Willi Backes: BLÁ BLÁ BLÁ NA SELEÇÃO CANARINHO
Texto com reflexão do Brasil do futebol em ano da Copa do Mundo
Texto de Willi Backes
O Brasil, como as outras concorrentes, está na véspera de convocar a lista final de jogadores para a Copa do Mundo na Rússia, de 14 de Junho à 11 de Julho de 2018. O Brazil faz parte da “chave E” com mais a Costa Rica, Serbia e Switzerland (Brasil, Costa Rica, Sérvia e Suíça). Na teoria e retrospecto, uma teta. Estreia dia 17 de junho, adversário Suíça.
A lista dos convocados na pré-copa deverá ter não 23, mas algo como 28 ou 30 relacionados. A ampliação da pré-lista ajuda as médias que o treinador faz com os empresários e clubes amigos pelo mundo a fora.
Lembro das pré-copas do passado, quando era raríssimo um jogador brasileiro atuando no exterior, receber oportunidade na seleção. O primeiro foi Patesko, em 1934 e que atuava no Nacional do Uruguai, e depois em 1982, Falcão do Roma da Itália e Dirceu do Atlético de Madrid.
A partir dos anos 90 e no século XXI, raro são os jogadores que atuam no futebol brasileiro a serem inseridos no grupo da seleção brasileira. Jogador de futebol mirim, juvenil, junior e profissional, são um produto de ponta na exportação da produção nacional. Igual à cientistas, estes menos visíveis nos portais.
A mais de trinta anos, o convocador da seleção nacional de futebol é um mero escolhedor de nomes. Quem prepara fisicamente, desenvolve os jogadores tecnicamente – dom nato – repete e ensina táticas e esquemas de jogo, impõe comportamentos pessoais e interpessoais, são treinadores, comissões técnicas e dirigentes de grandes agremiações do futebol mundial.
O volume da exportação é de tal grandeza que até permite a retórica “enroleichão” do escalador Tite para convocar especulativamente jogadores como o goleiro Neto, Anderson Talisca, Fred, Taison, William José e Juliano. Cada um dos citados tem no mínimo dois jogadores atuando no Brasil com melhores condições e desempenho. Para piorar as escolhas duvidosas, do mercado interno convoca o Rodrigo Caio do tricolor paulista. Os olheiros do Tite devem ser muito bem relacionadas com os interessados financistas no estrangeiro.
Tem muita “carne fraca” nesse meio e produto de exportação.
Reportagem: Willi Backes
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