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Eclipse

commentJornalismo access_time16/07/2019 20:29

O fenômeno teve noite favorável

Criciúma nos Joguinhos: FME realiza evento com técnicos, atletas e pais antes de viagem para Rio do Sul

commentEsporte access_time16/07/2019 16:00

Apresentação da delegação criciumense será realizada na noite desta terça-feira (16), no Teatro Municipal Elias Angeloni

Após vitória, Tigre se reapresenta no CT

commentCriciúma EC access_time11/07/2019 09:08

A equipe Carvoeira só volta a campo no dia 19 deste mês

Blog João Paulo Messer

Algumas de política mais ao extremo Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time15/07/2019 - 03:03

Tá fora
O prefeito Arlindo Rocha anunciou na sexta-feira da semana passada que está fora do PSDB. O que parece ser uma desfiliação em consequência do voto da sua deputada federal Geovana de Sá (PSDB) à favor da reforma da previdência pode não ser a única razão. Arlindo partido tucano anda deslocado há tempos. O voto da parlamentar pode ter sido a gota d´água.

Perfil
Arlindo Rocha está prefeito de Maracajá e com sua base política no PSDB, mas sua profissão sempre foi a de advogado trabalhista e na sua atuação questões previdenciárias sempre pesaram muito. Com atuação em favor de sindicato laboral, sua performance é muito respeita pela classe patronal por sua postura ética e coerente. Isso, entretanto, não tira dele o perfil de um político identificado com movimentos minoritários, que aparentemente são afetados com a reforma da previdência.

O futuro
As especulações são de que o prefeito Arlindo Rocha migre para o PDT, Partido Democrático Trabalhista. Pelo menos os ensaios iniciais foram neste sentido. Se isso ocorrer podemos ter em breve uma linha divergente bem maior no partido, pois esta sigla tanto quanto o PSDB tem desalinhamento com sua questão ideológica.

Tem mais
Assim como Arlindo Rocha, que está deixando o PSDB outro prefeito da região extremo sul do Estado que deve mudar é de Praia Grande, Henrique Maciel. Sua saída também tem a ver com a deputada Geovana de Sá. Isso porque ela liberou verbas parlamentares para cidades de prefeitos de outros partidos e não o dele. O futuro de Mciel deve ser o PSL, partido do governador Carlos Moisés da Silva, que anda garimpando líderes oferecendo em troca verbas para os seus municípios.

Divergência na Serra
Quando na semana passada escrevi sobre a “liberação da discórdia” não imaginei que seria tão pontual assim. Dito e feito. A semana passada começou com protesto de usuários da Serra da Rocinha defronte o canteiro de obras da SETEP, responsável pela obra de pavimentação do trecho mais crítico da BR-285. À primeira vista parecia que o problema tinha se resolvido com uma reunião em Timbé do Sul em que técnicos do DNIT anunciaram dois horários de liberação. O primeiro nas segundas entre 5h e 7h e o segundo nas sextas-feiras das 17h às 19h. Trânsito liberado apenas para 50 manifestantes que justificaram a urgência e necessidade. Ocorre que a medida não agradou nem mesmo à prefeitura que anunciou, ainda na sexta-feira, que se aquele acordo é insuficiente e se forem só 50 os autorizados, ninguém sobe e ninguém desce a serra. Resta saber qual é o capítulo de hoje.

Divergência
O protesto na segunda-feira da semana passada foi organizado por um grupo especialmente de agricultores, que sobe ou desce a serra para trabalhar nas suas terras. Ocorre que outros setores se entendem tão afetados quanto, no tocante à proibição de tráfego.

Faltou respeito
O que causa estranheza para quem apenas assiste a polêmica é que o governo de Timbé do Sul não foi sequer ouvido a respeito. Fica parecendo que há um ingrediente político neste processo. A vice-prefeita, segundo reclamação oficial da prefeitura, teria sido proibida de participar da reunião. Encontro, aliás, inicialmente previsto para a sede da prefeitura, mas que aconteceu em outro local: a Câmara de Vereadores.

Riscos
O grande risco é que as obras que andam em ritmo apenas razoável comecem a sofrer prejuízos em consequência destas discussões paralelas. Há quem tema que toda esta confusão pode atrapalhar o ritmo já existente da obra. O esforço de fechar a serra totalmente foi considerado inicialmente como o maior gesto de confiança da população para que o governo garantisse velocidade à obra.

Plantão geral
Os integrantes do Comitê de Defesa da Competitividade da Economia Catarinense devem provocar um verdadeiro acampamento na Assembleia Legislativa nesta semana para continuar esclarecendo os deputados sobre os riscos econômicos se for aprovado o projeto de lei 174/2019 do Governo do Estado. Esta matéria implica o corte de incentivos fiscais de 28 segmentos.

Setores atingidos
Existem muitas dúvidas sobre o que efetivamente será alterado depois da série de reuniões promovidas pela Comissão de Finanças na última sexta-feira com o secretário da Fazenda, Paulo Eli, e dirigentes das distribuidoras e atacadistas, de frigoríficos de suínos, aves, carne bovina, laticínios e queijeiros, da cerâmica vermelha, de indústrias de água mineral, do Sindicafé, do Sinditrigo, da erva-mate, da indústria de informática e das indústrias Linhas Círculo e Fiação São Bento.

Começa hoje
A Comissão de Finanças vota hoje o parecer do presidente Marcos Vieira (PSDB) pela aprovação do projeto do Governo. Na quarta-feira a matéria estará em plenário. É o futuro da economia catarinense em pauta.

À cena
Lentamente o ex-governador Raimundo Colombo está reaparecendo no cenário político. O primeiro ato de volta foi a filiação do ex-prefeito da cidade de Navegantes, Roberto Carlos, ao PSD. Hoje Colombo é o coordenador nacional da Fundação Espaço Democrático do partido

Na foto
O ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes também participou do ato realizado pelo PSD, na noite de sexta-feira da semana passada na cidade deo Vale do Itajaí. O ato ganhou grande repercussão pelos váriso recados passados nas entrelinhas, como este da volta de Colombo à cena política e do futuro embarque de Napoleão no PSD.

Investigação
Em Criciúma uma guerra política tem chamado atenção. O fato ainda mais curioso é que se tratam de um conflito do prefeito Clésio Salvaro com a sua própria bancada na Câmara de Vereadores. O vereador Júlio Kaminski não só insiste em fazer vários questionamentos como tem denunciado o prefeito e sugerido que já existem razões para a sua cassação. O ambiente em Criciúma é tenso e curioso.

Viajou
Na sexta-feira da semana passada um cidadão comum protocolou um pedido de informações sobre o fato do vereador Júlio Kaminski ter viajado para o exterior, faltado a duas sessões do legislativo e não ter estes dias descontados. Esta é a bomba do início da semana em Criciúma.
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FRASE DO DIA
“Não há nenhuma informação clara por parte do secretário Paulo Eli ou da Comissão de Finanças sobre os procedimentos que serão adotados. Está muito nebuloso. Não dá para votar assim”
Marcello Alessandro Petrelli, coordenador de um movimento de defesa da economia catarinense.
(( Foto ))

Novos riscos à economia

 personJoão Paulo Messer
access_time10/07/2019 - 23:23

A região do extremo sul do Estado, que já sofre com perspectivas negativas da economia avizinha agravamento linear no setor agropecuário. Isso em virtude da política de retirada de subsídios (incentivos) que o Governo do Estado vem propondo. A reação dos setores organizados pode evitar prejuízo parcial, mas não total. Se alguns produtos como o arroz tiverem alta na taxa de impostos restarão duas alternativas, ambas tornam o produto menos competitivo. Uma delas é a do repasse ao consumidor, a outra é diminuição dos produtos. Agrava isso o fato de muitos insumos do agronegócio que também perdem incentivos. Assim, o Sul que já vem sofrendo por certo abandono em virtude da infraestrutura, especialmente viária, sofreria novo golpe. A nova política de incentivos está em debate na Assembleia Legislativa.

Igual a BR-101
Quando nos referimos à infraestrutura do extremo sul do Estado falamos preferencialmente de duas obras em andamento, mas com impacto negativo violente. Trata-se da Serra da Rocinha, que para ficar pronta necessita de pelo menos dois anos e da Serra do Faxinal, onde a previsão de retorno não é mais otimista. Foi por falta de infraestrutura que toda a região sul sofreu muito antes da duplicação da BR-101. Só agora existem perspectivas de recuperação.

A lei dos incentivos
A Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa marcou para a próxima segunda-feira a votação do parecer sobre o projeto de lei 174/2019, que prevê o corte de incentivos fiscais. A mesma decisão anunciou abertura de prazo para que os segmentos possam apresentar suas versões. Os cortes nos incentivos, se não forem revistos, acarretarão prejuízos para diversos segmentos da economia, provocando desemprego em Santa Catarina.

Morro Grande
A prefeitura de Morro Grande tentou por mais de uma vez a desapropriação da área do recém-fechado frigorífico da JBS. O impacto desta medida levou a administração municipal praticamente à falência. A economia do município saiu de uma das cinco melhores da região extremo sul do Estado para uma das três últimas. Em resumo, o próximo prefeito está sentenciado a governador uma cidade inviável economicamente.

Sem saída
O orçamento dos anos seguintes em Morro Grande, como é de regra, foram feitos em cima de números do ano anterior e estes consideravam o funcionamento do frigorífico. Sem o retorno destes impostos o próximo orçamento começa ferindo o chamado limite prudencial da folha de pagamento. Quer dizer, o próximo prefeito terá que começar demitindo inclusive concursados. Previsão de conflito jurídico delicado.

Economia
Lembrando onde foi que Morro Grande caiu na crise, despencando de uma das melhores para uma das piores economias da região. Foi a aposta exclusivamente num só empreendimento. Quando o frigorífico local foi adquirido pela JBS houve a explosão econômica. Os números da cidade cresceram acima da sua realidade, quando a crise na empresa estourou aqueda foi proporcional.

Diminuindo
Enquanto no Balneário Rincão a administração municipal anuncia ampliação do espaço da festa, busca maior alternativa de shows e atrações para a Festa da Tainha, que inicia hoje, no Balneário Arroio do Silva houve encolhimento do evento. Observado de fora o encolhimento da festa do “Arroio” sugere falta de confiança da organização, leia-se a gestão municipal.

Tá na área
Chama atenção como o deputado estadual Wolnei Weber (PMDB), apesar de ser da região de São Ludgero, atua forte no extremo sul. Para quem acompanha a política é fácil entender. Ele está ocupando o espaço que era do ex-deputado estadual Manoel Mota. E não é por invasão, pelo contrário, porque Mota abre as portas para Weber.

Sem ser
Flagrante que o ex-deputado Manoel Mota continua com o papel parlamentar de maneira “terceirizada”. Quer dizer, ele não está na Assembleia Legislativa, nem por isso saiu do meio. Mota pagou caro por um desgaste acumulado ao longo dos anos e de passos errados dados dentro do seu partido.

Esperteza
Vários municípios estão sofrendo condenação e cobrança de ressarcimento de prejuízos provocados por um serviço oferecido no período dos governos passados. Naquela ocasião uma brecha na lei permitia os municípios ressarcirem valores da previdência. Empresas de advocacia ofereciam os serviços cobrando taxa de 20 por cento sobre o retorno auferido. Muitos municípios fizeram contabilizaram lucro na época e pagaram os advogados, mas hoje estão sendo cobrados.

Reconhecimento
O fato é que a tal brecha na lei não foi reconhecida em julgamentos que se sucederam e as prefeituras estão sendo obrigadas a pagar valores atrasados e corrigidos. Assim, prefeitos da gestão passada acreditavam ter feito um bom negócio. Por ele pagaram volumosas comissões. Os atuais prefeitos estão recebendo a conta.

Pé no PSL
O prefeito de Praia Grande (PSDB), depois de ter sido do MDB é o mais assediado pelo PSL no extremo sul do Estado. Henrique Maciel vem recebendo ligações frequentes, especialmente do presidente estadual do partido do governador. Lucas Esmeraldino já considera certa a conquista de Maciel.

Motivo
A migração de partido para os prefeitos tem normalmente uma razão: a busca de recursos. Qualquer verba salva a administração. Praia Grande não recebeu nenhuma emenda parlamentar da deputada Geovania de Sá, que é do seu partido. Pior ainda quando vê prefeitos de outros partidos recebendo estas verbas.

A CPI que não acabou em pizza

 personJoão Paulo Messer
access_time10/07/2019 - 00:34

Instalada em 2013 e rendendo até hoje a CPI das Bolsas de Estudo da Unesc Criciúma segue rendendo. Saiu nesta semana a reafirmação da condenação, agora em segundo grau, de um ex-Secretário Municipal de Fazenda da prefeitura de Criciúma e de um ex-pró-reitor da universidade, acusados do desvio de R$ 707 mil destinados ao programa de bolsas de estudo. O valor é corrigido, mas ainda cabe recurso da decisão. O alegado crime teria ocorrido no ano de 2012, quando o então secretário que era também funcionário da universidade teria em combinação com alguém dentro da instituição provocados estes desvios. Ambos condenados seguem negando as acusações, mas estão fora da vida pública.

Os nomes
A preservação dos nomes se dá em virtude do tempo de recurso que ainda dá aos condenados, mesmo assim os envolvidos são figuras que tiveram suas identidades amplamente divulgadas, principalmente porque depuseram em sessões públicas a respeito dos fatos. O então Secretário foi logo demitido da universidade e afastado da prefeitura. O professor só foi afastado três anos após, quando da primeira condenação.

Origem
A denúncia sobre a desconfiança dos desvios partiu da própria reitoria da universidade, que na época contratou uma auditoria externa que confirmou as suspeitas. Já na administração municipal o episódio só teve repercussão quando a CPI já estava em andamento em 2013. Os crimes teria ocorrido em 2012. O ex-secretário teve a suspensos os direitos políticos pelo prazo de oito anos e o ex-pró-reitor, por cinco anos.

Acionado
A ação só foi proposta pelo Ministério Público após a conclusão dos trabalhos da CPI da Câmara de Vereadores. Naquela ocasião o MP estava fazendo a mesma investigação, mas aguardou o cruzamento de dados para confirmar as suspeitas que havia. O dinheiro era repassado, mas segundo documentos devolvidos. Assim era dada saída na prefeitura e entrada e saída na universidade, mas não retornava ao caixa da prefeitura.

Serra liberada
A reunião de ontem no gabinete do prefeito de Timbé do Sul, Roberto Biava, culminou com exceção ao trânsito de “locais” na Serra da Rocinha. Ela ocorreu após protesto realizado segunda-feira pela manhã no canteiro de obras da empresa. O pedido era para liberação de mais tempo, mas acabou restrito a dois horários, sendo um em duas horas nas segundas-feiras e outro em mais duas horas nas sextas-feiras.

Os horários
A liberação da Serra só acontecerá entre 6h e 8h de segundas-feiras e das 17h às 19h nas sextas-feiras, ou seja, período em que as pessoas que trabalham no alto da serra e residem na parte de baixo – ou vice-versa – se desloquem. Mesmo assim apenas para no máximo 50 veículos que devem ser cadastrados. O turismo segue proibido, assim como o transporte de caminhões.

Paralelo
Com o ritmo das obras de conclusão da Serra da Rocinha e a geração de nova perspectiva à região extremo sul do Estado, deve surgir um movimento organizado, governamental ou não, para o turismo. As atrações turísticas da região são muitas. Não se vê, ainda, algum órgão criando est roteiro. Há um raciocínio que deve ser levado em conta. É o de que muitos turistas regionais já visitaram mais de uma vez outras atrações. Assim, oferecer novos caminhos é sucesso assegurado.

Alerta
Paira no ar um ambiente de tensão em setores produtivos do Estado de Santa Catarina. Isso porque há uma determinação da Secretaria de Fazenda para que seja apertado o cerco aos sonegadores. O rigor na fiscalização altera rotina de muitas empresas, não necessariamente grandes sonegadoras.

Tributos
A Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa fará uma entrevista coletiva hoje às 11h na sala de imprensa da casa legislativa. Vão dar detalhes da tramitação e encaminhamentos a serem adotados em relação ao chamado pacote de benefícios fiscais do Governo do Estado.

Boeira
O Partido Progressista de Criciúma aposta numa possível candidatura do ex-deputado e empresário do Vale, Jorge Boeira. Os movimentos de outros partidos parecem ter diminuído. É o caso do PSL do deputado federal Daniel Freitas. Boeira parece estar aguardando as coisas se ajustarem. Segue sem se manifestar.

Barra Velha
Os prefeitos de Araranguá e Balneário Rincão não conseguem chegar a um acordo sobre a manutenção das estradas da localidade de Barra Velha, que tem trecho em cada um dos municípios. Enquanto isso a comunidade reclama o abandono.

À Brasília
A maioria dos prefeitos do país, entre eles meia dúzia da região sul e extremo sul de Santa Catarina foram para Brasília. A mobilização é para incluir na reforma da previdência os servidores municipais. Da forma como está a reforma não contempla estas categorias. Isso significa que o caixa geral de prefeituras segue sendo “fiador” das aposentadorias destes.

Preocupação
A preocupação dos prefeitos é que diante de dificuldades que mesmo os regimes próprios possam ter, quem pagará as aposentadorias serão as prefeituras. Quando sistemas próprios tiverem problemas é o caixa geral quem garante as aposentadorias.

Política
Na visita que fez à Jacinto Machado nesta semana, por conta de participação em evento da Associação Empresarial, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia (PSD) voltou a falar articulação política. Desde a ação da Polícia Federal na Operação Alcatraz, que culminou com buscas no seu apartamento, ele vinha evitando comentários políticos.

No ritmo
A visível mudança de ritmo do deputado Júlio Garcia está relacionada ao fato dele não ter sido relacionados entre os indiciados no processo feito pela Polícia Federal. Apesar das buscas no seu apartamento, as evidências indicam que ele deve sair desta operação sem maiores respingos. Isso pode devolvê-lo à lista de nomes mais fortes às próximas eleições.

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FRASE DO DIA
“O ritmo da obra não deve ser afetado. Existem recursos disponíveis para as etapas que estão em andamento e seguimos acreditando que até o final de 2020 a Serra estará pronta para ser liberada.”
Ronaldo Carioni Barbosa, engenheiro chefe do DENIT, que evitou de todas as formas comentar sobre as verbas necessárias para a construção das chamadas contenções. Só esta parte segue sem dinheiro liberado. Estima-se que custaria R$ 40 milhões.

Generosidade nada

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2019 - 19:44

O anúncio feito pelo prefeito Clésio Salvaro (Criciúma), de que as passagens das linhas de ônibus urbano não terão reajuste neste ano tem pouco ou nada de generosidade administrativa. Primeiro porque a passagem de Criciúma figura entre as mais caras do Estado. Sem aumentar neste ano, nem em 2020 – ano de eleição – o prefeito pretende chegar à campanha eleitoral com o discurso de uma das passagens mais baratas. Há de se considerar que para chegar a isso tem um bom esforço pela frente. A primeira parte foi feita quando reduziu o número de linhas, mesmo que algumas pessoas reclamem que com isso tiveram a vida dificultada. Há, entretanto, outras duas medidas, estas sim inteligentes, que ajudaram a baixar a passagem. Só a extinção daquele retorno “do corte” na avenida Centenário permite a redução de tempo a ponto de se retirar um ônibus do trajeto. As mexidas feitas pela engenharia de trânsito na região do Pinheirinho reduzem “dois” ônibus em horário de movimento mais intenso. Tudo isso implica sim na redução da tarifa.

Divergências
Vale perguntar: “o protesto pela liberação da Serra da Rocinha, apesar das obras, é ou não bom para a economia do Sul do Estado? A dúvida se percebe nas comunicações de grupos. Nesta segunda-feira um grupo favorável à liberação foi até a frente do canteiro de obras da empreiteira e “arrncou, via DENIT” autorização para trafegar durante a noite e madrugada. Isso pode ser bem pontual. Em princípio só carro pequeno. A desconfiança é que libera carro pequeno, mas o transporte pesado se aproveita disso. Se ocorrer uma tragédia o risco é de paralização total e por tempo indeterminado. A maioria das autoridades entende que se fechar totalmente como está, mas tiver bom ritmo da obra, pelo menos em pouco tempo tudo fica pronto.

Dia “D” da Rocinha
Uma reunião nesta terça-feira às 11h no gabinete do prefeito Roberto Biava, em Timbé do Sul, deve clarear a situação da Serra da Rocinha. Com dinheiro liberado para a pavimentação, mas faltando licitação de R$ 40 milhões para construção das encostas, há temor de risco ao conjunto da obra. Sem este detalhe o todo pode ficar comprometido. Para agilizar novo edital autoridades chamaram os técnicos do DENIT para a conversa.

Opinião dividida
O protesto de usuários do trecho da BR-285, ontem pela manhã, divide a opinião. Existe quem acha que o protesto de ontem alcançou o seu objetivo inicial, que é o da liberação parcial da serra. Por outro lado o temor é que o tráfego liberado em algumas horas comprometa as obras atuais e seus prazos.

Risco maior
O prefeito Roberto Biava, de Timbé do Sul, teme por um problema ainda maior. Ele já se negou a assinar um documento proposto pelo DENIT, segundo o qual ele se responsabilizaria pela liberação parcial do trecho. Ocorre que se algum acidente ocorrer ele responderá por ele.

Pio que isso
Entre as pessoas que contariam o grupo que exige liberação parcial e temporária da Serra da Rocinha está aquelas que tem um risco ainda maior. Um acidente com vítima, em virtude das condições de trafegabilidade precárias, poderia determinar o fim das obras e até uma interdição judicial permanente.

Para valer
Fato curioso registrado domingo. Enquanto participava da simulação de salvamento no centro de Criciúma, o helicóptero que está sendo equipamento para servir como serviço aero médico teve que ser deslocado para a Serra da Rocinha, pois um piloto de ultraleve caiu e ficou preso nas árvores. Assim, o que era para ter uma simulação virou exercício real.

Pela Caixa
O presidente nacional da Caixa Econômica deve vir à Santa Catarina semana que vem. No extremo sul animação de prefeituras que podem assinar ordens de serviço para obras de infraestrutura. São pelo menos R$ 10 milhões para quatro prefeituras. Contratos já encaminhados.

No Sul
A liberação de recursos e benefícios ao Estado são comemorados pela superintendência regional sul que está com novo líder desde o mês de março. Ederson Claudio Negri tem feito visitas não só às agências, mas também aos agentes financiados como as prefeituras.

No azul
Para atender toda a região da superintendência, que abrange de Imbituba à Passo de Torres e até São Joaquim, a Caixa Econômica Federal mantém estacionado na praça Nereu Ramos em Criciúma o Caminhão Azul. Trata-se de uma agência móvel instalada para negociar dívidas de inadimplentes.

Parquímetros
Na Câmara de Vereadores de Araranguá seguem sendo feitas adaptações à lei enviada pelo Governo Municipal para implantar o sistema de parquímetro para o controle do estacionamento rotativo. O modelom atual ainda é com monitores e cartão vendido direto ao motorista.

Atrasados
O governador Carlos Moisés da Silva deve convocar, de novo, os presidentes de associações de municípios para uma reunião sobre a criação dos consórcios que devem ser instalados para gerir a manutenção de rodovias estaduais. Nem todas foram criadas, ainda. No extremo Sul existem Câmaras que ainda nem votaram a aprovação.

“Tá na hora, tá na hora...”

 personJoão Paulo Messer
access_time03/07/2019 - 00:34

O governador Carlos Moisés da Silva tentou aprovar na Assembleia Legislativa projeto alterando a distribuição do dinheiro geral do Estado. Sua pretensão era diminuir em R$ 400 milhões o repasse previsto na Lei de Diretrizes Orçamentária, mas não consegui. Acreditando que faria isso com o apelo da sociedade, experimentou a sua maior derrota até então. Isso aconteceu poucos dias após comemorar aprovação da reforma administrativa. Quando mexeu no dinheiro dos demais “Poderes” sentiu a sua fragilidade. Agora tenta apelar à opinião pública pelos seus meios, as frágeis redes sociais. Não só não vai conseguir como vai perder tempo. O orçamento está definido, melhor trabalhar com o que tem, pois vale aplicar ao governo aquela expressão “tempo é dinheiro”. Meio ano de governo já foi, a campanha passou e a realidade chegou.

Judiciário
Não é difícil contrapor ao apelo do governador de que os demais Poderes devem diminuir os seus investimentos. Primeiro porque a divisão é constitucional, as sobras são devolvidas e os desperdícios vigiados como nunca. Resta ao governo trabalhar com o que tem sem lamentar o que não lhe pertence.

Falta estrutura
Um dos exemplos de que não é tão justo, nem simples, diminuir dinheiro de outros Poderes é a fragilidade de estrutura do Judiciário. Para Araranguá foi negado recentemente, e volta à pauta de reivindicações, a instalação da 4ª Vara Cível, que seria uma alternativa para diminuir os processos represados. Isso sem contar outras necessidades. Só no Vale do Araranguá há apenas cinco Fóruns para atender 15 municípios. Na região de Criciúma a demanda repressada não é diferente. Cito Araranguá porque é hoje a mais castigada de todas.

Aliás,...
A OAB de Araranguá guarda apelos por maior estrutura física e de pessoal à estrutura de Justiça da região da AMESC. O presidente Laércio Machado Júnior confirma que o apelo pela 4ª Vara em Araranguá volta a ser apresentado, apesar de negativas anteriores. Outro apelo é uma segunda Vara no Fórum de Santa Rosa do Sul.

De Araranguá
Vale lembrar que “um dia” sonharam em Araranguá criar uma estrutura dos Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – na mesma área. Sonho adiado, mas que não deve deixar de ser sonhado. É pequeno pensar que sedes de poderes, igrejas, praças e outros logradouros públicos não devam ser bonitos. Não se trata de exagero, mas de esmero. A Câmara de Araranguá é invejada por maioria das cidades da região, apesar de alguns pensarem diferente. Quem tem casa bonita é porque tem capricho em tudo.

Salve o Arroio
O Balneário Arroio do Silva já foi uma das cidades litorâneas mais badaladas do sul do Estado. Os últimos anos tem registrado um impressionante encolhimento da cidade no aspecto externo. Trata-se de uma cidade praiana que vive do turismo de temporada com algumas comemorações pontuais, mas sem a mesma intensidade de planejamento. Visitantes tem se deparado com locais tradicionais de portas fechadas. Essa animação é responsabilidade direta do governo. Seguindo assim logo faltará até farmácia para curar resfriado.

Tá no grupo
Há um grupo de whatsapp criado para a comunicação de pessoas interessadas e envolvidas dos avanços da BR-285, especialmente na pavimentação da Serra da Rocinha. Trata-se de um fórum permanente de conversas exclusivamente sobre a rodovia que deve impactar muito na economia do extremo sul do Estado, quando ela for liberada.

Liderança regional
É fato que o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, tenha adversários ferrenhos no seu município e divergentes por toda a região, mas hoje seu nome figura em especulações em municípios maiores como Criciúma. Na semana passada ele esteve com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, para deixar muito claro que as especulações de setores que sugerem seu nome para ser prefeito na maior cidade do Sul é apenas especulação de terceiros. A visita foi uma espécie de respeito ao colega de partido, de prefeitura e de presidência de associação regional de município. Arlindo tem escritório de advocacia e além de clientes muitos amigos em Criciúma. Isso combinado ao que ele consegue mostrar no pequeno município de Maracajá seguidamente colocam o seu nome na lista de prováveis candidatos em Criciúma.

Regional
Ontem Arlindo Rocha participou da sessão da Câmara de Vereadores de Passo de Torres par obter daquela casa adesão do município ao projeto que cria um consórcio regional para fazer a manutenção das rodovias estaduais. Os recursos serão repassados pelo Governo do Estado.

Alternativa
A proposta de manutenção das rodovias pelos consórcios regionais é uma proposta apresentada pelo governador do Estado, sem que ele ainda tenha dado valores exatos a serem repassados. Este fato divide a opinião de alguns grupos de prefeitos.

Tem estrada
Na região da AMESC há pelo menos 250 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas. Há outros 86 quilômetros de estrada de chão.

Feio na foto
Na cidade de Araranguá uma das vias nem tão utilizadas, mas com certeza a que chama mais atenção dos visitantes virou retrato da vergonha. O que vemos na avenida Beira Rio é aparente desleixo. É a impressão que fica para o visitante. A erosão está avançando sobre a área da via. O governo não tem alternativa.

Noutra direção
Enquanto o Balneário Arroio do Silva parece se encolher o Balneário Rincão acaba de anunciar que fará mais uma Festa da Tainha com inúmeras atrações e ainda maior do que a de 2018, que já foi considerada a maior de todos os tempos.

Falsificação
O conselheiro do Tribunal de Contas do estado, César Filomeno Fontes, foi denunciado pela procuradora geral da república, Raquel Dodge, por falsificação de documentos. A autoridade estadual teria emitido certidões falsas sobre as contas do Estado para que o governo obtivesse financiamento junto ao BNDES.

Primeiro se perdeu no mar, depois recebeu a visita da Polícia Federal

 personJoão Paulo Messer
access_time01/07/2019 - 18:50

Nesta semana a Polícia Federal bateu na casa do vereador Adir Ivo Reis (PDT), em Balneário Gaivota. Isso porque a mulher dele é Delegada Sindical da Pesca e a suspeita era de que haveria documentos que comprovassem pessoas recebendo o seguro-defeso de maneira iklegal. O vereador garante que nada do que a polícia alegava foi encontrado. Por isso no município surgiu a expressão “do anzol fazer a peixada”. Isso traduzido ao mundo político é virar o jogo e sair vendendo a imagem de que se a polícia não encontrou nada é porque lhe dá um salvo conduto. Adir Ivo Ramos tem sido aconselhado por dirigentes do seu partido no sul, o PDT, a mostrar que sai mais forte politicamente. Tem pedetista que sugere o seu nome candidato a prefeito.
O vereador Adir Ivo Ramos tem uma passagem curiosa na última eleição. Oito dias antes da eleição ele desentendeu-se com o deputado Rodrigo Minotto e faltando sete dias para a eleição foi procurado pela então candidata Paulinha. Resumo: Paulinha fez 299 votos e Minotto caiu para 88 em Balneário Gaivota.
A briga de Ramos e Minotto teria se dado porque o então deputado candidato à reeleição repassou verba de R$ 800 mil para Turvo, R$ 450 mil para Sombrio e outros R$ 450 mil e mais R$ 180 mil para Araranguá e “zero” para Balneário Gaivota.
Adir Ramos foi personagem de outra manchete em fevereiro deste ano. Naquela ocasião ele e o filho saíram para jogar redes no mar e como demoraram para voltar, em virtude das circunstâncias do mar iniciou-se processo de buscas pelos bombeiros. Foram resgatados por outro barco.

A vez do PSL
Assim como Criciúma onde o PSL tem anunciado candidatura a prefeito, e até já houve reunião entre o governador e o deputado Carlos Moisés da Silva para falar especificamente sobre o assunto, Araranguá ensaia cobrar da direção estadual os acenos que precisa para lançar candidato. Os dois nomes cotados são Rodrigo Turatti e Ricardo Ghelere.

Olhando mais ao Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time01/07/2019 - 11:29

Cada cabeça um candidato
Enquanto as maiores cidades da região Sul seguem com cenário restrito em termos de nomes para disputar as eleições municipais do ano que vem, Araranguá vive uma enxurrada de “prováveis”. Cada cabeça tem um nome a sugerir. Muito disso tem a ver com uma brincadeira - nem tão brincadeira assim - das redes sociais. Uma página de facebook denominada “Direita Araranguá” tem feito enquetes em que despeja nomes de forma aleatória. Os dirigentes partidários apenas assistem. Economizam com pesquisas, embora se sabe que a confiabilidade de redes sociais se equiparam a uma nota de R$ 3,00. Há mais de uma dezena de nomes sugeridos, e óbvio especulados nas conversas. A farra de nomes começa pelo partido do prefeito que além do prefeito Mariano Mazzuco, candidato à reeleição, tem pelo menos outros três: Daniel Viriatto Affonso, José Hilson Sasso e Guilherme May.

Rompidos
A relação do prefeito Mariano Mazzuco e do seu vice Primo Menegalli Júnior já foi boa um dia. Não bastasse o conjunto de fatores que sugerem empurram Primo para buscar a vaga de candidato a prefeito, o PP de Mazzuco não ajuda a dar sustentabilidade necessária ao seu prefeito.

Pacotão
Assim como na maioria das cidades, Araranguá também está destravando um pacote de obras. A maioria dos investimentos é decorrente de um financiamento destinado a obras de infraestrutura, especialmente asfalto. O prefeito Mariano Mazzuco buscou financiamento de R$ 20 milhões. Depois destas obras em fase final deve fazer novas avaliações.

Roteiro do PR
O senador Jorginho Melo (PR) corre por fora às eleições de governador em 2022. A manter-se o quadro atual, com a fragilização do deputado Júlio Garcia (PSD) e a inabilidade política do PSL do governador Carlos Moisés, ele é um dos nomes mais fortes. Se disputar a eleição não perde nada, pois em caso de insucesso volta para mais quatro anos no Senado (mandato é de oito anos e não exige renúncia para ser candidato).

Araranguá
Por conta do interesse de Jorginho Melo o já exposto rompimento entre o PP do prefeito Marino Mazzuco e o PR do vice-prefeito Primo Mnegalli Júnior deve ser alimentado cada vez mais pela cúpula estadual do PR. Não bastasse isso o PR cobra o que teria sido um compromisso firmado na eleição passada, de que e 2020 Mazzuco abriria a cabeça de chapa para Primo Júnior.

PP dividido
Não bastasse a dificuldade que tem com o seu vice-prefeito Primo Menegalli Júnior, que já se declarou descolado do governo Mazzuco, o prefeito de Araranguá vive ainda um drama interno no PP. Setores da sigla consideram que o prefeito “já deu a sua contribuição”. Em outras palavras consideram que o partido precisa ter sangue novo na prefeitura. Andaram pesquisando o nome do cirurgião dentista Guilherme May, genro do ex-deputado Jorge Boeira.

Sombrio
Em Sombrio o Partido Progressista fará sua convenção no dia 12 de julho. As datas foram confirmadas pelo gabinete do deputado José Milton Scheffer. Na cidade o PP especula dois nomes para serem candidatos a prefeito: o vereador José Eraldo Soares “Peri” e o empresário Cris Rosa.

Mais ao Sul
O PP tem confirmadas pelo menos outras duas convenções com eleições das executivas municipais. Em Passo de Torres será no dia 27 de julho. Dois nomes figuram na preferência dos progressistas para disputar a prefeitura: o empresário Eduardo Cardoso e o vereador André Porto.

O chapéu do marido bêbado
Conta a lenda que havia um cidadão, casado, que gostava de ir noite adentro bebendo com os amigos. Ocorre que a sua esposa era do tipo violenta. Invariavelmente ele aparecia com hematomas na cabeça. Explicou que sempre ao abrir a porta a mulher o esperava atrás da porta com o rolo de macarrão e sentava a lenha. Até o dia em que um amigo lhe ensinou: desta vez você abre a porta e põem o chapéu seguro pela mão para dentro de casa. Se ela bater acerta o chapéu e no máximo a mão. É assim que certos partidos fazem lançamento nomes para ver a reação da sociedade.

Tem eleição Hoje 14h os 94 desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina escolherão as quatro listas tríplices para substituições no Tribunal Regional Eleitoral.

Na disputa Dois nomes do Sul do Estado disputam a indicação de desembargador substituto para o TRE. São eles os advogados Alexandre Barcelos João, de Criciúma, e Arnildo Steckert Júnior, de Turvo.

Anda longe Depois de escolhidos em eleição dos desembargadores do Tribunal de Justiça, hoje, os nomes da lista tríplice dos substitutos no Tribunal Regional Eleitoral irão à avaliação do presidente da república, Jair Bolsonaro. É ele quem escolhe quem assume.

Da Saúde A emenda da Saúde, como ficou conhecida emenda apresentada pelo deputado José Milton Scheffer (PP), assegurando R$ 180 milhões para os hospitais filantrópicos, está rendendo. O parlamentar está recebendo pedidos de visitas a hospitais de todos os cantos do Estado.

Pelo Oeste Nesta segunda-feira o deputado José Milton Scheffer inicia um roteiro de visitas a hospitais filantrópicos, começando por Xanxerê, no extremo oeste.

Do Sul O Sul do Estado pode ter mais um deputa. No dia 10 de julho acontece no Tribunal Regional Eleitoral o julgamento da infidelidade partidária do deputado Bruno Souza (PSB). Comprovada a transgressão da Lei de Fidelidade Partidária, entra o primeiro suplente: Cleiton Salvaro (PSB), de Criciúma.

Sombrio Com os movimentos que o PR vem fazendo para disputar o maior número possível de prefeituras surgem especulações sobre cidades como Sombrio, onde o partido tem a vice-prefeita Gislaine Cunha.

Segundo semestre A Câmara de Vereadores de Araranguá abre com a sessão de hoje a segunda metade do ano.

O confuso cenário eleitoral em Araranguá

 personJoão Paulo Messer
access_time01/07/2019 - 00:33

Enquanto as maiores cidades da região Sul seguem com cenário restrito em termos de nomes para disputar as eleições municipais do ano que vem, Araranguá vive uma enxurrada de “prováveis”. Cada cabeça tem um nome a sugerir. Muito disso tem a ver com uma brincadeira - nem tão brincadeira assim - das redes sociais. Uma página de facebook denominada “Direita Araranguá” tem feito enquetes em que despeja nomes de forma aleatória. Os dirigentes partidários apenas assistem. Economizam com pesquisas, embora se sabe que a confiabilidade de redes sociais se equiparam a uma nota de R$ 3,00. Há mais de uma dezena de nomes sugeridos, e óbvio especulados nas conversas. A farra de nomes começa pelo partido do prefeito que além do prefeito Mariano Mazzuco, candidato à reeleição, tem pelo menos outros três: Daniel Viriatto Affonso, José Hilson Sasso e Guilherme May.
A relação do prefeito Mariano Mazzuco e do seu vice Primo Menegalli Júnior já foi boa um dia. Não bastasse o conjunto de fatores que sugerem empurram Primo para buscar a vaga de candidato a prefeito, o PP de Mazzuco não ajuda a dar sustentabilidade necessária ao seu prefeito.

Pacotão
Assim como na maioria das cidades, Araranguá também está destravando um pacote de obras. A maioria dos investimentos é decorrente de um financiamento destinado a obras de infraestrutura, especialmente asfalto. O prefeito Mariano Mazzuco buscou financiamento de R$ 20 milhões. Depois destas obras em fase final deve fazer novas avaliações.

Roteiro do PR
O senador Jorginho Melo (PR) corre por fora às eleições de governador em 2022. A manter-se o quadro atual, com a fragilização do deputado Júlio Garcia (PSD) e a inabilidade política do PSL do governador Carlos Moisés, ele é um dos nomes mais fortes. Se disputar a eleição não perde nada, pois em caso de insucesso volta para mais quatro anos no Senado (mandato é de oito anos e não exige renúncia para ser candidato).
Por conta do interesse de Jorginho Melo o já exposto rompimento entre o PP do prefeito Marino Mazzuco e o PR do vice-prefeito Primo Mnegalli Júnior deve ser alimentado cada vez mais pela cúpula estadual do PR. Não bastasse isso o PR cobra o que teria sido um compromisso firmado na eleição passada, de que e 2020 Mazzuco abriria a cabeça de chapa para Primo Júnior.

PP dividido
Não bastasse a dificuldade que tem com o seu vice-prefeito Primo Menegalli Júnior, que já se declarou descolado do governo Mazzuco, o prefeito de Araranguá vive ainda um drama interno no PP. Setores da sigla consideram que o prefeito “já deu a sua contribuição”. Em outras palavras consideram que o partido precisa ter sangue novo na prefeitura. Andaram pesquisando o nome do cirurgião dentista Guilherme May, genro do ex-deputado Jorge Boeira.

Sombrio
Em Sombrio o Partido Progressista fará sua convenção no dia 12 de julho. As datas foram confirmadas pelo gabinete do deputado José Milton Scheffer. Na cidade o PP especula dois nomes para serem candidatos a prefeito: o vereador José Eraldo Soares “Peri” e o empresário Cris Rosa.

Abrindo as portas

 personJoão Paulo Messer
access_time28/06/2019 - 00:05

É reconhecido pelos próprios assessores do governador e secretários que a administração estadual superou os tempos da timidez e as portas de gabinetes começam a ser abertas para prefeitos e vereadores do interior. Até então parecia ter porta se chave e trancada. Um dos exemplos ocorreu nesta quinta-feira quando uma comitiva de Criciúma foi recebida e desatou o nó de um trecho de rodovia que o extremo sul do Estado enfrenta. Trata-se do acesso sul à Criciúma, a rodovia Jorge Lacerda. O trecho de 11 quilômetros é responsabilidade do Estado e se encontra em situação caótica. A promessa é de que a operação “meia sola” será feita em julho. Revitalização apenas em 2020, pois não existe verba prevista no orçamento.

Bola de cristal
A cada eleição existem os partidos que viram as apostas preferidas. Depois de enfrentarmos uma eleição em que deu o “azarão” (17) para 2020 abrem-se as incertezas. No núcleo mais intelectual da política figura como sigla preferencial o PR liderado pelo senador Jorginho Melo. Isso porque ele deve ser candidato a governador. É o nome que supostamente ocupou o espaço que era de Júlio Garcia, fragilizado com a Operação Alcatraz.

Franco atirador
Jorginho Melo é senador, tem oito anos de mandato e se perder as eleições não precisa renunciar em caso de derrota. Assim entra no processo de 2022 como franco atirador. Para isso, entretanto, precisa construir uma boa base eleitoral em 2020, nas eleições municipais. Isso explica que aliados de Melo comecem a endurecer o jogo com aliados.

Reaproximando
No Sul do estado um dos casos pitorescos que pode ser patrocinado pelos interesses do PR está em Criciúma. Clésio Salvaro (PSDB) é hoje um dos maiores adversários, senão inimigos, de Márcio Búrigo, que embora no PP estaria com um pé no PR. Por conta disso não será surpresa que se apresenta uma chapa “Márcio e Eu”, como ficou conhecida a dodradinha que governou Criciúma de 2009 a 2012.

Repatriados
A reitoria atual da Unesc adotou uma medida muito aplaudida. Repatriou os ex-reitores da universidade ao centro das decisões mais importantes da universidade. É o caso do professor Gildo Volpato, que não chegou a se afastar da universidade pois estava em sala de aula. Já o ex-reitor Édson Rodrigues, que estava afastado da instituição desde 2014, também assume cargo estratégico no processo institucional da Unesc.

Economia I
O Comitê de Defesa da Produtividade da Economia Catarinense, órgão que reúne mais de 20 entidades como Fecomércio e Facisc foi formado recentemente. Ele está trabalhando junto à Assembleia Legislativa para aprovar emenda substitutiva ao projeto de lei do Governo do Estado para convalidação e reinstituição dos benefícios fiscais.

Economia II
Setores da economia de Santa Catarina, como agroindústrias, transportadoras, portos e atacados, correm o risco de entrar em colapso se a Assembleia Legislativa não aprovar a proposta de emenda substitutiva ao projeto de lei do Governo do Estado 174/2019, que reinstitui os benefícios fiscais. As importações, que movimentam R$ 52 bilhões por ano em SC, deverão ser uma das áreas mais prejudicadas se o projeto for aprovado com o texto original.

Comparação
Enquanto Araranguá ostenta o título de Câmara de Vereadores com a maior economia em diárias, Joinville registrou nos primeiros cinco meses deste ano viagem de 50 pessoas, entre vereadores e servidores. Neste ano aquela Câmara desembolsou com viagens R$ 194,8 mil. O valor ainda é menor que em 2014, quando registrou R$ 361 mil. Em 2015 o gasto foi de R$ 334 mil e em 2016 R$ 200 mil.

Jogando para a torcida
Quando assumiu, o governador Carlos Moisés da Silva disse em tom de advertência que a situação financeira do Estado era tão grave que seria inevitável o atraso de salários. Já em janeiro previa que teria dificuldades para pagar o 13º salário. Naquele momento, conhecendo pouco o governador, todos ficaram assustados, pois se tratava de um discurso alarmista, mas de alguém sem histórico de teorias fantasiosas ou político-marqueteiras. Agora já se sabe que ele jogou para a torcida. Ontem o Secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli tranquilizou que não existe risco de atraso salarial.

No limite
A folha de pagamento dos servidores do Estado somou no mês passado 47,7 por cento, sendo que o chamado índice prudencial é de R$ 49 por cento. A folga é pequena, mas existe.

No ar
No dia 7 de julho vai acontecer em Criciúma, às 14h uma simulação do serviço Aeromédico. Vai ser em frente ao Parque das Nações. O modelo vai atender todo o Sul do Estado.

Na campanha
Agentes do setor empresarial de Criciúma mostram ligeiro incomodo com o fato de ter sido alardeado antecipadamente que o deputado federal Daniel Freitas será candidato a prefeito em Criciúma no ano que vem. Isso porque ele é o articulador da visita do ministro Sérgio Moro à cidade, dia 12 de julho.

Inevitável
Embora uma coisa não tenha nada a ver com outra, a vinda de Sérgio Moro no momento em que o assunto de política é a pré-candidatura de Daniel Freitas a prefeito, existe gente torcendo o nariz.

Encontro
Daniel Freitas vai se encontrar com o governador nesta sexta-feira. Vão conversar sobre a provável candidatura do parlamentar a prefeito em Criciúma. Carlos Moisés da Silva não nega que Criciúma é cidade estratégica para o PSL.

Kaminski pode ter falado demais

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2019 - 18:50

O vereador de Criciúma, Júlio Kaminski (PSDB) pode ter falado demais. Presidente da uma Comissão de Investigação criada para investigar possíveis irregularidades no parcelamento de dívidas da prefeitura com o sistema de previdência dos servidores, ele saiu dando entrevistas e sugerindo o que seria a conclusão dos trabalhos, deixando em sai justa inclusive o relator da comissão, o vereador Ademir Honorato. Bem antes de concluídos os trabalhos ele sentenciou. Dizia que a “CI” já tinha subsídios que caracterizassem o fato como de improbidade administrativa e que isso poderia levar à cassação do prefeito. Falou tanto que os colegas estão embretados pois ele decidiu por todos. Enquanto isso o prefeito já fala em pedir a nulidade dos trabalhos por antecipação do resultado.
Aliados do prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, passaram a acusar o vereador Júlio Kaminski de usar a “CI” da Previdência para tentar fragiliza-lo já que ele é um dos articuladores da candidatura do deptuado Daniel Freitas a deputado federal.

Rachou
Nos bastidores da política de Criciúma é voz corrente que a relação do prefeito Clésio Salvaro com o seu vice-prefeito Ricardo Fabris entrou em rota de colisão. Isso porque um doa aliados de Fabris, Róbson Gotuzzo, teria dito em depoimento fatos comprometedores.

E se foi
Entendimento de aliados de Clésio Salvaro sugere que estes depoimentos poderiam ter sido dados de forma proposital para viabilizar cassação do prefeito e com isso abrindo o caminho para a posse do vice-prefeito.

Mais um deputado
Marcada para o dia 10 de julho a audiência em que serão ouvidas testemunhas do processo que pode cassar o mandato do deputado estadual Bruno Souza. Eleito pelo PSB ele deixou o partido incorrendo em crime de infidelidade partidária. Se a prática foi caracterizada pelo Tribunal Regional Eleitoral o Sul do Estado ganha mais um deputado. Neste caso entra Cleiton Salvaro, primeiro suplente.

Histórico
Cada cabeça uma sentença e cada caso um caso, mas Criciúma, especialmente, anda animada com a possibilidade da região Sul ganhar mais um deputado estadual. Isso porque o TRE, onde vai ocorrer o julgamento do caso de infidelidade de Bruno Souza há dois registros recentes. Em ambos vereadores de Criciúma perderam o mandato.

Vem aí os pedágios do Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2019 - 18:34

No Km 35 da BR-101, território gaúcho de Três Cachoeira, já é possível ver obras de instalação da nova praça de pedágio. É aquela inicialmente prevista para ficar no território catarinense, embora seja contrapartida ao trecho do Rio Grande do Sul. Lembram que houve reação dos sul-catarinenses e a praça foi transferida para trecho do RS. Primeiro ela foi projetada entre os Km 28 e 30, mas neste caso afetaria a comunidade de Fernando Ferrari pertencente a Três Cachoeiras. De novo houve mudança. Desta vez passou para o Km 35 onde a construção começou semana passada. Em breve devem ser iniciadas as obras da praça de São João do Sul, próximo de Passo de Torres.
Situação idêntica à registrada no Rio Grande do Sul, onde alteraram o local da praça porque ela faria a separação de um distrito da sua sede de município, ocorre em Araranguá. É que o pedágio previsto para ser construído entre Araranguá e Maracajá, afeta diretamente usuários do distrito de Hercílio Luz, que para acessar a sua sede terão que pagar pedágio.
Diferente do que ocorreu em Três Cachoeiras, onde a ANTT cedeu pressão dos gaúchos, em Santa Catarina o órgão parece indiferente. Em resposta à reclamação argumentam que a prefeitura deve criar uma alternativa para aquela comunidade acessar a sede do município. Sugerem a construção de uma ponte na barra do rio Araranguá. Acontece que esta ponte está avaliada em R$ 25 milhões.

Basta ser político para ser suspeito

 personJoão Paulo Messer
access_time19/06/2019 - 18:50

O quarto elemento “P”
Antes dizia-se que bastava ser “preto”, “pobre” ou “prostitua” para ser suspeito. Agora “político” virou sinônimo de suspeito. Sem que isso seja defesa específica de ambos, recentemente dois novos políticos entraram para a lista dos “condenados” pela opinião pública: Gean Loureiro e Júlio Garcia. No caso do segundo uma busca e apreensão, no do primeiro uma curiosa detenção que às manchetes virou prisão e às redes sociais condenação. Partindo do que que acontece nesta última ação pode-se incluir um quinto “P”, o da “Polícia”. Afinal entre os presos há mais policiais do que políticos, mas a repercussão recai sobre a classe política.

Chamuscou
Mesmo sem ter sido investigada ou alvo de qualquer ação a ex-Secretária de Ação Social e ex-vereadora de Criciúma, Romanna Remor entrou na lista de respingados pela Operação Chabu. Ela passou a quarta-feira procurando a imprensa para apresentar sua reação. Seu nome está na lista de pessoas com quem Gean Loureiro não pode manter contato nos próximos dias.

Gestão de crise
Do episódio envolvendo o prefeito da capital restam algumas conclusões. A primeira é de que nenhum político pode mais dormir tranquilo. A outra é sobre a forma com que ele reagiu. Mal havia sido conduzido a sua assessoria emitiu nota. Mal ele saiu da Polícia Federal ele foi dar entrevista. Encarar o problema logo evita que suposições se alastrem mais rapidamente.

Guerra declarada
Em Criciúma o prefeito Clésio Salvaro está em guerra com o vereador Júlio Kaminski, que curiosamente é do seu partido, o PSDB. Nesta quarta-feira ambos foram para o rádio “se digladiarem”. O prefeito expulsou o vereador do partido pelo rádio. O vereador sugeriu que tem elementos para cassar o prefeito.

Absurdo
Na cidade de Nova Veneza aconteceu o que “na barranca” se chama de “cúmulo do absurdo”. A cidade inaugurou a rua coberta construída com recurso que veio pela Caixa Econômica Federal. Como a administração municipal mandou confeccionar uma placa alusiva, mas os nomes eram de dirigentes da Caixas nos tempos do PT, o governo Bolsonaro mandou demitir geral. Saiu até quem não sabia de nada.

Velha política
O episódio de Nova Veneza nos remete os tempos do coronelismo em que bastava o chefão não simpatizar com o cidadão que lhe mandava cortar a cabeça. Não é só em Brasília que se considera que na Caixa haja muito petista, mas daí a mandar demitir desde o superintendente estadual por uma falha na cidade do interior, onde saiu gerente além de outros três nomes da superintendência é “o cúmulo”.

Desapega ou morre
As centrais sindicais e por consequência os sindicatos cresceram com base na articulação política dos partidos de esquerda, mais recentemente o PT. Isso é fato. Nasceram e cresceram pela linha partidária de esquerda. Por sus genético esta vinculação pode levar à morte muitos sindicatos. Mais importantes aos trabalhadores do que estes próprios parecem entender, os sindicatos entram numa estrada perigosa. Estão frágeis e alguns moribundos não por que a reforma trabalhista mudou o modelo de contribuição sindical, mas porque os sindicados são pelegos petistas. Os que conseguirem faz só política sindical tem chance de sobreviver.

"Igualzito ao pai"

 personJoão Paulo Messer
access_time13/06/2019 - 19:00

“Igualzito ao pai”
Essa retórica que elegeu o atual governador Carlos Moisés da Silva, de que seria uma nova política é parcial para menos. Nesta semana se percebeu mais algumas evidências A mais recente foi considerada uma queda de braço desnecessária com o parlamento, especialmente o deputado estadual José Milton Scheffer (PP). A consequência disso foi a ameaça de perda de verba destinada à saúde. O deputado tinha proposto emenda que garantia R$ 180 milhões para os 110 hospitais filantrópicos do Estado. O governo ameaçou cortar. No entendimento inclusive dos dirigentes hospitalares a causa não dar crédito à iniciativa parlamentar. Este é apenas um fato. Vale aquela música tradicionalista gaúcha “saiu igualzito ao pai”, quer dizer, nada de novo no modelo.

Peito e raça
Todos os gerentes regionais de saúde foram exonerados. Foram pegos de surpresa, embora isso estivesse nas entrelinhas da reforma administrativa. Em Criciúma, por exemplo, Fernando Fáveri compareceu normalmente ao trabalho nesta quinta-feira para não parar trabalhos, mas pelo governo se parasse tudo não teria problema, pois não houve qualquer orientação sobre a continuidade do “tratamento”.

Desfaz e faz
Chama atenção que o Governo do Estado tem desfeito “coisas” – para usar um termo mais utilizado pelo seu principal motivador Jair Bolsonaro – de maneira surpreendente. Num momento corta, no outro recoloca. São sucessivos procedimentos deste tipo. Isso dá impressão que não tem avaliado consequências de seu planejamento. “Tipo atira, depois pergunta quem é?”.

Tá fora
Declaração importante revelada nesta quinta-feira pelo ex-prefeito de Forquilhinha, Lei Alexandre. Ele não deve mesmo disputar a convenção interna no Partido Progressista, nem deve sair do partido. Estas duas decisões culminam com a conclusão de que ele está fora da eleição municipal do ano que vem. Havia especulações contrárias. Especulações e ações.

Já esteve dentro
Lei Alexandre chegou a elevar o tom da briga interna com o atual prefeito de Forquilhinha, Dimas Kammer, ameaçando sair do partido, rachar o PP e levar consigo muita gente que viabilizaria uma candidatura por outra sigla. Ele descarta isso. Assumiu cargo de secretário executivo na AMREC e deve acomodar-se a ponto de ter declarado não ser “óbice” à candidatura de reeleição de Dimas Kammer.

Moro vem?
Eis a dúvida, o Ministro Sérgio Moro mantém agenda de palestra em Criciúma no dia 12 do mês que vem. Até ontem a informação era de que nada há de alteração nos planos. Alguns compromissos, entretanto, estão alterados. A ACIC tem sim preocupações com o risco da comemoração do seu aniversário ficar sem Moro, mas isso é assunto interno. Nesta semana ele foi mais político do que qualquer outro político. Foi ao jogo do Flamengo e vestiu a camisa rubro negra.

Justiça e a vizinhança

 personJoão Paulo Messer
access_time10/06/2019 - 18:50

A velocidade com que as coisas acontecem no ambiente de política é fenomenal, seja para o bem como para o inverso. No caso da ascensão é mais demorado. A derrocada se dá num piscar de olhos. Que o diga o deputado Júlio Garcia, que há duas semanas surfava onda perfeita em direção às eleições de governador. Já Sérgio Moro que já foi cotado para disputar a presidência da república ainda surfava a onda de uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ele é uma espécie de extrato da esperança da quase unanimidade dos que não são da seita Lula. Bastou um hacker revelar o que teria sido uma tabelinha Moro e Dallagnol, para marcar o golaço Lula, para a casa dele balançar. Aquilo que balança, na política, dificilmente não cai. Se é tão grave assim – como é – este tipo de tabelinha, melhor seria que Judiciário e Ministério Público não habitassem o mesmo prédio como acontece na maioria das cidades catarinenses. Em Criciúma, por exemplo, a sede do MP é um puxadinho da casa dos juízes (Fórum).
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Moeda de troca
As emendas impositivas aprovadas em 2018 pelos deputados estaduais podem virar moeda de troca para o Governo do Estado formar o PSL às eleições municipais do ano que vem. Tecnicamente o governo deveria pagar, mas como quem procura acha, algumas irregularidades teriam sido encontradas. Cada deputado estadual tinha até 25 emendas para protocolar. Até agora nenhuma foi paga. Suspeita-se que só serão pagas as emendas de deputados que “conversarem” com o governo.

Na pauta
O deputado estadual líder do governo Mauricio Escudlark trata do assunto “emenda parlamentar” nesta semana. Tinha agenda com o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba, nesta segunda-feira.

É o cara
O nome mais forte do Governo do Estado, hoje, é o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba. É ele quem comparece às audiências onde se imagina a presença do governador Carlos Moisés da Silva. Nesta segunda-feira foi assim quando a Casan acertou detalhes da renovação do contrato de 30 anos com o município de Siderópolis.

Vazou
Siderópolis era um dos seis municípios da região carbonífera abastecidos pela Casan que vinham discutindo possível transferência da gestão da água e esgoto para um sistema municipal. SAMAE por exemplo. Fazia parte do grupo liderado pelo prefeito Clésio Salvaro (Criciúma), que tem ainda: Içara, Nova Veneza, Forquilhinha e Maracajá. Juntos faziam frente à Casan ameaçando romper. Nesta segunda-feira a Casan conseguiu renovar com Siderópolis. O movimento de Clésio segue, mas agora sem o município que é sede da Barragem do Rio São Bento.

De duas, a primeira...
Não consigo entender que o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro diga que a assinatura do contrato da Casan com Siderópolis não fragiliza a sua luta na tentativa de um melhor contrato com a empresa do Estado. Afinal, Siderópolis não é só uma das seis cidades que estavam na briga, mas é a cidade da barragem. Portanto, o movimento de Clésio fragilizou sim.

... a segunda
Ao renovar a concessão da exploração da água e esgoto no município de Siderópolis, o prefeito Helio Cesa Alemão deve ter conseguido tudo aquilo que imaginava. De imediato são R$ 9 milhões de obras, entre elas a melhoria do abastecimento do município e o asfaltamento até a Barragem do Rio São Bento. O que não ficou claro, ainda, é quanto o contribuinte vai ganhar. Afinal quem é de Siderópolis paga mais caro pela água do que seu vizinho de Urussanga, onde o serviço é da SAMAE.

Todos contra um

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2019 - 18:50

O prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, vai enfrentar a sua mais dura eleição para prefeito. Teve outras quatro antes. Perdeu a primeira em 2004, ganhou em 2008 e governou, ganhou a reeleição em 2012, mas esta foi anulada. Por fim ganhou de novo em 2016. Portanto agora é será a quinta eleição para prefeito em 16 anos. Desta vez, entretanto, enfrenta mais do que o desgaste natural de eleições sucessivas. Agora ele tem pela frente uma espécie de “todos contra um”. Tendo em vista a ausência de um nome forte de oposição, os adversários se articulam para estarem juntos. Há convicção de que só há chance de fazer frente ao prefeito se não houver divisão da oposição. É o que alguns líderes estão costurando. É o caso do empresário Gilson Pinheiro, hoje sem partido e do advogado emedebista Jeferson Monteiro. E a oposição não conta apenas com vitória nas urnas, mas aposta nos tribunais. Os próximos meses devem ser de denúncias de toda ordem. Além da já instalada comissão de investigação do CriciúmaPrev deve sair outra: a CPI da AFASC. Este é o consenso percebido na política de Criciúma.

Nova velha política
Entre os prefeitos existe uma reclamação velada de que o governo estadual vem adotando uma prática comum, porém imoral. Passados quase seis meses nada foi feito sob alegação de que o Estado foi assumido “quebrado”. Ocorre que a direção PSL, mais precisamente o presidente Lucas Esmeraldino, estaria sugerindo ao prefeitos com quem conversa de que serão atendidos aqueles prefeitos que trocarem de partido ou empenharem apoio ao PSL nas eleições do ano que vem.

Tese Colombo
O último a usar deste expediente chantagista foi o ex-governador Raimundo Colombo, quando ofereceu o Fundam como moeda de troca para o apoio. Na região sul vários exemplos de que a tese funcionou. Márcio Búrigo teve que abandonar a sua correligionária Ângela Amin para ter o governo contemplado.

Adiada
A visita que o governador Carlos Moisés da Silva faria à Nova Veneza neste fim de semana não acontecerá mais. Ele chegou a confirmar presença no baile de máscaras, deste sábado, mas alterou planos. Adiou a sua vinda para o dia 21 de junho, quando acontece a solenidade de abertura da Festa da Gastronomia.