Rotativo de Criciúma passa por revisão de contrato
Diretor da DTT explica na Manhã Eldorado diferenças entre o número de vagas previsto na concessão e o sistema atual
O contrato do estacionamento rotativo de Criciúma está em discussão e poderá sofrer ajustes diante das diferenças entre o modelo originalmente licitado e a operação atual. O assunto foi detalhado pelo diretor de Trânsito e Transporte (DTT), Vinícius Lourenço Ribeiro, em entrevista a João Paulo Messer, na Manhã Eldorado.
A concessão foi firmada em 2022, com prazo de 20 anos, para implantação, operação, manutenção e gestão do estacionamento pago nas ruas da cidade. O contrato original considerava cerca de 4,8 mil vagas, enquanto atualmente o sistema opera com pouco mais de 2,7 mil.
Segundo Ribeiro, algumas ruas foram retiradas do rotativo e outras voltaram ao sistema após estudos e tratativas envolvendo o Ministério Público. A composição das vias não é definitiva e pode ser revista conforme as características de cada região.
O diretor explicou que uma rua predominantemente residencial hoje pode ganhar atividade comercial no futuro, ou ocorrer o movimento contrário. Por isso, a avaliação considera o conjunto do sistema e não apenas o resultado financeiro isolado de determinada via.
Outro fator observado é o chamado “efeito fuga”. Quando uma rua próxima ao rotativo fica sem cobrança, motoristas podem migrar para essas vagas, comprometendo a disponibilidade e a própria finalidade do estacionamento pago.
“O objetivo principal não é arrecadar, mas garantir a rotatividade dos veículos”, explicou. Segundo ele, essa circulação beneficia principalmente o comércio, evitando que os automóveis permaneçam por longos períodos nas mesmas vagas.
Um dos pontos centrais da entrevista foi a responsabilidade financeira prevista no contrato. Ribeiro afirmou que, neste momento, não existe negociação para pagamento de subsídio pela Prefeitura à concessionária em razão de eventual faturamento abaixo do esperado.
A discussão envolve também a ocupação das vagas. Estudo realizado pela Agir apontou índices que oscilaram entre aproximadamente 35% e 41%. A não implantação da última etapa prevista para regiões como São Luiz, Próspera e Rio Maina também interferiu no número total de vagas e na operação inicialmente projetada.
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