OPINIÃO: Lições das eleições acadêmicas
Chapa de oposição venceu a eleição do DCE da Unesc, nesta semana
Uma interpretação às lições que ficam da eleição do DCE da Unesc, nesta semana.
A Chapa Dois (oposição) venceu a eleição no Diretório Central de Estudantes (DCE) da Unesc com “ligeira” vantagem. A expressão “ligeira vantagem” porque havia um cenário que sugeria diferença maior. O atual presidente Marcos Machado enfrentou uma oposição silenciosa dentro e fora do DCE, dentro e fora da Unesc e dentro e fora de grupos de apoio construído com sua eleição em 2016. Emergiu, e corre o risco de submergir, com a mesma rapidez. Sua aparição foi tão intensa na comunidade acadêmica como fora dela. Sem que percebesse incomodou setores que gostariam de tê-lo como aliado, mas viram-no como ameaça no ambiente político. Marcos é um talento que precisa andar antes de voar. Alexandre Pato Bristot aprendeu com a derrota do ano passado, quando foi legalmente barrado da eleição. Mostrou que aprendeu com a derrota, pois soube administrar a situação. Agora terá que mostrar que sabe conviver com o poder.
A eleição do Diretório Central de Estudantes da Unesc foi uma grande lição de como se comporta o processo democrático e onde estão as “pegadinhas” do poder.
O primeiro pecado de Marcos Machado pode ter sido cometido no dia seguinte à sua eleição em 2016, quando deu entrevista e deixou evidente que estava começando uma carreira política. Foi taxativo ao responder sobre suas pretensões futuras: “quero ser prefeito desta cidade”. O problema é que na fila há muitos outros com o mesmo desejo.
O equivoco de Marcos Machado à vida pública foi tão percebido que o novo presidente, Alexandre Pato Bristot, estreou nas entrevistas ironizando ao responder a mesma pergunta: “eu gostaria de ser governador, já que a eleição que está próxima, mas preciso ser o que sou, presidente do DCE.”
Traduzindo o processo eleitoral do DCE da Unesc ao cotidiano de observador do cenário política, em suas várias vertentes, sem desconsiderar as observações de quem é pai e convive com adolescentes, eu diria com o mesmo carinho aos dois candidatos da eleição do DCE que: “Marcos foi aquele jovem apressado, que como é do seu tempo de adolescente pensou que sabia tudo, enquanto Alexandre pôs em prática o aprendeu com a derrota de 2016”.
Dos quase 10 mil alunos cerca de 30 por cento – apenas – participou da eleição do DCE da Unesc. Foram 2.914 votantes. A Chapa Um somou 1.392 (48 por cento) contra 859 (30 por cento) votos da Chapa Um. Houve 22 por cento (640) votos nulos.
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