Uma leitura à derrota de Fernando de Fáveri
Por 684 votos o atual prefeito de Fernando de Fáveri (MDB) perdeu a eleição para o seu antecessor Ademir Magagnin (PP). Foram 5.991 votos contra 5.307. Se 342 eleitores tivessem votado diferente – só havia duas chapas – Ademir Magagnin ainda seria o eleito, pois é o mais velho (70 anos dele contra 50 anos), portanto a diferença é de 343 opções de eleitores.
Existem algumas teses sobre a derrota de Fernando de Fáveri, dado o favoritismo que ele mostrava nas pesquisas dias antes da sua prisão. Fáveri foi preso em julho. Menos de um mês depois – 29 dias – ele foi solto e escolhido candidato à reeleição durante convenção do partido. Uma gestão bem aprovada combinada ao fato de ter o poder da máquina na mão o tornou favorito. Perdeu mesmo assim.
Minha interpretação é que a resposta tem duas vertentes. A primeira é que a Oposição soube trabalhar ante a prisão. Diferente de Criciúma, onde a candidatura de Ricardo Guidi (PL) bateu forte na prisão do prefeito Clésio Salvaro (PSD) acentuando a “vitimização”, em Cocal do Sul a oposição silenciou deixando o julgamento com o povo.
Já os aliados de Fáveri se acomodaram apostando que assim como em Criciúma, Fáveri s se tornaria vítima. Essa tese se reforça com o fato dos vereadores aliados de Fáveri terem feito bem mais votos do que a soma na majoritária.
Assim, o silêncio dos aliados de Magagnin ante a prisão de Fáveri aliado a acomodação do time do atual prefeito são a melhor explicação que encontrei para o resultado da eleição em Cocal do Sul. Há de se ressaltar que Magagnin teve oito anos de muito boa gestão.














