Coluna de Terça-feira
Colombo sendo Colombo
Ninguém mais é tão procurado para falar sobre os últimos movimentos políticos que Raimundo Colombo. Ontem o jornalista Marcelo Lula, do portal SC em Pauta, conversou com ele. Alguém poderia até alimentar a esperança de que ao romper o silêncio o ex-governador faria barulho. Que nada, Colombo foi Colombo como foi ao longo de todos os anos do governo. Não saiu da retranca em momento algum. Quando a resposta teria que ser ou não uma resposta direta às críticas que vem sofrendo dos emedebistas, ele absteve-se de falar invocando o desejo de falar “das coisas boas de Santa Catarina”. Possivelmente a declaração mais contundente é quando ele diz que seu candidato a governador é Gelson Merísio.
Carta referência
O gabinete do deputado Gelson Merísio compartilhou ontem um documento que prorroga o mandato dos presidentes estaduais do PSD até 25 de junho de 2019. Da forma como foi divulgado parece ser algo recente e pontual em Santa Catarina. Nada de novo, afinal o documento é de 29 de setembro do ano passado. Além disso o 4º e último artigo da resolução 69 diz que a definição entra em vigor imediatamente e que pode ser mudado a qualquer tempo pelo presidente nacional.
Sob observação
No final do ano passado e começo deste ano havia rumores de que o PSD de Santa Catarina poderia sofrer intervenção nacional dirigindo a sigla à coligação com o PMDB. Hoje não resta mais a menor possibilidade disso ocorrer. Quem detonou esta ponte foi o próprio governador Eduardo Moreira tão logo assumiu.
Merisio fora
Ainda existe muita gente construindo teorias que excluem Gelson Merísio não só da condição de candidato a governador, mas inclusive da vaga de vice-governador. Num desses cenários sugere-se que o candidato a vice de Paulo Bauer (PSDB) – do norte do Estado – seja Júlio Garcia – do sul – numa chapa que teria ainda Esperidião Amin (PP) e Raimundo Colombo (PSD).
Chapa de quatro
Outro raciocínio feito sobre a composição dos partidos chamados “geneticamente” iguais sugere que o candidato a vice-governador seja o atual deputado federal Joao Paulo Kleinubing (DEM). Neste caso a chapa teria uma vaga para o PSDB, uma para o PP, uma para o PSD e uma para o DEM.
Fantasma do isolamento
Nada mais assusta hoje o MDB do que o risco de isolamento pelo grupo de partidos considerados geneticamente iguais. O raciocínio da genética empurra o MDB para siglas como PT e PDT com quem os emedebistas rechaçam estar.
Palestrante
O governador Eduardo Moreira fará palestra amanhã 20h no auditório Ruy Hülse na Unesc. Virá atendendo convite da reitoria, Vai falar com o tema: “Perspectivas do Desenvolvimento Sócio Econômico de Santa Catarina”.
Suspeita de privilégios
Se de fato os recursos do financiamento que o Governo do Estado faz junto ao BNDES, nos mesmos moldes do que foi no governo Colombo o Fundam, privilegiarem os prefeitos do MDB devem ser oferecidas denúncias. Corre nos bastidores a informação de que só os prefeitos emedebistas serão contemplados.
Medo verticalizado
Se o PT está isolado pelas circunstâncias por demais conhecidas, existe nos bastidores do alto comando de alguns partidos, um segundo provável isolamento. É o do PMDB, que em âmbito nacional oferece infindável relação de líderes enlameados até o pescoço, em alguns casos mais do que o próprio PT. Isso é risco certo à qualquer candidatura, consequentemente a qualquer coligação. O panorama nacional não é diferente no Estado de Santa Catarina, onde embora não haja respingos da Lava Jato, mas há um desgaste de 16 anos. Isso pode influenciar partidos a evitar coligação com o PMDB.
MÃOS À OBRA O jornalista Gustavo Colle, que assumiu a coordenadoria do Procon começa a se adaptar à nova função. Ontem ele participou diretamente da autuação de um banco no centro da cidade por causa da demora nas filas.
OBSERVE-SE Seguem os ruídos nos casos de vereadores cuja família rachou por conta dos interesses particulares de pais e filhos. Primeiro foi o vereador Júlio Colombo (PSB) cujo filho foi para o PSD. Agora foi a vez do vereador pastor Jair Alexandre (PSC) registrar a mesma divisão familiar.
COMUNICAÇÃO Depois que Marcelo Rego, dos tempos do governo Luiz Henrique da Silveira, não se acertou com alguns dentro da equipe da comunicação do Governo do Estado e pediu para sair, ontem o governador Eduardo Moreira anuncio o novo Secretário de Estado da Comunicação. É Gonzalo Pereira.
NEM SAI Marcelo Rego sai sem sair do governo. Sua larga experiência em outros setores facilitou sua realoquação. O ex-deputado estadual vai assumir uma das diretorias do BADESC.
ESTÃO FORA Em Urussanga o diretor Administrativo e Financeiro, Roberto José Sávio Caetano e o diretor de Cultura, Paulo Henrique Sávio, pediram para sair do governo. Ambos alegaram problemas de saúde.
TUCANATO Sábado, durante um evento do PSDB na capital chamou atenção nos discursos que todos se referiam ao senador Paulo Bauer como “pré-candidato a governador”, enquanto o ex-prefeito de Blumenau dirigia-se a ele apenas como senador.
FRASE DO DIA
“Minha intenção foi fazer uma transição que não atrapalhasse a sociedade catarinense. Meu comportamento é esse. Ninguém pode reclamar. Os problemas políticos gerados por essa etapa serão tratados no tempo certo e de forma correta. Durante mais de sete anos estivemos juntos. Muitos dos resultados, que hoje colhemos, são reflexos do que foi construído ao longo do governo”.
Raimundo Colombo ao falar de como está a relação com o PMDB e o governador Eduardo Moreira.














