Por Willi Backes: AS CULPAS DA CONFEDERAÇÃO
Interpretação ao cenário confuso gerado na final da Libertadores da América
Atônitos torcedores e simpatizantes da prática do futebol na Argentina, nas Américas e de todo o planeta bola, acompanham o desenrolar dos fatos que não permitiram a realização regular do segundo jogo da decisão da Taça Libertadores de América de 2018.
Boca Juniors e River Plate, ambos da capital Buenos Aires, no primeiro jogo o resultado foi de 2x2 no Estádio do Boca La Bombonera e o segundo deveria ter sido realizado em 24 de novembro no Estádio Monumental de Núñez do River. A razão do impedimento do confronto foi a extrema violência da torcida do River, poucas horas antes do jogo, na anteporta do estádio, tendo por alvo a equipe adversária do Boca.
A CONMEBOL Confederación Sudamericana de Fútbol, organizadora e realizadora da Taça Libertadores de América, hoje presidida por Alejandro Domingues, eleito em 26 de Janeiro de 2017, tem sede na cidade de Luque, no Paraguai. É o 13º presidente da Entidade.
A CONMEBOL foi fundada em 09 de Julho de 1916, com quatro (4) membros iniciais, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Os dez (10) membros atuais foram complementados por Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela.
Nos 102 anos da CONMEBOL, o Brasil teve apenas um Presidente na Entidade. Foi José Ramos de Freitas, de 30 de Março de 1957 a 05 de Março de 1959. Literalmente um brasileiro português intruso entre todos outros castelhanos espanhóis.
Por muitas temporadas, nos finais de ano, ocorriam jogos entre o campeão da UEFA (Europa) contra o campeão sulamericano da CONMEBOL. Por motivos de segurança, muitas decisões foram canceladas, pois os clubes Europeus se negaram a vir mais pra chacina no terceiro mundo. Sucedânea, também por anos, a Taça Toyota no Japão cumpriu e bancou com galhardia e independência essa mesma competição.
O olho gordo da FIFA, absorveu tais decisões e passou a organizar a Copa do Mundo de Clubes FIFA, em países e sedes alternados. Em 2018 será a 15ª edição, pela quarta vez nos Emirados Árabes, em Dezembro.
Na fase preliminar participam campeões da OFC (Oceania), AFC (Ásia), CAF (África) e CONCACAF (Norte da América do Sul, América Central e do Norte). Na fase decisiva, entram os campeões da CONMEBOL e UEFA.
Faça esses rodeios para chegar no amago da questão relacionada à segurança na competição organizada pela CONMEBOL. O que está acontecendo – cancelamento do jogo final - agora não é novidade e por isso não pode espantar. A CONMEBOL nunca soube fazer cumprir o que determina o regulamento da competição sulamericana. A literatura é vasta, as interpretações – sempre elas, as interpretações – são ridículas, por vezes desumanas. A espada da justiça, inexiste.
Interesses comerciais e paixões clubistas nacionais sobrepõe a legalidade, a moralidade, a ética e a racionalidade.
As transmissões “Ao Vivo” dos canais de televisão e redes sociais fizeram melhorar em muito o comportamento das arbitragens e jogadores. Entretanto, o comportamento das torcidas e inflamadores, continua a mesma, de mal para pior. Os agravantes são decorrentes das decisões ou falta das mesmas, vindas dos bastidores.
Não há mais espaço para acomodações, acertos escusos e protelações. O que na verdade espanta é a total e absurda inoperância da CONMEBOL.
Reportagem: Willi Backes
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