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Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

access_time24/06/2026 - 09:00

Fonte: Produção

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.


Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.