiperinflações, impeachments e quedas éticas que derrubaram ministérios inteiros. No entanto, há algo de distinto no ar desta vez. A impressão é de que nunca estivemos tão mal localizados em um mapa em que a corrupção parece sistêmica, e a esperança em um futuro melhor tornou-se um artigo de luxo, inacessível para a maioria. O otimismo foi substituído por um pragmatismo cínico.

Ainda assim, quem conhece a história desta terra sabe que o capítulo final nunca é o da tragédia. O que nos resta, em meio aos escombros morais da semana, é a única certeza que a política e a economia ainda não conseguiram confiscar: a nossa incrível e teimosa capacidade de nos reinventarmos. O Brasil é maior que suas crises, e sua força reside na resiliência de um povo que, mesmo sem bússola, insiste em caminhar.


Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.