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Cultura Mamoeira leva apresentações e rodas de conversa a praças de Criciúma

commentJornalismo access_time07/09/2026 20:20

As atividades são abertas à comunidade e devem contar com a participação de estudantes de escolas próximas

André Gaidzinski fecha etapa de Interlagos com dois pódios e chega a nove na temporada

commentEsporte access_time07/09/2026 19:00

Catarinense foi terceiro na corrida de sábado e quarto neste domingo, em fim de semana marcado pela chuva em São Paulo

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

ENSAIOS DE NOVOS TEMPOS

access_time05/02/2019 - 00:22

O ano de 2019 mal começou. É cedo para qualquer conclusão sobre os destinos e movimentos que indiquem de onde vão surgir as principais lideranças. A forte transformação dos Poderes não se restringe ao Executivo e ao Legislativo em Santa Catarina. No Judiciário pelo menos 10 dos 90 desembargadores foram para a aposentadoria, com isso abrindo lacunas que devem ser gradativamente preenchidas, assim como nos demais poderes. O novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rodrigo Tolentino de Carvalho Colaço assumiu e mostrou a que veio. O novo governador ainda tem passos de insegurança enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, prima por deixar a marca logo. Daí por diante ainda devemos viver cabos de força. É cedo para defender quem é que tem poder. Até outro dia estas posições estavam bem demarcadas.

FORÇA DO MDB
No parlamento estadual visível que o MDB é quem se deu melhor. Mesmo caindo de dez para nove deputados, mantém um time experiente. Reedita figuras como Romildo Titon, Ada De Lucca, Valdir Cobalchini, Moacir Sopelsa e outros nem tão jovens, nem tão velhos como Luiz Fernando Cardoso Vampiro e Mauro De Nadal. Até mesmo o estreante Volnei Weber pode ser considerado inexperiente.

EXPERIÊNCIA
A terceira maior bancada na Assembleia Legislativa é do PSD, com cinco deputados e destes a única aparentemente mais inexperiente e nada menos que a herdeira dos votos de Gelson Merísio, a deputada Marlene Fengler. Além dela quatro gigantes: Júlio Colombo, Ismael dos Santos, Keneddy Nunes e Milton Hobus.

E SEGUE...
Daí por diante a habilidade no exercício do poder diminui abruptamente pois as demais bancadas encolheram ou mudaram muito. É o caso do PT onde apesar de ter três veteranos entre os quatro deputados convive com o desgaste da sigla.

DUAS FERIDAS
Na regimental presença, ontem, na Câmara de Vereadores, o prefeito Clésio Salvaro elegeu dois assuntos como a prioridade do esforço concentrado em 2019. O primeiro é a reforma necessária no sistema de previdência dos servidores. O outro é na relação – possível rompimento – contratual com a Casan.

MOVIMENTO DO ZAIRO
Hoje, na sessão da Câmara Municipal de Criciúma, o vereador Zairo Casagrande (PSD) promete ascender uma nova polêmica. Vai entrar forte na crítica ao projeto do governo municipal de construir uma passagem subterrânea para transposição da avenida Centenário na região da estação rodoviária.

OUTRO LOCAL
Apesar dos fortes argumentos que tem, o vereador Zairo Casagrande deve rebater a ideia da transposição da região da rodoviária porque tem um projeto de sua autoria para fazer isso no terminal central de ônibus, criando a rampa de acesso ao bairro Comerciário. Até agora ele não conseguiu emplacar a ideia.

AÇÃO ISOLADA
Como estratégia o governo de Criciúma deve jogar com o forte apoio que tem na Câmara de Vereadores para esvaziar o movimento do vereador Zairo Casagrande pela mudança da obra de transposição da avenida Centenário. Zairo tem resistência de colegas que costumam deixá-lo sozinho nas ações que lidera. O grito dele pode ter pouco eco.

ALINHAMENTO
Diferente daquele movimento que barrou a proposta da prefeitura em criar uma rua de saída de Criciúma em direção a Cocal do Sul através do bairro Pio Correa, onde o vereador Zairo também foi um dos articuladores, no caso da obra da avenida Centenário o governo considera a elaboração sacramentada. Embora não necessite de aprovação da Câmara, o governo tem a simpatia da maioria dos vereadores, seja para este ou outros projetos.

MOVIMENTOS MEDIDOS
Existem várias leituras feitas aos primeiros movimentos do deputado Júlio Garcia novo presidente da Assembleia Legislativa quando ele flagrantemente rebate, sem citar, o governador Moisés da Silva. Uma delas é a interpretação de que o novo governo tem tendência de vida curta e se fracassar a proposta, ser oposição a ele é uma vantagem. A ausência de líderes e o desgaste dos poucos que restam colocam desde já Garcia como nome para disputar o governo do Estado em 2022. O que parece cedo, nas medidas da política é logo ali. Não são apenas os aliados que enxergam no novo presidente da Assembleia Legislativa a principal figura política do momento.

VELHO NOVO O “chavão” dos discursos agora é “a velha política nova” para justificar ações ditas novas praticadas por figurinhas carimbadas. O senador Dário Berger (MDB) votou no seu adversário histórico Esperidião Amin (PP) na eleição à presidência do Senado. Logo saíram dizendo que esta é a nova política. Ora, prefiro ficar com a interpretação de que o uso da expressão é ingenuidade ou esperteza demais.

FICOU FORA Ontem o prefeito Clésio Salvaro chamou os vereadores do PSDB para uma reunião, mas excluiu Júlio Kaminski. Isso porque o vereador já manifestou oficialmente a intenção de deixar o partido, mas até agora não deixou.

TÁ LIBERADO No ano passado o PSDB deliberou em reunião do partido liberar o vereador Júlio Kaminski a sair do partido sem o risco da perda do mandato. Até agora ele segue na sigla sem qualquer movimento efetivo de saída. É visto dentro e fora do PSDB como potencial candidato a prefeito, óbvio, como adversário de Salvaro.

QUER SABER Outra prova da falta de sintonia do vereador Júlio Kaminski com o governo deve ser observado hoje na sessão da Câmara de Vereadores. Os 10 primeiros assuntos da pauta têm ele como autor, sendo quatro pedidos de informações e seis indicações. Quem está sintonizado com o governo faz isso diretamente.

RIO MAIA Entre os pedidos de informações apresentados pelo vereador Júlio Kaminski está um que pede o detalhamento dos contratos da prefeitura com as empresas que atuaram na construção do Parque dos Imigrantes do Rio Maina. É como se houvesse alguma suspeita ou fato pouco claro.

FIRME A vereadora Ângela Melo (MDB) segue sem qualquer informação sobre o cumprimento, por parte do TRE, da decisão que lhe tira do mandato. Na sessão de ontem ela esbanjava tranquilidade. Garante que não renuncia sob hipótese alguma.

FRASE DO DIA
“Uma obra dessas como o prefeito quer fazer na transposição da avenida Centenária é caríssima, de interesse público duvidoso e e tecnicamente sofrível”.
Vereador Zairo Casagrande (PSD) comentando a intenção do prefeito Clésio Salvaro em construir uma passagem subterrânea na avenida Centenário em frente a estação rodoviária.


Em Morro da Fumaça serão duas candidaturas

 personJoão Paulo Messer
access_time01/09/2020 - 19:59

A definição do MDB com a candidatura do médico cardiologista Moacyr Luiz de Costa Júnior, o Juninho, não deve ser surpresa para Morro da Fumaça. Se observar bem foi a forma que o partido encontrou de buscar um nome com perfil do “novo” sem descolar do tradicional. Afinal, existe pouco de mais tradicional do que a família do pré-candidato dentro do partido.
Leio como tão natural quanto esta escolha se for mesmo confirmado o nome do empresário Toninho Patrício (PSDB) como candidato a vice. Ele é do setor empresarial e do partido tucano cujos movimentos têm sido intensos na tentativa de dar corpo à sigla tucana no município.
Enquanto isso a chapa já definida do prefeito Nei Coral (PP) e do seu vice Eduardo Guollo (PP) também deve ser interpretada como decorrência natural do processo. Qualquer mexida poderia ser interpretada como divergência interna ou algo do gênero, o que evidentemente não houve.
O fato de ter preterido o nome do vereador Miguel Darolt (PSD) na escolha do vice, em favor de um tucano, me parece ter dois fatores a considerar. O primeiro é o argumento de propor uma chapa totalmente nova, já que Darolt tem trajetória recente e intensa na Câmara. O outro aspecto é a aposta tucana no município de Morro da Fumaça. Outro aspecto a não estranhar é o fato de Darolt divergir do seu partido PSD e apoiar Noi Coral (PP). As veias progressistas e de setores do PSD tem origens parecidas.
Daqui para frente entrarão no cenário político velhas rixas como a influência de outros fatores e de eleições de outros segmentos que não apenas do Executivo municipal. O cabo eleitoral, seja de qual for o lado, pode aguardar porque as vertentes políticas mesmo renovadas e “renomeadas” tendem a fazer jorrar muitas emoções e até acender chamas quase extintas. Preparemo-nos para uma grande disputa. As duas candidaturas têm evidências de que apostam no discurso de uma nova política. Tomara que a prática também seja a de novos atos na campanha e que o jogo seja de alto nível.

Frigo terá Élzio Milanez de vice

 personJoão Paulo Messer
access_time30/08/2020 - 19:59

O PSD confirmou a indicação do professor Élzio Milanez como vice de Rogério Frigo (PSDB) para a chapa de disputa da eleição municipal de novembro em Nova Veneza. Esta era uma das costuras mais aguardadas na política do município. Não só porque assegura a reedição da aliança PSDB/PSD, mas porque revela que os tucanos superaram uma discussão interna que sugeria chapa pura. O próprio PSD tinha divergências internas, chegando a ter quatro nomes à vaga de vice, mas chegou ao consenso antes de iniciar o prazo das convenções partidárias. Este cenário revela que o prefeito chega ao período eleitoral com ajustes feitos, enquanto a sua tradicional oposição com o Partido Progressista ainda discute qual será o nome de candidato a prefeito. O PP espera o resultado de uma pesquisa interna, o que deve ocorrer nesta semana, para avançar na escalação dos times da majoritária e da proporcional (vereadores).

PDT e PL se aproximam em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time21/08/2020 - 19:59

Anunciado nesta sexta-feira, o namoro de PL e PDT é o fato novo na pré-eleição de Forquilhinha. Não que isso signifique aliança definida. Os dois partidos têm dificuldades, como de resto os demais. O PDT não se livrou totalmente das divergências internas e ainda tem trabalhista defendendo que o candidato seja Valcir Matias, o Chile, embora isso seja tratado pela direção como operação superada. O candidato é Maciel Da Soler e ponto. No PL ronda a sombra do fantasma da elegibilidade de Geovane de Godói, também assunto dado como superado. Fora isso os dois partidos selam suas pré-candidaturas com o carimbo do tão desejado pelo povo eleitor que é o “ser o novo”.
PL e PDT são apenas duas das sete siglas que tem pré-candidatos a prefeito. O PP de Lei Alexandre, o PSD de José Cláudio Gonçalves Neguinho, o PSL de Vanir Nola, o PT de Félix Hoboldt e o PODEMOS do Juliano Arns, também estão no páreo. Forquilhinha é a cidade com mais pré-candidatos na região carbonífera.
PDT e PL conversaram nesta semana e prometem voltar a se reunir na semana que vem.
Se valer a regra antiga das previsões de política, quem define a eleição a seu favor em Forquilhinha é quem escolher o melhor vice. Pasmem, se diz num famoso balcão das redondezas do “Bar do Rude” que até Lei e Neguinho já conversaram sobre isso. Óbvio, isso é impraticável, mas simboliza que tudo pode acontecer.

Minha impressão da candidatura Álison Pires

 personJoão Paulo Messer
access_time18/08/2020 - 11:59

Noutro dia, da semana passada, recebi a visita do pré-candidato a prefeito pelo PSL em Criciúma, o médico Álison Pires. Faz parte da sua agenda de pré-candidato. Em longa conversa, da qual participaram Ricardo Beloli e Marcos Machado, a oportunidade para entender melhor a proposta da candidatura. Visitas informais sempre rendem melhor interpretação do que as entrevistas. Até mesmo alguns “offs” saem nestas horas.

Recolho da conversa a impressão que eu já tinha: Álison tem o desejo de ser prefeito, mas por razões pessoais melhor fosse a ocasião um pouco adiante. As circunstâncias antecipam os fatos. No PSL ele caiu como uma luva, embora eu tenha dúvidas se o inverso é verdadeiro. Ele é ótimo para o partido. Não sei se o PSL é tão bom para ele. Para conhecê-lo candidato, o cidadão não precisa de muito tempo. Jeito sutil na fala, faz o tipo do bom ouvinte e parece não perder a estribeira. Tem na ponta da língua respostas cujas questões irão cair nos debates para prefeito.

Como é óbvio a saúde deve ser o carro chefe da campanha. Abre sorriso quando provocado sobre a possibilidade de ter um vice como o colega médico Aníbal Dário (MDB), que também é pré-candidato a prefeito. É da tese de que a oposição dividida pavimenta a reeleição de Clésio Salvaro, mas não deixa nenhuma impressão de que pode ser vice em alguma coligação, embora isso não tenha sido alvo de pergunta direta.

Afora a Saúde tem uma lista de empresários como Olvacir Fontana, Édio Castagnel, Sanciro Ghislandi de quem ouviu mais do que palavras de incentivos, desde que defenda as propostas destes como a criação de uma secretaria de Desenvolvimento Econômico. Fato aliás que bate em sintonia com o que pensa a respeito do setor econômico.

Por fim, Álison é cirúrgico ao reagir aos prejuízos que possa ter por carregar a sigla do governador Carlos Moisés, cujos desgastes ele justifica com certa facilidade. Mas brilham os olhos quando diz repetidas vezes as frases de Jair Bolsonaro na semana passada, quando o presidente da república admitiu voltar ao PSL.

Assim como foi a conversa com Álison Pires (PSL), pretendo haja outras com os demais candidatos.

Barreto é o sexto pré-candidato a prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time13/08/2020 - 11:11

O último movimento político em Criciúma vem do partido PODEMOS, cuja figura mais conhecida no país é o senador paranaense Álvaro Dias e tem na presidência nacional a deputada federal por São Paulo, Renata Abreu. Em Santa Catarina, a principal liderança é o ex-deputado Paulinho Bornhausen, presidente de honra. A sigla que vinha trabalhando com o nome do jovem, Lucas Dalló anunciou em âmbito local que o nome é do coronel PM da reserva Cosme Manique Barreto. Agora são seis pré-candidatos em Criciúma: Állison Pires (PSL), Aníbal Dário (MDB), Clésio Salvaro (PSDB), Chico Baltazar (PT), Cosme Manique Barreto (PODEMOS) e Júlia Zanatta (PL).

O PODEMOS está mudando mais do que o seu pré-candidato, embora Barreto já figurava nesta condição. Deve alterar a composição de Executiva e o atual presidente Gelson Dagostin deve passar para outra função, enquanto Paulinho Vargas deva ser conduzido à presidência. Lucas Dalló, que foi estratégico na campanha de eleição do deputado federal Daniel Freitas (PSL), sai da condição de pré-candidato a prefeito e passa a ser coordenador Regional Sul do partido.

A candidatura de Barreto tem o aval do senador Álvaro Dias, desde uma conversa que ambos tiveram em Blumenau no ano passado. O mesmo ocorre com a presidente nacional deputada federal Renata Abreu.

Uma das marcas da campanha deve mesmo ser a expressão: “quem comanda um batalhão comanda uma cidade”. O apelo militar remete à simpatia revelada por maioria dos brasileiros aos membros destas corporações.

Fica evidente quando se trata da candidatura de Barreto, que ela vem com a pretensão de atrair um estilo de voto dos bolsonaristas, pois muitas pautas se assemelham.

No Estado, o PODEMOS (presidido por Valdemar Bornhausen), a convite do primeiro Paulinho, tem hoje 120 diretorias provisórias e tem projeção de 59 pré-candidatos a prefeito e pelo menos 20 a vice-prefeito. Valdemar invoca a marca de partido que mais cresceu neste último ano, sendo que, com a janela, ganhou três prefeitos, três vice-prefeitos e passou de dois para 44 vereadores. As duas cidades com as melhores perspectivas são Balneário Camboriú, com campanha de reeleição de Fabrício de Oliveira, e Blumenau, onde Mário Hildebrandt também disputa a reeleição. Na capital, a sigla deve estar com Gean Loureiro (DEM).

Júlia nunca fez “denúncia contra Salvaro no MP”

 personJoão Paulo Messer
access_time11/08/2020 - 13:29

Após a publicação ontem, aqui neste espaço, de um comentário meu a respeito de tudo o que envolve e culmina no boletim de ocorrência em que ela figura como suspeita de ter “invadido” o Centro de Tratamento do COVID no Rio Maina, a pré-candidata a prefeita pelo PL, Júlia Zanatta, faz ponderações e pede o que ela considera “retratação” da coluna. Refere-se ao fato de eu ter escrito que ela teria levado ao Ministério Público denúncias de possíveis irregularidades na administração pública de Criciúma. É verdade, não existe nenhuma comprovação, nem suspeita de que ela tenha feito isso. O que existe é a minha interpretação de que como ela tem usado estas ações na sua pré-campanha pudesse ter algo a ver. Repito: informação equivocada. Não uso a expressão “distorcida”, pois não é prática comum de minha parte e os leitores habituais da coluna sabem disso. Mas para o bem da verdade é até para evitar prejuízos à imagem da candidata não se pode afirmar que ela seja autora de denúncia contra Clésio Salvaro no MP.
Já em entrevista na rádio tratei do assunto com a Júlia Zanatta, que apresentou seus argumentos negando invasão, mas admitindo que esteve no local para buscar informações, apenas isso.

Júlia Zanatta chama prefeito de “panaca” e secretário de “cagão”

 personJoão Paulo Messer
access_time10/08/2020 - 11:11

Seguindo aquela orientação geral defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, de que as pessoas devem investigar nos hospitais de campanha se eles de fato são necessários, a pré-candidata a prefeita em Criciúma, pelo PL, Júlia Zanatta foi ao Centro de Triagem do Rio Maina em Criciúma. Por sua atitude foi denunciada em Boletim de Ocorrência por funcionários do local, que ressaltaram ter ela entrado pela garagem, aproveitando-se do fato de um médico ter saído por ele. Isso no boletim sugere a caracterisazão de "invasão sorrateira".
O BO foi feito sem citar o nome da “invasora”, mas descreve o perfil da pré-candidato a prefeita pelo PL, Júlia Zanatta. Parafraseando o prefeito eu diria que: “não precisava colocar o nome, Cristo!”.
Júlia concedeu entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado, confirmou que esteve no local, mas que não recebeu as informações que desejava obter no local. Reage à acusação dizendo que não foi invasão e sim visita, e justifica que o prefeito também esteve naquela unidade gravando um vídeo. Refere-se a um vídeo em que Clésio Salvaro grava a chegada de um paciente na porta de entrada. O prefeito usava apenas máscara. Para Júlia isso foi exploração política.
A pré-candidata exagera nos adjetivos usados ao se referir ao prefeito Clésio Salvaro como “panaca” e ao secretário Acélio Casagrande como “cagão”. Além disso falou que não há ninguém em Criciúma com “culhões” para enfrentar o prefeito, a quem acusa de ditador e de impor a política do medo aos funcionários e de "panicodemia" à população.
Até o momento ninguém do governo se pronunciou a respeito, mas apurei que a procuradoria do município está preparando uma denúncia do caso ao Ministério Público. Sobre esta denúncia tenho a interpretação de entrelinhas de que é para levar a situação ao mesmo MP que vem dando eco a denúncias apresentadas por Júlia contra a administração municipal. A denúncia deve ser de investigação de área restrita gerando ameaça à saúde pública.

Moises começa a reverter o impeachment

 personJoão Paulo Messer
access_time05/08/2020 - 13:59

Os rumores decorrentes dos últimos movimentos provocados pelo governador Carlos Moisés, que briga para se manter no cargo ante um pedido de impeachment e de uma CPI em andamento, indicam o presidente Bolsonaro e o senador Jorginho Melo peças chaves a seu favor. Só nesta semana ele já movimentou as possibilidades políticas e jurídicas (no STJ). Em princípio o que tem dado expectativa é que o PSL nacional peça o apoio de Bolsonaro ao governador como moeda de troca ao apoio da sigla no Legislativo nacional. Bolsonaro arranca mais fácil o apoio ao governador através do senador Jorginho Melo do que seus próprios afilhados.
Se isso ocorrer Jorginho Melo pode viver o que viveu no final da década de 1990 quando como deputado estadual foi o voto decisivo evitando a condenação do então governador Paulo Afonso na CPI das Letras. Na época se dizia que Jorginho sabia “fazer conta”. Agora a matemática é bem mais complicada, pois não bastam apenas os votos do seu PL. Mas Moisés segue buscando outros apoios como do MDB.
Na prática Moisés foi à direção nacional do PSL, que óbvio não quer perder um governador. Como o partido é importante na base de apoio de Bolsonaro, ele estaria cobrando o apoio do presidente à manutenção do governador no cargo como condição.
Para Jorginho Melo, cujo objetivo é ganhar a eleição de governador em 2022, basta ter em troca o apoio de Bolsonaro e a garantia do PSL de que Moisés não será candidato à reeleição. As duas possibilidades são tão prováveis quanto viáveis.
Resta saber como votarão mesmo os quatro deputados do PSL considerados bolsonaristas e por isso se consideram adversários de Carlos Moisés.
Moisés começa a mostrar que apesar de todas as evidências do seu impeachment não será fácil tirá-lo da cadeira. Além disso é necessário lembrar que ele necessita de apenas 17 votos para reverter a situação na Assembleia Legislativa e que a cada voto que consegue triplicam suas chances de reverter outros. Afinal, ninguém quer votar contra o governador agora se vai depender dele por mais dois anos.

Divergências sobre o decreto

 personJoão Paulo Messer
access_time30/07/2020 - 18:59

O combate ao COVID19 na região carbonífera tem nota que aprova prefeitos por média. Se não é padrão, de longe também não é ruim. Isso apesar da região estar classificada, por semanas repetidas, na zona de maior risco em Santa Catarina. Já no quesito sintonia os prefeitos da AMREC estão reprovados. Não só não conseguiram definir um decreto único como bateram cabeça por alguns momentos até que cada um saiu por si. Três cidades aparentam divergentes, mas internamente este cenário é bem pior. Teve prefeito deixando o grupo de whatsapp, para se ter ideia do tamanho do conflito. É óbvio que o momento de tensão, provocado pelo COVID19, contribui com isso também no aspecto emocional. Os gestores estão todos “assustados”, nem tanto pelo quadro em si, mas pela ameaça que algumas previsões sugerem.
Por isso é razoável entender que ocorram divergências quanto as medidas de comportamento da população. Por vezes fica parecendo que os prefeitos tomaram uma medida para não permitir que se diga que nada fizeram. O comum é a divisão mais simples de que os divide entre os que aparentam estarem mais preocupados com a saúde viral e os a saúde emocional/financeira. Diria que nem um, nem outro. Assim, como alunos de todas as camadas do ensino, os prefeitos não deverão receber nota sobre o momento atual, mas pela média.
Concluindo assim, sugere-se que os prefeitos não serão avaliados pelo tipo de decreto adotado, embora os três que optaram pela divergência possam pensar que tenham sido mais corajosos. Entre os cidadãos que não tiverem perdas de vidas humanas provavelmente serão sim melhor avaliados. Já entre os que sofrerem perdas humanas esta avaliação pode nem importar.
O que me parece restar para se avaliar após a pandemia é entender o que de fato os prefeitos entendem por região metropolitana.

Os últimos movimentos na prefeitura de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2020 - 19:59

Uma decisão de segundo grau em favor da cidade de Brusque e outra em âmbito local, mas provocada pela Defensoria Pública em Joinville, circularam sobre a mesa do prefeito de Criciúma nesta quarta-feira (29). São duas peças jurídicas que reforçam o tom mais elevado de Clésio Salvaro ao reafirmar que não irá recuar da proposta de lockdown parcial nos fins de semana, como farão seus colegas das outras cidades da região da Amrec. Ele ainda garante que irá enfrentar qualquer ação judicial que venha ser oferecida. Os dois despachos contrapõem a peça judicial, que na semana passada foi adotada pelo Ministério Público para obter liminar na Justiça e levar os prefeitos de Braço do Norte, Grão Pará e Rio Fortuna a seguir decisão da maioria dos administradores da região de Tubarão.
O Ministério Público já enviou cobrando explicações do município por não seguir a decisão dos prefeitos que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera. O promotor público Luiz Fernando Góes Ulysséa deu o primeiro passo que pode culminar com ajuizamento de ação para que o lockdown parcial de fim de semana seja adotado também por Criciúma.
Já não existem mais conversas entre os prefeitos que poderiam convencer Clésio Salvaro a mudar de ideia. Com o argumento de que é para deixar os colegas “a vontade” ele saiu do grupo de whatsapp dos prefeitos da Amrec.

Clésio Salvaro sendo Bolsonaro?

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2020 - 15:22

Coincidência ou não a reação do meu público ouvinte, no rádio, revela alinhamento Bolsonaro/Salvaro, quando o assunto é o COVID19. Isso pode ser imitação ou inspiração. O prefeito não defendeu, com tanta veemência assim, a Cloroquina, embora também a tenha anunciou na rede pública. E mais, ele usa o mesmo tom do presidente quando o assunto é a necessidade de não penalizar o setor produtivo, mesmo que lhe custe a acusação de menosprezo à saúde.
Recentemente, Clésio que é do partido do governador João Dória, criticou duro o seu partidário dando eco à leitura do presidente na questão do enfrentamento da pandemia e ainda gravou alguns vídeos, em especial dois, de comportamento semelhante ao do presidente. Foi quando “convocou” o ladrão de fios do pátio da prefeitura e passou-lhe um recado direto. O outro foi quando jogou um jornal no lixo, numa demonstração de enfrentamento da imprensa.
Pois esta reação – ou ação – não é coincidência, mas sim parte de uma estratégia. Este é o tipo de discurso que pega bem aos ouvidos do eleitor. Não é suposição minha, nem tenho estudo mais recente. Fico com o resultado da última verdadeira pesquisa, a eleição, que deu 18,9 por cento dos votos válidos ao presidente e o seu estilo. Não é necessário estudar mais para saber qual tom de discurso soa música aos ouvidos do eleitor criciumense.
Se conversar com o prefeito ele vai invocar que apenas mantém um estilo que traz bem de antes de Bolsonaro presidente. Se conversar com a bolsonarista e pré-candidata a prefeita Júlia Zanatta, ela pode ter a ponderação do plágio ou qualquer outro argumento. Como a opinião aqui é minha, restrinjo-a à esta interpretação, quando olho para os últimos movimentos do prefeito. Ele divergiu de todos os colegas prefeitos e decidi ir em caminho inverso, quando se tratando da forma como enfrentar o atual momento de avanço do coronavírus. Bolsonaro, lá no início, também ficou sozinho.
Óbvio, existem muitas diferenças de comportamento entre ambos. O prefeito usa máscara desde os primeiros dias e ainda pede ao assessor: “te afasta um pouco Fred”, enquanto o presidente começou promovendo algumas pequenas aglomerações.
Aceitando todas as ponderações e contestações sugiro que Salvaro está bolsonarando quando trata de COVID.

Um lockdown muito louco

 personJoão Paulo Messer
access_time28/07/2020 - 20:29

Após quase duas horas de reunião, na tarde desta terça-feira (28), na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), os prefeitos decidiram adotar novas medidas restritivas à circulação com redução do horário de funcionamento de alguns serviços como supermercados, restaurantes, academias e lojas. O problema é que o prefeito da principal cidade, Criciúma, abandonou a reunião após contestar o rascunho do decreto.

Clésio Salvaro disse que não irá modificar o decreto já existente, por isso foi voto vencido e deve ter que enfrentar ação judicial, pois o decreto do Governo do Estado, que repassa às associações de municípios autonomia para decretar sobre situações regionais, diz que a decisão deve ser “colegiada”.

Assim, a julgar pelo que decidiram 11 dos 12 prefeitos da AMREC, a partir de quinta-feira os horários dos principais estabelecimentos sofrem alteração de horário.
HORÁRIOS

  • Os supermercados, açougues, padarias e fruteiras funcionarão de segunda à sexta-feira das 8h às 21h, aos sábados entre 8h e 12h e fechado aos domingos.
  • Os restaurantes, bares e similares abrem das 6h às 21h de segunda a sexta-feira e sábados entre 6h e 12h. Aos domingos todos devem ficar fechados.
  • As academias funcionarão das 6h às 20h de segunda à sexta-feira e fecham aos sábados e domingos.
  • O comércio como lojas, shoppings, galerias e centros comerciais abrem de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e sábado das 8h às 12h, mas fecham no domingo.

Em síntese, a conclusão da reunião dos prefeitos é que os responsáveis pela aglomeração de pessoas são restaurantes, supermercados, bares, restaurantes e outros que tiveram o horário diminuído.

REAÇÃO
Saindo da reunião com os colegas o prefeito de Criciúma foi ao seu gabinete e gravou um vídeo afirmando que não concorda com os colegas, fez ponderações e disse que não vai cumprir o decreto. Fora do vídeo e ao telefone ele teria dito ao secretário geral da AMREC que se a Justiça obriga-lo aderir o decreto dos demais prefeitos irá apresentar a carta de desfiliação do município de Criciúma da Associação.

Eduardo Bolsonaro passa por cirurgia

 personJoão Paulo Messer
access_time26/07/2020 - 19:59

Neste sábado o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da república, publicou no seu twitter a informação de que estava se recuperando de uma cirurgia no joelho e com a publicação uma foto no leito hospitalar e o agradecimento aos médicos. Serão seis meses para recuperação. Ele teve que reconstruir os ligamentos do joelho. Antes que alguém possa sugerir que a lesão possa ter se dado durante a caçada de javalis, que fez no início da semana em Bom Jardim da Serra, na propriedade do deputado Ronaldo Benedet, nada tem a ver uma coisa com a outra. Ele já vinha com a cirurgia marcada havia mais de um mês.

Aliás, na última segunda-feira (21), quando ele esteve ao vivo no estúdio da rádio Eldorado para me conceder uma entrevista, senti que ao sentar ele parecia desconfortável. Foi objetivo na resposta: “Não, nada não. É só um problema que tenho no ligamento”, me disse. Isso foi antes da caçada.

Bolsonaro caçando na Serra

 personJoão Paulo Messer
access_time24/07/2020 - 11:22

Segue rendendo a visita do filho do presidente da república Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à região de Criciúma, no início da semana. Boa parte da agenda dele foi mantida em sigilo, embora não tenha grau de segredo. Amigo da pré-candidata a prefeita em Criciúma, Júlia Zanatta, ele passou três dias na região, embora tenha sido divulgado que teria sido apenas um. Aqui ele permaneceu com a esposa hospedes da casa de Serra do ex-deputado federal Ronaldo Benedet, em Bom Jardim da Serra. Lá ambos cassaram Javalis.
Este fato gerou a especulação de que tivessem tratado de uma possível aliança MDB e PL em Criciúma, fato desmentido por Ronaldo Benedet e Júlia Zanatta.
Bolsonaro passou na casa de Benedet porque o filho do ex-deputado é um dos donos do Clube de Tiros 9 milímetros e este grupo decidiu fazer uma caçada de javalis e “dar alguns tiros”. A caça tecnicamente denominada de “manejo” é legal, assim como as armas usadas pelos caçadores.
Como o local onde está a casa de Benedet em sociedade com o empresário neoveneziano Eugênio Spillere é muito bonito, o casal Eduardo e Heloísa aproveitaram para fazer um book fotográfico, já que ela está grávida.
DETALHES
Como a agenda de Eduardo Bolsonaro em Criciúma não teve nenhum ato oficial ocorreram vários desencontros de informações. Para nós que buscamos acompanhar o roteiro de segunda-feira, que foi mais exposto, a todo momento aparecia alguma estranha. Isso porque os anfitriões tentaram de todas as formas manter o sigilo sobre o real motivo da presença na região: uma caçada de Javalis. Nada que me pareça condenável, pois é direito dos homens públicos um pouco de privacidade. Mesmo que o tempo todo ele tenha sido acompanhado por seguranças pagos pelo governo federal o que é constitucional, portanto legal. O problema é que a insistência da imprensa por detalhes e a necessidade de manter sigilo sobre alguns momentos levou os anfitriões a momentos de saia-justa. É da situação.

Toda recaída é pior que a doença em si

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2020 - 19:59

Foram-se 120 dias e entramos na situação mais crítica do enfrentamento do Coronavírus. Enquanto duraram as “lives” os políticos apareceram mostrando o que vinham fazendo. Acabou o estoque de “lives” e o Covid19 enfrentado em tom de campanha e temperaturas favoráveis.
Os avisos e alertas feitos pelos gestores, não foram ouvidos por eles que diziam, e nos consumíamos como se eles estivessem cientes disso e se preparando para tal, que quando o frio do inverno chegasse, traria consigo o pico. E veio o frio e com ele o pico. Mas os leitos de UTIs, respiradores, medicamentos e equipamentos seguem faltando.
Eu juro que no meu idioma a interpretação era de que quando chegassem, chegariam juntos. E não chegaram. Pior, os respiradores foram comprados, mas não servem. As UTIs demoraram e quando foram autorizados não encontraram gente suficiente para operá-las. Mas 120 dias não é o suficiente para treinar pessoal??? Desculpe, sou leigo. Me responsam?
Este tempo é suficiente para o vírus chegar, assombrar e aguardar os respiradores chegarem. Tudo vindo do outro lado do mundo. Mesmo assim a nossa gente, daqui, não teve tempo de ser treinada?
Imagino que haja uma explicação.
Sou paciente, paciente. Sempre ouvi com cautela as recomendações e desde a minha avó, passando pela minha mãe e pelos médicos por quem cruzei, sempre ouvi dizer que em saúde tem que se cuidar muito bem, porque se der recaída é muito pior.
Pois o que está acontecendo é a recaída.

Simbolo de recaída, em saúde, é a caxumba. Fui ao google pesquisar o que acontece:
“Quando isso acontece, a temperatura dos testículos aumenta e pode destruir células que produzem espermatozoides, que são sensíveis a temperaturas elevadas, podendo levar à infertilidade (esterilidade). Popularmente o termo "caxumba desceu" é quando a caxumba acometeu os testículos”.

Por isso em grito forte como se geme quando nós homens somos acertados com algum golpe brutal bem lá: “Q u e s a c o”!!!

Que saco, vamos ter que viver aqueles dias de novo???