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MARINGÁ & CRICIÚMA, O RETROVISOR

Willi Backes traça paralelos entre as duas cidades em tempos de debate sobre o desenvolvimento

comment Jornalismo access_time25/07/2018 - 20:00

Por justas razões, de tempos em tempos, lideranças de entidades constituídas da cidade de Maringá, no Paraná, são convidadas para palestrar e debater em rodadas institucionais em Criciúma, Santa Catarina. Os temas debatidos giram em torno do desenvolvimento econômico e acompanhamento civil nas ações públicas.
Para assimilar os ensinamentos oriundos de Maringá, é preciso conhecer antes um pouco de sua trajetória histórica. A data de fundação da vila de Maringá é 10 de maio de 1947, em terras da Fazenda São Bonifácio, respeitando áreas planejadas e divididas pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná. A implantação previu a cada 100 km um início planejado de cidade: Maringá, Londrina, Cianorte e Umuarama, e entre elas, outras pequenas civilizações.
Em 14 de fevereiro de 1951, Maringá emancipou-se de Mandaguari. Hoje, Maringá tem aproximadamente 410 mil habitantes e a região metropolitana além de Maringá formada pelos municípios de Mandaguaçu, Paiçandu, Sarandi, Marialva e Mandaguari, apresenta algo como 780 mil residentes.
No princípio o norte do Paraná tinha a monocultura do plantio do café. Nos anos 50, a introdução estrangeira do cultivo do algodão propiciou acelerado crescimento. Com extinção quase total do cultivo do café por decisão governamental, despontaram a pecuária, o soja, o trigo, os frigoríficos, o comercio em geral, notadamente no sistema atacadista.
A cidade de Maringá se instalou e cresceu vertiginosamente, obedecendo rigorosamente o plano diretor do Companhia Colonizadora, independentemente do usuário da cadeira do Paço Municipal. O projeto original previsto para população futura de 200 mil habitantes, dividiu as áreas por zonas específicas. Zona para comércio e serviços, para estruturas atacadistas, hospitais e centros clínicos, educandários, indústrias, residenciais, desporto e clubes sociais, assim por diante.
As terras da fazenda foram riscadas por futuras muitas avenidas e ruas abastecedoras. Largos passeios e calçadas com plantio de árvores, uma espécie diferente para cada via. Foram mantidas e plantadas áreas verdes, propiciando as maravilhas com são o Parque Ingá, Parque do Cinquentenário, Parque dos Pioneiros e o Horto Florestal. Não foi uma simples conservação. Todas estas áreas dos parques, urbanizadas, são para o usufruto dos residentes e visitantes.
Nos anos 70 e 80, quando do grande salto econômico de Maringá, as consultas para instalação e ou ampliação empreendedora eram visuais. Bastava ir no gabinete do Prefeito que lá, em grande dimensão nas paredes estavam expostos os mapas, DE TODO O MUNICÍPIO, já orientando o que poderia ou não ser edificado. Nenhum tijolo poderia receber argamassa antes da instalação da infraestrutura obrigatória quanto a hidráulica, esgotamento, energia elétrica e passeios. E é assim até hoje, ainda com mais rigidez e respeito ao planejado.
Guardadas as proporções, nos anos 50/60 Araranguá também foi planejado o que fez justificar o slogan de “cidade das avenidas”.
O mesmo planejador de Araranguá, naqueles tempos, tentou esboçar em Criciúma plano diretor prevendo ruas, praças, rios, recuos e avenidas. Foi gloriosamente expurgado.
Em 1970, o Prefeito Nelson Alexandrino contratou com empresa gaúcha o primeiro Plano Diretor de Criciúma. Em 1971, prefeito Argemiro Manique Barreto criou a criciumense planejadora COUDECRI. O sucessor prefeito Altair Guidi criou a CODEPLA Companhia de Desenvolvimento e Planejamento de Criciúma, que por algum tempo cumpriu com suas funções bem pensadas. A virada do século não fez bem à Entidade.
Desvirtuada de suas funções constitucionais, a CODEPLA foi extinta em setembro de 2015.
A gestão pública nas Prefeituras nos tempos contemporâneos, está mais nas mãos e despachos do Ministério Público do que nas intenções e vontades dos Prefeitos.
Lá em Maringá, o município tem corpo e alma. Tem direcionamento, futuro previsto e planejado. Cidade com olho aberto, regado com colírio da eficiência pensada. Antevisão.
Em Criciúma, pouco se constrói no coletivo. É reforma aqui e acolá, remendo sobre remendo anterior. Como imaginar investir e animar uma cidade inexpugnável funcional? A gestão pública fica o tempo todo tentando esconder a vassoura da bruxa.
O ano 2050 é logo ali. Apenas daqui trinta anos. Até lá seremos mais de 320 mil residentes. Os 120 mil a mais serão alojados e desenvolverão atividades econômicas e culturais aonde e como?
Planejar e prospectar não é um enigma. Se fomos os causadores do entrave, seremos ou devemos saber desatar o nó da civilidade coletiva.
É o que penso.

Reportagem: Jornalismo / Rádio Eldorado

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