HEPATITE DE GALOCHA Texto – Willi Backes.
O treinador escalador Tite na seleção brasileira fez uso e abusou dos erros
Quem pratica o melhor futebol no mundo?
Quem acompanha os campeonatos nacionais e principalmente a “Champions League”, competição da UEFA, percebe que clubes como o Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique, Manchester City e Chelsea, são melhores que qualquer das seleções participantes da Copa do Mundo, ora finalizada na Rússia. Iguais são o PSG, Liverpool, Juventus e Manchester United.
São melhores por que formam seleções nos seus elencos e são treinados pelos melhores orientadores técnicos. Treinar é repetir a exaustão. Treinar é preparar o grupo disponibilizado, reconhecendo e tirando de cada praticante o que de melhor pode oferecer para o coletivo. É também, conhecer em detalhes os hábitos e proposições das equipes adversárias.
Nos últimos tempos, o futebol sulamericano está sofrendo processo de isolamento técnico das suas agremiações devido às capturas promissoras. Antes eram contratados aqueles que já jogavam muito nos seus países, agora, bateu duas vezes na bola com os três dedos externos do pé basta.
Na verdade o futebol é o setor que por último é atingido por este procedimento. Assim já é a muito tempo na ciência, nas artes e na gestão.
O Brasil cria, o planeta consome.
Especificamente na organização e promoção do futebol, como atividade cultural e econômica, e é disso que se trata a atividade profissional, o Brasil está no submundo. As coisas acontecem por que devem acontecer. Aos trancos e barrancos.
Não há clube brasileiro que não deseje “vender”, fazer negócio com os mercados externos. Porém, a gestão das agremiações é nada superior ao “achismo”. Tudo depende de algum intermediador experto e bem relacionado. Lá no exterior, no dito primeiro mundo, o praticante é enquadrado, modelado, lapidado e complementado com ensinamentos.
Recentemente o futebol brasileiro com sua seleção foi prematuramente, porém justamente, eliminada da Copa do Mundo. Estava escrito nas estrelas do universo futebolístico, na testa dos praticantes e do escolhedor escalador.
Não basta ter uma orquestra formada por bons instrumentistas se o maestro só sabe do tocador de bumbo. E mais, a oferta excessiva para selecionar, permite eleger preferencias por aqueles que não vão incomodar e provocar dúvidas. E mais, o escolhedor necessariamente deve estar no meio-ambiente onde a atividade é empreendida.
O treinador escalador Tite na seleção brasileira fez uso e abusou dos erros. Nem o curso de oratória e gestual substanciaram as tentativas das justificativas. Elegeu apadrinhados, não criou ou recriou alternativas, sem remar afundou a barca.
Rápida leitura quanto ao desempenho individual de cada jogador, fácil detectar que nenhum deles, titulares ou introduzidos, jogou próximo do que joga no seu time clube de origem. Incrivelmente, nenhum. A responsabilidade total é do candidato a maestro da orquestra, que não soube reger novos arranjos da partitura. Abobado, ficou dependente do desempenho do baterista tresloucado. Permaneceu na toada enfadonha e o batera no pagode. O ensaio ficou apenas para a repetência gestual e personalista.
No popular, Tite foi e é um chato de galocha que se afogou numa poça d´água.
Reportagem: Jornalismo / Rádio Eldorado
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