OPINIÃO: Celesc dá choque em "menores", mas isola deputados
Prefeitos, vereadores, presidentes de cooperativas e líderes empresarias foram "torrados". Deputados ficaram isolados
Celesc dá choque
Quando uma coisa começa errada, tende a terminar errada. Em rede de alta tensão, como é a relação bairrista de Criciúma e Tubarão, não se brinca. Uma sucessão de interesses fritou alguns e isolou outros, sem que a voltagem dos ânimos voltasse ao normal.
A rede segue energizada e cheia de fios desencapados.
Já tinha gente do governo disposta a dar um choque no prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, desde a semana passada, quando ele comprou a briga e chamou para o seu gabinete uma massa de lideranças também indignada com a decisão da empresa em apagar a força da lâmpada Criciúma na rede da Celesc.
A reunião hoje pela manhã na sede da Celesc só confirmou o agravamento da crise. Prefeitos, vereadores, presidentes de cooperativas e líderes empresariais ouviram uma sucessão de argumentos usados pela empresa para levar à Tubarão a força administrativa do Sul.
Ninguém ficou convencido.
Foi aí que a Celesc cometeu o segundo grande erro. Na tentativa de "dar um choque" no prefeito Clésio Salvaro, pediram para ele e todos os demais líderes, que o acompanhavam, sair da sala. Um pouco antes Clésio tinha armado um barraco na porta da presidência e ameaçado que se não entrassem todos, não entraria ninguém". Ao tentar dar o choque em Clésio a Celesc deu um choque em todos os demais, menos nos deputados, que são os agentes políticos que a companhia vai necessitar durante quatro anos.
Clésio saiu da sala e os deputados ficaram. Foi aí que a Celesc decidiu atender ao apelo do Sul, mas deu este mérito, primeiro ao deputado Rodrigo Minotto, que solicitou que chamassem todos os deputados.
De pirraça, um dia depois de distribuir um gráfico mostrando como ficaria a Celesc, e meia hora depois de dispensar da sala prefeitos, vereadores, presidentes de cooperativas e líderes empresariais, a quem disse que nada mudaria, o presidente da Celesc voltou atrás e assinou um documento prometendo reaparelhar a então sentenciada de morte Unidade Sul da Celesc em Criciúma.
Se o presidente da Celesc deu moral ao deputado Rodrigo Minotto, pode tê-lo "fritado" entre prefeitos, vereadores, presidentes de cooperativas e empresários, que fizeram papel de fantoche viajando à capital e saindo da reunião com um não.
Assim, sem apagar ainda a fogueira o bairrismo entre Criciúma e Tubarão, a Celesc criou mais uma briga interna desnecessária.
É como se a Celesc, intrigada porque o prefeito de Criciúma fez um levante no Sul aplicasse-lhe um choque. Mas como acontece na rede elétrica, a descarga corre por todos os que estão de mão com aquele em que o choque é aplicado.
Compromisso
O presidente da Celesc assinou um documento segundo o qual aceita a reestruturação organizacional da unidade de Criciúma. Ficou acordado que após a locação e mudança para um novo imóvel, o Núcleo Sul ficará na cidade de Criciúma. A diretora de gestão corporativa, Claudine Achite, estima que este prazo será de aproximadamente 60 dias.
Reportagem: João Paulo Messer
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