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Desfile de 7 de Setembro reúne cerca de 23 mil pessoas em Criciúma

commentJornalismo access_time07/09/2026 16:50

Evento contou com a participação de 71 instituições e teve como tema “Educação de Criciúma: ponte para o conhecimento, caminho para o futuro”

André Gaidzinski fecha etapa de Interlagos com dois pódios e chega a nove na temporada

commentEsporte access_time07/09/2026 19:00

Catarinense foi terceiro na corrida de sábado e quarto neste domingo, em fim de semana marcado pela chuva em São Paulo

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

Coluna de Segunda-feira

access_time28/05/2018 - 00:33

“Sobra desinformação”
Compara-se a atos de corrupção, irresponsabilidade administrativa, boato, fofoca, etc... o que mais se viu nestes últimos dias nas redes sociais. O mesmo país que vota mal, por isso elege mal, mostra sua inconsequência de atos nas redes sociais, especialmente o whatsapp, onde são distribuídas notícias mentirosas a respeito do que vem acontecendo. A fake news se tornou um dos problemas da sociedade. Problema que descende da mesma sociedade que trocou o diálogo pelas agressões vazias e odiosas nas redes sociais. O país trocou o diálogo pela agressão e isso é retrato de uma sociedade que se automutila. A pirataria inconsequente é a arma usada por quem sai atirando a esmo e na intenção de ajudar fulmina suas próprias reivindicações. O Brasil está como está porque foi tomado de assalto por uma corja bandida, de todas as matizes partidárias, eleita pelo mesmo povo que reage à crise espalhando notícias tão mentirosas quanto as que ele condena por serem distribuídas sob o patrocínio do governo. Além de todas as crises juntas, soma-se a da irresponsabilidade individual. Se houver intervenção militar, por certo a primeira coisa que o exercito fará será cortar o acesso a estas ferramentas pelas quais o povo ajuda a desestabilizar o país.

E daí...
Fico sem palavras quando ao condenar as fake News me deparo com o que todos estão denunciando; a suposta manipulação dos fatos pela maior rede de televisão do país.

Sem norte
Quando isso tudo vai acabar não se sabe. Não se sabe nem como vai acabar, pois o governo sequer sabe com quem negociar. Primeiro foram os coxinhas, depois o pão com mortadela, agora é de fato o povo que está nas ruas.

Estado grave
O quadro de saúde do prefeito de Orleans, Jorge Koch inspira cuidados. Ele está internado em UTI da Socimed em Tubarão, desde ontem a tarde. Seu quadro é de infecção quase generalizada e a previsão e de que permanecerá na UTI por pelo menos quatro dias, se tudo correr bem. Médicos temem avanço da pneumonia a quadro de tuberculose.

Brasília urgente
Se há uma crise numa empresa o que e espera é que os seus funcionários esteja na empresa, se houver uma emergência se espera que os médicos estejam no hospital, pois é lá onde tomam as decisões, mas os deputados federais parecem pensar diferente. Aparentemente distantes da realidade quase todos retornaram às suas bases. Aqui no sul houve quem aproveitasse para participar de ato político de olho na eleição.

Folgão
Não é nada saudável aos olhos e ouvidos do contribuinte ler e ouvir sobre a decisão do presidente de Tribunal de Justiça de Santa Catarina que decidiu dar uma semana de recesso ao Judiciário catarinense. Não haverá expediente em nenhum fórum. Os prazos estão suspenses. Para não dizer que a paralisia é total, foi criado um gabinete de crise – plantão.

Primeiro sinal
A primeira demonstração de fragilização da saúde do prefeito Jorge Koch ocorreu ainda na semana passada em Brasília, quando teve que ficar internado por algumas horas. De volta à Orleans, quinta-feira à noite teve que procurar o atendimento de urgência do Hospital local. Ontem de manhã ele passou mal, foi levado às 11h ao mesmo hospital e a tarde transferido.

Caravággio
Os prefeitos Rogério Frigo (Nova Veneza) e Clésio Salvaro (Criciúma), ambos do PMDB foram os líderes políticos que enfrentaram o forte sol da manhã de ontem na tradicional missa da Festa de Nossa Senhora do Caravággio. Mereceram citação especial pelo bispo Dom Jacinto Inácio Flach.

Escassez
A intensidade da agenda dos tradicionais eventos sociais não diminuiu no fim de semana. Desde a festa do Caravàggio (Nova Veneza) ao Rodeio de Rio Jordão (Siderópolis), passando por festas como o desfile das famílias e aniversário de Urussanga, foi flagrante a ausência dos políticos que gostam destas ocasiões para circular entre o povo. O clima de tensão desaconselha.

Os convidados de Merísio
O “recesso” de campanha criado também função da greve dos caminhoneiros abre luz sobre um fato que começa a expor fragilização da liderança do deputado estadual Gelson Merísio, presidente estadual do PSD e pré-candidato a governador pelo partido. É que ele não convidou para festa de pré-lançamento de candidatura, que aconteceria no ultimo fim de semana, o PSDB de Paulo Bauer. Em princípio é porque Bauer é pré-candidato a governador como Merísio. Diante deste cenário, e como o PP de Esperidião Amin muito quer coligar com o PSDB, embora esteja pré acordado com o PSD, pode provocar um novo fato, qual seja o de Amin comparecer ao evento de Merísio e dizer em discurso que também será pré-candidato. Ao não convidar o PSDB, Merísio pode estar criando dificuldades com os aliados de Amin do PP.

MESMA MOEDA Sob o olhar da reciprocidade não há nada errado em Merísio não convidar Bauer, pois Bauer não convidou Merísio para o ato em que se lançou pré-candidato a governador. O quadro de atenção para Merísio não é criado pelo PSDB, mas pelo PP que parece não ter confiança suficiente numa candidatura sem o PSDB.

NOVA FRENTE Existem especulações de que surja um ensaio de uma candidatura que isole o PSD. Seria a reunião do PSDB (de Bauer), PSB (de Bornahausen) e o PP (de Amin).

FERIADÃO O ponto facultativo da próxima sexta-feira vai depender da greve dos caminhoneiros. Se ela prosseguir ao longo desta semana, mesmo os governantes como Eduardo Moreira (Estado) e Césio Salvaaro (Criciúma), que abandonaram este “expediente” podem dar feriadão.

DÚVIDA Um destes grupos de café discutia em chegar a uma conclusão se o que está acontecendo é antecipação da vitória dos “bolsonarianos” ou o sepultamento da candidatura do presidenciável.

INTERVENÇÃO É desconfiança de alguns que o Exército vai “trair o desejo” – não falo de confiança de alguns. Quer dizer, não vai acontecer o que a massa deseja: a intervenção e posse dos “milicos”.

MENTIRA O suplente de deputado federal Edson Bez de Oliveira (MDB) foi alvo de uma fake news distribuída por centenas de pessoas, no fim de semana. Ele denunciou o caso à polícia ainda no sábado à noite. Uma fala com voz pouco parecida com a dele revela o que seria articulação do governo federal em relação a greve.

COINCIDÊNCIA Na quinta-feira da semana o empresário Jânio Koch, irmão do prefeito Jrge Koch e um dos sócios da empresa Copobrás, deu alta após vários dias de internação hospitalar por quadro de pneumonia, a exemplo do que afeta o seu irmão prefeito.

FRASE DO DIA
“Ambulâncias não circulam por falta de manutenção há anos! Cirurgias são canceladas todos os dias por falta de leito, materiais, condições de trabalho e médicos, a medicação fornecida pelo SUS está em falta há anos, e agora querem culpar os caminhoneiros...!”
Frase sem autor identificado e recolhida das redes sociais.


As manifestações de 1º de maio reafirmam o que Criciúma disse na eleição de outubro de 2018

 personJoão Paulo Messer
access_time02/05/2021 - 15:59

As autoridades monitoraram mas não deram qualquer informação sobre o número de pessoas que compareceram às manifestações que aconteceram neste sábado, dia 1º de maio – dia do trabalhador – em Criciúma. Fica-se então com a impressão de que foi expectador de ambas. Simples concluir que aquele índice de 81,9 por cento pró Bolsonaro não parece ter sofrido qualquer desgaste. Foi o que expressou a carreata da tarde do sábado, percorrendo principalmente a avenida Centenário. Pela manhã, mais ou menos no mesmo percurso passaram os adeptos do “Fora Bolsonaro”.
As manifestações deste momento em Criciúma são emblemáticas pela história que a cidade tem na relação com partidos de esquerda e principalmente os movimentos sindicais.
Outra conclusão a que chego é que tanto os “Nós” como os “Eles” estão dispostos a entrarem na luta pela prevalência da sua opinião. Nem os simpatizantes de Lula, muito menos os de Bolsonaro parecem tirar o pé do acelerador e a mão da bandeira. A direita menos acostumada com estas ocupações de espaços parece não esmorece r, muito pelo contrário. Já de outro lado é necessário enxergar que não se pode considerar a esquerda retraída. Encolhida no sentido de número sim, não no sentido anímico.

Eduardo Loch, de Criciúma, assume a Santur

 personJoão Paulo Messer
access_time28/04/2021 - 20:39

Natural de Criciúma, onde iniciou na carreira na agência de viagens da família, Eduardo Loch acaba de ser confirmado pela governador Daniela Reinehr como novo presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo de SC (Santur). O órgão era presidido por Leandro 'Mané' Ferrari Lobo, que estava no cargo desde março do ano passado, quando foi nomeado pelo governador Carlos Moisés.

A nomeação de Eduardo Loch não contempla apenas o Sul do Estado, mas também o setor de turismo diretamente, pois ele foi presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens de SC (Abav/SC), além de ter exervido vários cargos em órgãos do setor, além de ter sido recentemente funcionário na prefeitura de Florianópolis. Antes disso Loch ocupou cargos na Secretaria de Turismo do Estado e em Criciúma foi presidente da Fundação Cultural.

Criciúma fará testagem rápida

 personJoão Paulo Messer
access_time26/04/2021 - 08:23

A partir desta segunda-feira, a Secretaria de Saúde de Criciúma vai aplicar os testes rápidos de Covid em um posto médico instalado no Terminal de ônibus no centro da cidade. A ação vai durar cinco dias, sempre das 8h ao meio-dia, e será voltada à população, com exceção daqueles que já foram vacinados contra a Covid-19. O objetivo é obter uma estimativa de quantas pessoas já tiveram contato com o coronavírus no município.

Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, que trará indicadores importantes para a Secretaria de Saúde.
O intuito é saber a porcentagem de contaminados em Criciúma, por isso a escolha do Terminal Central como local para fazer a vacina, já que ali circulam pessoas de todos os bairros. A ação não tem como finalidade o diagnóstico de pacientes.

A expectativa da secretaria é realizar testagens em massa na população durante os cinco dias de ação. Os testes serão aplicados em todos aqueles que tiverem interesse. Contudo, quem já tomou a vacina contra a Covid-19 não poderá participar, porque haverá dificuldade em saber se o anticorpo é da vacina ou não.

Neste fim de semana o município alcançou a faixa etária de 62 anos para a vacinação, mas segue com números preocupantes de internados. São 67 pessoas internadas em UTI, o que significa ocupação de cem por cento dos leitos. Resta pelo menos uma dezena de pessoas aguardando leito de UTI. Há 216 pessoas com suspeita do vírus.

Ao todo o município que concentra seus internados da rede pública e privada em dois dos seus três maiores hospitais. seguem com 857 com o vírus ativos e já chegou a 414 óbitos.

Criciúma testou até o momento 99.956 dos seus cerca de 230 mil habitantes.

Encontro de prefeitos em Criciúma nesta segunda-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time17/04/2021 - 19:59

A pauta do encontro entre os prefeitos Clésio Salvaro (Criciúma), João Rodrigues (Chapecó) e Orvino Coelho de Ávila (São José) tem uma série de temas que não se restingem às medidas adotadas no combate à pandemia do coronavírus. Questões admi9nistrativas como a reforma da previdência e outros considerados mais pontuais estão em uma extensao lista divulgada pela assessoria de comunicação do prefeito anfitrião. A reunião está prevista para às 11h no gabinete do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro seguindo para um almoço no Parque dos Imigrantes, na região do Distrito de Rio Maina. Mas qualquer repórter que enveredar para o campo político encontrará a mesma resposta dos três: eles são defensores da ideia de que o governador Carlos Moises deva ser reconduzido ao cargo. O argumento é que a instabilidade existente hoje afeta duramente a vida das prefeituras. Todos eles tem o entendimento de que "a urna precisa ser respeitada".

Criciúma fará contratação por tempo determinado

 personJoão Paulo Messer
access_time14/04/2021 - 18:00

Embora o Ministério Público tenha recomendação para que a administração pública de Criciúma realize concurso público o prefeito Clésio Salvaro mantém a política de contratar servidores efetivos apenas após a complementação da reforma da previdência e seus ajustes. Enquanto isso anunciou a contratação de profissionais de forma temporária para preencher vagas na área de saúde. O processo seletivo permite a contratação por dois anos.
Interessados em atuar na Secretaria de Saúde de Criciúma podem se inscrever em edital divulgado no site oficial da prefeitura (criciuma.sc.gov.br). Ao todo são 51 áreas contempladas com vagas e cadastros de reserva. As inscrições iniciarão na próxima segunda-feira (19) e seguem até o dia 18 de maio.
O processo seletivo tem validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.
São 51 áreas, para candidatos com formação de nível superior, médio e fundamental. Os salários variam de R$ 1.321,25 a R$ 12.709,23.

Dois novos vereadores assumem hoje em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time05/04/2021 - 08:00

Na Câmara de Vereadores de Criciúma, nesta segunda-feira (5) teremos dois novos. Assumem por período de interinidade o primeiro suplente do PSL, Jeferson Monteiro (1.001 votos) e a primeira suplente do PDT, Jucélia Vargas (1.147 votos). Ambos em virtude da licença apresentada pelos titulares das cadeiras, respectivamente Daniel Antunes (1.219 votos) e Zairo Casagrande (1.581). Jeferson foi empossado semana passada, enquanto Jucélia havia sido empossada na semana anterior e já poderia ter assumido na segunda-feira da semana passada, mas isso não ocorreu em virtude do falecimento do seu irmão. O PDT, sigla da Jucélia fez uma manobra recente abrindo a vaga de Zairo para Toninho da Saúde (915) e pode fazer outra modificação para alcançar o terceiro suplente Andriw Loch (660).

Nenhum projeto novo ou de maior repercussão aguarda votação na Câmara de Vereadores de Criciúma. O último foi a aprovação por unanimidade do acordo com as empresas de ônibus em que a prefeitura paga divida acumulada em virtude dos aumentos concedidos abaixo dos valores de planilhas reconhcidas pela Justiça.

Valeu o bom senso

 personJoão Paulo Messer
access_time04/04/2021 - 17:59

Na publicação do novo decreto as autoridades de saúde se deram por vencidas admitindo que a autoridade maior do Estado flexibiliza-se até às 22h a venda da bebida alcóolica nos bares e restaurantes. Da forma como estava quem se punha de “saia justa” eram as autoridades fiscalizadoras. A medida difícil de ser fiscalizada e restritiva, para além do que absorve a cultura do catarinense, era flagrantemente desrespeitada. Além disso não provocou efeito, pois o consumo passou a ser feito em aglomerações caseiras onde os cuidados não são fiscalizados como nos estabelecimentos que se esmeram para manter o mínimo de regras para evitar aborrecimentos. Além disso a proibição de venda de bebidas alcóolicas a partir das 18h estava terminando de “matar” os comerciantes deste setor.
A mudança na regra não se trata de uma flexibilização, mas adequação.
Não era raro passar diante de bares e restaurantes, especialmente os fora das principais vias públicas, onde o consumo se dava livremente inclusive após às 22h. Ali o desrespeito contribuiu para fragilizar as autoridades. Já com a lei do bom senso sob o braço as autoridades de fiscalização faziam “vistas grossas” em Criciúma e maioria das cidades aqui do Sul.
Histórias hilárias vinha sendo contadas como aquele “freguês de caderno” que bebia apenas com o copo na mesa e a garrafa escondida. Noutros casos sobre a mesa ficava uma cerveja sem álcool, mas a do copo era a que tinha a garrafa escondida. Situações como esta se criam pela falta de bom senso das autoridades ou da ignorância à capacidade de criatividade do consumidor. Não que isso seja certo, engraçado ou que tenha qualquer adjetivo tal, mas porque não havia efeito prático na proibição.
Proibia-se num local e consumo acontecia em outro. O decreto do governo do Estado neste domingo cedeu ao bom senso.

Daniela Reinerh assume e anuncia novos nomes

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2021 - 21:59

A vice-governadora Daniela Reinerh (Sem partido) assumiu o governo de forma interina, nesta terça-feira. Pela segunda vez ocupa a cadeira em virtude do afastamento do governador Carlos Moises (PSL), investigado em CPI. Permanecerá na função de forma interina no máximo em 120 dias, ou em menor tempo se os trabalhos da Comissão Mista, formada por cinco deputados e cinco desembargadores, forem concluídos antes. Ao término desta etapa haverá julgamento sobre o impeachment do governador. Se o relatório considerar que ele cometeu crime de responsabilidade administrativa, e for aprovado por sete votos entre 10, ele é cassado e a vice-governadora empossada de forma definitiva. Se não houver sete votos ele retorna. Se a investigação demorar mais que 120 dias ele também retorna e aguarda o término do processo na função.

Até a semana passada não havia clima de afastamento do governador. Pelo menos no grande público. Ao meu ver os cinco desembargadores surpreenderam. Veio deles a maioria - cinco - dos seis votos para o afastamento de Carlos Moisés. Sigo pensando - pensar é livre - que os magistrados deram um troco nos deputados, pois ao término do primeiro impeachment sobraram farpas na relação entre ambos. Magistrados foram tratado por deputado como "máfia de toga". Naquela ocasião foi reação porque os magistrados salvaram Moises, enquanto no ambiente dos deputados o desejo era o da degola. Atualmente os interesses seriam outros: absolver o governador. Não me parece estranho que os magistrados tenham se esmerado em procurar teses para "emparedar" Moises e com isso desconstruir a estreita relação que Moisés construiu com a Assembleia Legislativa ao escapar do primeiro impeachment.

O "decreto" do Clésio Salvaro

 personJoão Paulo Messer
access_time17/03/2021 - 19:59

Desde o meio da tarde desta quarta-feira (17), quando "pipocou" em tudo que é grupo de whatsapp o vídeo do prefeito Clésio Salvaro (Criciúma), anunciando a assinatura de um decreto criando o que ele denominou "lockdown voluntário" para os servidores públicos municipais, mas para isso tem que assinar um termo abrindo mão dos vencimentos nestes dias, não páro de receber questionamentos sobre o que acho da medida.
O Reginaldo Correa abriu o Programa Depois do Expediente da Rádio Eldorado, de hoje, me "convocando" para salar sobre. Isso ocorre quando há um fato extraordinário na cena política. Cito isso para mostrar como o fato repercute polêmico aqui e lá fora, pois o gesto administrativo já foi compartilhado por chamados grandes influenciadores digitais. Quer dizer, o assunto ganhou repercussão nacional em apenas algumas horas. Mas porque?
Ora, o mar está para surf nesta praia. Vai na onda.
O momento é favorável às manifestações que contestem o servidor público emplacado como o responsável pelos desejos de lockdown. O suor do trabalhador, afetado pelos "lockdown´s" que lhes cortam o vencimento, torna-se ainda mais caro quando ele se depara com o custo da manutenção de uma máquina onde "lockdown" significa apenas "não trabalhar". É por isso que a fala do prefeito soou como música aos contribuintes ou simples opositores da ideia de que a paralisação das atividades contribua na manutenção da vida. Precisamos lembrar que não só para os políticos todos os procedimentos são uma estratégia, mas especialmente para eles - os políticos - estratégias populistas como esta dão vitrine.
Sob o aspecto jurídico me parece que não tem "pé, nem cabeça", mas sob o aspecto da gestão pública sugere respeito ao dinheiro do cidadão. Já em relação aos servidores o prefeito de Criciúma não tem o que perder, pois desde a sua primeira eleição não há qualquer afinidade entre ambos. E mais, quando Clésio Salvaro se refere ao servidor público ele dá interpretação de que o servidor que não gosta dele é o sindicalista, petista e outros "ista". Arrebanha com isso alguns que rejeitam a sua própria classe por razões óbvias.
Em síntese, como observador não achei nada relevante na decisão, mas como alguém que olha a cena política tenho que admitir que ele criou uma cena em que ele luta ao lado do povo pagador de impostos contra um monstro que consome o suor do contribuinte.
Foi uma jogada de marketing e como outras neste meio, chamada de "populista".

De repente a bandeira do Brasil me parece assim,

 personJoão Paulo Messer
access_time14/03/2021 - 16:09

Não há mais leis neste país e se as temos não as devemos cumprir. Esta é a interpretação que tiro de simples atos como o deste domingo em Criciúma, como de resto nas cidades brasileiras. Sim, não há mais leis e se elas existem não as devemos respeitar. É a leitura que faço a partir do instante em que o povo precisa ir às ruas mesmo descumprindo decretos de não aglomeração e soltando fogos para chamar atenção, embora haja leis que proíbem fogos de artifícios no município.

Mas que lei, se temos que ir às ruas exigir o cumprimento das leis por aqueles que as deveriam protegê-las. Para que leis se vamos para as ruas incentivados pela nossa principal referência, o presidente da república, que descumpre normas simples como o do uso da máscara e da não aglomeração, sim. E o faz não por ser “negacionista”, como querem rotulá-lo, mas o faz para manter dispostos à guerra os seus fiéis seguidores. Afinal, ninguém se mantém o poder se não for bom de estratégia.

Fico com a impressão de que não são necessárias leis se os que a descumprem tem afilhados tão fortes no supremo que lhes dá o direito de ser considerado por seus seguidores um injustiçado. Isso foi e é estratégico. Foi a decisão desta semana.

A quem interesse o caos no país?

A quem estão servindo aqueles que vão às ruas empunhando bandeiras de uns e de outros? A sí ou a outros?

É óbvio que sem liderança nação alguma tem esperança de prosperar.

Vocês já notaram que só não vão às ruas os do centrão?

Não, não estou dizendo dos deputados do centrão, mas sim o cidadão que é centrão. Que espera a ocasião.

Triste a guerra silenciosa que vivemos contra um inimigo que está onde não sabemos, as vezes na mão ou na boca dos nossos mais queridos. Triste as manifestações contra o que não sabemos o que estamos pedindo, ou que desejam apenas que não seja aquilo que temos.

Bem-aventurados os que sabem o que querem e tenha piedade de mim e dos, que como eu, não sabem o que querem, senão apenas que o que temos não é o que queremos.

ACRESCENTO - Relevante dizer que me parece muito claro que quem deturpou nossa bandeira é o supremo, que não dá outra opção ao povo senão ir às ruas mesmo que desrespeitando um decreto de lockdown, pois o supremo jogou no lixo o que se diz cumprimento da lei. Não vejo neste manifesto deste domingo um ato pró-Bolsonaro, como alguns na primeira leitura deram dar, mas uma manifestação quase de desespero para um país que ficou sem Justiça, desde o que ocorreu pelas mãos do ministro Édson Facchin. Já não pediomos mais socorro apenas para nos porteger do coronavírus, mas também do vírus ainda mais letal, o da Injustiça.

Polícia investiga possível golpe inspirado em filme

 personJoão Paulo Messer
access_time08/03/2021 - 19:59

A polícia ainda trata do caso apenas como desaparecimento do homem que é dado na cidade de Forquilhinha, no Sul do Estado, como autor do que seria um golpe milionário. Existem dezenas de supostas vítimas. Circulam nas redes sociais vídeos do que teria sido uma “assembleia” dos credores, realizada na quarta-feira da semana passada. Neles aparecem pessoas reunidas em uma conhecida garagem de lavação de carros, pertencente ao suspeito. Os fatos relatados remetem ao que acontece no filme “O Rei da Polca” lançado em 2017, inspirado num fato verídico registrado no início da década de 2000 nos Estados Unidos.
Aproveitando-se de sua popularidade na cidade e do fato dos investimentos financeiros no sistema bancário estarem rendendo taxas muito baixas, ele teria oferecido taxas bem atrativas e com isso trocado notas promissórias por consideráveis somas em dinheiro. Os juros dos primeiros meses teriam sido pagos normalmente, mas sobre a certeza da recuperação do capital ninguém tem notícias. Tudo corria bem até que na semana passada ele foi dado como desaparecido.
Como tudo é muito recente e as vítimas preocupadas com o temor de serem autuadas coautoras de um crime contra o sistema financeiro, a investigação se põe um caso delicado. O caso está com o delegado Ricardo Keller.
Relatos obtidos pela coluna, sem a possibilidade de identificar as fontes, revelam que ele teria começado com valores baixos pagando com novos empréstimos os juros vencidos e assim o caso se transformou em uma bola de neve. Comenta-se na cidade que o montante do dinheiro tomado por empréstimo seria superior a R$ 6 milhões.
No filme “O Rei da Polca” o autor dos crimes cumpriu cinco anos de prisão e retomou a carreira musical prometendo devolver o dinheiro a todas as vítimas.

Daniel Freitas será o relator da PEC Emergencial, na Câmara

 personJoão Paulo Messer
access_time04/03/2021 - 13:22

Após aprovação em segundo turno no Senado, a proposta de emenda à Constituição (PEC), chamada de “PEC Emergencial” vai à Câmara dos Deputados onde deve tramitar em regime de urgência e ser votada em dois turnos semana que vem. O deputado federal Daniel Freitas (PSL) foi convidado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Athur Lira (PP-AL) para ser o relator da matéria.
A PEC é uma proposta que faz a contenção de despesas públicas, entre várias outras medidas que evitem o presidente dar as famosa “pedaladas” extrapolando o teto previsto nos gastos do governo federal. Hoje o governo federal só pode gastar a mais no orçamento da união o percentual da inflação do ano anterior. Em síntese, esta é a saída para o governo federal voltar a conceder o auxílio emergencial.
Freitas disse agora a pouco ao blog que se considera lisonjeado pela escolha e acredita que isso ocorreu por seu perfil muito identificado com o setor empresarial.

Os mais preocupados com a saúde

 personJoão Paulo Messer
access_time27/02/2021 - 07:09

Quando ocorrem reações como a que coloca parte da população em lockdown neste final de semana, alguns setores surpreendem com a rapidez com que reagem apoiando as medidas restritivas. É como se víssemos nestas ações uma gigantesca preocupação com o que pode ocorrer se as normas forem descumpridas. Me refiro aos órgãos públicos, que, em sua maioria correm para chamar atenção da gravidade e logo vão fechando suas portas e transferindo as atividades para o home office, quando não totalmente suspensas.
Num órgão público basta um só servidor testar positivo para a Covid-19 que as portas são lacradas, todos mandados para casa por chefes que parecem morrendo de preocupação com a saúde dos seus comandados – aqui não cabe a palavra liderados. Há órgãos que desde o primeiro decreto nunca mais abriram as portas, outros que abrem e fecham de acordo com o vai e vem das ameaças e ondas.
Não é necessário citar quais são estes órgãos, via de regra todos. Com certeza o governo de Criciúma deve solicitar à esta coluna uma ressalva. Verdade, o prefeito tem “comprado briga” com os servidores por conta disso. É que o home office para a maioria não se trata de uma ação de prevenção, mas um “jeitinho” de trabalhar menos. Enquanto isso for regra o serviço público terá sua imagem afetada. Enquanto a minoria que desaprova estas escapadinhas do trabalho não ser um basta nisso a imagem do servidor continuará sendo a que temos hoje, infelizmente.
Já o setor produtivo clama às autoridades para que permitam que se trabalhe a todo vapor.
Minha dúvida é porque estes chefes de órgãos públicos não são tão rápidos para reivindicar por melhor saúde pública como rápidos são para decretar lockdown.

Polêmica em Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time21/02/2021 - 19:59

Criada por lei do Executivo e aprovada por unanimidade no Legislativo de Nova Veneza, a Praça Natale Coral, instalada em 2020, está dando o que falar. O professor da UFSC, Waldir Rampinelli, neoveniziano de nascimento abriu a polêmica ao postar um vídeo em que acusa prefeito e vereadores de homenagearem o que ele classifica de “bugreiro”, que significa matar de índios.
O tema primeiro ganhou alguns debates acalorados nas redes sociais, sem repercussão maioria no grande público. Até que na semana passada o professor falou na rádio Eldorado. A resposta da família e dos idealizadores da praça vieram logo e em tom de indignação. Não se descarta criar uma lei tornando Waldir Rampinelli “persona non grata” no município. O certo é que se ele não retirar as palavras proferidas nas redes sociais será processado pelos descendentes de Natale Coral.
Professores do núcleo de estudos indígenas da UNESC foram ouvidos e apresentam uma leitura mais plausível aos fatos a que se refere o professor Rampinelli. Os episódios daquela época, descritos pelo professor da UFSC como um genocídio covarde contra os índios foi na interpretação dos colegas da universidade do Sul um episódio em contexto de tempos diferentes dos atuais e em circunstâncias menos estranhos à época. Sem negar os conflitos confrontos sangrentos a versão é menos ofensiva aos nossos dias, como na versão de Rampinelli.
Edmilson Benedet, tataraneto de Natale Coral e advogado, ouvido na rádio Eldorado, admite que os familiares podem acionar juridicamente o professor Rampinelli. Já o idealizador da homenagem, Nicola Gava, acusa o professor de polêmica e difamação ao homenageado e de distorcer os fatos. Por isso Gava acusa Rampinelli de “mentiroso”.
Tanto o Executivo como o Legislativo não se pronunciaram a respeito.
Os familiares admitem apoiar se algum dos atuais vereadores propor um título de “persona non grata” ao professor.
A praça segue sendo visitada e deve receber nos próximos dias outros equipamentos, desta vez homenageando os índios xokleng, que eram os habitantes desta região quando os colonizadores aqui chegaram.

Diretor de escola quem indica é o prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time17/02/2021 - 15:00

Acabou agora a pouco (às14h30min desta quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021), no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o julgamento de um pedido de inconstitucionalidade ajuizado pelo governo do município de Criciúma segndo o qual o artigo 121 da Lei Orgânica do município de Criciúma não pode permitir a eleição de diretores de escolas municipais por eleição direta, como vinha ocorrendo até então. Isso já havia sido alterado na própria lei por decisão de makioria na Câmara de Vereadores, ainda no ano passado. O resultado de hoje apenas confirmou a tese do município. Assim, a partir de agora os diretores de escolas municipais de Criciúma serão indicados pelo prefeito e não mais eleitos pela comunidade escolar. A decisão foi de 21 a 0.
Entende o judiciário que o cargo de diretor de escola é de responsabilidade do prefeito que ao ser eleito recebe da população a autonomia e responsabilidade desta indicação, pois o que foi submetido ao crivo do processo eleitoral é um plano de governo e é este plano que contempla o modelo de educação a ser implementado na rede escolar.