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Acidente gera óbito e deixa Quarta-linha sem energia

commentJornalismo access_time17/12/2017 02:12

Vítima colidiu veículo com um poste e cortou o abastecimento de eletricidade na localidade

Grêmio enfrenta o Real Madrid na final do Mundial

commentEsporte access_time16/12/2017 14:00

A decisão acontece logo mais as 15h 00min, no Estádio Zayed Soccer City, em Abu Dhabi (EAU)

  Tigre perde Raphael Silva e Lucão

commentCriciúma EC access_time15/12/2017 18:30

Atletas não renovaram por questões financeiras. O zagueiro já foi anunciado pelo Goiás

Antônio Colossi

Sou Antonio Colossi, natural de Criciúma, jornalista formado pela Faculdade SATC em 2011. Desde 2003 tive passagens na área do jornalismo esportivo pelo extinto site canalcriciuma.com, Rádio Band FM, radiocriciuma.com.br, TV Criciúma/Canal19 e RCR TV. A partir de 2009, comecei a atuar no jornalismo geral da Rádio Eldorado AM/FM, exercendo as funções de produtor e locutor. Nos últimos três anos, tenho me especializado em projetos vinculados ao jornalismo histórico. Através deste blog, pretendo resgatar a memória de fatos que marcaram os acontecimentos de Criciúma, de Santa Catarina, do Brasil e do Mundo.

Últimas postagens de Antônio Colossi

Criciúma EC era campeão brasileiro em 2002

access_time07/12/2017 00:10 personAntônio Colossi

Com três gols do lateral-direito Paulo Baier, o Criciúma garantiu a espetacular vitória por 4 x 1 sobre o Fortaleza, em 7 de dezembro de 2002, no estádio Heriberto Hulse, e deu ao Tigre o título de campeão da Série B do Campeonato Brasileiro.

A chuva atrapalhou as duas equipes, mas principalmente o Fortaleza, que não conseguiu impor seu toque de bola. Já o Criciúma adotou a jogada aérea, mas inicialmente não achou espaço na forte defesa adversária. Encolhidos, os cearenses sequer conseguiam explorar os contra-ataques, tamanha a dificuldade para a bola rolar em meio ao aguaceiro.

Ao final do primeiro tempo, o Criciúma se animou e intensificou a pressão, o que surtiu efeito aos 45 min. Luciano Almeida bateu falta de longe, com força, e Jéfferson não conseguiu segurar. A bola bateu no peito do goleiro e sobrou limpa para Paulo Baier, que empurrou para o fundo do gol e marcou o primeiro do jogo.

A etapa final começou exatamente com a anterior. Em busca do gol que poderia lhe garantiria o título, o Criciúma alugou o meio-campo adversário desde o primeiro minuto e começou o bombardeio. Aos 9 minutos, após boa troca de passes na entrada da área, Cléber Gaúcho ajeitou de cabeça para Dejair, que veio de trás e bateu colocado, no cantinho direito do goleiro adversário.

Minutos depois, Tico fez jogada e, novamente ele, Paulo Baier aproveitou para fazer o terceiro da equipe catarinense aos 14 minutos.

O gol do Fortaleza saiu aos 25 minutos, após cobrança de pênalti de Vinícius. O artilheiro da Série B cobrou no meio do gol e converteu para equipe nordestina.

A confirmação do título catarinense veio pelo alto. Após escanteio, a defesa do Fortaleza afastou de cabeça e o homem do jogo, Paulo Baier, apareceu para bater forte e encerrar o campeonato.

No final do jogo, uma confusão envolveu Vinícius, do Fortaleza e Juca, do Criciúma. Eles vinham se desentendendo durante um bom tempo, e acabaram trocando cusparadas. Não satisfeito, o atacante visitante deu um soco na boca do meia do Tigre. Ambos foram expulsos e a taça foi erguida logo após o apito final do arbitro Paulo Cesar de Oliveira.

Em 28 de novembro de 2002, falecia Mahicon Librelato

access_time28/11/2017 00:05 personAntônio Colossi

O atacante Mahicon Librelato, então com 21 anos de idade, jogador do Internacional de Porto Alegre, falecia por volta das 23h30min de 28 de novembro de 2002, em um acidente de trânsito em Florianópolis.

O veículo onde o jogador estava na companhia de outras duas pessoas saiu de controle na Avenida Beira-Mar, numa curva pouco abaixo da ponte velha, a Hercílio Luz, e acabou sendo jogado para dentro do mar.

O veículo, uma picape Ford Ranger, branca, com placas de Orleans (SC, terra natal do jogador), de propriedade de Librelato, saiu de controle quando encontrava-se na Avenida Beira-Mar, perto do Hotel Baía Norte.

Antes de ser jogado no mar, o carro ainda atravessou uma ciclovia e a calçada. No momento em que o grupo de resgate chegou ao local, o veículo encontrava-se totalmente submerso.

Foi preciso quebrar os vidros do carro para que Librelato fosse retirado. No hospital, os médicos tentaram reanimá-lo. Mahicon Librelato chegou ao hospital com vida. Ele faleceria por parada cardio-respiratória.

A chuva intensa que caía sobre Florianópolis foi uma das causas do desastre. Acidentes semelhantes eram freqüentes no mesmo local.

O corpo do jogador foi velado em uma empresa da família - cerca de mil pessoas passaram pelo local. Depois houve uma missa de corpo presente na igreja de Orleans e em seguida o cortejo seguiu debaixo de muita chuva para o cemitério. Em cima do caixão havia uma bandeira do Internacional e outra do Criciúma, clubes em que atuou.

Oposição vencia eleição na OAB Criciúma em 16 de novembro de 2009

access_time15/11/2017 23:30 personAntônio Colossi

A Chapa 2, dos candidatos Robinson Kraemer e Luiz Fernando Michalak, vencia em 16 de novembro de 2009, as eleições da OAB na região de Criciúma por 401 votos contra 348 da chapa 1, encabeçada pelo candidato Adriano Goudinho, o que correspondia a 53,5% dos votos válidos.

A votação começou as 9h e terminou as 17h, tendo a participação total de 757 advogados, com cinco votos em branco e três nulos.

O candidato vitorioso daquele pleito, Robinson Kraemer, dedicou a vitória para todos os colegas que optaram pela renovação. O vice-presidente eleito Luiz Fernando Michalak, agradeceu aos apoiadores e salientou que a partir daquele momento era hora de muito trabalho para fortalecer a classe e pôr as propostas em prática.

Os simpatizantes da Chapa 2 acompanharam desde as primeiras horas da manhã até o desfecho da apuração do pleito eleitoral, em frente ao edifício Euclides Crevanzi.

Enquanto o resultado oficial não era anunciado, os celulares não paravam de tocar e a ansiedade foi descarregada nas unhas.

Depois de 15 minutos de espera, foi confirmada a vitória da OAB por você, e os candidatos vitoriosos da Chapa 2 comemoraram a conquista sob aplausos dos presentes.

O presidente eleito destacou os novos rumos que a entidade iria tomar salientando que a OAB Criciúma se tornaria ainda mais unida e engajada com os debates relevantes de interesse de toda a comunidade.

A nova diretoria da OAB Criciúma tomaria posse em janeiro de 2010.

Romanna Remor assumia como deputada federal em 8 de novembro de 2011

access_time08/11/2017 00:01 personAntônio Colossi

A dinâmica da vida é feita de desafios e Romanna Remor partia para um novo em sua carreira política.

No dia anterior, ela havia protocolado o pedido de renúncia ao cargo de vereadora de Criciúma e assumia, em 8 de novembro de 2011, às 15h, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o lugar do deputado federal Gean Loureiro, que havia se licenciado do cargo.

Em seu discurso ao assumir como deputada federal, Romanna destacou a coragem de ter mudado de sigla partidária.

O vice-governador e na oportunidade presidente estadual do PMDB, Eduardo Moreira, havia sido o grande articulador para que Romanna migrasse de partido.

Participaram da cerimônia de posse, além do vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Moreira, o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp e o deputado federal Ronaldo Benedet.

Gean Loureiro se afastou do cargo para comandar uma secretaria na Prefeitura de Florianópolis.

Ao assumir o cargo em Brasília, a deputada federal estipulou metas e traçou seu planejamento de trabalho. Lutaria, na ocasião, pela defesa da conclusão da BR-101.

Sem saber o tempo de permanência no cargo, Romanna afirmava na época que trabalharia cada dia como se fosse o último.

Nas eleições realizadas em 3 de outubro de 2010, Romanna Remor, então do Democratas, ficou na suplência da coligação liderada pelo Democratas e PMDB, alcançando 59.672 votos.

55 horas de tensão sem energia na capital

access_time31/10/2017 00:02 personAntônio Colossi

Após quase 55 horas sem energia, a maior parte dos moradores da ilha de Santa Catarina, que comporta 85% do território de Florianópolis, celebrava em 31 de outubro de 2003, por volta das 18h, a volta da luz depois de nove adiamentos.

Parte da população pôde acender lâmpadas mais cedo, às 11h, no centro (46 horas depois do apagão).

Aos poucos, o trânsito e o abastecimento de água começaram a ser normalizados. A distribuição hídrica estaria totalmente regular só depois de 72 horas, segundo a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento).

A segunda noite sem iluminação na parte insular da cidade teve arrombamentos de casas, incêndio provocado por velas em três casas geminadas e um estupro. Segundo o então comandante do policiamento metropolitano, Eliésio Rodrigues, o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) teve na oportunidade um aumento de 40% nas chamadas em relação à madrugada anterior. Cerca de 30% delas eram para atendimentos sociais, como transporte de doente ao hospital e socorro a gestantes.

Nas duas noites do blecaute, houve queda de 30% na média de ocorrências policiais na cidade, que varia de 500 a 600.

O Ministério Público Estadual abriu investigação para apurar as responsabilidades pelo acidente, que deixou cerca de 300 mil pessoas sem luz e água por mais de dois dias.

O blecaute ocorreu durante manutenção de cabos em uma galeria da Celesc sob a ponte Governador Colombo Machado Salles.

Uma da eleições para o governo de SC mais concorridas da história ocorria em 27 de outubro de 2002

access_time27/10/2017 00:20 personAntônio Colossi

O então ex-prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira, foi eleito em 27 de outubro de 2002, governador de Santa Catarina com 50,34% dos votos. O na época governador Esperidião Amin, teve 49,66%.

A eleição no Estado foi decidida voto a voto entre os dois candidatos, que até o último instante acompanharem ansiosos a divulgação dos resultados parciais do Tribunal Regional Eleitoral.

Luiz Henrique apostava na vantagem obtida em Joinville, maior colégio eleitoral do Estado, para terminar a apuração na frente. Reunido em casa casa família, o peemedebista respirava aliviado com os números positivos da pesquisa de boca de urna.

O candidato do PMDB dizia na oportunidade que o apoio de José Fritsch, ex-adversário do PT, foi fundamental para a vitória.

Em setembro daquele ano, o governador Amin aparecia nas pesquisas com boas chances de vencer a disputa no primeiro turno.

O apoio de Lula, que prestigiou o candidato do PMDB com seu ultimo comício de campanha, foi decisivo para transferir a maior parte dos votos dos petistas a Luiz Henrique.

Até as vésperas das eleições, entretanto, o resultado era imprevisível, com um empate de 44% das intenções de votos entre os dois adversários.

Há sete anos falecia "Seu" Ivo

access_time24/10/2017 06:01 personAntônio Colossi

O torcedor do Criciúma Ivo Costa, então com 63 anos, que em 2008 teve a mão direita amputada por uma bomba atirada na arquibancada do estádio Heriberto Hülse, foi encontrado morto em sua casa no bairro Próspera, na manhã de 24 de outubro de 2010.

Segundo o sobrinho André da Rocha, a morte foi descoberta quando a irmã do idoso, dona Dalva, foi até o quarto onde ele dormia por volta das 7h para lhe levar o café da manhã.

Ele estava deitado e, segundo a família, provavelmente morreu dormindo. No dia anterior, seu Ivo ficou emocionado ao acompanhar pelo rádio e pela televisão em sua casa a vitória do Tigre por 2 a 0 sobre o Macaé e o acesso a Série B do Campeonato Brasileiro.

Em 24 de fevereiro de 2008, seu Ivo teve a mão direita amputada por uma bomba atirada na arquibancada do estádio Heriberto Hulse durante um jogo do Tigre contra o Avaí no primeiro turno do Campeonato Catarinense. O aposentado tentou pegar o artefato e jogá-lo para longe, mas ele explodiu na sua mão.

Os responsáveis pela bomba foram identificados e presos tempos depois. Ao aposentado restou se conformar com uma pequena indenização pela perda da mão.

O torcedor faleceu vestindo a camisa do Criciúma, que havia ganhado da diretoria do clube. Com ela, também foi sepultado.

Em 18 de outubro de 1974, era inaugurada, em Criciúma, a Vila Olímpica

access_time17/10/2017 23:45 personAntônio Colossi

Há 43 anos, enquanto parte dos municípios catarinenses tentava se recuperar da enchente que atingiu o estado em 1974, Criciúma queria sediar a 15ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina.

Para isso, a cidade precisaria oferecer estrutura à prática de todos os esportes da competição. Por este motivo, o prefeito da época, Algemiro Manique Barreto e seu vice Fidélis Back, decidiram construir a Vila Olímpica Governador Colombo Machado Salles, no Morro Cechinel.

Segundo o então prefeito, a estrutura de 5 hectares foi construída num tempo recorde. A obra teve inicio no mês de fevereiro de 1974 e foi inaugurada em 18 de outubro do mesmo ano, ás vésperas dos Jogos.

Para construir a Vila, que teria um custo de um milhão e seiscentos mil cruzeiros, o prefeito Algemiro Manique Barreto mais o então governador Colombo Machado Salles estiveram com o Ministro da Educação do Governo Geisel, Nei Braga, para pedir recursos do Governo Federal, que liberou 400 mil cruzeiros para a obra.

O prefeito Manique Barreto lembrava que na época a piscina teve que ser enchida com caminhão-pipa, porque na ocasião a força da água não era suficiente para encher a piscina no alto do morro.

Os 45 anos do "Milagre dos Andes"

access_time12/10/2017 23:45 personAntônio Colossi

No dia 13 de outubro de 1972 caía, na Cordilheira dos Andes, o avião que fazia o Voo Força Aérea Uruguaia 571, no episódio que ficou conhecido como Tragédia dos Andes ou Milagre dos Andes.

Tratou-se de um voo fretado que transportava 45 pessoas, incluindo uma equipe de rúgbi.

Alguns passageiros morreram na hora por conta do impacto e outros não resistiram muito tempo devido aos ferimentos e ao frio.

Dos 29 que sobreviveram após o acidente, oito foram mortos por uma avalanche que atingiu o local nos dias subsequentes.

A área em que o avião caiu ficava numa região remota da Cordilheira dos Andes, a mais de 3.600 metros de altitude, local de condições extremas, sem fonte de calor ou comida.

Por causa da imensa fome após tanto tempo no local, os sobreviventes tiveram que se alimentar da carne dos passageiros mortos.

Eles também escutaram no rádio do avião que as buscas haviam sido abandonadas, o que fez com que dois dos sobreviventes deixassem o local em busca de ajuda.

Foram 10 dias até que encontraram uma pessoa, que lhes deu comida e, em seguida, chamou socorro. Quando isso aconteceu, 72 dias após o acidente, houve intensa comoção, e o fato de as pessoas terem sobrevivido foi considerado um milagre.

Em 12 de outubro de 1992 desaparecia o "Senhor Diretas"

access_time12/10/2017 00:05 personAntônio Colossi

O então deputado federal Ulysses Guimarães, de 76 anos de idade, falecia em 12 de outubro de 1992, depois que o helicóptero em que viajava caiu no mar. Ulysses havia passado o feriado prolongado na casa de um empresário em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro.

Às três e vinte da tarde daquela segunda-feira, 12 de outubro, Ulysses embarcou para São Paulo. No helicóptero também estavam a mulher do deputado,
Mora, o ex-senador Severo Gomes e sua mulher, Henriqueta.

Avisada sobre chuvas em São Paulo, Mora tentou convencer o marido a adiar a viagem.

O temporal, com ventos de 90 Km/h, fez o piloto decidir evitar a serra e optar por um trajeto sobre o mar.

À noite, o Ministério da Aeronáutica já sabia do desaparecimento do helicóptero. Os destroços foram localizados há 23 anos entre as cidades de Paraty, Rio de Janeiro e Ubatuba, estado de São Paulo, alguns a 20 km da costa.

As operações resgataram três corpos, do piloto, de Severo e da mulher de Ulysses.

Um dos mais importantes políticos brasileiros da história, Ulysses foi o principal articulador das Diretas-Já e da Constituinte.

Marquise da Loja Arapuã de Porto Alegre desabava matando nove pessoas em 1988

access_time05/10/2017 23:55 personAntônio Colossi

Uma marquise de concreto de quatro toneladas e meia do prédio onde ficava a Loja Arapuã, na rua Dr. Flores, no centro de Porto Alegre, desabou as quatro e meia da tarde de 6 de outubro de 1988, provocando a morte de nove pessoas.

A queda da marquise ocorreu durante a apresentação do “Arapinho”, personagem-símbolo da loja, que distribuía balas e chocolates aos clientes em homenagem ao Dia da Criança.

Duas crianças morreram. Entre os mortos estava o soldado da Policial Militar Oscar Silva da Silva, que foi prestar socorro e acabou atingido por uma parte da marquise.

O então gerente regional da Arapuã, José Barros de Carvalho, dizia à época não saber a quem atribuir o desabamento.

Centenas de pessoas assistiram o acidente, já que a rua Dr. Flores, é uma das mais movimentadas do centro da capital gaúcha. No trecho que era ocupado pela loja Arapuã, entre as ruas Otávio Rocha e Voluntários da Pátria, estavam instalados terminais de lotação e várias outras lojas.

O delegado de polícia Altair Pedresky informou que o povo foi o primeiro a ajudar no socorro das vítimas. Cem policiais e cinco carros do Corpo de Bombeiros participaram da operação de resgate.

Todas as lojas do quarteirão fecharam suas portas após o acidente e área foi isolada.

O então prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, classificou o acidente como uma tragédia coletiva.

Em 5 de outubro de 1988 era promulgada a Constituição Federal

access_time04/10/2017 23:23 personAntônio Colossi

Depois de exatos 8.955 dias de incertezas institucionais, a contar do dia 31 de março de 1964, o Brasil inaugurou no dia 5 de outubro de 1988 uma nova era. Nesta data entrou em vigor a nova Constituição, conhecida como Constituição Cidadã, pondo fim ao ciclo autoritário instituído pelo governo militar.

Por volta das 16h, diante do Presidente da República José Sarney, do presidente do Supremo Tribunal Federal, deputados, senadores e governadores, Ulysses Guimarães, presidente da Assembléia Nacional Constituinte, declarou promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil.

O discurso da figura emblemática e crucial do deputado foi aplaudido pelo auditório lotado por 33 vezes. No final, após lembrar os esforços de Tancredo Neves para que a Carta fosse promulgada, manifestou o seu repúdio aos tempos passados.

A partir daquele momento, ninguém mais poderia ser preso a não ser em flagrante ou com expressa ordem judicial, nenhum empregado poderia ser demitido sem receber a multa de 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Todo cidadão teria então garantidos seus direitos individuais, coletivos, sociais, de nacionalidade e políticos. Liberdade de expressão e pensamento, assim como a igualdade de todos perante a Lei também foram destaques da Carta Magna.

Era exemplo de uma nova era na qual o Congresso Nacional, marginalizado pelos militares – que o colocaram três vezes em recesso (1966, 1968,1977), podia exercer sem restrições as atividades que eram de sua competência, como modificar o orçamento da União.

A chamada “Constituição Cidadã” é vigente até os dias de hoje.

Em 4 de outubro de 2008 falecia Jorge Zanatta

access_time04/10/2017 00:00 personAntônio Colossi

Santa Catarina perdeu na tarde de 4 de outubro de 2008, um dos grandes nomes do setor industrial. Jorge Zanatta faleceu aos 83 anos, devido a complicações decorrentes de insuficiência renal. O corpo do empreendedor que construiu o bem sucedido grupo empresarial Jorge Zanatta, carregando empresas do setor plástico, químico e cerâmico, foi velado na Associação Imbralit e sepultado no dia seguinte, no cemitério municipal de Criciúma.

O empresário deixou a esposa, Adelinda, quatro filhos, oito netos e um bisneto.

Jorge Zanatta nasceu em 28 de outubro de 1924, na localidade de Linha Torrens, na época pertencente à Urussanga. O Filho de Vergínio Zanatta e Angelina Búrigo Zanatta, trabalhou até os 15 anos na lavoura, engenho de farinha e na serraria da família.

Em 1939, mudou-se para Morro da Fumaça, onde trabalhou por quase sete anos na loja de tecidos, secos e molhados de Nico e Santos Guglielmi.

Em 1945, veio morar em Criciúma, onde atuou como comprador e vendedor da loja de ferragens de seu irmão Alcino Zanatta.

O empresário abriu, em 1956, um estabelecimento comercial no ramo de ferragens em geral batizado de Zanatta & Cia LTDA em Criciúma.

A Canguru Embalagens surgiu em 1970, fundada juntamente com outros sócios, em 1973, fundou a Promove, indústria de edição e impressão de produtos gráficos.

Seu espirito empreendedor fez com que em 1974 nascessem mais três empresas em Criciúma, a Descartáveis Zanatta, a Imbralit e a Canguru Agropecuária.

A partir de 2007, passou a se dedicar exclusivamente à presidência do Conselho de administração do grupo empresarial Jorge Zanatta.

Atuou como conselheiro vitalício e colaborador do Criciúma EC, e em 1996, recebeu o título de cidadão honorário de Criciúma.

Paulo Meller se tornava prefeito de Criciúma em 3 de outubro de 1996

access_time02/10/2017 23:25 personAntônio Colossi

Em 1996, a coligação unidade popular manteve-se firme no propósito de continuar a frente da prefeitura de Criciúma, repetindo a união do PMDB com o PSDB nas eleições daquele ano.

Os dois partidos comandavam a cidade desde a vitória de Eduardo Moreira Anderlei Antonelli em 1992. Como na época não havia reeleição, foram escolhidos para disputarem o pleito eleitoral de 96 os nomes de Paulo Meller, do PMDB e Maria dal Farra Naspolini, então no PSDB, para assim, manterem a dobradinha na administração do municipio.

Meller era o franco favorito a vencer aquela eleição, respaldado pela administração peemedebista de então. Concorriam com ele, nomes como o de Altair Guidi, do PPB, Décio Góes, do PT, Moacir Fernandes, do PFL e Robak Barros, do PC do B.

As eleições municipais de 1996 aconteceram em uma quinta-feira 3 de outubro, sendo as primeiras eleições realizadas no governo Fernando Henrique Cardoso e as últimas antes da adoção da reeleição para cargos executivos.

Paulo Meller, confirmando os prognósticos, venceria aquela eleição, que foi significativa pois registrou a maior vantagem da história entre o primeiro e o segundo colocado na votação.

O peemedebista obteve 40 mil 604 votos, contra 26 mil 827 de Altair Guidi, uma diferença de quase 13 mil e quinhentos votos, maior diferença até então, só superada na eleição de 2008

Há 25 anos, era aprovado o impeachment contra o presidente Collor

access_time29/09/2017 00:10 personAntônio Colossi

Há 25 anos, em 29 de setembro de 1992, uma votação no Plenário da Câmara fez história. O voto do então deputado Paulo Romano, do PFL de Minas Gerais, completou os 336 votos necessários para abrir o processo que resultou no impeachment do, na época, presidente da República, Fernando Collor de Mello.

A votação, pela abertura do processo de crime de responsabilidade, somou 441 votos a favor, 38 contra, uma abstenção e 23 ausências.

O voto que completou os dois terços necessários à aprovação foi intensamente comemorado no plenário, assim como os dos deputados Roberto Campos, que deixou o hospital para dizer sim; Benito Gama, presidente da CPI do PC; Ulysses Guimarães, e o mais surpreendente, Onaireves Moura, anfitrião de um banquete oferecido a Collor, duas semanas antes da votação do processo de impeachment.

A votação do impeachment, após as conclusões da CPI sobre Paulo César Farias, foi acompanhada por multidões que ocuparam ruas e praças das principais cidades do país.

Todo o processo político do impeachment estendeu-se por sete meses, de 1º de junho (data de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito no Congresso) a 29 de dezembro de 1992 (data em que Collor renunciou ao mandato).