REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA ERA MODERNA
Texto de Willi Backes
De tempos em tempos, a falácia do “politicamente correto”, assume um tema preferencial e abunda os tímpanos dos desatentos. Tentam na marra convencer e até impor seus conceitos, ou melhor, pré-conceitos.
A lamentar que tema como a educação não ponteei as preocupações.
A pouco, os canudinhos e sacolas plásticas foram e ainda são, alvo de campanha infame, objetivando suas simples eliminações do convívio e consumo popular.
Dentre tudo que a ciência e a indústria já disponibilizou para o uso e usufruto, sem dúvida entre as principais está o plástico.
(R)EVOLUÇÃO CENTENÁRIA.
Em 1907, o químico belga naturalizado americano Leo Baekeland, criou em laboratório o primeiro plástico totalmente sintético e comercialmente viável, denominado bakalite, utilizando como matéria prima o petróleo, carvão e gás natural.
O plástico, do grego plastikos, flexível, sempre existiu na natureza, oriundo de resinas de certas árvores, que sob calor e pressão permite criar objetos.
Charles Goodyear em 1839, fez experimento inicial com vulcanização da borracha, seguido por John Wesley Hyatt em 1870, que produziu celuloide a partir de celulose das plantas. Foi o criador das bolas de bilhar em substituição das bolas de marfim.
A partir do surgimento da bakalite, centenas de plásticos foram criados. O poliéster (1932), o PVC (1933), o Nylon (1938), o poliuretano (1939), o teflon (1941), o silicone (1943) e, seus derivados.
Em 2018, segundo literatura científica, foi criado o plástico que pode ser reciclado infinitamente.
QUEM SERÍAMOS SEM O PLÁSTICO?
Sem dúvida, com IDH (Índice Desenvolvimento Humano) muito inferior. Fácil é refugar a sacola plástica que armazena compras supermercadistas e embala outros resíduos descartáveis nas lixeiras. A qualidade dos alimentos alcança qualidade superior pelo simples fato de estarem embalados e conservados em plásticos. É assim em 90% dos alimentos.
Toda água potável é conduzida, armazenada e distribuída em dutos plásticos. Em 58% dos tecidos e 82% dos calçados são de plásticos.
Nas edificações e mobiliários, móveis, eletrodomésticos, utilidades domésticas, forros, carpetes, divisórias, aberturas e portas fazem uso em profusão do plástico. Assim como nas tubulações hidráulicas e elétricas, fiação, terminais e dutos elétricos. Celulares, aparelhos de televisão, embalagens para líquidos.
Muitos são os corações artificiais, de plástico, palpitando em humanos.
O plástico está presente na estruturação dos ônibus, trens, metrôs, aviões e automóveis. Todos os protótipos para transportes em criação fazem do plástico o principal insumo construtivo. Milhares são os bons exemplos do uso dos plásticos, em embalagens e estruturação de toda ordem.
POLUIR É COLOCAR A COISA CERTA NO LUGAR ERRADO.
A frase título é do ambientalista brasileiro José Lutzenberger. Segundo estudos, no Brasil são produzidos 81 milhões de toneladas de resíduos por ano, dos quais, 0,2% são de sacolas e sacos plásticos.
O plástico é a coisa certa que pode ser transformado, e quem polui são as pessoas que o colocam no lugar errado. Educação é o que faz falta, notadamente a educação econômica. Em vez de lixo, o plástico deve ser tratado como matéria prima para outros muitos aproveitamentos através da reciclagem.
Reportagem: Redação Eldorado
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